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Dibs: Em Busca de Si Mesmo

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Dibs: Em Busca de Si Mesmo

Livro Ótimo - 3 opiniões

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Autor: Virginia M Axline

Editora: Círculo do Livro

Assunto: Psicologia

Traduzido por: Celia Soares Linhares

Páginas: 201

Ano de edição: 1973

Peso: 340 g

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Excelente
Gibson Santana
07/02/2018 às 11:23
Mossoró - RN
Um dos melhores livros que já li. Desde a leitura desse livro passei a entender e compreender melhor um pouco mais de crianças autistas, do porque as crianças se isolam e principalmente do papel importantíssimo das terapias pediátricas para solucionar problemas tão complexos. Excelente leitura


Excelente
DELAIR ANA DELAZARI DALL ORSOLETTA
12/09/2016 às 20:47
Peritiba - SC
li a muito tempo atrás e nunca esqueci a lição que trouxe para mim

Bom
Marcio Mafra
18/09/2004 às 19:34
Brasília - DF

Dibs Em Busca de Si Mesmo, é baseado em fatos reais, onde o personagem era uma criança superdotada, que se escondia sob uma máscara de retardamento mental, usada inicialmente como escudo contra os seus pais, mas cujo tratamento se resumia a cansativos testes e ensinamentos comuns. Dibs foi uma criança que lutou para conquistar sua identidade através dos procedimentos terapêuticos, psicológicos e psiquiátricos. Parte desta realidade espanta, assusta e inquieta o leitor não iniciado em psiquiatria e outras coisas da psique. Na maioria das vezes, toda família vivencia uma ou outra "crise familiar" - contada e sempre ampliada - por familiar, parente ou amigo. Dibs, é um livro para iniciados, que traz uma análise romanceada da busca do viver e encontrar-se. É um bom roteiro para entender, compreender, vivenciar e amar crianças, adolescentes e - de certa forma - adultos, em toda a sua estrutura humana. Os iniciados na matéria, possivelmente gostarão mais deste livro, tanto pelos ensinamentos profissionais, como pela narrativa das emoções Leitura boa e mais fácil para quem gosta do assunto.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Um processo psicoterápico da busca de si mesmo, enquanto criança.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Quando Dibs voltou na semana seguinte, caminhou para a sala de ludoterapia com passos tranqüilos e relaxados. Parou junto à porta e virou a tabuleta, lendo-a: - "Favor não perturbar".
Entrou na sala, tirou seu chapéu e agasalho e pendurou-os no lugar habitual. Sentou-se na borda da caixa de areia e tirou os sapatos. Colocou-os no chão, sob o casaco. Recolheu as quatro espingardas que estavam espalhadas em volta da sala e colocou-as dentro do teatro de fantoches. Saiu, apanhou o chapéu e o casaco e levou-os também para o palco. De novo saiu, dessa vez para apanhar o avião de brinquedo que estava com a hélice quebrada. Sentou-se junto à mesa, e, com rapidez e eficiência, consertou-o.
Apanhou a caixa de animais de fazenda e separou-os de acordo com as figuras, denominando-os. Dirigiu-se para a caixa de areia e examinou a casa que lá estava.
- Sabe, já vi uma casa de bonecas igual a esta em uma loja de ferragens na Lexington Avenue - comentou.
- Você viu?
- Sim - replicou. - E era igualzinha a esta. O mesmo tamanho. A mesma cor. Feita de metal. Custava dois dólares e noventa e oito cents. Suas peças vinham todas colocadas numa caixa. Quem a comprasse deveria armá-la e acrescentou, batendo com os dedos no metal: - Umas peças bem finas.
Voltou-se para o radiador, examinando-o
- Está quente aqui hoje, é melhor desligá-lo - comentou, inclinando-se para fazê-lo.
- Havia muitos brinquedos naquela loja. Um caminhãozinho, também parecido com este - disse, apresentando a miniatura a que se referia. - E ainda, um caminhão para carga com uma manivela que se pode girar para descarregar a areia.
Dibs parecia estar usando o tempo para entreter-se por uma razão ou outra. Mas parecia estar bem descontraído.
Quase igual a este. Mas não exatamente. Diria que era do mesmo tamanho e com o mesmo mecanismo. Mas a cor era outra. Além disso, estava escrito o nome da fábrica e o material de que era feito. Pesava bem mais que este. O preço era de um dólar e setenta e cinco cents.
