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Paulo Leminski - O Bandido que Sabia Latim

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Paulo Leminski - O Bandido que Sabia Latim

Livro Excelente - 1 opinião

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Autor: Toninho Vaz

Editora: Record

Assunto: Biografia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 377

Ano de edição: 2001

Peso: 585 g

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Excelente
Marcio Mafra
20/09/2003 às 15:40
Brasília - DF

Esta biografia do Paulo Leminski é muito boa, como em geral, são boas as biografias. Exceto Shakespeare, Leminski e um ou outro menos votado, os poetas são um porre, uma chatice, uma encrenca, uma bestagem. Talvez isto seja coisa de bandido que nem sabe latim, nem grego, nem inglês, nem francês e nem espanhol. O livro é bom, o autor é muito bom, o poeta é melhor. Valeu a sua vida, valeu a sua farra. Valeu a sua poesia. Vale a leitura, Valem as letras, Vale a literatura, Vale tudo o que passa, Vale tudo o que dura, Vale tudo o que duramente passa, Vale tudo o que passageiramente dura. Vale tudo. Vale ver, também, que viver não tem cura.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A vida do poeta curitibano Paulo Leminski.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A Curitiba dos anos 70 é uma cidade muito diferente daquela arquitetada pelos pioneiros, movida a carroças e rodas d'água, e onde - até meados dos anos 60 - ainda se podia contar com a entrega diária de pão e leite na porta de casa. A cidade entrou na nova década passando por uma mudança radical em sua fisionomia, acompanhada de um crescimento populacional fulminante, depois de ser tratada no século XVM como "localidade quase esquecida e praticamente isolada", segundo o historiador Ruy Wachowicz, em sua História do Paraná. O ano de 1971, portanto, vai aparecer neste contexto como o divisar de águas em matéria de modernização urbanística da cidade. Foi por um ato de decreto, assinado pelo então governador Haroldo Leon Peres, em plena ditadura militar, que o arquiteto Jaime Lerner tornou-se prefeito de Curitiba pela primeira vez. Este teria sido um dos poucos atos administrativos de Peres, que ocupou o governo por apenas oito meses, antes de ter seu mandato cassado por corrupção, numa denúncia inédita envolvendo espionagem, empreiteiros e propinas. Lerner sobreviveu à crise política e exerceu até o final o seu mandato. Fez uma administração de impacto, promovendo profundas mudanças na cidade, que ganharia novos espaços para os pedestres e um conceito cívico de participação comunitária. Nos anos seguintes, como um exemplo de postura politicamente correta, seriam criados parques e locais públicos arborizados, elevando de meio metro a 50 metros quadrados as áreas verdes por habitante, ou seja, quatro vezes mais que o padrão mínimo - de 12 metros - recomendado pela ONU e pela Organização Mundial de Saúde. O centro da cidade se transfiguraria num piscar de olhos. Os bares e cafés, beneficiando-se das obras de circulação, ampliavam seus domínios, instalando mesinhas e canteiros nas calçadas. Foram colocados bancos de praça, cabines de telefone - em acrílico azul - e bancas de jornais - também em acrílico - ao longo da avenida central, a Rua das Flores (flores que, felizmente, não eram de acrílico). No outro lado da cidade, um velho paiol de pólvora seria desativado e remodelado para dar lugar a um teatro de arena, o Teatro Paiol. O curitibano fazia parte da paisagem urbana e parecia gostar disso. A Boca Maldita, reduto popular e ponto de encontro de pessoas influentes na cidade, ganhava fama nacional como "formadora de opinião" por sua capacidade extraordinária de espalhar boatos, erguer e destruir reputações. Neste sentido, a popularidade do prefeito