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As Três Máscaras de Eva e Outras Histórias

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As Três Máscaras de Eva e Outras Histórias

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Corbett Thigpen

Editora: Seleções

Assunto: Romance

Traduzido por: Luís Alberto Bahia

Páginas: 493

Ano de edição: 1958

Peso: 550 g

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Ruim
Marcio Mafra
16/09/2004 às 00:44
Brasília - DF

As Três Máscaras de Eva, é uma história cor-de-rosa desbotada, água com açúcar mal refinado e de má qualidade.


As aventuras de Google é uma historinha cansativa e idiota de um guri na sua adolescência. Autêntico aborrecente.


Expresso Oregon é uma novelinha de cândido amor, inserido na "brutal" saga da marcha para o extremo oeste americano. Mercy Mcbee é a personagem principal da "grande" e "intrincada" trama, numa comovedora viagem rumo ao Estado de Oregon. Parece que o livro foi indicado para receber o prêmio pulitzer de ficção de 1950.


Escala em Tóquio é uma complicadíssima história de amor de um agente secreto americano, que se desenrola no Japão. Uma verdadeira crueldade literária.


Péssimo elevado à potência quatro.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Quatro histórias num só livro:

(1) As Três Máscaras de Eva, conta a história das três personalidades de Eva White.

(2) Expresso Oregon, conta a saga de famílias americanas rumo ao oeste.

(3) Aventuras de Google, narra a história de um filho prodígio contada pelo seu pai.

(4) Escala em Tóquio é a narração de uma história de amor, vivida por espião japonês.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

As Três Máscaras de Eva.

Durante um período de várias semanas a Sr. A White voltou para umas poucas consultas, às vêzes acompanhada pelo marido. Em seguida, e durante todo o tratamento, a maior parte das consultas foi dada pelo Dr. Thigpen, mas com freqüência em colaboração com o Dr. Cleckley. Daqui por diante os têrmos "médico" e "terapeuta" referem-se a qualquer dos dois - Thigpen ou Cleckley. Durante êsse período inicial Eva White fêz progressos animadores. Ainda sofreu ataques de dor de cabeça ocasionais mas menos intensos. Não mais se referiu aos ataques de lapso de memória. O médico tinha ajudado os Whites a resolverem suas dificuldades, e as relações entre êles eram superficia1mente muito melhores, embora parecesse existir pouca esperança de que o casamento voltasse algum dia a ser realmente feliz. O marido, Ralph White, confirmou de um modo geral a história contada pela paciente. Concordou que às vêzes ela apresentava modificações peculiares de gênio, mas não obstante a considerava espôsa diligente e paciente e mãe devotada. - É difícil acreditar, doutor, que mulher delicada e constante como essa possa jamais exasperar alguém. Talvez seja essa a razão por que perco a cabeça por instantes. Deve ser uma espécie de traço psicológico perdido que de vez em quando surge. Contou também os esquecimentos fortuitos que causaram desentendimentos entre êles. Retrospectivamente parece extraordinário que Ralph White pusesse tão pouca ênfase nesses pontos e desse tão poucos detalhes. Várias semanas transcorreram sem notícias da Sr. A White. Depois recebemos uma carta desalentadora do marido. Voltaram fortes dores de cabeça. Sentada no consultório novamente dias depois, Eva White pareceu muito tensa e abatida, sofrendo consideravelmente Preocupava-se com um sonho que se repetira várias vêzes. - Estou numa sala horrível - disse. - Quase no centro da sala existe um poço de água verde estagnada. À beira do poço estão meu marido e meu tio. Estou na água com Bonnie. Parece que estamos nos afogando, mas eu não posso salvá-la levando-a para perto dêles. A despeito de tudo que faço, ponho-a nas mãos de meu marido. E meu tio, que amo ternamente, tenta empurrar minha cabeça para dentro da água viscosa. Como era incapaz de relacionar o sonho com os acontecimentos de sua vida, o médico sugeriu que fôsse submetida à hipnose. Concordou, e neste estado foi solicitada a repetir o sonho e lhe foi dito que, ao despertar, devia esforçar-se por determinar de que modo o sonho podia refletir sua situação real.

Expresso Oregon.

