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Arlequim

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Arlequim

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Morris West

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: A B Pinheiro de Lemos

Páginas: 288

Ano de edição: 1974

Peso: 315 g

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Bom
Marcio Mafra
03/03/2003 às 13:57
Brasília - DF

Morris West surgiu no Brasil, pela publicação do Advogado do Diabo. Depois disso foram mais de 20 títulos: Escândalo na Igreja, Alerquim, Concubina, Embaixador, Estrada Sinuosa, Filha do Silencio, Filhos das Trevas, Herege, Kundu, Navegante, Sandálias do Pescador, Terra Nua, Torre de Babel, Fantoches de Deus, entre outros. Todos envolvendo ciúmes, guerras, chantagens, crimes, sexo, dinheiro e poder. O Advogado do Diabo foi um grande sucesso, um ótimo livro. Alerquim, como todos os outros títulos, são xerox. Ou seja, descaradas cópias, nem sempre muito nítidas da primeira obra. O autor é inteligente, sabe das coisas, é do ramo. Mas alerquim é apenas mediano.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Alerquim é um europeu frio, conciliador, elegante, milionário, sutil e paciente, que enfrenta os mercadores da morte.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Ao cair da tarde, encontramo-nos na suíte de Arlequim para tomarmos uns drinques. Durante vinte minutos Juliette ocupou o palco, com o relato de um almoço com os hidalgos da Nova Espanha. - . . . Eu juro, Suzy, que é melhor a gente se entregar às mãos de Deus do que cair nas mãos das matronas mexicanas! Quantos filhos eu tinha? Não pretendia ter mais nenhum? Meu marido era fiel? Como se reage em Genebra ao problema da amante? E o problema das filhas? Eu devia agradecer a Deus todos os dias por não ter uma filha. Com os meninos é muito diferente. Tendo um pai bom como Pedro, que compreende essas coisas, eles se arrumam sem grandes riscos. No começo, uma mulher mais velha é sempre melhor! Eu ainda não tinha um amante? Com um marido que viaja tanto, devia pelo menos considerar a idéia de um amante. Ay de mi Essas norte-americanas, com as suas idéias de libertação das mulheres! O que elas faziam senão se escravizarem ao trabalho? Mas o meu Pedro... Vamos, George, conte-lhes sobre o nosso Pedro! . . . George Arlequim também tinha uma comédia a representar: os conflitos domésticos latentes, as ordens imperiosas, o formalismo dos cumprimentos, a lenta e indireta aproximação do assunto que motivara o almoço. - . . . O problema é mais complexo do que parece, Paul. Nosso amigo José Luís não está muito nas boas graças das famílias tradicionais, que há dez anos vêm tentando casá-lo com as suas filhas. Dizem também que ele joga, o que é novidade para mim e não das melhores, se for verdade. Pedro Galvez é um personagem saído diretamente de Calderón. Ele é capaz de condenar o Papa ao inferno e ajoelhar-se em seu leito de morte para receber a extrema-unção. Despreza Yanko por ser um arrivista e trampista. Desprezaria muito mais a mim se eu não puder trapacear melhor. Detesta computadores e de bom grado os dispensaria, se pudesse encontrar quem lhe fizesse uma contabilidade honesta. Quando eu lhe disse que estava empenhando tudo o que possuía para exercer os meus direitos de opção e comprar as ações, ele classificou-me de romântico do século XIX. . . Mas, não obstante, fez um brinde à minha decisão. Quando lhe falei em violência, limitou-se a sacudir os ombros e dizer que, se não se matasse a fera, não haveria carne para o jantar. A sua promessa é ótima. Manterá as suas ações até o último momento e insistirá para que os seus colegas façam o mesmo. Se vencermos, ele nos entregará uma porção de negócios. Se perdermos, mandará rezar uma missa por nossas pobres almas. Estas são as minhas notícias, Paul. Quais são as que você tem? - A história foi publicada hoje em Londres. Amanhã sairá na América. Basil Yanko está voltando para Nova York. A partir de amanhã, teremos guarda-costas. E na terça-feira teremos que entregar duzentos e cinqüenta mil dólares em dinheiro. - Não quero saber de guarda-costas! Arlequim estava sendo categórico. - Sou um homem civilizado e não quero saber de viajar cheio de capangas! - Mas Bogdanovich insiste na necessidade da medida. Concordo com ele. Suzanne e eu fomos seguidos durante o nosso passeio desta manhã. Poderíamos ter sido alvejados. Você tem que concordar. Deve isso a todos nós. . . E também ao seu próprio filho. - A polícia está guardando o menino. .. Quer dizer então que teremos guarda-costas? Amém! O que mais? - Não marque nada para terça-feira. Eu e você teremos uma reunião no interior. - Para quê? - Para nos encontrarmos com o homem que matou Valerie Halltrom. - Com que objetivo, Paul? - Não sei. Bogdanovich não quis dizer-me. - Mas o que somos nós, pelo amor de Deus? Simples marionetes? - Somos estrangeiros, George. Juliette interveio na conversa, censurando-o com firmeza. - Somos estrangeiros numa estranha cidade. Você mesmo disse isso, ao voltarmos para casa. E gostaria de lembrar-lhe, meu caro marido, que tudo o que vi até agora foi bastante sombrio! - Esta noite então, meu amor, iremos dançar. Não quer ir também, Paul? E você, Suzanne? Então estamos combinados. Paul, por que você não liga para José Luís e o chama para ir conosco, levando a moça com que se esteja distraindo neste momento? José Luís lamentava muito, mas naquela noite era de todo impossível. Tinha que participar de urna reunião de família e amigos da família, reunião que se realizava periodicamente. Talvez, mais tarde. . . Nem que fosse apenas por uma hora. Disse-lhe que poderia encontrar-nos na San Angel Inn. Ele afirmou que era uma escolha esplêndida: excelente música, ótima comida. Tornou a pedir desculpas e expressou seus votos de que nos divertíssemos bastante. Fiz urna prece silenciosa a fim de ainda estar de pé para apreciar a noite. As mulheres se retiraram e Arlequim pediu que eu ficasse mais um pouco, para uma conversa em particular. Galvez entregara-lhe uma cópia da carta de Yanko aos acionistas minoritários, um documento que deixava implícito muito mais do que dizia.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nada de especial para registrar


 

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