Lerner acompanharia o ritmo das obras. Ele se tornava o darling da classe média curitibana ao ser identificado como símbolo de administrador eficiente e desenvolvido. Criou uma marca de modernidade administrativa com a qual apoiaria o marketing de suas futuras campanhas políticas. As forças de oposição a Lerner, entretanto, contra-atacavam acusando o prefeito de promover sessões de "maquiagem" no centro da cidade, deixando de lado as obras de saneamento básico na periferia. Apontavam estatísticas indicando o surgimento de bolsões de miséria ao redor de Curitiba (que se consolidariam nos anos seguintes, formando as primeiras favelas da cidade, enquanto os bairros privilegiados continuavam cada vez mais privilegiados. Anos mais tarde - como se isso pudesse ser considerado um ajuizamento - Lerner ocuparia novamente o cargo de prefeito por mais duas ocasiões, uma delas escolhido pelo voto direto nas umas. A partir dos anos 80, com a normalização do processo democrático, ele seria escolhido duas vezes governador e elegeria seu sucessor na Prefeitura o engenheiro Rafael Greca de Macedo - perpetuando um estilo e uma marca de administração. Quando chegaram a Curitiba, a 28 de fevereiro de 1971, Leminski, Alice e Miguelzinho foram para uma pensão na rua Ermelino de Leão, no centro da cidade. Era um casarão antigo, com vários quartos e um corredor comprido interligando todos os aposentos. O quarto deles era o último. O dono da pensão, um homem gordo, careca e baixinho, tinha o costume de aparecer sempre de forma inesperada, como se estivesse permanentemente à espreita. Leminski o apelidaria de Minotauro. A pensão era chamada, então, O Labirinto do Minotauro. A volta a casa revelou-se providencial: na madrugada do dia seguinte, Alice começou a sentir fortes contrações. Miguelzinho, então com um ano e oito meses, ficou assustado com a movimentação noturna, vendo sua mãe sendo levada às pressas para um hospital. Ele foi junto no táxi, pois não havia como deixá-lo em casa sozinho. Áurea Alice Leminski nasceu de parto normal a 2 de março, ao meio-dia; signo de Peixes. O nome fora escolhido dias antes. E era uma homenagem "às duas mulheres" da vida dele. Leminski chegou ao Hospital São Vicente novamente atrasado, já no final da tarde, mas sem provocar mal-estar. Estava apenas atrapalhado. Para Alice, o mais desesperador seria receber alta e ter que voltar para a realidade do Labirinto: - Morávamos todos num quarto e agora tinha um bebê que trocava o dia pela noite, chorando de madrugada. Era uma cama de casal para os quatro. O Paulo, para se aliviar desta tensão, encontrou a saída da rua e passou a freqüentar novamente os bares da cidade. Nestas circunstâncias aconteceria o meu terceiro encontro com Leminski, numa noite agitada no bar Cachorro Quente, entre cervejas e doses de conhaque. Faziam parte da roda o irmão Pedro sempre com o violão -, o fotógrafo Haraton Maravalhas e o crítico Lélio Sottomaior, que reapareceria, surpreendentemente, com uma namorada. Na condição de colaborador do suplemento "DF Domingo", do Diário do Paraná, editado por Aroldo Murá - o que me fazia, portanto, um herdeiro do grupo Áporo, ou algo assim -, propus a Leminski uma entrevista onde poderíamos atualizar seus conceitos sobre arte, literatura e vida. Ele concordou e passamos a noite conversando sobre os temas que seriam abordados na reportagem - que eu apresentaria depois para Murá como" a polêmica do próximo fim de semana". Falamos de McLuhan, poesia concreta, megaprovincia, Woodstock - valorizando a performance de Joe Cocker e a consolidação do rock como expressão musical e agora, mais do que nunca, também de mercado. Sua aparência física tinha se alterado um pouco desde aquele encontro no Rio, meses atrás. Agora ele usava os cabelos mais curtos e o rosto estava mais limpo, embora