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Contos de Machado de Assis - 1º Volume

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Contos de Machado de Assis - 1º Volume

Livro Excelente - 1 comentário

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Autor: Machado de Assis

Editora: Sedegra

Assunto: Contos

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 214

Ano de edição: 1962

Peso: 360 g

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Excelente
Marcio Mafra
18/09/2004 às 10:23
Brasília - DF

O autor, com certeza, desde 1874 um dos melhores escritores do Brasil, foi um exímio contista. Raramente um contista vira bom escritor. Só o talento do primeiro "imortal" poderia superar-se a si mesmo. Os contos que compõem este livro também são geniais.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Dezeseis contos. Cada um deles daria um livro inteiro.

1) Decadência de dois Grandes Homens.

2) A Chave.

3) Verba Testamentária.

4) Teoria do Medalhão.

5) O Contrato.

6) Casa Velha.

7) As Academias de Sião

8) João Fernandes.

9) Sales.

10) Capitulo dos Chapéus

11) Duas Juízas.

12) A Mulher Pálida.

13) Último Capítulo.

14) A Senhora do Galvão.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Sales. Ao certo, não se pode saber em que data teve Sales a sua primeira idéia. Sabe-se que, aos dezenove anos, em 1854, planejou transferir a capital do Brasil para o interior, e formulou alguma coisa a tal respeito; mas não se pode, afirmar, com segurança, que tal fôsse a primeira nem a segunda idéia do nosso homem. Atribuiam-lhe meia dúzia antes dessa, algumas evidentemente apócrifas, por desmentirem dos anos em flor, mas outras possíveis e engenhosas. Geralmente eram concepções vastas, brilhantes, insopitáveis ou só complicadas. Cortava largo, sem poupar pano nem tesoura; e, quaisquer que fôssem as objeções práticas, a imaginação estendia-lhe sempre um véu magnifico sôbre o áspero e o aspérrimo. Ousaria tudo: pegaria de uma enxada ou de um cetro, se preciso fôsse, para pôr qualquer idéia, a caminho. Não digo cumprí-la, que é outra coisa. Casou aos vinte e cinco anos, em 1895, com a filha de um senhor de engenho de Pernambuco, chamado Melchior. O pai da moça ficara entusiasmado, ouvindo ao futuro genro certo plano de produção de açúcar, por meio de uma união de engenhos e de um mecanismo simplíssimo. Foi no teatro de Santa Isabel, no Recife, que Melchior lhe ouviu expor os lineamentos principais da idéia. - Havemos de falar nisso outra vez, -disse Melchior; por que não vai ao nosso engenho? Sales foi ao engenho, conversou, escreveu, calculou, fascinou o homem. Uma vez acordados na idéia, saiu o moço a propagá-la por tôda a comarca; achou tímidos, achou recalcitrantes, mas foi animando a uns e persuadindo a outros. Estudou a produção da zona, comparou a real à provável, e mostrou a diferença. Vivia no meio de mapas, cotações de preços, estatísticas, livros, cartas, muitas cartas. Ao cabo de quatro meses adoeceu; o médico achou que a moléstia era filha do excesso de trabalho cerebral, e prescreveu-lhe grandes cautelas. Foi por êsse tempo que a filha do senhor do engenho e uma irmã dêste regressaram da Europa, aonde tinham ido nos meados de 1958. Es liegen einige gute Ideen in diesem Rock, dizia uma vez o alfaiate de Heine, mirando-lhe a sobrecasaca. Sales não desceria a achar semelhantes coisas numa sobrecasaca; mas, numa linda moça, por que não? Há nesta pequena algumas idéias boas, pensou êle olhando para Olegária, ou Legazinha, como se dizia no engenho. A moça era baixota, delgada, rosto