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A Guerra - A Ascensão do PCC e o Mundo do Crime no Brasil

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A Guerra - A Ascensão do PCC e o Mundo do Crime no Brasil

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Autor: Bruno Paes Manso

Editora: Todavia

Assunto: Jornalismo

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 342

Ano de edição: 2018

Peso: 380 g

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Bom
Marcio Mafra
05/08/2019 às 17:03
Brasília - DF
“A Guerra” sobre a “ascensão do PCC - Primeiro Comando da Capital e o mundo do crime no Brasil”, de autoria conjunta de Bruno Paes Manso e Camila Nunes Dias é o retrato mais completo do PCC, protagonista de atrocidades e violência que saiu das cadeias e se espalhou – feito rastilho de pólvora - pelas periferias de todas as cidades pequenas, médias e grandes do Brasil.
Claro que o “Estado Brasileiro” não se programou com inteligência para o enfrentamento do crime. Tudo começou em 1993, uma anunciada reação ao massacre do Carandiru, quando no ano anterior, no mês de outubro, a policia a Polícia Militar do Estado de São Paulo, para conter uma rebelião na Casa de Detenção de São Paulo, matou 111 detentos.
O PCC era e ainda é inimigo do CV Comando Vermelho, outra facção de bandidos que comandam o crime no país, com domínio nas favelas do Rio de Janeiro e São Paulo.
A leitura do livro mais parece um relatório e por vezes é cansativa.
Mas vale a pena para entender as engrenagens que funcionam até nas prisões federais e também nos países de fronteira como Paraguai, Bolívia e Peru onde se produz muita droga e se comercializam armamentos pesados.

Marcio Mafra
05/08/2019 às 00:00
Brasília - DF

A Guerra é o livro que narra a Ascensão do PCC – Primeiro Comando da Capital e o mundo do crime no Brasil, desde o final dos anos 90 e inicio dos anos 2000, até os dias de 2018/2019.

Marcio Mafra
05/08/2019 às 00:00
Brasília - DF

As rebeliões

A maior e a mais mortal sequência de assassinatos em massa da história do sistema carcerário, do Brasil e do mundo, teve início no dia 16 de outubro de 2016, na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Roraima. A situação do presídio era precária, como em boa parte do país. Perto de 1,5 mil presos conviviam num espaço para 750 pessoas, o que abria brechas para a criatividade. Em Monte Cristo, os presos construíram uma pequena vila no terreno da penitenciária com lojinhas, uma igreja e até academia de ginástica, com barracas feitas de lona, placas de madeira e embalagens de marmitex.

A aparente flexibilidade das autoridades revelava, na verdade, o descaso do Estado. Direitos básicos não eram atendidos, como os relacionados à saúde e à assistência jurídica. Perto de mil pessoas estavam presas provisoriamente, à espera de julgamento. Parte do esgoto do presídio era despejada no meio do pátio, produzindo mau cheiro permanente. Além de construírem pequenas vilas, as facções foram se fortalecendo em Roraima para governar o mundo das prisões.

O Comando Vermelho começou a se articular no estado em 2014. No Natal daquele ano, integrantes do grupo conseguiram coordenar da penitenciária de Monte Cristo uma onda de ataques a ônibus em Boa Vista para protestar contra o tratamento nas prisões. No ano seguinte, para se contrapor à força do CV, o PCC pôs em prática sua estratégia de filiação em massa. O PCC de Roraima, que não tinha registro de filiados até então, chegaria a quase mil batizados às vésperas do motim de outubro de 2016.

Um ambiente explosivo foi se formando na penitenciária conforme os grupos cresciam. Armas brancas eram fabricadas pelos presos com o entulho espalhado pelo pátio. Alguns circulavam abertamente com suas facas O rompimento formal entre os grupos, em junho de 2016, criou um impasse. Como dividir o espaço com inimigos armados? Coube ao PCC tomar a iniciativa da ação, na tentativa de eliminar os rivais.

A tática foi agir de surpresa às 15 horas de um domingo, dia das visitas, ocasião sagrada para a massa carcerária. Os presos filiados ao PCC encontraram um pedaço de coluna de concreto no entulho abandonado e o usaram como aríete, abrindo buracos em quatro paredes que os separavam dos rivais. Entraram armados com facas improvisadas e chaves de fenda. Parte dos presos atacados conseguiu se proteger em uma cela de paredes mais resistentes, mas outro grupo preferiu reagir. Acabaram massacrados pelos integrantes do PCC, em número bem maior.

Dez pessoas foram assassinadas, entre elas Valdiney de Alencar Souza, o Vida-Loka, que havia organizado os ataques a ônibus em Boa Vista em 2014. Eles foram decapitados e tiveram o corpo jogado em colchões em chamas, num ritual que viraria padrão nos conflitos. Cerca de cinquenta familiares de presos, a maioria mulheres, estavam no local durante a confusão e foram liberados após a rebelião, que só acabou perto das 22 horas.

