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Terapia - Pecado Avareza

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Terapia - Pecado Avareza

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Autor: Ariel Dorfman

Editora: Objetiva

Assunto: Romance

Traduzido por: Terapia - Pecado Avareza

Páginas: 171

Ano de edição: 1999

Peso: 300 g

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Bom
Marcio Mafra
09/11/2002 às 16:43
Brasília - DF

Para escrever sobre o pecado da avareza a editora arrumou uma historia escrita pelo chileno Ariel Dorfman. Bobagem ir até o Chile para obter uma boa história da avareza. Aqui sobram histórias de mãos-de-vaca de primeira grandeza. Da coleção dos 7 pecados capitais, dois são ótimos: a luxuria e a soberba, com as histórias:" A Casa dos Budas Ditosos" e o " Vôo da Rainha". Os outros cinco são pecados veniais. Inclusive este da avareza. Quase ruim.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A historia do empresário Graham Blake que, claro é um mão de vaca.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Entramos na nossa limusine. Quem você acha que está ali? Olhe o vídeo, deixa eu passar.
Esse é Hank Granger. Talvez você conheça Hank Granger.
Como cliente, pode ser? Como outra coisa qualquer? Granger que está sentado na minha limusine como se fosse dono dela. Como se não fosse demorar a ser dono dela. Se manca, Grangero Eu já não disse que não estou vendendo?
"Você vai levar o negócio à falência", Granger cochicha no meu ouvido. O problema é que ele chega perto de um jeito obsceno, o hálito dele se aproxima da minha boca. "Você mandou fazer uma pesquisa para dar uma melhorada naquela fábrica caindo aos pedaços da Filadélfia. Cancele a pesquisa."
Não vou cancelar nada. Não estou nem ouvindo os comentários idiotas dele - é claro que quero a melhoria da fábrica. É onde você trabalha, Roxanna. A fábrica em que você aparentava trabalhar. Você fingia ir lá de manhã, fingia estar rezando pelos operários à noite, fingia se livrar da sujeira da fábrica na sua pele à noite. A fábrica do meu pai. Vou salvá-la porque ela pertence a meu pai e a você e a mim, pertence às suas famílias inexistentes e àquelas famílias que existem e precisam do ritmo pulsante, precisam produzir aqueles cereais e chás para a saúde delas, a saúde da América, a minha saúde.
Salvá-la por ela ser o meu passado, a nossa herança comum, porque ainda me lembro de que, ao andar pelos corredores, alguém segura a minha mão e olho para cima e é a minha mãe, e não vou desnudar esse lugar das lembranças que ele contém
e transformá-lo num condomínio ou num conjunto de shoppings e enchê-lo de estranhos.
Não era assim que eu pensava naquele tempo, quando criança. É assim que penso agora quando revejo a fita, profiro insultos contra Granger nas horas tardias da noite enquanto Natasha dorme na nossa cama depois de ter gozado sabe-se lá quantas vezes, insaciável e doce Natasha, uma foda melhor do que a sua, Roxanna, mas não tão instigante quanto você, não tão boa atriz, não tão lenta no andar, não com possibilidade de rezar. Estava rezando para mim, Roxanna? As suas preces me
curaram? Nem sequer o Papa poderia ter me curado com as preces dele. E o Papa não tem uma bunda tão bonitinha. Mas não foi nisso que pensei quando Granger se aproximou de mim com aquele bafo ofegante. Não pensei em nada. Só o farejéi. Nos
lábios do sujeito, um traço levíssimo de óleo almiscarado de maçã: a insinuação e o sinal de Jessica na língua dele. Quando Granger a beijou? Quando foi que ela se aproximou o suficiente de sua boca, verteu palavras na boca e não nos ouvidos dele, quando foi isso? Será que transaram antes da ida dela à cerimônia mundial do Melhor Patrão? Antes da entrada dele na minha limusine para me esperar porque ele é tão reles que não o teriam deixado entrar no salão do Hilton? Ou estou inventando tudo isso, e é só o vestígio de Jessica rodopiando nas minhas narinas que impregna tudo, infesta até o meu futuro com a lembrança dela? Será que sou paranóico? Foi isso que o mês que passei com você e Tolgate, aquela suruba a três, fez comigo?
"Você está levando a Empresa à morte. Empresarialmente, não tem o menor sentido." Granger sopra as palavras em cima de mim, como se ele estivesse fumando Jessica na minha direção. "Venda a Empresa para mim agora, a sua parte. Vou triplicar as suas opções de ações. Ou você quer esperar a falência? Quando o seu poço de dinheiro de Goclzilla sentimental arrastar você para o fundo?
Chutei o cara para fora da limusine, Roxanna. Ou seja, botei meu pé na bunda dele e dei um empurrão, mandei o Granger se estatelar na calçada. Você teria orgulho de mim você ou pelo menos a mulher da classe trabalhadora que você quis me fazer acreditar que era. A mulher falsificada para quem ajudar os outros era o que tínhamos de fazer se quiséssemos nos ajudar.
A mulher fabricada e escrita por Tolgate, por ser a mulher em quem eu confiaria. Ou talvez você seja ela, talvez você já soubesse espanhol, já soubesse daquela realidade desde o início, e tenha sido por isso que T olgate a escolheu para o papel.
Mas estou me desviando da rota da nossa pequena viagem. Um outro momento da verdade. O momento seguinte com prova: a cena ocorre no banheiro das mulheres, no quartel-general da Terra Limpa, na cidade de Houston. Lá estão elas, um grupo de secretárias, mijando, passando pó-de-arroz, rindo. O que eu adoro são as fofocas. Não só quem está comendo quem, embora não seja nada mal descobrir que o meu segundo vice-presidente tem um pau do tamanho do bico de um pinto e mal consegue levantá-lo. Que Jessica Owen arranjou um pretendente misterioso de quem ninguém descobre a identidade. E até mais interessante: elas se preocupam com o futuro da Empresa. Dizem que o Patrão está fazendo melhorias na fábrica da Filadélfia quando deveria estar se livrando dela. Dizem que a Empresa está no sufoco e que vai ser incorporada, adquirida, controlada por alguém que elas não aprovam. Alguém que quer botar as mãos nojentas na nossa inacreditável descoberta no campo da tecnologia de alimentos alternativos que está prestes a ser aprovada pelo FDA: uma pílula que faz a pessoa perder tanto mais peso quanto mais ela come, quanto mais ela entorna e devora. Na realidade eu a chamo, por enquanto, de GLUTONA, embora eu não esteja bem certo de que este seja o nome apropriado.
Não que eu tenha tempo de ficar imaginando alternativas. Tenho algo mais importante em que pensar. Reconheço o que elas estão fazendo, acho que reconheço. Você me orientou, Roxanna. No passado, quando eu achava que a orientação que você me oferecia dizia respeito à vida e não ao faz-de-conta. Mas você me instruiu muito bem, me ensinou a saber o que é real, o que é simulado: a conversa delas me dá a impressão de ser ensaiada.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Depois que o Rafael comprou "a gula", não paramos de comprar todos os "pecados" que encontramos pela frente. Tenho cobiça do Rafael.


 

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