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Nostromo

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Nostromo

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Joseph Conrad

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Donaldson M. Garschagen

Páginas: 413

Ano de edição: 1996

Peso: 425 g

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Bom
Marcio Mafra
18/09/2004 às 12:32
Brasília - DF

Nostromo é um romance escrito no inicio de 1900, embora pudesse ter sido escrito no início do ano 2000, que ainda seria atual, porque e trata de um tema sempre presente nas sociedades atuais: a corrupção. Na história, o personagem principal detém o segredo de onde se encontra uma montanha de prata, originada de um roubo da carga de um navio inteiro, repleto do metal. Com sua morte, morre também o acesso ao segredo. A história parece nunca acabar. O final é ridículo O tema é bom, o livro - nem tanto. A tradução é sofrível.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Nostromo, expressão de homem forte na sua geração, mas de família complicada, roubou um navio carregado de prata e fundou a cidade chamada Sulaco.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Fazia parte daquilo que Decoud chamava de seu são materialismo não acreditar na possibilidade de amizade entre homem e mulher. A única exceção por ele admitida confirmava, a seu ver, essa regra absoluta. A amizade era possível entre irmão e irmã, significando amizade, nesse caso, a absoluta franqueza, perante outro ser humano, quanto a todos os pensamentos e sensações; toda a sinceridade desinteressada e imperiosa da vida mais íntima de uma pessoa a tentar reagir com as profundas afinidades de uma outra existência. Sua irmã predileta, o anjo formoso, ligeiramente arbitrário e resoluto, a dominar o pai e a mãe nos apartamentos de primeiro andar de um esplêndido prédio em Paris, era a recipiente das confidências de Martin Decoud quanto a seus pensamentos, atos, objetivos, dúvidas e até fracassos... Prepare nosso pequeno círculo em Paris para õ nascimento de outra república sul-americana. Mais uma ou menos uma, que importa? Elas podem vir ao mundo como flores malignas num viveiro de instituições putrefatas; mas a semente desta germinou no cérebro de seu irmão, e isso bastará para merecer de você uma devotada aprovação. Estou a escrever-lhe esta carta à luz de uma vela solitária, numa espécie de estalagem, perto do porto, de um italiano chamado Viola, protegido de Mrs. Gould. Toda a casa, que, pelo que sei, talvez tenha sido erigida por um conquistador dado à caça de pérolas há trezentos anos, está mergulhada no silêncio. O mesmo acontece com a planície entre a cidade e o porto; está silenciosa, mas não às escuras como a casa, porque turmas de operários italianos que guardam a estrada de ferro acenderam pequenas fogueiras em toda a extensão da linha. Ontem não havia tamanho silêncio por aqui. Tivemos uma medonha rebelião - uma súbita insurreição do populacho, que só foi sufocada hoje, quando a noite caia. Seu objetivo, sem dúvida, era o saque, e tal meta foi baldada, como você já deve ter tomado conhecimento através do cabograma enviado via San Francisco e Nova York na noite de ontem, quando os cabos ainda funcionavam. Você já terá lido no despacho que a ação enérgica dos europeus da estrada de ferro salvou a cidade de destruição, e não há por que duvidar disso. Eu próprio redigi o despacho. Não temos aqui um representante da Reuters. Também disparei contra a turba, das janelas do clube, na companhia de outros jovens de posição. Nosso propósito consistia em manter a Calle de La Constituición aberta para a retira. Da das senhoras e crianças, que buscaram refúgio nos dois navios cargueiros que se acham no porto. Isso foi ontem. Você deve ter sido também informada, pelo despacho, de que o presidente Ribiera, que havia desaparecido depois da batalha de Santa Marta, deu com os costados aqui em Sulaco, por uma daquelas estranhas coincidências quase inacreditáveis, montando uma mula manca e indo Cair justamente no meio da luta nas ruas. Ao que parece, ele havia fugido, na companhia de um arrieiro de nome Bonifacio, pela montanha; evadiu-se às ameaças de Montero e foi bater nos braços de uma chusma enfurecida. O capataz dos estivadores, aquele marinheiro italiano de quem já