Na mesma hora, celulares de presos em penitenciárias ao redor do Brasil começaram a pipocar com imagens da barbárie. A entrada do celular nas prisões pode ocorrer por meio da corrupção de funcionários que fazem vista grossa para aparelhos trazidos por advogados, familiares ou até mesmo diretamente pelos servidores públicos. Também chegam escondidos na alimentação ou em qualquer material para trabalho. Em algumas penitenciárias, são arremessados para dentro por pessoas que se arriscam a chegar até as proximidades das muralhas. A fiscalização também pode ser driblada com criatividade: já foram identificadas formas sofisticadas de ingresso, como drones e até mesmo pássaros com o aparelho amarrado ao corpo. A queda de braço entre governos estaduais e federal e as operadoras de telefonia móvel para barrar os sinais dos celulares já dura mais de duas décadas: um lado exige bloqueadores nos presídios, sem custo adicional para o Estado. O outro diz que é tecnicamente inviável porque bloquearia o sinal em toda a vizinhança, o que prejudicaria os clientes, além de ser uma medida ineficaz, já que bastaria um desenvolvimento tecnológico qualquer para que o sinal pudesse passar incólume pelo bloqueador. De qualquer forma, os celulares seguem na ativa.

A novidade durante a crise nos presídios seria o uso constante dos aplicativos, com rebeliões e carnificinas fotografadas, filmadas e noticiadas em tempo real pelos próprios presos, numa espécie de “TV Prisão”. O efeito cascata dos primeiros ataques ocorreu nas horas iniciais daquela segunda-feira, ainda de madrugada, dessa vez durante uma rebelião no Presídio Ênio Pinheiro, em Rondônia. Mais do que uma resposta articulada ou planejada, as mortes em Porto Velho pareciam um espasmo, uma reação emocional da massa de presos que misturava sentimentos de medo e ódio. Ali, foi a vez de o Comando Vermelho partir para o ataque. Eles se juntaram no pátio da unidade para atacar um detento recém-transferido que dizia ser do PCC. Atearam fogo nos colchões, provocando a morte de oito presos. Alguns morreram carbonizados ao se esconder embaixo da caixa-d’água. A disputa entre as facções seguia pouco debatida na grande imprensa, mas o cenário já era de completo descontrole. Três dias depois, em 20 de outubro, a confusão chegaria ao Presídio Francisco D’Oliveira Conde, no Acre. A troca de ameaças via WhatsApp preparou o quadro nos dias anteriores. No final da tarde, integrantes do PCC se uniram a membros da facção local chamada Bonde dos 13 para atacar o CV, produzindo rebeliões em três pavilhões. Um agente penitenciário havia facilitado a entrada de armas, o que acabou por resultar em mortes por armas de fogo. Quatro presos morreram. No mesmo dia, na cidade de Rio Branco, nove pessoas foram assassinadas. O governo do estado atribuiu os conflitos do lado de fora à disputa entre as facções. As ruas ficaram desertas e boatos sobre incêndios em favelas e atentados começaram a se espalhar. A confusão continuou em escala homeopática, pipocando em estados distantes dos grandes centros, principalmente na região Norte do país, com pouca relevância no noticiário nacional. Em Roraima, no dia 22 de outubro, seis dias após a primeira rebelião, mais um preso foi esquartejado. Outros dois foram decapitados nos dias 15 e 21 de novembro. As rebeliões e as mortes isoladas ainda eram pouco compreendidas, como se fossem problemas restritos aos estados onde elas ocorriam.

Permanecia a falsa impressão de que a situação estava sob controle. Mas as placas continuavam se movimentando, com os grupos em polvorosa a planejar os próximos passos. Um terremoto era questão de tempo. Depois das rebeliões em Roraima, Rondônia e Acre, integrantes do PCC mandaram um salve geral para dar sua versão da crise. O comunicado era voltado para a massa carcerária. Foram listados conflitos isolados em diferentes estados, emblemas de uma fratura na união utópica do crime. Segundo o PCC, a cooperação não vinha se realizando por falta de empenho dos integrantes do CV em punir os dissidentes da nova ordem.

Comunicado Geral

A sintonia do Primeiro Comando da Capital vem por meio deste passar com total transparência a toda massa carcerária e todas facções amigas o motivo que levol o tal ocorrido no Estado de Roraima.

A cerca de três (3anos buscamos um dialogo com a liderança do cv nos estados, sempre visando a Paz e a União do Crime no Brasil e o que recebemos em troca, foi irmão nosso esfaqueado e Rondonia e nada ocorreu, ato de talaricagem por parte de um integrante do cvrr [Comando Vermelho de Roraima] e nenhum retorno, pai de um irmão nosso morto no Maranhão e nem uma manifestação da liderança do cv em prol a resolver tais fatos.

