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O Outono do Patriarca

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O Outono do Patriarca

Livro Ótimo - 1 opinião

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Autor: Gabriel García Marquez

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Remy Gorga Filho

Páginas: 260

Ano de edição: 1975

Peso: 295 g

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Ótimo
Marcio Mafra
03/03/2003 às 15:41
Brasília - DF

Outono do Patriarca possui uma estrutura literária mais amigável que a utilizada no consagrado Cem Anos de Solidão. Mesmo assim o livro se inicia com uma frase de - nada menos - que 46 paginas. Ufa. Haja fôlego. Mas é uma incrível história de um ditador, distante de seu povo, mal-informado, que erra nas decisões, mas decide sempre no sentido de afirmar seu poder e nele se perpetuar. Velho, no outono de sua vida, o Patriarca é o retrato cruel e solitário do ditador que se perde na solidão do seu poder discricionário. Muito bom livro.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história do outono do velho ditador "agropecuário" e sul americano, com idade entre 107 e 232 anos.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Na segunda vez que o encontraram carcomido pelos urubus no mesmo gabinete, com a mesma roupa e na mesma posição, nenhum de nós era bastante velho para recordar o que se passou na primeira vez, mas sabíamos que nenhuma evidência de sua morte era terminante, pois sempre havia outra verdade atrás da verdade. Nem mesmo os menos prudentes nos conformávamos com as aparências, porque muitas vezes se havia dado por verdade que estava prostrado pela epilepsia e desabava do trono no curso das audiências torto pelas convulsões e espumando de fel pela boca, que havia perdido a fala de tanto falar e tinha ventríloquos escondidos atrás das cortinas para fingir que falava, que lhe estavam saindo escamas de savelha por todo o corpo como castigo por sua perversão, que na friagem de dezembro a hérnia cantava-lhe canções de navegantes e só podia caminhar com a ajuda de uma carreta ortopédica na qual levava o testículo herniado, que um furgão militar havia metido à meia-noite pelas portas de serviço um ataúde com molduras de ouro e interior de púrpura, e que alguém havia visto Letícia Nazareno acabando-se de choro no jardim da chuva, mas quanto mais verdadeiros pareciam os rumores de sua morte mais vivo e autoritário ele aparecia quando menos se esperava para impor outros rumos imprevisíveis ao nosso destino. Teria sido muito fácil deixar-se convencer-se pelos indícios primeiros do anel do sinete presidencial ou o tamanho sobrenatural de seus pés de caminhante implacável ou a estranha evidência do testículo herniado que os urubus não se atreveram a


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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