carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Dom Casmurro

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
Dom Casmurro

Livro Ótimo - 4 opiniões

  • Leram
    77
  • Vão ler
    27
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    32

Autor: Machado de Assis

Editora: Ática

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 152

Ano de edição: 1981

Peso: 145 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar
tenho
trocar
empresto
favorido
comprar
quero-ganhar

 


Ótimo
Karla karitas Freire Vieira
31/10/2017 às 00:39
Paracuru - CE
Excelente leitura para os nossos ouvidos

Ótimo
Gabriela Oliveira
21/01/2016 às 18:13
João Monlevade - MG
Livro ótimo! Foi o primeiro livro do Machado de Assis que li,depois fui me interessando cada vez mais pelo autor!

Excelente
Josiane Souza
26/11/2013 às 14:04
Belo Horizonte - MG
Considero o mais incrível livro da obra de Machado de Assim, assim como o mais enigmático. Uma trama secamente narrada por meio dos olhos do narrador, Bentinho/Bento Santiago/Dom Casmurro. Machado de Assis, arquiteta uma trama, onde o forte amor de um homem por uma mulher pode ser destruído por uma simples palavra, palavra essa que é todo foco da narrativa, o ciúme.

Excelente
Marcio Mafra
19/09/2004 às 19:36
Brasília - DF


Brilhantemente narrado na primeira pessoa, o autor conta a vida de um menino, o Bentinho, deixando a dúvida se estes acontecimentos são ou não autobiográficos. No começo do conto o personagem explica porque foi apelidado de Dom Casmurro. Genialíssimo. Publicado juntamente com o Memórias Póstumas de Brás Cubas, e o Quincas Borba, Dom Casmurro compõe a trilogia mais famosa, pela qual se atribuiu a genialidade das obras de Machado. Coisa de gênio.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Bentinho que tinha por musa a Capitu, sua amiga e companheira de infância, com quem se casa e tem um filho: Ezequiel - nome dado em homenagem a Escobar. Depois Bentinho tem desconfiança que o filho não é seu.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Tudo era matéria às curiosidades de Capitu. Caso houve, porém, no qual não sei se aprendeu ou ensinou, ou se fez ambas as coisas, como eu. É o que contarei no outro capítulo. Neste direi somente que, passados alguns dias do ajuste com o agregado, fui ver a minha amiga; eram dez horas da manhã. D. Fortunata, que estava no quintal, nem esperou que eu lhe perguntasse pela filha. - Está na sala penteando o cabelo, disse-me; vá devagarzinho para lhe pregar um susto. Fui devagar, mas ou o pé ou o espelho traiu-me. Este pode ser que não fosse; era um espelhinho de pataca (perdoai a barateza) comprado a um mascate italiano, moldura tosca, argolinha de latão, pendente da parede, entre as duas janelas. Se não foi ele, foi o pé. Um ou outro, a verdade é que, apenas entrei na sala, pente, cabelos, toda ela voou pelos ares, e só lhe ouvi esta pergunta: - Há alguma coisa? - Não há nada, respondi; vim ver você antes que o padre Cabral chegue para a lição. Como passou a noite? - Eu bem. José Dias ainda não falou? - Parece que não. - Mas então quando fala? - Disse-me que hoje ou amanhã pretende tocar no assunto: não vai logo de pancada, falará assim por alto e por longe, um toque. Depois, entrará em matéria. Quer primeiro ver se mamãe tem a resolução feita. . . - Que tem, tem, interrompeu Capitu. E se não fosse preciso alguém para vencer já, e de todo, não se lhe falaria. Eu,já nem sei se José Dias poderá influir tanto; acho que fará tudo, se sentir que você realmente não quer ser padre, mas poderá alcançar.. . ? Ele é atendido; se, porém... É um inferno isto! Você teime com ele, Bentinho. - Teimo; hoje mesmo ele há de falar. - Você jura? - Juro! Deixe ver os olhos, Capitu. Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, "olhos de cigana oblíqua e dissimulada". Eu não sabia o que era obliqua; mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira; eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra idéia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que. . Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios Há de dobrar 9 gozo aos bem-aventurados do céu conhecer a soma dos tormentos que já terão padecido no inferno os seus inimigos; assim também a quantidade das delicias que terão gozado no céu os seus desafetos aumentarás dores aos condenados do inferno. Este outro suplício escapou ao divino Dante; mas eu não estou aqui para emendar poetas. Estou para contar que, ao cabo de um tempo não marcado, agarrei-me definitivamente aos cabelos de Capitu, mas então com as mãos, e disse-lhe, - para dizer alguma coisa, - que era capaz de os pentear, se quisesse.. - Você? - Eu mesmo. - Vai embaraçar-me o cabelo todo, isto, sim. - Se embaraçar, você desembaraça depois. - Vamos ver.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Adquiri, de um vendedor porta-à-porta, a coleção de livros Machado de Assis, em janeiro de 1962, quando já recebia salário do meu primeiro emprego, no Banco Inco - Banco Industria e Comercio de Santa Catarina, agência da W-3 Sul, quadra 7, bloco B, loja 3, anos depois se chamou quadra 507. A coleção, comprada e paga em prestações mensais se compunha de 11 volumes. Foi editada pela Sodegra Sociedade Editora e Grafica Ltda. A Mão e a Luva, Quincas Borba, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Helena, Contos 1º e 2º Volume, Esaú e Jacó, Iaiá Garcia, Ressurreição e Memorial de Aires. A edição Sadegra, que o Márcio comprou em prestações mensais, como pode-se ver nos registros, é de 1962. Provavelmente foi adquirido mais de vinte anos antes d'eu nascer. Faz parte de uma coleção até bem encadernada e poupada pelas traças - talvez pela tocante dedicatória que Assis faz a um verme em "Memórias Póstumas...". E falta Dom Casmurro, porque as coleções da Bibliomafrateca quase sempre se ressentem de um ou mais de seus ícones. O exemplar 384, adquirido numa data que não se sabe qual foi, é da editora Ática e substitui o volume que desapareceu da coleção editada pela Sadegra.


 

Para baixar ou visualizar o E-BOOK é necessário logar no site.
Clique aqui! para efetutar seu login.

 

Não tem uma conta?
Clique aqui e crie a sua agora!

 

 

 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2018
Todos os direitos reservados.