O olhar de Summers voltou a Tadlock, e nêle Tadlock pensou ver a expressão fria e cruel de um animal pronto para atacar. Até então êle não percebera quanto aquêle guia era perigoso. Embora não sentisse mêdo, foi um alívio quando Summers levantou o rifle e se afastou. Tadlock ficou olhando-o afastar-se. O andar de Summers era macio e elástico como o do índio. O cabelo também começava a cair pelas costas à maneira dos índios. Bem, que fôsse para o inferno, pensou Tadlock, e levasse aquêle olhar de desprêzo ou de hostilidade, fôsse lá do que fôsse! Olhares não ferem. A caminho da reunião, Tadlock desejou com inveja possuir os modos de pioneiro de Summers, que ficariam bem aliados a sua queda pela ordem. Fôra Summers que sugerira ao chegarem ao Little Blue, que os cavalos fôssem amarrados aos ramos, não aos troncos das árvores. Assim. Disse êle, não arrebentariam as rédeas. Summers chamava as búfalas imitando o berro do bezerro. Era capaz de meter uma flecha ou uma. Bala num búfalo de modo a que o animal ferido ainda tivesse fôrça para se aproximar do acampamento, evitando assim o trabalho de carregar a carne. Êle tinha faro para a caça, a água e os índios. Era certeiro com um rifle e com o arco. Ninguém acendia uma fogueira mais depressa do que êle. Sem dificuldade nem complicação êle colocava os carroções no acampamento à noite, formando quadrado, embora lhe faltasse estilo militar. O diabo do homem era competente - apesar de modesto em aparência e um tanto insolente. E independente como burro queixudo. Por que fôra um homem de visão mais amplas, de maior educação, não podia ter aquela sabedoria do Oeste? Os outros membros do conselho, a cêrca de 50 metros dos carroções. Estavam esperando. Tadlock conferiu a presença: Evans, Fairman, Mack, Brewer, Daugherty. Sentou-se junto dêles e perguntou: - Como vai o Martin? - Nada bem - respondeu Brewer. - É capaz de morrer - Minha mulher está cuidando dêle, juntamente com o Irmão Weatherby e outras pessoas. Tadlock aprovou com a cabeça, pensando não tanto em Martin mas no Conselho, no assunto que havia crescido além da sua justa importância e ameaçado o princípio da autoridade. Quase que chegou a desejar haver proposto a parada. Ainda assim, podia contar com Brewer, com Mack e com Fairman. Com êles comporia a maioria. - Ainda poderíamos viajar umas dez milhas - disse êle olhando de esconso para o sol. - Cada milha é importante. Os outros não responderam. Apenas Brewer, sentado de pernas cruzadas, com o ventre a derramar-se sôbre as pernas, bateu de leve com a cabeça. - Martin está fora da razão - informou Daugherty, em tom que poderia ser de censura. Tadlock mediu-o com o olhar, desejando saber, como desejara antes, por que o irlandês se opunha a êle. Teria êle ouvido alguma crítica ao papismo? . - Só faz dizer "Jesus" - disse Evans. - Clama por Jesus e diz "A Ti suplico". - Isso não quer dizer que êle esteja fora da razão. - Êle nunca foi homem de rezar - salientou Daugherty. Tadlock teve a impressão que no rosto dêles havia alguma coisa que estava sendo ocultada. Estudou-os a todos, depois deixou que o olhar errasse pelo acampamento, onde os carroções estavam parados e a roupa recém-lavada se sacudia ao vento, em cordas que as mulheres haviam esticado entre carrejões. Viu a barraca que fôra armada para Martin,viu Weatherby de pé junto dela, envergando o velho capote em sinal - de respeito para com a enfermidade...."

