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Estilos de Época na Literatura

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Estilos de Época na Literatura

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Domicio Proença Filho

Editora: Ática

Assunto: Didático

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 335

Ano de edição: 1981

Peso: 420 g

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Ótimo
Marcio Mafra
03/03/2003 às 13:02
Brasília - DF

Um excelente livro sobre os estilos ou as correntes literárias. Indispensável para quem quer aprender ou ter noções da análise literária. É bastante didático. Trata do renascentismo, barroco, neoclassicismo, romantismo, realismo, simbolismo, impressionismo e o modernismo. Muito bom, na sua categoria.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Análise da literatura do Brasil e do mundo, passando pelos estilos: Renascimento, Barroco, Neoclassismo (Arcadismo), Romantismo, Realismo, Naturalismo, Parnasianismo, Simbolismo, Impressionismo e Modernismo.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Renascentismo. Nos nossos comentários temos procurado não esquecer que a literatura é a revelação de uma realidade. Esta revelação bem como a forma lingüística através da qual ela se apresenta, permitem determinar os vários estilos de época, unidades periodológicas a que já nos referimos anteriormente, a saber: Renascimento, Barroco, Neoclassismo (Arcadismo), Romantismo, Realismo, Naturalismo, Parnasianismo, Simbolismo, Impressionismo e Modernismo. É o que começamos a fazer a partir deste capítulo. E tomamos como objeto de nossas reflexões as três primeiras estrofes de um conhecidíssimo poema. Poderá observar-se que o exame que agora faremos nos conduzirá: à caracterização do texto em função do estilo de época de que é representativo; Conseqüentemente, à localização do poema no tempo e no espaço; à visão do Homem que dele se depreende; à posição do artista em face da obra de arte literária; à posição do artista diante da língua; à situação do poema com relação à literatura; à situação do poema nos quadros da cultura de que é representativo; a elementos importantes para a compreensão da história da literatura e sua vinculação à história das demais artes. Atingidos estes objetivos, verificaremos como a leitura ganha em fruição de prazer estético. Vamos aos versos: As armas e os barões assinalados, Que da ocidental praia lusitana, Por mares nunca de antes navegados, Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram; E também as memórias gloriosas Daqueles reis que foram dilatando A Fé, o Império, e as terras viciosas De África e de Ásia andaram devastando: E aqueles que por obras valerosas Se vão da lei da Morte libertando - Cantando espalharei por toda a parte. Se a tanto me ajudar o engenho e arte. Cessem do sábio grego e do troiano As navegações grandes que fizeram; Cale-se de Alexandra e de Trajano A fama das vitórias que tiveram; Que eu canto o peito ilustre lusitano, A quem Netuno e Marte obedeceram. Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais do alto se alevanta. Após a leitura, primeiro contato nosso com o texto, quando a obra de arte literária começa, realmente, a "viver" para nós, passemos a um breve resumo daquilo que as palavras trouxeram imediatamente à nossa compreensão: Os versos resumem o que o poeta se propõe cantar. Cantará os feitos de armas e os varões ilustres que, saídos das praias de Portugal, enfrentaram o mar desconhecido. Tais varões passaram muito além da Taprobana, isto é, da ilha de Ceilão, limite oriental do mundo conhecido à época (alguns estudiosos crêem que seja Sumatra). A viagem foi marcada por guerras e perigos. Os ilustres varões edificaram um novo reino que é identificado como o Império português na Ásia (como facilmente se depreende, o texto obriga, para sua compreensão plena, a um conhecimento da história de Portugal nascido da curiosidade natural despertada pela leitura). Mas não é só o que pretende o poeta; vai também cantar as memórias gloriosas dos reis que ampliaram o Império e os domínios da fé (religião) e que combateram por terras onde era adotada a religião maometana, que fazia viciosos os seus adeptos. E cantará aqueles cujas obras libertaram da lei da Morte, isto é, do esquecimento, conduzindo-os à imortalidade. E vai cantá-los usando sua "faculdade conceptiva" (engenho) e seu "poder de realização artística" . (arte) . Depreende-se um certo orgulho da terceira estrofe, quando o poeta ordena que Ulisses, Enéias, Alexandre Magno e o imperador romano Trajano sejam esquecidos para que seja apenas lembrado e exaltado um herói coletivo: "O peito ilustre lusitano a quem Netuno (o oceano, a oposição dos elementos da natureza) e Marte (a guerra, a hostilidade dos homens) obedeceram", e determina ainda que cessem todas as glórias do passado, que mais alto se elevam as que agora serão cantadas. Estamos diante de um narrador que nos anuncia algo a ser apresentado em continuidade a estas primeiras estrofes. Após assim compreendermos o contexto, passemos a algumas considerações permitidas pelo material lingüístico que estamos examinando: As estrofes iniciam um cântico da expansão do povo português. Este povo está representado, na transfiguração permitida à poesia, não apenas por um herói, mas por uma galeria de personagens históricos, que, sem deformação da própria biografia, representam um traço da fisionomia coletiva lusitana. Transparece, pois, nítida, a valorização desta fisionomia coletiva. E os personagens representativos são barões assinalados, reis, e "aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando" . Também notamos a preocupação de cantar a "expansão da cristandade a novos horizontes" como elemento de alta valorização humana, traduzindo o "ideal de cruzada", a "missão providencial dos portugueses" . Depreende-se dos versos uma supervalorização do homem, o homem suplantando-se a si mesmo, o homem poderoso, capaz de vencer a Netuno e a Marte. . . Há nas estrofes uma exaltação da aventura, na revelação de uma atitude em busca de novos horizontes onde o homem possa expandir-se, ampliando um mundo pequeno demais para o seu poder. Transparece uma preocupação' "marítima" (mar, céu e terra) em todos estes versos; não se trata de um poema voltado apenas para o céu e a terra (como a Divina Comédia, por exemplo). Nota-se ainda uma valorização do presente em relação ao passado (3ª estrofe), o que não elimina uma preocupação reveladora com a antiguidade greco-romana: eis Ulisses, Enéias, Trajano tão exaltados, que suplantá-los é a glória maior do peito ilustre lusitano; eis a musa antiga convidada a calar os feitos do outrora diante do novo homem que surge. E o narrador? Aí está, a contar a história, sem interferir no rumo dos acontecimentos, mas escolhendo a linguagem de exaltação e amor de quem pretende cantar as glórias de todo um povo, seu povo, o povo português.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Desconheço o porque deste livro ter chegado aqui. Consta um selo indicando Andre Ricardo V B de Miranda, morador do Lago Sul, na QL 22 Conjunto 5 Casa 15.


 

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