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Tributo à Sanidade De Um Louco Brasiliense

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Tributo à Sanidade De Um Louco Brasiliense

Livro Ótimo - 3 comentários

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Autor: Murilo Homem

Editora: Autografia

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 398

Ano de edição: 2018

Peso: 450 g

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Excelente
Raskólnikov
04/08/2019 às 23:20
Brasília - DF
Excelente livro! Recomendo a leitura a todos os espíritos inquietos, sobretudo aos brasilienses.


Excelente
Larisse Costa
13/07/2019 às 00:17
Valparaíso de Goiás - GO
Li e gostei bastante do livro, de verdade. A obra é fluida e contemporânea, mas passa bem longe da tendência (o que é elogiável). Inclusive, acho que precisamos de mais obras do gênero, afinal, a ficção está se perdendo na retidão das discussões políticas e sociais.
A dita “estranheza” dos personagens é nítida, mas, certamente, é proposital – e cabe perfeitamente com a obscuridade em que são regidas as relações oficiais detalhadas, desconhecidas pela maioria dos leitores. Posso até afirmar que este foi um dos aspectos que eu mais gostei na obra.
Resumindo, a “estranheza” do livro me fez lembrar um pouco as obras de Kafka, das quais sou grande apreciadora. Recomendo muito. Vale a leitura.

Ruim
Marcio Mafra
19/05/2019 às 21:14
Brasília - DF
“Tributo à Sanidade de Um Louco Brasiliense” de Murilo Homem, editado agora em 2018 pela editora autografia, como diz o titulo, a história se passa em Brasília, tida como a “ilha da fantasia” e “capital da corrupção”, só pode ser uma ficção repleta de personagens esdrúxulos. Augusto Rosenberg é o personagem principal que nasceu e viveu em Brasília. Conhece as mordomias e outras loucuras praticadas pelos poderosos incrustados nos três poderes da nação. Augusto na juventude - como é típico de qualquer jovem - contestou o Estado, a política, os poderosos, as autoridades adorando os filósofos e poetas da Chapada dos Veadeiros e também outros intelectuais da época.
Mas o romance é de uma estrutura um tanto pernóstica, metida e escalafobética.
Duas características são positivas: (1) O livro é bem escrito. (2) O final da história não é previsível.
Ainda assim, na condição de simples leitor, considero o livro sofrível. Ruim.

Marcio Mafra
19/05/2019 às 00:00
Brasília - DF

A história de Augusto Rosenberg, casado com Camélia por quem se apaixonou na juventude e seus amigos Camilo, Arthur, Rafael, Mão Santa e muitos outros personagens que viviam com o que a vida lhes oferecia. Jovens politicamente críticos do estado, da sociedade e da corrupção. Jovem de maneiras utopistas, Augusto se depara com o existencialismo da época e acredita que não vale a pena abdicar de seus ideais, assim como da natureza, em benefício da coletividade. Ao final ele acaba ingressando no Serviço Publico Federal, carreira do judiciário, com altíssimo salário e importância social, quando descobre e vive a face oculta da elite de Brasília.

Marcio Mafra
19/05/2019 às 00:00
Brasília - DF

Duas semanas antes do julgamento de Dom Satanás, bateu à porta da

casa dos Rosenberg, na quinta-feira pela manhã, um sujeito bastante

peculiar, com baixíssima estatura, vestindo camisa social enfiada para

dentro da calça e sapatos envernizados. Guland era o seu nome, ou pelo

menos a alcunha conferi da pelo meio jurídico, e ele era conhecido por

 

entregar correspondências especiais que não podiam ser caprichosa-

mente deixadas nas mãos curiosas dos carteiros.

 

Desde que Augusto se tornara juiz, Guland aparecia pelo menos

 

uma vez por ano em sua porta, a fim de entregar pessoalmente um en-

velope negro, cujo conteúdo fazia tremer as vértebras de sua espinha.

 

Tratava-se de um convite ... Um convite ao Baile dos Magistrados daque-

le ano.

 

- Outra vez o convite, hein, Guland? - disse o juiz, simpaticamen-

te, ao anãozinho calvo enquanto analisava as letrinhas miúdas expos-

tas no papel.

 

A despeito da simpatia, Augusto sequer cogitava a possibilidade de

ir ao famoso baile, não, aquela extravagância o enojava. Desde a ocasião

 

em que conhecera Salvatore, Augusto não pisara mais no solo amaldi-

çoado das galerias. Nem sequer cogitara! E o mesmo se repetia, o asco,

 

a repulsa.

"Não, Guland, eu não vou aparecer no seu baile nojento'; externou,

ainda, o Juiz, em pensamento. Mas ele não teve coragem de revelar a

 

sua luz. As palavras ficaram presas na boca, na garganta, nem ele sa-

bia dizer onde. Guland pediu licença para entrar, pois estava com sede.

 

Marta trouxe-lhe um copo de água, ele bebeu e se sentou no sofá.

 

- Posso crer que desta vez o senhor irá aparecer? - indagou o mensa-

geiro com a voz anasalada, aguardando, com olhar severo, uma respos-

ta positiva.

 

- Vamos ver, vamos ver - disse-lhe Augusto, tocando um dos om-

bros do baixinho com a mão. - Sabe como é, tenho um grande julga-

mento na semana que vem, e ...

 

- Por isso é imprescindível que o senhor vá ao baile - interrompeu

Guland de forma sentenciosa, comprimindo os olhinhos já minúsculos

na direção de Augusto. - Para que tudo se esclareça.

- Não há nada a ser esclarecido, meu senhor - manifestou o juiz,

com certa severidade. - Os papéis estão espalhados sobre a minha mesa

e lá se encontra a verdade.

- Salvatore pediu pessoalmente que eu o convencesse e é o que eu

pretendo fazer.

- Ouça, Guland - disse Augusto, com um sorriso sereno nos lábios.

- O baile é neste sábado, certo? Tenho dois dias para refletir. Se achar

que vou ser beneficiado, com certeza irei, mas é uma questão de ponto

 

de vista. Portanto, não há como sair daqui, hoje, com uma resposta defi-

nitiva. A minha presença, ou não, no baile, vai manifestar a minha deci-

são. É a única certeza que consigo dar ao senhor.

 

- Assim não pode ser - disse Guland, ficando vermelho de raiva. -

Porque se você não for, eu serei o prejudicado!

 

- Eu sei, eu sei, mas ...

- Ouça - interrompeu Guland, levantando a voz. - Não há como

negociar. O senhor deve saber que fazer parte do Poder Público é ser

parte de uma coisa maior. Não há como desviar dos olhos daquele que

tudo vê.

- Está me ameaçando, Guland? - questionou o juiz, levantando-se

furioso do sofá.

- Oh, não, Excelência, eu não seria capaz de ameaçá-I o - disse, por

sua vez, o baixinho, com a voz mansa e servil. - Estou aqui unicamente

para servi-lo, senhor.

 


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Marcio Mafra
19/05/2019 às 00:00
Brasília - DF

Meu amigo Rafael Canivelo, companheiro de viagem ao Japão, e mestre em  “De Rose Method High Performance” (Método dos empreendedores de sucesso), de onde provem seus dotes de massagens. Rafael Canivelo que é um profissional sério porém, tem algo de “místico”, me presenteou, no inicio de 2019 com este “Tributo à Sanidade de Um Louco Brasiliense”, de autoria de Murillo Homem


 

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