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Julgamentos - Templários e Callas

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Julgamentos - Templários e Callas

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Claude Bertin

Editora: Otto Pierre

Assunto: Processos Judiciais Historicos

Traduzido por: Não Consta Tradutor

Páginas: 319

Ano de edição:

Peso: 380 g

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Bom
Marcio Mafra
16/09/2004 às 17:14
Brasília - DF

Aparentemente é uma história baseada em fatos reais. A intolerância presidiu a prisão e o julgamento dos membros da ordem dos Templários. Suas riquezas foram confiscadas, no ano de 1703 pelo Rei da França, Felipe, o Belo. Assim como no julgamento dos templários, também foi a intolerância que presidiu o julgamento Calas, que foi covardemente assassinado. Aparentemente também é uma história baseada em fatos reais. Enredos pobres de histórias ricas. Um livro mal narrado.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história dos processos judiciais onde os Templários e Callas foram condenados.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

 

 

TEMPLARIOS .

Na sexta-feira, dia 13 de outubro de 1307, o reino da França desperta cheio de espanto: o rei Filipe, o Belo, acaba de mandar prender os cavaleiros do Templo. Transmitida de boca em boca, a notícia tem o efeito de um trovão. Amada ou odiada, temida ou admirada, a Ordem religiosa e militar do Templo está no auge do seu poder e da sua riqueza. O grão-mestre, Jacques de Molay, instalou-se no Templo, em Paris, desde a queda do reino de Jerusalém. É uma das figuras mais importantes do reino. É amigo e credor do rei. Ainda na véspera, ao lado dos dignitários da corte e na presença do rei, assistiu nos Jacobinos, aos funerais de Catarina de Courtenai, neta de Balduíno II, imperador de Constantinopla, e mulher de Carlos de Valois. Honra devida à sua posição, o grão-mestre dos Templários segura um dos cordões da mortalha. Nada na atitude do rei da França deixa prever os seus sombrios desígnios. Para dominar a grande Ordem do Templo, Filipe, o Belo, concebeu uma manobra de estilo totalmente novo. No maior segredo, ajudado pelos seus próprios conselheiros, montou uma extraordinária operação policial, que se irá desenrolar à mesma hora, no mesmo dia, por todo o reino. Um mês antes, fechado na abadia de Santa Maria de Pontoise, redigiu a ordem de prisão dos Templários. Esta medida não é todavia de sua competência. Os Templários, homens de Igreja, dependem exclusivamente da jurisdição eclesiástica. Mas o Papa Clemente V, apesar das instâncias do rei, hesita em proferir a sua condenação. Instado por Guilherme de Nogaret, Filipe, o Belo, decide então agir por sua própria iniciativa. É como defensor da verdadeira fé que ergue a sua acusação. Tem à sua disposição uma arma temível: a acusação de heresia. E um juiz impiedoso: a Inquisição. O processo é legal. O rei da França acusa; os juízes da Igreja que decidam. Como por acaso, o grande Inquisidor da França é o irmão Guilherme Humbert, capelão do rei e completamente devotado à sua causa... A 23 de setembro, Filipe, o Belo, nomeia Guilherme de Nogaret, seu fiel jurista, guarda do Grande Selo (ministro da Justiça). Sucede a Gilles Aycelin, arcebispo de Narbona, que, em razão do seu estado se recusa a perseguir os religiosos. O dispositivo administrativo está em ordem. O rei Filipe despacha correios especiais aos bailios, senescais; prelados, barões e agentes das províncias. A condenação real é expedida em carta lacrada com ordem de não ser aberta senão na madrugada de 13 de outubro e de estarem prontos nesse dia, com a força armada, a executar as ordens do rei. Ao mesmo tempo, dá explicações sobre a maneira como se deve desenrolar a operação. Até o último segundo, os Templários devem acreditar tratar-se de uma visita de rotina. Os homens do rei invocarão um pretexto qualquer para mandarem abrir as portas das comendas e fazer os cavaleiros saírem da cama; interrogá-los, com a ajuda de uma lista-tipo; detê-los em nome do rei e da Inquisição e pôr os seus bens sob seqüestro Veladamente, a decisão real dá a entender que o papa Clemente V, informado dos crimes dos Templários, deu o seu consentimento. Filipe, o Belo, di-lo em termos vagos e ninguém duvida da culpabilidade dos cavaleiros, uma vez que o rei e o papa a denunciam.

CALLAS.