alegre e bom. A influição foi recíproca e súbita. Melchior, não menos namorado do rapaz que a filha, não hesitou em casá-las; ligá-lo à família era assegurar a persistência de Sales na execução do plano. O casamento fêz-se em agôsto, indo os noivos passar a lua-de-mel no Recife. No fim de dois meses, não voltando êles ao engenho, e acumulando-se ali uma infinidade de respostas ao questionário que Sales organizara, e muitos outros papéis e opúsculos, Melchior escreveu ao genro que viesse; Sales respondeu que sim, mas que antes disso precisava dar uma chegadinha ao Rio de Janeiro, coisa de poucas semanas, dois meses, no máximo. Melchior correu ao Recife para impedir a viagem: em último caso, prometeu que, se esperassem até maio, êle viria também. Tudo foi inútil; Sales não podia esperar; tinha isto, tinha aquilo, era indispensável. -Se houver necessidade de apressar a volta, escreva-me; mas descanse, a boa semente frutificará. Caiu em boa terra, concluiu enfaticamente Ênfase não exclui sinceridade. Sales era sincero, mas uma coisa é sê-lo de espírito, outra de vontade. A vontade estava agora na jovem consorte. Entrando no mar, esqueceu,... Lhe a terra; descendo à terra, olvidou as águas. A ocupação única do seu ser era amar esta moça, que êle nem sabia que existisse, quando foi para o engenho do sogro cuidar do açúcar. Meteram-se na Tijuca, em casa que era juntamente ninho e fortaleza; - ninho para êles, fortaleza para os estranhos, aliás inimigos. Vinham abaixo algumas vêzes, - ou a passeio, ou ao teatro; visitas raras e de cartão. Durou essa reclusão oito meses. Melchior escrevia ao genro que voltasse, que era tempo; êle respondia que sim, e ia ficando; começou a responder tarde, e acabou falando de outras coisas. Um dia, o sogro mandou-lhe dizêr que todos os apalavrados tinham desistido da emprêsa. Sales leu a carta ao pé de Legazinha, e ficou longo tempo a olhar para ela. - Que mais? Perguntou Legazinha. Sales afirmou a vista; acabava de descobrir-lhe um cabelinho branco. Cãs aos vinte anos! Inclinou-se, e deu no cabelo um beijo de boas vindas. Não cuidou de outra coisa em todo o dia. Chamava-lhe "minha velha". Falava em comprar uma medalhinha de prata para guardar o cabelo, com a data, e só a abririam quando fizessem vinte e cinco anos de casados. Era uma idéia nova nesse cabelo. Bem dizia êle que a moça tinha em si algumas idéias boas, como a sobrecasaca de Heine: não só as tinha boas, mas inesperadas. Um dia, reparou Legazinha que os olhos do marido andavam dispersos no ar, ou recolhidos em si. Nos dias seguintes observou a mesma coisa. Note-se que não eram olhos de qualquer. Tinham a côr indefinível, entre castanho e ouro; - grandes, luminosos e até quentes. Viviam em geral como os de tôda a gente; e, para ela, como os de nenhuma pessoa, mas o fenômeno daqueles dias era novo e singular. Iam da profunda imobilidade súbita à quase demente. Legazinha falava-lhe, sem que êle a ouvisse; pegava-lhe dos ombros ou das mãos, e êle acordava. - Hem? Que foi? Legazinha a princípio ria-se. - Este meu marido! Este meu marido! Onde anda você? Sales ria também, levantava-se, acendia um charuto, e entrava a andar e a pensar; daí a pouco mergulhava outra vez em si. O fenômeno foi-se agravando. Sales passou a escrever horas e horas; às vêzes, deixava a cama, alta noite, para ir tomar alguma nota. Legazinha supôs que era o negócio dos engenhos, e disse-lho, pendurando-se graciosamente do ombro: - Os engenhos? Repetiu êle. E voltando a si: - Ah! Os engenhos.. . Legazinha temia algum transtorno mental, e procurava