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Um Romance Sentimental

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Um Romance Sentimental

Livro Bom - 1 opinião

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Autor: Alain Robbe-Grillet,

Editora: Record

Assunto: Erotismo

Traduzido por: André Telles

Páginas: 238

Ano de edição: 2008

Peso: 310 g

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Bom
Marcio Mafra
10/04/2009 às 16:18
Brasília - DF

O ultimo livro do Alain Grillet, considerado - literariamente - o pai do novo romance francês, tinha que chocar. Choca muito mais pelo realismo com que ele descreve as cenas de puro incesto-pedófilo-masoquista. Tudo no livro colabora para o proibido, para o amoral, posto que o editor, numa podre jogadinha de marketing, fez imprimir na capa, em letras vermelhas "O editor adverte que este conto de fadas para adultos é uma ficção fantasiosa que corre o risco de chocar certas sensibilidades." A história de Sorel, um homem de meia-idade, e sua filha Anne-Djinn, ou simplesmente Gigi, é - sem qualquer dúvida - o mais depravado conto de fadas, pedófilo e incestuoso, do moderno romance francês. O livro tem cara de polêmico. Mistura masoquismo e devaneios sexuais com literatura erótica do século 18. O Marques de Sade ficaria chocado com o sadismo que mascara os dois personagens - Gigi e Sorel - que atinge o seu ápice com a entrada em cena de Odile, outra menina de 15 anos, entregue a Gigi como escrava sexual. Além do choque inicial, a narrativa de cada situação de tortura, castigo, prêmio e exploração sexual terminam por cansativas, repetitivas e chatas. É a prova que nem sempre um romance é romântico, assim como nem sempre o erotismo é erótico.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Gigi, que aos 14 anos, sem nenhuma amarra moral, divide a cama com seu pai. Este lhe presenteia a menina Odile, da mesma idade de Gigi, que se torna escrava dos sádicos desejos dela e do pai.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Quando Gigi reencontra seu pai, pergunta-lhe quem era aquela bela pessoa. Será que ele a conhecera, praticara com ela? Mal hesita antes de lhe responder, sem dúvida alguma já esperando aquele tipo de pergunta: "É a sua mãe, a esplêndida Violetta, quando tinha 15 anos, isto é, imediatamente antes do nosso casamento." - "E as outras fotografias que decoram o quarto?" - "É ela também, em diferentes épocas da nossa vida comum. As datas estão inscritas no verso com a própria mão dela. Na mais antiga, vemos ela chorar montada sobre um cavalete cuja aresta aguda rasga os lábios de seu sexo, está com 12 anos e mais alguns meses. Na última, aquela em que ela está de joelhos, empalada pela vagina sobre um imenso falo de cobre que distende sua vulva, os magníficos seios sangrando, lacerados pelo chicote, deve estar com 18 anos, ou seja, dois anos depois do seu nascimento." - "Por que ela está sempre amarrada?" - "Ela gostava que eu a chicoteasse de verdade. Sentir-se, por meio dessas punições voluptuosas, imobilizada por correias bastante coercitivas, até mesmo mortificantes, aliviava sua consciência. Tirava-lhe todo sentimento de culpa." Gigi tem a impressão de que subitamente um novo mundo abre-se à sua frente, no qual o misterioso desaparecimento da mãe assumiria um sentido completamente novo. Após intensa reflexão íntima, terminou por dizer, escondendo a emoção: - "Eu a compreendo." O jantar, servido na sala de luxo, foi muito animado, como um sonho ao mesmo tempo solene e alegre. À tarde, sob pretexto de passar em revista o espantoso guarda-roupa (e subguardaroupa) de prostituta de que Odile dispunha, Gigi se demorara em sua prisão lúbrica. Mais fascinada ainda com as luxuosas fotografias sadoeróticas depois que passou a conhecer o nome da estranha supliciada, decidiu subitamente, em homenagem a essa mãe mítica tão mal conhecida, experimentar em si mesma a posição humilhante e obscena em que a maquinaria a exibia acima da cama. Odile então atou-lhe os braços às costas, acima da cintura para deixar as nádegas bem livres, e ajustou nos tornozelos os amplos braceletes de couro preto, colocando em seguida a venda preta nos olhos. O guincho manual exigia um manejo tão delicado que o corpo revirado do brinquedo fadado ao sacrifício elevava-se lentamente em direção às abóbadas da masmorra, até assumir por si mesmo a posição exata admirada na imagem, as pernas esticadas num V bem aberto, o ninho macio do sexo louro oferecido à mercê dos tições incandescidos, do escalpo e das tenazes


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Li noticia, num dia de fevereiro de 2008, sobre a morte do autor e uma breve história de sua trajetória literária, que destacava ter sido o Alain Grillet o "papa" do novo romance francês e este foi seu último livro, escrito pouco antes de morrer. Em seguida, passava por uma livraria e atraído pela tarja "lacrado por conteudo improprio", percebi tratar-se do autor sobre cuja morte eu lera poucos dias antes. Não deu outra. Comprei.


 

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