Encheu o caminhãozinho com areia, movimentou a manivela, inclinando a carroceria. Assim descarregou a areia. Usando o dispositivo, fez o recipiente do caminhão voltar à sua posição inicial. Repetiu essa atividade várias vezes. Um monte de areia foi-se formando.
- Formarei uma colina e nela subirei - falou.
- E brincarei de que os homens estão lutando.
Saltou fora da caixa de areia e atravessou a sala correndo para apanhar o tambor. Sentou-se na borda da caixa de areia e começou a tocar.
- Tambor engraçado! Oh! Tambor tão cheio de sons. Sons suaves. Sons fortes. Sons lentos. Bate, bate, bate, tambor. "Briga, briga, briga", diz o tambor. "Vem, vem, vem", diz o tambor. "Siga-me. Siga-me. Siga-me." - Pôs o tambor cuidadosamente na borda da caixa, retomou à areia e começou a fazer uma montanha.
- Agora começarei a trabalhar. Vou construir um monte muito alto. Uma colina altíssima. E todos os soldados lutarão para atingir o seu cume. Eles querem muito subir até lá. - Rapidamente executou seu plano. Selecionou alguns soldados, colocando-os em tal posição que davam a impressão de estar subindo.
- Eles, de fato, parecem querer atingir o pico, não é mesmo? - disse eu.
- Oh! Sim - Dibs respondeu. - E, na verdade, eles querem.
Recolheu todos os soldados que pôde encontrar e colocou-os em volta do monte.
- Colocarei mais soldados. Muitos soldados - declarou. - E deixarei que tentem subir alto, bem alto, até atingir o topo da colina. Porque sabem que só poderão encontrar o que está bem lá no alto se conquistarem o cume. E é por isso que querem tanto alcançá-lo.
Seus olhos tinham um brilho especial, quando ele me fitou.
- Você sabe o que está lá no topo do monte? Perguntou
- Não, o que é?
Dibs riu astutamente, mas guardou seu segredo. Fez cada soldado avançar lentamente em direção ao cume. Quando os soldados estavam a uma pequena distância do alvo, Dibs jogou mais areia no monte, tornando-o mais alto. Em seguida, virou cada soldado e lentamente, um a um, trouxe-os de novo para baixo. Um a um, fê-los marchar para a pequena casa de metal colocada na caixa de areia.
- Não foram capazes de atingir o cume hoje - explicou. - Por isso voltarão para casa. Tristemente se despedem com um aceno de mão. Queriam tanto chegar até o pico da colina. Mas nenhum deles foi capaz de atingi-lo, hoje.
- E ficaram tristes por não terem conseguido fazer o que tanto queriam? - comentei.
- Sim - respondeu e suspirou. - Queriam e tentaram. Mas não puderam fazer a escalada completa. Mas já encontraram sua montanha. Subiram nela. Alto. Alto. Alto. Foi uma verdadeira escalada! Por um momento, eles pensaram que poderiam atingir o topo. E enquanto eles pensaram que podiam, foram felizes.
- Só a tentativa de atingir o pico da colina já os fez felizes? - perguntei.
- Sim. Você já subiu num monte?
- Já. E você, Dibs?
- Também. Uma vez tentei. Mas não consegui subir até o topo - acrescentou pensativamente.
- Permaneci na base e olhei para cima. Acho que cada criança deveria ter sua própria colina para escalar. E acho que toda criança deveria ter uma estrela lá no alto do céu que fosse toda sua. E acho que toda criança deveria possuir uma árvore que, de
fato, lhe pertencesse. É assim que acho que deveria ser concluiu, olhando-me e movendo a cabeça com ênfase enquanto falava.
- Essas coisas são importantes para você, não são? Perguntei. .
- Sim - respondeu. - Muito importantes.
Apanhou a pá de metal e calma e intencionalmente cavou um buraco muito profundo na areia. Observei que ele havia escolhido e separado um dos soldados. Quando concluiu a escavação, colocou aquele soldado no fundo do buraco, cobrindo-o com areia. Comprimiu com a pá o topo do pequeno monte formado sobre o buraco. - Este apenas conseguiu ser enterrado - anunciou. - Não teve sequer a oportunidade de tentar escalar aquela colina. Naturalmente não chegou ao topo. Oh! Ele quis tanto! Quis estar com os outros. Quis ter esperança também. Quis tentar. Mas não teve oportunidade. Foi enterrado.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nem Deus deve saber porque este livro se encontra em nossas prateleiras.


 

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