O caso Calas começa em Tolosa, no dia 13 de outubro de 1761, às 21 horas e 30, aproximadamente. Com efeito, data e hora estão estabelecidas com precisão. A loja de Jean Calas fechou à hora habitual, a do jantar da família. Em casa dos Calas, vai-se para a mesa pelas sete e meia da tarde. A grande Rua Filletiers, mais tarde Rua Filatiers, é naquela época a rua mais comercial da cidade. Está animada até muito tarde, nomeadamente pelo movimento dos comerciantes e seus empregados, ocupados a arrumar tudo para a noite ou conversando no limiar das portas. Os Calas; únicos protestantes no meio destes comerciantes católicos, não parecem seguir este uso. Nessa tarde, em frente da loja Brandelac, a poucos passos da dos Calas, há muita gente e várias pessoas passam em frente do número 16, a casa dos Calas, sem nada ouvirem ou notarem de extraordinário. François e Arnaud Sortal passeiam, a conversar e passam em frente da casa às 20 horas e 30, depois às 21 e 15 sem notar qualquer anomalia: tudo está calmo. François ao passar, só às 21 horas e 30, ou pouco depois, ouve gritos de desespero. Umas quinze pessoas, que tratam dos seus assuntos ou que passam na rua, ouvem também os mesmos gritos. Todos estão de acordo quanto à hora, embora haja divergências acerca do sentido das frases que escutaram. Ao ouvir o barulho e os gritos, a criada da Senhora Calas, Jeanne Viguier, abre a janela do primeiro andar, troca algumas palavras com as vizinhas, que vieram, como ela, à janela, depois entra em casa e aparece em breve à porta gritando: «Ah! Moun Diou! L'na tuat!»l (Meu Deus! Mataram-no !) Os vizinhos acorrem, reúnem-se em frente da porta, perguntam o que se passa. Entretanto, sai correndo da loja um jovem. Veste um casaco cinzento, colete e calças vermelhas, tem um tricórnio bordado a ouro e a espada ao lado. Vem a saber-se mais tarde que se chama Gaubert Lavaysse e que é filho de um advogado da cidade. A versão imediatamente dada pela família a estas primeiras testemunhas é a de um homicídio cometido por um ou vários malfeitores, vindos de fora, crime cuja vítima é Marc-Antoine, o filho de Jean Calas. Um vizinho, Sans Estelle, depois das condolências da praxe, pergunta ao jovem Pierre Calas o que se passou exatamente. Pierre Calas começa por dizer que não ouviu nada. Que jantava com a família e um amigo, Lavaysse filho, que o seu pai convidara, à tarde, e que depois do jantar Marc-Antoine pegara na chave da loja e saíra, enquanto ele adormecia. Quando Lavaysse quis retirar-se, - ele, Pierre, pegou num archote, para o acompanhar, e, quando desceram até ao courroir (forma antiga de couloir, corredor), ao passarem em frente da porta da loja que dava para o interior, Lavaysse lhe disse: A vossa loja está aberta e tem a chave. Então entraram juntos e viram Marc, estendido, morto». Um camarada dos jovens Calas, Antoine Delpech, filho de um negociante católico, corre em auxílio dos amigos, Marc está estendido no solo, com a cabeça deitada nuns fardos. O pai, Jean Calas, está apoiado ao balcão e manifesta o seu desespero, enquanto sua mulher, mais senhora de si, inclinada para Marc, tenta fazê-lo engolir um revigorante. Em vão. Delpech pensa num duelo, apalpa o corpo de Marc em diversos sítios e acha-o «frio, mas sem ferimentos», Outro amigo dos filhos de Calas, o estudante de medicina Gorsse, chega nesse momento, examina o corpo de Marc. Depois dirá: . - Pus-lhe a mão no coração e achei-o frio em todas as partes e sem palpitações. Estes dois depoimentos têm grande interesse. Situam efetivamente, de modo muito exato, a bora dos gritos na casa dos Calas. Nota-se também que nenhuma animação particular, nenhum ruído suspeito atraíra a atenção dos transeuntes, em grande número, antes das 21 horas e 30. O fato de o corpo de Marc-Antoine estar frio a essa hora é importante e já desmente os testemunhos de vizinhos, que afirmam ter ouvido gritar: Ah! Meu pai! Ou, ainda, nos ruídos ouvidos às 21 boras e 30, os queixumes de uma pessoa moribunda. Gorsse encontrou Marc-Antoine no estado em que o irmão o descobrira: deitado de costas, vestia apenas as calças, as meias e os sapatos. O casaco e o colete tinham sido tirados, cuidadosamente dobrados e colocados à beira da mesa. Tinha em volta do pescoço, uma gravata preta. Gorsse retira essa gravata e descobre em torno do pescoço dois sulcos manchados de sangue. Em semicírculo, que vão perder-se atrás das orelhas. Conclui que Marc morreu «enforcado ou estrangulado». Os médicos encarregados da autópsia notam no seu relatório que não encontraram sobre o cadáver qualquer ferida ou contusão, a não ser uma marca lívida no pescoço, com a extensão de aproximadamente meia polegada, em forma de circulo, que vai perder-se atrás, nos cabelos, dividido em dois ramos em cima de cada lado do pescoço, e concluem que foi enforcado ainda vivo ou por si próprio ou por outros, com uma corda dupla que se dividiu nas partes laterais do pescoço». Esta declaração dos médicos legistas Peyronnet, Latour e Lamarque é importante, por mais de uma razão. Estabelece efetivamente que houve enforcamento e que o corpo não apresenta qualquer vestígio de equimose, portanto de luta. Tendo em conta a hora da morte, anterior à descoberta do drama pela família ou de qualquer modo pelo público, se houve crime, esse crime só pode situar-se entre o fim da refeição e as 21horas e 30. Com efeito, é estabelecido nesse mesmo processo-verbal de autópsia que Marc-Antoine morreu depois de ter jantado. Os três médicos legistas encontram no estômago peles de uvas, pedaços de ave e um pouco de carne de vaca muito rija.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Não temos qualquer registro sobre a história deste livro.


 

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