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Autor: Carlos Drummond de Andrade  

Editora: Record

Assunto: Contos

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 126

Ano de edição: 1986

Peso: 165 g

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Bom
Marcio Mafra
03/03/2003 às 13:02
Brasília - DF

Mais um livro do contista famoso, com material surgido de suas entrevistas às rádios, notadamente à Rádio Ministério da Educação. Nada muito espetacular, nem muito apagado. Vale a leitura.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Contos.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Uns Rapazes que Tinham Coisas a Dizer. - Quais foram seus primeiros contatos literários? E em que medida influíram em sua formação de escritor? - Bem, ao sair do colégio às carreiras, com a sensação de quem levou uma pancada na cabeça, fui praticar em Belo Horizonte, pela primeira vez, as delícias da liberdade. Dediquei-me instintivamente ao prazer de vadiar. Estudar? Pois sim. Fazia de conta, iludindo o pai severo mas generoso, que soltava a mesada. Era a forra à disciplina, às limitações, proibições e inibições do internato, magnífico e implacável. Vadiar anos e anos: programa de vida sem programa. O que me salvou foi o achamento (palavra justa, pois era a usada pelos antigos farejadores de ouro, ao encontrá-lo) de uns rapazes estudantes de Direito, que por sorte eram também dados a letras, embora não fizessem disto preocupação única ou principal. E mais um estudante de Medicina, de igual feitio. Ficaram meus amigos, no casual. Sorte! Não sei como, não sei por que, mas ficaram. Estudavam, trabalhavam em funções modestas: no escritório da estrada de ferro, o Abgar Renault; na secretaria do Tribunal de Justiça, o Mílton Campos; na Saúde Pública, o Pedro Nava; na repartição das Finanças do Estado, o João Alphonsus, lugares assim. À tarde passavam pela Livraria Francisco Alves, na Rua da Bahia, assistindo à abertura dos caixotes de novidades francesas, que iam de Anatole France a Romain Rolland, passando por Gourmont. Compravam a crédito o que lhes apetecia, e, à noite, papo em redor da mesinha de mármore do Café Estrela, na mesma sagrada rua intelectual de Minas Gerais, diante da cerveja glacée ou frappée cuidadosamente verificada no grau de frigidez. Se o dinheiro não dava, a cervejinha era trocada pelo humílimo café com leite, pão e manteiga, média clássica. Os bons papos. Os livres, alegres, modestos, fecundos papos, que abriam ao ex-colegial meio zonzo uma perspectiva de vida literária que seria também de solidariedade moral, de ajuda benévola à sua timidez, de correção à sua fraqueza de bases, à sua confusão interior, na procura de um rumo qualquer que não fosse aniquilamento


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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