lhe falei antes, salvou-o de uma morte ignóbil. O homem parece ter o dom especial de estar no lugar certo sempre que surge a oportunidade de algum feito pitoresco. Estava ele comigo, às quatro horas da manhã, nos escritórios do Porvenir, onde fora ter tão cedo a fim de advertir-me sobre o distúrbio iminente, e também para me garantir que manteria seus estivadores do lado da ordem. Ao raiar o dia, estávamos olhando, os dois, para a multidão que, a pé ou a cavalo, fazia uma manifestação na prazo e atirava pedras nas janelas da Intendência. Nostromo (é por esse nome que o chamam aqui) estava a mostrar-me seus estivadores misturados na turba. O sol custa a brilhar sobre Sulaco, pois primeiro tem de transpor as montanhas. Naquela clara luz matinal, mais intensa que a do crepúsculo, Nostromo avistou do outro lado da enorme p/aza, no final da rua além da catedral, um homem montado, que parecia enfrentar problemas com um bando vociferante de léperos. No mesmo instante me disse: "Aquele homem não é daqui. O que estão fazendo a ele?" Em seguida, tirou o apito de prata que tem o hábito de usar no cais (o homem parece desprezar qualquer metal menos precioso que a prata) e soprou-o duas vezes, o que evidentemente era um sinal combinado com os estivadores. Saiu correndo imediatamente, e os homens se reuniram em torno dele. Também eu corri, mas estava atrasado para acompanhá-los e ajudar no resgate do forasteiro, cuja montaria fora derrubada. Fui identificado logo como um odiado aristocrata, e fiquei feliz por conseguir chegar ao clube, onde Don Jaime Berges (talvez se lembre da visita que ele fez a nossa casa em Paris há cerca de três anos) jogou uma espingarda de caça em minhas mãos. Já estavam disparando das janelas. Havia montinhos de cartuchos espalhados nas mesas de jogo, abertas. Lembro-me de ter visto algumas cadeiras reviradas, garrafas a rolar no chão entre baralhos que tinham sido espalhados de repente, no momento em que os caballeros se levantaram para abrir fogo sobre a multidão. A maioria dos moços havia passado a noite no clube, à espera de um motim dessa natureza. Em dois candelabros, nos consolos, as velas já quase se apagavam. Uma grande porca de ferro, provavelmente furtada da oficina da estrada de ferro, entrou voando pela janela no momento em que entrei, e quebrou um dos grandes espelhos na parede. Notei também um dos criados do clube de mãos e pés amarrados com cordões da cortina e atirado num canto. Tenho uma vaga lembrança de Don Jaime a garantir-me apressadamente que o sujeito fora flagrado pondo veneno nos pratos da ceia. Mas me lembro claramente de que ele gritava por misericórdia, sem parar um só momento, continuamente, e tão desprezado que ninguém nem se dava ao trabalho de amordaçá-lo. A bulha que ele fazia era tão desagradável que cheguei a pensar em fazê-lo eu mesmo. Mas não havia tempo a perder com essas bagatelas. Ocupei meu lugar em uma das janelas e comecei a atirar. Só bem depois, à tarde, é que vim a saber quem era o homem que Nostromo, juntamente com seus estivadores e alguns operários italianos, havia conseguido salvar daqueles tratantes embriagados. O homem é de um talento verdadeiramente especial quando se trata de fazer alguma coisa que desperte a imaginação. Comentei esse fato com ele, depois de algum grau de ordem haver sido restabelecido na cidade, e sua resposta de certa maneira me surpreendeu. Disse ele, soturno: "E quanto recebo em paga disso, senõr? Ocorreu-me então que talvez a vaidade desse homem tenha sido saciada pela adulação da arraia-miúda e pelas confidências de seus superiores! Decoud fez uma pausa para acender um cigarro, e depois, com a cabeça ainda baixa sobre o texto, soprou uma nuvem de fumaça, que pareceu ricochetear sobre o papel. Pegou de novo o lápis.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF
Este exemplar, da coleção Mestres da Literatura Contemporânea, adquirimos quando fomos à S.Paulo, por ocasião do casamento do Gustavo com Patrícia, em 31 julho de 98 Na porta de uma loja de bairro havia verdadeira montanha de livros, todos à R$ 5,00. Trouxemos um bocado de livros de "capa dura" na cor azul. Nesta oportunidade praticamos a mais legítima "cultura métrica", ou seja, quando se compra livro a metro, para enfeitar prateleira.

 

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