Como se não bastasse, se aliaram a inimigos nossos que agiram de tal covardia como o pgc que matou uma cunhada e sua prima por ser parentes de pcc, matarão 1 menina de 14 anos só por que fechava com nós.

A mesma aliança se estendeu pra facção Sindicato rn que num gesto de querer mostrar força matarão uma senhora evangélica e tetraplégica uma criança sobrinho de um irmão nosso e seu irmão de sangue numa chacina covarde no Rio Grande do Norte pra afetar o integrante do pcc,

Agora chegaram ao extremo de Andarem armados de facas em pátios de visita no Acre e no estado de Roraima. Acreditamos que o crime do paiz não é cego e consegue enxergar com clareza o que realmente é desrespeito com familiares e quem deu ponta pé inicial pra essa guerra sangrenta que se iniciou. Pra nos do pcc sempre foi mais viável a Paz, mais como nunca tivemos esse retorno por parte dos integrantes do c.v que sempre agiram de ousadia nos desrespeitando e desafiando, acabamos chegando a esse embate, que gerou esse monte de morte, acarretando vários problemas num gesto covarde vem se apossando das lojinhas dos traficantes menos estruturados, tirando seus corres. No Para um irmão nosso foi morto num pavilhão do cv e nada aconteceu, tentaram contra a vida do nosso irmão Tonho que só não morreu por que o companheiro não deixou.

Tivemos a ciência que o cv soltou salves falando que desrespeitam os visitas que fizemos familiares reféns, pura mentira, os familiares que retornaram pra unidade apos o inicio do confronto não saíram por que não quiz, teve familiares nosso também, ninguém sofreu nenhuma agressão. Quem fez familiares reféns em Rondonia foi o cv. Estão agindo com tanto ódio e cegueira que tiraram a vida de 8 irmãos deles, por ai já da pro crime do Paiz. Ver a falta de preparo com a própria facção, agora imagina o crime do paiz sobre esse comando?

Fica aqui o nosso esclarecimento pra todo Crime do Brasil a realidade dos fatos e pra aqueles que conhecem nossa luta e nosso trabalho e a sinceridade do Primeiro Comando da Capital o nosso forte e Leal abraço.

Estamos a disposição pra esclarecimentos.

Resumo Disciplinar Estado e Paiz.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
05/08/2019 às 00:00
Brasília - DF

O  Suplemento do jornal Valor Econômico, Eu & Fim de Semana, edição de 17 de maio de 2019, o jornalista Jacinto Saraiva assina uma reportagem “Livros sob demanda movimentam editoras”.A matéria trata de livros encomendados às editoras, em 2017, “anno horribilis” para editoras, como também para quase todas as atividades econômicas do Brasil, devido a crise econômica provocada pela crise política de 2016 com o impedimento da Presidente Dilma Roussef em agosto daquele ano. Então cada uma das editoras, através de seus proprietários declararam quais livros eles encomendaram aos escritores na tentativa de “fazer dinheiro” para os caixas debilitados de suas empresas publicadoras de livros. A solução foi apelar para temas populares: biografias de celebridades, livros populares de auto ajuda, de criminalidade, de finanças pessoal, auto estima e o tema que discute gênero. Assim, a editora Moderna lançou: “A Droga da Obediência” de Pedro Bandeira e vendeu 2 milhões de exemplares. A Sextante, lançou “Mauricio: a História que não está no Gibi” sobre o cartunista infantil Mauricio de Souza também vendeu milhares de livros. Lançou, mais: “Ganhar, Gastar, Investir” autoria de Denise Damiani e “Celular, Doce Celular” da jornalista Rosana Hermann. A Editora Todavia, lançou: “A Guerra: A Ascensão do PCC e o crime no Brasil” De Bruno Paes Manso e Camila Nunes Dias.,  Já a Best Seller lançou a biografia de Hebe Camargo, famosa apresentadora popular de TV, que morreu recentemente, este livro entrou na lista dos mais vendidos. Lançou também “ A Monja e o Professor” da Monja Cohen e Clóvis de Barros Filho. A Record, lançou “Pare de se Odiar Porque Amar o Próprio Corpo é um Ato Revolucionário”, da ativista do You-Tube Alexandra Gurgel. Mais ainda, a editora Rosa dos Tempos, encomendou o livro “Feminismo em Comum para Todas, Todes e Todos”. Nós da Livronautas percebemos que não podíamos ficar de fora desses “sucessos” tão úteis às editoras e tão prestigiados pelos leitores. Compramos todos os livros mencionados em maio de 2019, na Amazon.  


 

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