distraí-lo. Já saíam a visitas, recebiam outras; Sales consentiu em ir a um baile, na praia do Flamengo. Foi aí que êle teve um princípio de reputação epigramática, por uma resposta que deu distraidamente: - Que idade terá aquela feiosa que vai casar? Perguntou-lhe uma senhora com malignidade. - Perto de duzentos contos, respondeu Sales. Era um cálculo que estava fazendo; mas o dito foi tomado à má parte, andou de bôca em bôca, e muita gente redobrou os carinhos com um homem capaz de dizer coisas tão perversas. Um dia, o estado dos olhos foi cedendo inteiramente da imobilidade para a mobilidade; entraram a rir, a derramando-se-lhe pelo corpo todo, e a bôca ria, as mãos riam, todo êle ria a espáduas despregadas. Não tardou, porém, o equilíbrio: Sales voltou ao ponto central, mas - ai dêle! Trazia uma idéia nova. Consistia esta em obter de cada habitante da capital uma contribuição de quarenta réis por mês, - ou, anualmente, quatrocentos e oitenta réis. Em troca desta pensão tão módica, receberia o contribuinte durante a Semana Santa alguma coisa que não posso dizer sem grandes refolhos de linguagem. Que como êle há pessoas neste mundo que acham mais delicado comer peixe cozido, que lê-lo impresso. Pois era o pescado necessário à abstinência, que cada contribuinte receberia em casa durante a Semana Santa a trôco de quatrocentos e oitenta réis por ano. O corretor a quem Sales confiou o plano, não o entendeu logo; mas o inventor explicou-lho. - Nem todos pagarão só os quarenta réis; uma terça parte, para receber maior porção e melhor peixe, pagará cem réis. Quantos habitantes haverá no Rio de Janeiro? Descontando os judeus, os protestantes os mendigos, os vagabundos, etc., contemos trezentos mil. Dois terços, ou duzentos mil, a quarenta réis, são noventa e seis contos anuais. Os cem mil restantes, a cem réis, dão cento e vinte. Total: duzentos e dezesseis contos de réis. Compreendeu agora? - Sim, mas... Sales explicou o resto. O juro do capital, o preço das ações da companhia, porque era uma companhia anônima, número das ações, entradas, dividendo provável, fundo de reserva, tudo estava calculado, somado. Os algarismos caiam-lhe da bôca, lúcidos e grossos, como uma chuva de diamantes; outros saltavam-lhe dos olhos, à guisa de lágrimas, mas lágrimas de gôzo único: Eram centenas de contos, que êle sacolejava nas algibeiras, passava às mãos e atirava ao teto. Contos sôbre contos; dava com êles na cara do corretor, em cheio: repelia-os de si, a pontapés; depois recolhia-os com amor. Já não eram lágrimas nem diamantes, mas uma ventania de algarismos. Que torcia tôdas as idéias do corretor, por mais rijas e arraigadas que estivessem. - E as despesas? Disse êste. Estavam previstas as despesas. As do primeiro ano é que seriam grandes. A companhia teria virtualmente o privilégio da pescaria, com pessoal seu, canôas suas, estações de paróquias, carroças de distribuição, impressos, licenças, escritório, diretoria, tudo. Deduzia, as despesas, e mostrava lucro positivo, claro, numeroso. Vasto negócio, vasto e humano: arrancava a população aos preços fabulosos daqueles dias de preceito. Trataram do negócio: apalavraram algumas pessoas. Sales não olhava as despesas para pôr a idéia a caminho. Não tinha mais que o dote da mulher, uns oitenta contos, já muito cercados: mas não olhava a nada. São despesas produtivas, dizia a si mesmo. Era preciso escritório; alugou casa na rua da Alfandega, dando grossas luvas, e meteu lá um empregado de escrita e um porteiro fardado. Os botões da, farda do porteiro eram de metal branco, e tinham, em