os dentes estivessem mais estragados e os óculos continuassem sujos. Como sempre, tinha planos para amanhã e para algumas semanas depois, sempre envolvendo atividades intelectuais. O máximo de lazer programado, por sugestão do irmão Pedro, eram as excursões ao pico do Marumbi com os alpinistas. A certa altura, atravessamos a rua e fomos à farmácia Minerva comprar alguns frascos de xarope Romilar, com o qual garantimos o bom ritmo da conversa até o dia clarear... Ele não falava mais em "tomar picos", apenas em conseguir alguns ácidos para "agitar os macaquinhos do sótão", expressão que usava para dizer "fazer uso da parte de cima do casarão, ou seja, o cérebro". Nesta noite, Pedro apresentou uma música nova, em ritmo de balada, que funcionaria como um hino da turma, por alguns meses: Quando a noite cai Sobre a cidade Não vou ficar De novo na saudade Junto uma grana e vou buscar Maria Joana, Junto uma grana e vou buscar Maria Joana Maria Joana já passou minha paz pra trás Há muito tempo eu não sou o mesmo rapaz Como sempre acontecia, bebemos, rimos, cantamos e fomos para nossas casas com o dia amanhecendo. Alice relata que após uma dessas madrugadas boêmias, em março de 1971, Leminski chegaria em casa cantarolando a música "Luzes", que tinha acabado de compor: Acenda a lâmpada às seis horas da tarde Acenda a luz dos lampiões Inflame a chama dos salões Fogos de línguas de dragões Vagalumes Numa nuvem de poeira de neon Tudo claro, tudo claro A noite assim que é bom A luz acesa na janela lá de casa O fogo, o foco lá no beco e o farol Esta noite, esta noite Vai ter sol Eles ficaram quase dois meses morando na pensão do Minotauro e fazendo as refeições na casa dos pais dele, no Seminário. Os cursinhos pré-vestibular passaram a assediá-lo com propostas tentadoras, melhorando sensivelmente o astral da família. O ex-colega Sanches, agora à frente do Curso Camões, fez uma primeira proposta salarial de balançar o coreto. O concorrente, Dr. Bardhal, ofereceu mais e acabou levando seu passe por um salário de primeiro time. Com boas perspectivas de trabalho e duas crianças para criar, eles decidiram alugar uma nova casa e foram morar na rua Brasílio Itiberê, na Água Verde, a poucos metros do estádio do Atlético Paranaense, a Baixada. Era um casarão pintado de amarelo, com fogão a lenha, amplos quartos e janelões de madeira. O bairro era residencial e agradável. Para ajudar Alice na tarefa de casa e nos cuidados com as crianças, foi contratada uma empregada doméstica, a Mary, uma "polaquinha por excelência". Alice escreveria mais tarde em suas memórias: - Nossa primeira casa, de verdade. Velhos e novos amigos. Marinho Galera, Getúlio Tovar, Paulo Bahr e o mano Pedro, todos parceiros. Na lembrança do amigo Marinho Galera, um paulista de Araraquara e exímio tocador de viola, convivem ainda hoje, claramente, a imagem de uma casa espaçosa e uma criança recém-nascida Áurea -, sendo ela objeto de todas as preocupações durante as estridentes noitadas de música: - Como não havia telefone, a solução era passar de carro pela casa dos Leminski. Era comum encontrarmos as janelas abertas e as luzes acesas mesmo depois de três horas da madrugada. Nos fins de semana, quando todos apareciam com seus instrumentos, ele aproveitava para aprender um pouco de violão. Era de uma tenacidade incrível. Das cantorias no casarão surgiria a primeira formação musical entre eles, um esboço de conjunto, com o irmão Pedro e o estudante de medicina Paulo Bahr no segundo violão: estava criado o trio Duas Pauladas e Uma Pedrada. Para animar a festa, eles passaram a freqüentar o bar da moda, o Bactuc, uma cave no alto da Alameda Cabral, onde um pequeno palco e as luzes dos refletores estavam sempre à disposição de fregueses talentosos. O lugar, decorado com simplicidade e modernidade gótica - sacos de estopa colados nas paredes -, era administrado pelos gêmeos Luiz e Toninho Stinghen, que costumavam estimular sessões improvisadas ao convidar para um drinque de fim de noite os músicos eventualmente em temporada na cidade. Houve uma jam inesquecível com Vinicius de Moraes e Toquinho, na qual a grande atração foi Marinho Galera, com sua viola. No final, Vinicius estimulou: "Rapaz, você toca muito bem, pode viver disso se quiser." Outra vez, Fafá de Belém agitou os porões do Bactuc, escandalosa, até o dia amanhecer. Ou, ainda, uma noite em que os músicos da banda Expresso 2222, de Gilberto Gil, criaram um verdadeiro happening fazendo um som acústico descontraído e informal. Rita Lee e os Mutantes também apareceram provocando frisson na madrugada. Resumindo, o Bactuc fervia depois de meia-noite e apenas conseguiam entrar no recinto aqueles que cumprissem as exigências da casa: ter uma boa recomendação ou um sobrenome ilustre no mundo artístico. A gerência não fazia questão do freguês comum, aquele de fim de semana, até porque não havia espaço físico para ele. O trio Duas Pauladas e um Pedrada faria ali algumas apresentações informais à guisa de ensaio. Cantavam coisas do tipo: Esta voz está sendo ouvida em Marte Esta voz está sendo ouvida em Marte Esta voz está sendo ouvida em Marte... Ou em qualquer parte além da morte Desta vez deu sorte Ou talvez nem volte É uma pena É uma pena que um rapaz Tão moço, tão magro e tão profundo Não fique pro almoço Não fique pro jejum Este rapaz não vai dar um quilo certo, mamãe Este rapaz não vai ser muito certo, papai Este rapaz não vai dar nada certo, não, de jeito nenhum Esta voz está sendo ouvida em Marte (letra e música de Paulo Leminski) Logo surgiu uma oportunidade para o trio participar de um programa de televisão, no Canal 4, TV Iguaçu. Era uma apresentação em um programa vespertino. O produtor destacado para acompanhá-los era o conhecido Paulo Vítola, agora um homem de televisão, que marcou hora no estúdio e cuidou pessoalmente dos detalhes. Ficou combinado que a gravação aconteceria pela manhã e o programa entraria no ar, em vídeo tape, na tarde do mesmo dia. Eles decidiram apresentar um repertório à base de músicas própria::- i escolhendo temas com leve sotaque caipira, ou "country", como dizia o Pedro. Haveria muita expectativa em torno do evento. Mais do que expectativa, ansiedade. No dia marcado, Pedro não resistiu à pressão psicológica e anunciou a decisão de tomar um ácido momentos antes da apresentação. Leminski e o outro Paulo - que seria chamado de Psicopaulo, devido à sua especialidade na medicina - não concordaram; mas, digamos, nesta época ninguém era muito contra nada - até porque de contra já bastavam as leis - e Pedro tomou o ácido. Uma hora depois estávamos todos - incluindo o autor desta biografia - dentro do carro do Psicopaulo seguindo para os estúdios da TV Iguaçu, propriedade do então governador Paulo Pimentel. A gravação, com Vítola no comando, aconteceu sem nenhum contratempo, apesar do sorriso enigmático e um certo olhar perdido do Pedro, enfocando um ponto qualquer entre as duas câmeras. Eles encerraram a apresentação com um original de Paulo e Pedro Leminski: foi sendo cada vez mais difícil ?er feliz este mundo um hospício fugi pelos furos do vício entrei por um cano furado uma cidade quadrada é o fim da picada Depois da gravação, seguimos todos - menos o Psicopaulo, que foi encontrar a namorada - para um boteco na rua Cruz Machado, zona de inferninho urbano em Curitiba, também conhecido como Fumacinha. Sentamos numa mesa de fundos e pedimos cerveja, conhaque e um aperitivo qualquer. A conversa estava exaltada e isso era compreensível, pois algo de muito importante tinha acontecido para eles. O Pedro viajava. A certa altura, houve uma explosão de ânimos. O Paulo