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O Cara Mais Esperto do Facebook

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O Cara Mais Esperto do Facebook

Livro Péssimo - 1 opinião

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Autor: Abud Said

Editora: Editora 34

Assunto: Biografia

Traduzido por: Pedro Martins Criado

Páginas: 95

Ano de edição: 2016

Peso: 250 g

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Bom
Marcio Mafra
28/07/2018 às 22:56
Brasília - DF
Eu conheci pessoalmente Abud Said em junho de 2016, durante a FLIP em Paraty, no Rio de Janeiro. Foi quando Abud Said se declarou sírio e poeta.
Se recusou falar sobre a realidade de seu país e do Estado Islâmico.
Os frequentadores da FLIP ficaram “mordidos”, porque Abud seria uma oportunidade de conhecer como é a vida na Síria, da qual brasileiros só têm notícias de guerra.
Personalidade forte, sem se importar com a imprensa, jornalistas e intelectuais, que segundo ele, são manipuladores.
Foi aí, que resolvi comprar seu livro. Pois autor que enfrenta plateia sem medo de desagradar quem lhe convidou é coisa de gente valente, de autor de valor.
Seu livro me encantou, apesar da tradução que não é lá essas coisas.
Abud Said, vivia em Aleppo, cidade localizada no norte da Síria, quando veio a guerra civil em seu país.
Guerra entre Estado Islâmico e o Presidente de seu país Bashar al-Assad, a quem Abud chama de “Ditador”.
Adub postou no face tudo o que acontecia em sua vida, alguns poemas, algumas reflexões e também as coisas da guerra.
Logo chamou a atenção pelas provocações que fazia com seus textos.
Ler “O Cara mais esperto do Facebook” é como um propósito humanizador, que se contrapõe ao horror que é a guerra síria, a fuga desesperada de gente que tenta escapar da morte, coisas que os telejornais exibem quase diariamente, desde 2011. Livro muito bom.

Marcio Mafra
28/07/2018 às 00:00
Brasília - DF

A História de Abud Said, que vivia em Aleppo, a maior cidade ao norte da Síria.

Abud fala – diariamente - com o mundo através do Facebook.

Ele posta tudo o que acontece no seu dia-a-dia e também faz algumas reflexões sobre a vida, sobre as pessoas, seus vizinhos, sobre a guerra e sobre o ditador.

A história se passa durante a Guerra da Síria, que teve início em março de 2011 e no ano de 2018 ainda não terminou.

 
Marcio Mafra
28/07/2018 às 00:00
Brasília - DF

18 de janeiro de 2012 às 14:03

O ditador / não ouve jazz

23 de fevereiro de 2012 às 21:14

Minha namorada disse: eu gostaria de ver seu quarto e sua biblioteca.

Eu disse a ela: não tenho biblioteca, só alguns livros espalhados aqui e ali.

Eu não tenho meu próprio quarto / cada membro da família diz que meu quarto é o quarto dele / até as visitas, quando digo "fique à vontade", vão direto para lá.

Meu quarto é o que não tem cama / tem uma TV e um aquecedor / minha mãe sempre fica lá sentada / rezando e assistindo às notícias, e como ela não sabe ler, todo dia me pergunta o número de vítimas.

Fico nervoso com as perguntas dela e de vez em quando invento um número da minha cabeça.

28 de maio de 2012 às 15:03

Toda vez que eles dizem "grupos armados" / uma gargalhada coletiva ecoa do cemitério.

28 de junho de 2012 às 17:01

Confissão 51:

Continuarei escrevendo até chegar um tanque na porta da minha casa.

29 de julho de 2012 às 00:42

Caso bombardeiem o meu computador e a mim, alguém no exterior vai administrar

minha conta do Facebook. Nada vai mudar.

Minha foto de perfil continuará como está / de pinta e cigarro.

Meus amigos continuarão / o número pode variar.

As paixões / nós continuaremos enquanto houver teclas no teclado.

Os poetas / fodam-se seus murais do Facebook, um a um.

A morte / excluo um amigo e aceito o pedido de outro que esperava há meses.

A revolução / se levantou e o Facebook tomou o seu lugar.

25 de agosto de 2012 às 13:21

 

Enquanto minha vizinha bonita jogava água na frente da casa dela

eu estava na varanda, fumando. Fumando para convencê-la

de que estou muito ocupado, e não sozinho. Fumando para bater

as cinzas do meu cigarro na frente dela. Fumando para xingar o ditador

a cada trago. Fumando para que a fumaça queime meus olhos

até lacrimejarem e minha mãe ache que estou chorando a morte dos meus amigos

Fumando e fazendo uma nuvem de fumaça para que o mundo civilizado veja

que a nossa casa está queimando, e nos envie bombeiros e o resgate

Fumando para minha mãe não parar de fumar.

 

 

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Marcio Mafra
28/07/2018 às 00:00
Brasília - DF

Na FLIp de 2016, em Paraty-RJ, adotei um princípio para comprar os livros dos autores presentes. Seria necessário que o autor me emocionasse durante a respectiva apresentação (ou mesa de discussão). Abud Said foi vaiado, quando criticou o pessoal dos direitos humanos e disse que a mídia internacional e ONU fazem jogo sujo. Para mim bastou. Comprei seu livro.

 

 

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