relêvo um anzol e uma rêde, emblema da companhia; na frente do boné via-se o mesmo emblema, feito de galão de prata. Essa particularidade, tão estranha ao comércio, causou algum pasmo, e recolheu boa soma de acionistas. - Lá vai o negócio a caminho! Dizia êle à mulher, esfregando as mãos. Legazinha padecia calada. A orelha da necessidade começava a aparecer por trás da porta; não tardaria ver-lhe o carão chupado e lívido, e o corpo em frangalhos. O dote, capital único, ia-se indo com o necessário e o hipotético. Sales, entretanto, não parava, acudia a tudo, à praça e a imprensa, onde escreveu alguns artigos longos, muito longos, pecuniariamente longos, recheados de Cobden e Bastiat, para demonstrar que a companhia trazia nas mãos "o lábaro da liberdade" . A doença de um conselheiro de Estado fêz demorar os estatutos. Sales, impaciente nos primeiros dias, entrou a conformar-se com as circunstâncias, e até a sair menos. Às vêzes vestia-se para dar uma visita ao escritório; mas, apertado o colête, ruminava outra coisa e deixava-se ficar. Crendice do amor, a mulher também esperava os estatutos; rezava uma ave-maria, tôdas as noites, para que êles viessem, que se não demorassem muito. Vieram: ela leu, um dia de manhã, o despacho de indeferimento. Correu atônita ao marido. - Não entendem disto, respondeu Sales, tranqüilamente. Descansa; não me abato assim com duas razões. Legazinha enxugou os olhos. - Vais requerer outra vez? Perguntou-lhe. - Qual requerer! Sales atirou a fôlha ao chão, levantou-se da rêde em que estava, e foi à mulher: pegou-lhe nas mãos, disse-lhe que nem cem governos iriam desfalecer. A mulher, abanando a cabeça: - Você não acaba nada. Cansa-se à toa. No princípio tudo são prodígios; depois. .. Olha o negócio dos engenhos que papai me contou... - Mas fui eu que me indeferi? - Não foi mas há que tempos anda você pensando em outra coisa! - Pois sim, e digo-te... - Não digas nada, não quero saber nada, atalhou ela. Sales, rindo, disse-lhe que ainda havia de arrepender-se, mas que êle lhe daria um perdão "de rendas", nova espécie de perdão, mais eficaz que nenhum outro. Desfêz-se do escritório e dos empregados, sem tristeza; chegou a esquecer-se de pedir luvas ao novo inquilino da casa. Pensava em coisa diferente. Cálculos passados, esperanças ainda recentes, eram coisas em que parecia não haver cuidado nunca. Debruçava-se-lhe do ôlho luminoso uma idéia nova. Uma noite, estando em passeio com a mulher, confiou-lhe que era indispensável ir à Europa, viagem de seis meses apenas. Iriam ambos, com economia... Legazinha ficou fulminada. Em casa respondeu-lhe, que nem ela iria, nem consentiria que êle fôsse. Para quê? Algum novo sonho. Sales afirmou-lhe que era uma simples viagem de estudo, França, Inglaterra, Bélgica, a indústria das rendas. Uma grande fábrica de rendas; o Brasil dando malinas e broxelas. Não houve fôrça que o detivesse, nem súplicas, nem lágrimas, nem ameaças de separação. As ameaças eram de bôca. Melchior estava, desde muito, brigado com ambos; ela não abandonaria o marido. Sales embarcou, e não sem custo, porque amava deveras a mulher; mas era preciso, e embarcou. Em vez de seis meses, demorou-se sete; mas, em compensação, quando chegou, trazia o olhar seguro e radiante. A saudade, grande misericordiosa, fêz que a mulher esquecesse tantas desconsolações, e lhe perdoasse tudo. Poucos dias depois alcançou êle uma audiência do Ministro do Império. Levou-lhe um plano soberbo, nada menos que arrasar os prédios do Campo da Aclamação e substitui-los por edifícios públicos, de mármore. Onde está