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O Mago

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Autor: Fernando Morais

Editora: Planeta

Assunto: Biografia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 630

Ano de edição: 2008

Peso: 825 g

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Ótimo
Marcio Mafra
11/04/2008 às 17:37
Brasília - DF

Não é coisa simples comentar um livro biográfico escrito pelo Fernando Morais, que alem de um craque neste ofício, no caso de "O Mago" retrata a vida do mais famoso escritor brasileiro da atualidade: Paulo Coelho. O autor que é um exímio profissional da pesquisa e investigação, ele teve acesso aos diários que o biografado escreveu durante mais de 40 anos. Fernando Morais narra o desde o nascimento problemático no Rio, até os dias atuais da celebridade mundial Paulo Coelho. E o faz com talento, inteligência e estilo. Paulo Coelho, que - injustificadamente - não é celebrado pela mídia, pelos escritores, pela crítica, nem por seus colegas de Academia Brasileira de Letras, com este livro intitulado O Mago, volta a ocupar as listas dos mais vendidos - no Brasil e no exterior - para aguçar mais e mais a inveja e o despeito de seus críticos. A imprensa especializada, cujos jornalistas jamais venderam nada além de suas próprias colunas, ressalta apenas que o Paulo Coelho é envolvido com magia, ocultismo, misticismo e religião. A imprensa não o destaca como o autor brasileiro mais vendido no mundo, cujos livros já ultrapassaram a marca de 100 milhões de exemplares vendidos, sendo ele o único autor traduzido em mais idiomas do que Shakespeare. Paulo Coelho é celebridade internacional, sua trajetória de vida seduz leitores das mais diversas culturas e seu livro segue no mesmo rumo. É uma leitura fácil, boa, vezes misteriosa, vezes divertida e vezes incrível. Viva Paulo Coelho.Tomara que ele continue escrevendo para horror de literatos, críticos e outros escritores, que se acham os magos quando conseguem vender 30 ou 40 mil livros.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A biografia de Paulo Coelho, escritor de mega sucesso.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Dois dias depois tivemos que subir um monte chamado de Alto do Perdão. A subida demorou várias horas e, quando chegamos lá em cima, vi uma cena que me chocou; um grupo de turistas, com o rádio dos carros a todo volume, tomavam banho de sol e bebiam cervejas. Tinham aproveitado uma estrada vicinal que levava até o alto do monte. – É assim mesmo – disse Petrus. – Ou você acha que ia encontrar aqui em cima um dos guerreiros de El Cid vigiando o próximo ataque dos mouros? Enquanto descíamos, realizei pela última vez o Exercício da Velocidade. Estávamos diante de mais uma planície imensa, ladeada por montes azulados e com uma vegetação rasteira queimada pela seca. Não havia quase árvores, apenas um terreno pedregoso com alguns espinheiros. No final do exercício, Petrus me perguntou alguma coisa sobre meu trabalho, e só então eu me dei conta que há muito tempo não pensava nisto. Minhas preocupações com os negócios, com o que tinha deixado por fazer, tinha praticamente deixado de existir. Só me lembrava destas coisas à noite, e mesmo assim não dava muita importância. Estava contente de estar ali, fazendo o caminho de Santiago. – Qualquer hora você vai fazer que nem Felícia de Aquitânia – brincou Petrus depois que comentei com ele o que estava sentindo. Depois, parou e pediu que eu deixasse a mochila no chão. – Olhe em volta e fixe sua visão em um ponto qualquer – disse. Eu escolhi a cruz de uma igreja que conseguia ver ao longe. – Mantenha seus olhos fixos neste ponto, e procure concentrar-se apenas no que eu vou lhe falar. Mesmo que você sinta qualquer coisa diferente, não se distraia. Faça como estou dizendo. Fique em pé, relaxado, com os olhos fixos na torre, enquanto Petrus colocou-se por detrás de mim e comprimiu um dedo na base da minha nuca. – O caminho que você está fazendo é o caminho do Poder, e só os exercícios de Poder lhe serão ensinados. A viagem, que antes era uma tortura porque você queria apenas chegar, agora começa a transformar-se em prazer, no prazer da busca e da aventura. Com isto você está alimentando uma coisa muito importante, que são seus sonhos. “O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo. Muitas vezes, em nossa existência, vemos nossos sonhos desfeitos e nossos desejos frustrados, mas é preciso continuar sonhando, senão nossa alma morre e Ágape não penetra nela. Muito sangue já rolou no campo diante dos seus olhos, e aí foram travadas algumas das batalhas mais cruéis da Reconquista. Quem estava com a razão, ou com a verdade, não tem importância: o importante é saber que ambos os lados estavam combatendo o Bom Combate. “O Bom Combate é aquele que é travado porque o nosso coração pede. Nas épocas heróicas, no tempo dos cavaleiros andantes, isto era fácil, havia muita terra para conquistar e muita coisa para fazer. Hoje em dia, porém, o mundo mudou muito, e o Bom Combate foi transportado dos campos de batalha para dentro de nós mesmos. “O Bom Combate é aquele que é travado em nome de nossos sonhos. Quando eles explodem em nós com todo o seu vigor – na juventude – nós temos muita coragem, mas ainda não aprendemos a lutar. Depois de muito esforço, terminamos aprendendo a lutar, e então já não temos a mesma coragem para combater. Por causa disto, nos voltamos contra nós e combatemos a nós mesmos, e passamos a ser nosso pior inimigo. Dizemos que nossos sonhos eram infantis, difíceis de realizar, ou fruto de nosso desconhecimento das realidades da vida. Matamos nossos sonhos porque temos medo de combater o Bom Combate. A pressão do dedo de Petrus na minha nuca tornou-se mais intensa. Eu julguei que a torre da igreja se transformava – o contorno da cruz estava parecendo um homem de asas. Um anjo. Pisquei os olhos e a cruz voltou a ser o que era. – O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo – continuou Petrus. – As pessoas mais ocupadas que conheci na minha vida sempre tinham tempo para tudo. As que nada faziam estavam sempre cansadas, não davam conta do pouco trabalho que precisavam realizar, e se queixavam constantemente que o dia era curto demais. Na verdade, elas tinham medo de combater o Bom Combate. “O segundo sintoma da morte de nossos sonhos são nossas certezas. Porque não queremos olhar a vida como uma grande aventura a ser vivida, passamos a nos julgar sábios, justos e corretos no pouco que pedimos da existência. Olhamos para além das muralhas do nosso dia-dia e ouvimos o ruído de lanças que se quebram, o cheiro de suor e de pólvora, as grandes quedas e os olhares sedentos de conquista dos guerreiros. Mas nunca percebemos a alegria, a imensa Alegria que está no coração de quem está lutando, porque para estes não importa nem a vitória nem a derrota, importa apenas combater o Bom Combate. Finalmente, o terceiro sintoma da morte de nossos sonhos é a Paz. A vida passa a ser uma tarde de Domingo, sem nos pedir grandes coisas, e sem exigir mais do que queremos dar. Achamos então que estamos maduros, deixamos de lado as fantasias da infância, e conseguimos nossa realização pessoal e profissional. Ficamos surpresos quando alguém de nossa idade diz que quer ainda isto ou aquilo da vida. Mas na verdade, no íntimo de nosso coração, sabemos que o que aconteceu foi que renunciamos à luta por nossos sonhos, a combater o Bom Combate


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprei o livro em Parati, durante a Flip 2008


 

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