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O Grande Mentecapto

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O Grande Mentecapto

Livro Ótimo - 1 opinião

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Autor: Fernando Sabino

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 238

Ano de edição: 1979

Peso: 270 g

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Ótimo
Marcio Mafra
16/11/2002 às 13:00
Brasília - DF

O Grande Mentecapto, não é nenhuma obra prima, mas é uma boa história. Quer dizer, história de maluco, de mentecapto. Inusitado é o final do livro, com um epílogo onde o Mestre Sabino narra o destino de cada um dos personagens.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história das aventuras e desventuras de Viramundo e de suas peregrinações.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

- Viramundo e Fusco eram dois num só. Há também em Minas quem chegue a afirmar que Viramundo era irmão mais moço de Diadorim, mira e veja! Nonada. Alan Prateado, outro celebrado romancista das Alterosas. afirma com segurança: - Sei que existiu, porque lá em Patos de Minas, quando eu era menino, até se cantava uma musiquinha dedicada a ele, assim: Oi, cadê Viramundo, pemba... - Não é pomba não? - pergunto, tomando nota. - Não. É pemba mesmo - assegura o romancista, que sabe o risco do bordado. Em Curvelo, encontro traços substanciais da presença do grande mentecapto. Dizem eles de uma noite passada por Viramundo na própria casa assassinada por Lúcio Cardoso em sua famosa crônica noite esta que, depois de haver eu mencionado tantas sumidades no campo das letras, atira-me aos ombros grande responsabilidade ao tentar descrevê-la. Constava que a tal casa de Curvelo, na realidade uma chácara, era mal-assombrada. Viramundo, na noite que ali pernoitou, teve oportunidade de verificar que realmente assim era. Não foi como o fantasma do casarão do Matola em São João del Rei, onde ensaiava a Euterpe Lira de Ouro, que não passava de um ,simples gambá. Num botequim da cidade, onde, como de costume, Viramundo entrara para pedir um copo d'água, um bêbado falava no fantasma que vivia naquela chácara. O grande mentecapto se interessou, e ficou sabendo que se tratava do espectro de uma mulher, estrangulada pelo marido no princípio do século. Ele fugira em seguida e o corpo dela ficou dias e dias abandonado no casarão vazio até ser encontrado pela polícia. A alma penada jamais repousaria enquanto não surgisse alguém que passasse a noite com ela. Todas as noites ia postar se na varanda, numa longa camisola branca, cabelos soltos ao vento, as órbitas vazias voltadas para a curva da estrada, aguardando eternamente. Assim rezava a crônica fantasmagórica de Curvelo. Viramundo resolveu verificar o fenômeno com seus próprios olhos - fosse como fosse, a chácara, pelo que diziam, lhe parecia um lugar tão bom como outro qualquer onde se abrigar. E naquela mesma tarde se dirigiu para lá. A casa parecia suspensa na luz trêmula, e tudo afastava de si, em esquisito encantamento... .. .Não se distinguia sequer um suspiro, e a morte parecia realmente percorrer com lentidão aqueles grandes espaços... ...As almas tinham fugido, espantadas pela luta violenta e irreal do negro e da luz... ...Mas, havia entre todos um quarto fechado, guardando ciosamente dentro de si um bloco de penumbra, onde em tranqüila reserva se escondia o segredo da vida... As frases transcritas acima são da primeira página de um dos dois romances de Nico Horta, em que o consagrado escritor mineiro descreve casa semelhante à que Viramundo encontrou. Tomei-as de empréstimo porque me falecem recursos para fazê-lo com tanta arte. Viramundo vasculhou o primeiro andar da casa, e nada viu que pudesse denunciar a presença da tal mulher assassinada. Não havia móvel algum, e o tempo deixara as suas marcas por toda parte: grandes manchas de umidade nas paredes e no teto, cujos caibros já se despregavam, vidros partidos nas janelas, teias de aranha no ângulo das portas, soalho de tábuas apodrecidas, rinchando sob os pés. O grande mentecapto, como sempre, escolheu um canto pequenino onde se abrigar, desta vez um vão da escada que levava ao segundo andar, e que não chegou a subir, menos por qualquer espécie de temor que por achar tão precários os degraus carcomidos e o corrimão despregado, que poderiam mesmo ruir sob seu peso. Munido de um toco de vela e de uma caixa de fósforos que agora se acrescentavam a seus pertences, ao cair da noite ajeitou-se para dormir, cansado que estava de tanto que caminhara naquele dia - sendo certo que não consegui apurar de quão longe viera ao ali chegar.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Quando Gustavo tinha por volta de 13 anos, foi presenteado com este livro, pela Débora, uma garotinha bonita, inteligente e muito simpática que - na época - era sua namorada. Além de uma "carta-despedida" transcrita em seguida, consta ainda a seguinte anotação (à lápis) " De nada vale o que sentimos se as nossas atitudes não condizem com os nossos sentimentos". "Gustavo. Casal feliz não é aquele que nunca teve crises, problemas e momentos de distância. Casal feliz é aquele que, apesar de tudo isso, tem a capacidade de superá-los. Mas se não tiver jeito mesmo, espero que não haja mágoas entre nós, e que a nossa futura amizade seja muito mais forte do que o amor que nós deixamos acabar. Ainda te amo. Um super beijo. Débora. 30/08/92.


 

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