o quartel ficaria o palácio da Assembléia Geral; na face oposta, em tôda a extensão, o palácio do Imperador. David cum Sibylla. Nas outras duas faces laterais ficariam os palácios dos sete ministérios, um para a Câmara Municipal e outro para o Diocesano. - Repare V. Exa. Que é tôda a Constituição reunida, dizia êle rindo, para fazer rir o ministro; falta só o Ato Adicional. As províncias que façam o mesmo. Mas o ministro não se ria. Olhava para os planos desenrolados na mesa, feitos por um engenheiro belga, pedia explicações para dizer alguma coisa, e mais nada. Afinal disse-lhe que o govêrno não tinha recursos para obras tão gigantescas. - Nem eu lhos peço, acudiu Sales. Não preciso mais que de algumas concessões importantes. E o que não concederá o govêrno para ver executar êste primor? Durou seis meses esta idéia. Veio outra, que durou oito; foi um colégio, em que pôs à prova certo plano e estudos. Depois vieram outras, mais outras... Em tôdas ele gastava alguma coisa, e o dote da mulher desapareceu. Legazinha suportou com alma as necessidades; fazia balas e compotas para manter a casa. Entre duas idéias, Sales comovia-se, pedia perdão à consorte, e tentava ajudá-la na indústria doméstica. Chegou a arranjar um emprêgo ínfimo no comércio; mas a imaginação vinha muita vez arrancá-lo ao solo triste e nu para as regiões magníficas, ao som dos guizos de algarismos e do tambor da celebridade. Assim correram os primeiros seis anos de casamento. Começando o sétimo, foi o nosso amigo acometido de uma lesão cardíaca e de uma idéia. Cuidou logo desta, que era, uma máquina de guerra para destruir Humaitá; mas a doença, máquina eterna, destruiu-o primeiro a êle. Sales caiu de cama, a morte veio vindo: a mulher, desenganada, tratou de o persuadir a que se sacramentasse. - Faço o que quiseres, respondeu êle ofegante. Confessou-se, recebeu o viático e foi ungido. Para o fim, o aparelho eclesiástico, as cerimônias, as pessoas ajoelhadas, ainda lhe deram rebate a imaginação. A idéia de fundar uma igreja, quando sarasse, encheu-lhe o semblante de uma luz extraordinária. Os olhos reviveram. Vagamente, inventou um culto, sacerdote, milhares de fiéis. Teve reminiscências de Robespierre; faria um culto deísta, com cerimônias e festas originais, risonhas como o nosso céu. .. Murmurava palavras pias. - Que é? Dizia Legazinha, ao pé da cama, com uma das mãos dêle prêsa entre as suas, exausta de trabalho. Sales não via nem ouvia a mulher. Via um campo vastíssimo, um grande altar ao longe, de mármore, coberto de folhagens e flores. O sol batia em cheio na congregação religiosa. Ao pé do altar via-se a si mesmo, magno sacerdote. Com uma túnica de linho e cabeção de púrpura. Diante dêle, ajoelhadas. milhares e milhares de criaturas humanas. com os braços erguidos ao ar, esperando o pão da verdade e da justiça. .. que êle ia distribuir...


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Adquiri, de um vendedor porta-à-porta, a coleção de livros Machado de Assis, em janeiro de 1962, quando já recebia salário do meu primeiro emprego, no Banco Inco - Banco Industria e Comercio de Santa Catarina, agência da W-3 Sul, quadra 7, bloco B, loja 3, anos depois se chamou quadra 507. A coleção, comprada e paga em prestações mensais se compunha de 11 volumes. Foi editada pela Sodegra Sociedade Editora e Gráfica Ltda: A Mão e a Luva, Quincas Borba, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Helena, Contos 1º e 2º Volume, Esaú e Jacó, Iaiá Garcia, Ressurreição e Memorial de Aires.


 

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