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A Viagem do Descobrimento

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A Viagem do Descobrimento

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Autor: Eduardo Bueno

Editora: Objetiva

Assunto: História

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 137

Ano de edição: 1998

Peso: 255 g

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Excelente
Marcio Mafra
23/12/2002 às 19:26
Brasília - DF


Livro para ser "devorado". É o texto do primeiro volume da coleção Terra Brasilis que trata da viagem do descobrimento de uma forma bem humorada, cheia de casos pitorescos, apresentando a história do Brasil de um ângulo divertido, crítico e instigante. Um livro com L maiúsculo.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história do descobrimento do Brasil contada em detalhes sobre os soldados, marujos, pilotos árabes e astrólogos judeus, interpretes hindus e nobres lusitanos. O que comiam e quanto ganhavam esses homens que passaram por mares tempestuosos e calmarias enervantes.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

De Portugal à Ilha de Vera Cruz. Deixando Lisboa para trás, as naves de Cabral seguiram o rumo sul-sudoeste, embaladas por ventos favoráveis, fazendo saltar os peixes-voadores, tão comuns nas cercanias da ilha da Madeira. Atravessando a zona que os espanhóis chamavam de Golfo de las Yeguas, a frota apontou as proas em direção às desejadas Canárias - ilhas que pertenciam à Espanha e por cuja soberania Portugal tanto lutara no século anterior. A conquista deste arquipélago fora o objetivo inicial (e nunca alcançado) do ciclo de navegações iniciado pelo Infante D. Henrique. No sábado, 14 de março, entre 8 e 9 horas da manhã, a frota já estava em frente à Gran Canária, a maior das sete ilhas do arquipélago. Bom tempo e bons ventos permitiram que uma distância de 700 milhas náuticas (cerca de 1.300 km) fosse percorrida em cinco dias, com uma velocidade média de 5,8 nós (ou cerca de 10 km por hora), média excelente para a época. No dia seguinte; uma calmaria deteve a esquadra, que se manteve quase imóvel. Cerca de 100 quilômetros após as Canárias, começam a soprar os ventos alísios de nordeste (que oito anos antes haviam conduzido Colombo à América). A frota de Cabral então abriu seu rumo para oeste, seguindo em direção ao arquipélago de Cabo Verde -localizado a cerca de 600 quilômetros da costa da África, em frente ao Senegal, e que havia mais de meio século os portugueses haviam descoberto e colonizado. No dia 22 de março, o experiente piloto Pero Escolar reconheceu a ilha de São Nicolau, avistada por volta das 10 horas da manhã. As 800 milhas que separam as Canárias de Cabo Verde foram vencidas em oito dias, a uma velocidade média de 4 nós. E então, por volta das 8 horas da manhã do dia seguinte, segunda-feira, 23 de março de 1500, a primeira de uma série de tragédias se abateu sobre a frota de Cabral: uma das naus, a comandada por Vasco de Ataíde, simplesmente sumiu - "sem que houvesse tempo forte ou contrário para poder ser", conforme o relato de Pero Vaz de Caminha. Como notou o historiador português Jaime Cortesão, Caminha - que em breve dedicaria páginas inteiras à descrição dos nativos do Brasil - se refere ao naufrágio sem uma palavra de lástima. Disse apenas: "Fez o capitão diligências para o achar, a uma e outra parte, mas não apareceu mais." Cento e cinqüenta homens tinham sido "comidos pelos mar". No minucioso estudo que publicou, em 1975, sobre a viagem de Cabral, o capitão-de-mar-e-guerra Max Justo Guedes sugere que, após se desgarrar da frota, devido "ao nevoeiro e às nuvens de poeira saariana" que muitas vezes dificultam a navegação entre as ilhas do Cabo Verde, a nau de Vasco de Ataíde pode ter batido em algum baixio (talvez o de João Leitão, a sudoeste da ilha de Boa Vista), naufragando sem que seus sinais de socorro fossem vistos. De todo o modo, após dois dias de buscas infrutíferas, a esquadra seguiu seu rumo "por esse mar de longo", como diria Caminha em sua carta. Então, entre 29 e 30 de março, a frota entrou na região das calmarias equatoriais - chamadas doldrums (palavra inglesa que significa "desânimo"). Ali, as naus ficavam "estáticas, sem sopro ou movimento/ como um inútil barco pintado/ Sobre pintado oceano", de acordo com o poema The rime 01 the ancient mariner, escrito por Samuel Coleridge em 1798. Por cerca de 10 dias, a frota de Cabral arrastou-se à velocidade de 1 nó (ou 1,9 km por hora). Anos mais tarde, esse mesmo trecho seria o primeiro calvário pelo qual passariam as naus que seguiam da Carreira da Índia. Nos doldrums, onde às vezes os navios chegavam a ficar retidos por 40 dias, acabava-se a água. A morte rondava os tripulantes; as velas pendiam, frouxas, no ar escaldante. A vida a bordo tornava-se então mais monótona do que o habitual. Quase todas as atividades de lazer eram proibidas. Ainda assim, sempre que possível, os marujos dedicavam-se ao carteado. Quando os padres os pegavam em flagrante, "tomavam os naipes e os atiravam ao mar". Os romances de cavalaria, tidos como "uma armadilha do demônio que causava grandes danos à alma", também eram vetados. Havia teatro a bordo, mas sempre de teor religioso. Enfadonho e repetitivo, cada novo dia era anunciado pelo canto dos galos e pelo balido das ovelhas, que os capitães tinham direito de levar para bordo. No dia 9 de abril, ao completar um mês em alto mar, a esquadra de Cabral cruzou o Equador - e o que durante séculos fora motivo de terror agora era pretexto para festa. Após o Equador, os ventos sopravam de sueste. Mas como eles também eram fracos, a armada de Cabral seguiu as instruções de Vasco da Gama e abriu seu rumo para o sudoeste, empreendendo a "volta do mar". Empurrada pelas forças marítimas hoje chamadas de "Corrente Brasileira", a esquadra logo retomou a velocidade de 5 nós. O domingo de Páscoa foi celebrado quando os navios se encontravam a uns 250 quilômetros da costa, na altura de Salvador. Dois dias depois, próxima dos recifes depois chamados Abrolhos (aglutinação de "Abra os olhos"), a frota deparou com sargaços flutuantes: eram as algas botelhos e rabos-de-asno. No entardecer do dia seguinte, 22 de abril de 1500, a armada de Cabral ancorou em frente ao Monte Pascoal, 44 dias após ter partido de Lisboa. No momento em que o sol radiante inaugurou a primeira manhã do Brasil, a 23 de abril de 1500, a visão do Monte Pascoal, das serras que o cercavam, das aves, das flores e frutos e dos homens nus que se encontravam na areia, no limiar entre a terra que deixaria de ser deles e o mar que lhes trazia a mais impactante novidade de suas vidas - essa visão e esse momento não remetem o observador de volta apenas ao dia em que Cabral partiu de Lisboa, mas parecem impulsioná-lo à própria aurora de Portugal. Sim, porque o impulso que estava conduzindo Cabral da Europa até a Ásia - e o levara a descobrir o Brasil no meio do caminho - era um pequeno movimento na grande sinfonia que configura o processo da expansão dos portugueses ao redor do globo. Para compreender mais plenamente- essa viagem, é preciso empreender outra. E esta sequer se limita ao início dos descobrimentos marítimos, mas retrocede ao momento em que, cercado de ameaças e sem saídas para o mar Mediterrâneo, isolado na "orla ocidental da Cristandade", o povo de uma das menores nações da Europa viu-se impelido a explorar as águas de um oceano desconhecido. Ao concretizar plenamente sua vertigem expansionista, os portugueses tornariam seu país o pólo a partir do qual a Europa seria capaz de provar, para o bem e para o mal, que - como num provérbio budista - tudo está unido e interligado. A exploração do globo pelos navegadores portugueses e a conseqüente expansão da civilização européia - em meio às quais o "achamento" do Brasil se tornaria uma das pérolas mais vistosas - se constituíram em uma das mais admiráveis aventuras das tantas que marcaram o milênio que se encerra. Acompanhar essa viagem desde seus primórdios ajuda a compreender o que estamos fazendo aqui e agora.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Uma feliz aquisição de livros, feita pelo Rafael na ocasião em que viajou para a Bienal do Livro.


 

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