considerou que eu estava de conversa fiada com Alice e criou uma espetacular cena de ciúme, levantando bruscamente uma cadeira com a qual tentaria me acertar: - Pára de conversa fiada com a minha mulher - ele berrou, ameaçador. O Pedro segurou a cadeira no ar, mas eu já estava três passos atrás, dizendo: - Porra, Paulo, o que é isso? A Alice, com aquela expressão de quem está sendo alvo da disputa - ou, melhor dizendo, da proteção extremada do seu homem -, olhava a cena com uma certa distância, como quem deixa acontecer... Olhei bem nos olhos dele quando voltamos a nos sentar: - Porra, você não percebe que estou viajando de ácido? Alice pra mim é um sargento. Estou olhando os apliques no jeans dela... Ele me olhou sério por trás dos óculos: - Ah, é Tudo se acalmou. Quer dizer, por alguns minutos, já que decidimos ir para a casa do Seminário, onde havia um aparelho de televisão disponível Alguém comprou mais cervejas, uma garrafa de conhaque e fomos todos para o quarto do Pedro, esperar. Os velhos (dona Áurea e seu Paulo) acompanhavam com cautela toda aquela movimentação. Na hora prevista, uma decepção: o programa saiu do ar sem mostrar a apresentação deles. A cada encerramento de bloco, na entrada dos comerciais, Pedro levantava o copo e exclamava, otimista: - Agora vem! Quando ficou evidente que o programa tinha se encerrado sem mostrar o Duas Pauladas e Uma Pedrada, ele já estava visivelmente descontrolado e passou a disparar impropérios contra "esta televisão de merda". Num gesto rápido e inesperado, saiu do pequeno quarto e voltou em seguida com um revólver na mão, um Taurus calibre 38. Abriu o tambor para colocar algumas balas na agulha. Alice se afastou da cena discretamente. Ficamos no quarto, eu e os irmãos, quando houve um princípio de tumulto. Pedro ameaçava: - Vou dar um teco neste Vitola. Uma azeitona para ele entender com quem está lidando. Paulo falou sério: -Pedro, me dê essa arma... - Dona Áurea entrou no quarto e se escandalizou com a cena, no momento exato em que ele tentava tirar o revólver do irmão, os braços erguidos e a arma apontada para o teto. Ela colocou as duas mãos na boca: - Meu Deus! Eu dei dois passos em direção à janela, como que preparando uma fuga estratégica, caso fosse necessário. Mas logo tudo voltou ao normal. Ou quase. Anos mais tarde, mesmo sem saber deste incidente, Vítola deixaria registrado em seu depoimento: - O programa foi ao ar no dia seguinte e obteve uma grande repercussão. Foi uma ousadia e um sucesso a apresentação deles.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Rafael Mafra disse: "Conheci Leminski por acaso, em alguma página da Internet e achei interessantes os poemas. Na ocasião, estava conversando on-line com Rosana que, por coincidência, também conheci na Internet. Comentei com ela o encantamento e ela fez a linda gentileza de me mandar o livro." Depois, Rafael me presenteou o livro com a seguinte dedicatória: Márcio, você não sabe latim, nem é bandido, além de não ser poeta. Justamente por isso, esse livro não é sobre você. No entanto, nada te impede de ser metido a intelectual. E todo bom metido precisa, entre um gole de Bayley's e o sorver de um capuccino, dizer que é seu poeta favorito. Acho que Leminski já é seu favorito, então o presente para te subsidiar. Assim você poderá dizer que admira Leminsk por ser um "samurai futurista" ou "poeta pertubador". É bem verdade também que, para tanto, basta ler a orelha. Em contrapartida, somente lendo todo o livro você poderá decretar, com a pompa e o estilo bibliomafratequiano: " este merda é um grandessíssimo filha da puta". De fato ele deve ser mesmo um filha da puta, mas um filha da puta que sabe latim. E que Santo Ignácio de Loyola ilumine seu dia dos pais. Rafael. 10/08/2003


 

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