Aventuras de Góggle

Mais uma vez a ameaça do juizado de menores parecia nos queimava os calcanhares. Numa rua próxima ao nosso apartamento havia uma casa velha abandonada, de pedra escura, de janelas fechadas por tábuas, e apertada entre dois altos edifícios. Descobrimos que Goggle, Sam, Artie e Brett haviam por sua vez descoberto um jeito de penetrar nessa casa. Foi o incansável George que nos trouxe a notícia. Os meninos haviam subido pela escada de incêndio do edifício mais próximo à casa, de lá saltaram para o teto e penetraram na casa através de uma clarabóia quebrada. Creio que não há nada mais fascinante para meninos do que explorar uma velha casa vazia. Estava infestada de ratos e Sam possuía uma espingarda de ar comprimido que êles levavam "para proteção". Kate e eu tremíamos ante todas as calamidades que olhes podiam suceder por lá: podiam cair da escada de incêndio, ou entre os prédios, ou através da clarabóia quebrada. Velhos elevadores manuais de serviço e degraus podres poderiam ceder ao pêso dêles. Um tiro da espingarda. Poderia ricochetar na parede e lhes furar um ôlho; ou os perversos ratos urbanos, muitas vêzes portadores de raiva, poderiam atacá-los. E que jeito tínhamos a dar? Não sabíamos quem era o proprietário da casa, ou a que departamento da prefeitura municipal dar queixa. Qualquer medida oficial provavelmente demoraria meses. Daríamos a queixa, e a queixa seguiria. Pelos canais competentes. Enquanto isso, que faríamos? Trancar os meninos no quarto? A doçura e a alegria fugiram do nosso lar. Comecei a responder "não" a tudo. Goggle não podia à casa velha, não podia sair de casa depois de escurecer e, se chegava cinco minutos atrasado, não podia ir passear no dia seguinte depois da aula. Tôdas essas ordens e regulamentos, segundo expliquei a Goggle, eram para o seu bem e a sua proteção. Dizia-lhe isso não uma vez, mas a freqüentes intervalos, como um anúncio de rádio. Goggle não respondia. Também não me chamava mais ao seu quarto para contar histórias ou bater papo. Eu deixara de merecer confiança. Eu agora era apenas um sujeito chato, o velho boboca que não entende um menino, e que devia voltar para a Marinha, de onde veio. Pessoalmente, o velho também se sentia deprimido pelos atuais problemas e pelas perspectivas futuras. E idênticamente se sentia Kate. Era difícil criar um menino na cidade, e nós, realmente, não éramos obrigados a viver lá. Kate e eu amávamos Nova York; em Nova York empregáramos um grande capital: muitos anos de vida, de trabalho de amor. Tudo, na cidade, de certa forma nos pertencia um pouco, desde o pôr do sol nas pontas de rua até às luzinhas no alto do edifício do Empie State. Mas, para sermos justos com Goggle, devíamos confessar que não fôramos meninos em Nova York. Ambos crescêramos no interior, subindo em árvores, dispondo de espaço para correr. Pensamos a esse respeito, falamos sôbre isso e, certa noite, fizemos a pergunta a Goggle: será que êle gostaria de morar no interior, no campo? Uma luz maravilhosa lhe iluminou o rosto, como um nascer de sol. Ele sorriu em minha direção, pela primeira vez depois de várias semanas. Se gostaria de viver no mato! Saltou no meu colo, deu-me um tal abraço que os ossos do meu pescoço estalaram como gravetos.

 

Escala em Tóquio.

Grande parte do trabalho de Jack era cansativo. A sexta-feira que se seguiu, porém, foi a mais penosa que já conhecera. Adaptar-se ao ambiente do dedicado pessoal da Liga, sem deixar nada passar desapercebido, exigia o máximo de paciência e de zêlo. Era a hora em que se deveria ter todo o cuidado possível, a hora em que precisava ser ingênuo. Cumpria tornar bem evidente quanto eram inofensivos, êle e Ruth. Era, também, a hora de mostrar quão "amigos" se tinham tornado. A Liga dos Amigos da Ásia ocupava metade do andar de um edifício de após-guerra, perto do Ginza. O escritório de Pender era, realmente, uma beleza. Todo decorado com mobília moderna japonêsa adaptada ao meio europeu. A mobília havia sido concebida na própria Liga. Vários dos principais artistas e negociantes japonêses foram consultados, explicou Pender. Uma pequena amostra das atividades da Liga. Havia um grupo, no escritório, estudando os novos filmes japonêses. Outro, dedicado aos esportes. Naquela mesma tarde haveria um debate acêrca da literatura japonêsa, na sala de conferências. Havia, ainda, o projeto predileto de Harry Pender: "Cadeia Postal da Amizade." Jack logo se interessou pelo assunto. Pender explicou: - É idéia minha e espero que você lhe dê destaque no relatório, Jack. Ocorreu-me há pouco: porque não fazer com que os universitários do Japão troquem idéias e notícias com grupos da mesma idade, nos Estados Unidos? Por que não criar um pôsto de tradução aqui mesmo na Liga? Seria o intercâmbio cultural que estávamos procurando. Jack agitou a cabeça. Estava procurando saber como pudera se esquecer de investigar Pender, nos Estados Unidos, e como não ocorrera aquilo ao chefe. Um bureau de correspondência seria ideal para um centro de mensagens.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Não há nenhum histórico. Trata-se de livro publicado por Seleções do Reader's Digest, que nos anos 1950/1960 era uma editora americana, muito bem colocada no mercado livreiro do Brasil, com muitos milhares de assinantes da revista mensal Seleções. Ao grande número de assinantes, que era facilmente acessado pelo seu mailing list, se ofereciam livros e outros produtos culturais, com ótimos resultados para os editores


 

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