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O Anti-Semitismo na Era Vargas 1930-1945

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O Anti-Semitismo na Era Vargas 1930-1945

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Maria Luiza Tucci Carneiro

Editora: Brasiliense

Assunto: História

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 590

Ano de edição: 1988

Peso: 670 g

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Ótimo
Marcio Mafra
20/10/2002 às 13:46
Brasília - DF

O livro é uma brilhante tese de doutorado. Uma verdadeira lavagem cerebral na elite política, econômica e religiosa dos brasileiros nos anos 30/40. Tanto o núcleo duro do governo como toda a área diplomática acreditavam na vitória do nazi-fascismo. Foi aí que se identificou e geminou o grupo da direita política no Brasil, logo de cara sufocando a esquerda que não conseguia, sequer, se fazer respeitar como força política até metade dos anos 90. O livro também acaba por aludir o que - de quando em vez circulava na imprensa - que Oswaldo Aranha, festejado benemérito na divisão da Palestina e criação do Estado de Israel, era um anti semita por principio e por doutrina, mas quando chanceler brasileiro soube torcer os fatos favor de sua imagem pessoal e a favor da imagem do Brasil. O Anti Semitismo na Era Vargas mexe e remexe com os fantasmas da geração que viveu nos anos 1930/1945. Não é leitura para iniciantes, mas não chega a ser uma leitura difícil. É um ótimo livro.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Tese de doutorado da historiadora em 1987, apresentada à USP, que examina os desempenhos de Getulio Vargas, sua política e seu governo completamente fascista.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Na época em que Rosalina Coelho Lisboa faz estas sugestões a Getúlio Vargas, as circulares secretas estavam em franca execução, e o tal "decretozinho" aguardava, apenas, o momento adequado para vir à luz. Enquanto isso, Getúlio Vargas proferia um violento discurso pró-Eixo a bordo do encouraçado Minas Gerais. Posicionando-se como contrário aos "velhos sistemas e fórmulas antiquadas", referiu-se ao início de uma nova era em que "as nações impunham-se pela organização baseada no sentimento da Pátria e sustentando-se pela convicção da própria superioridade". O discurso, ao nível das relações políticas e econômicas com os EUA, foi considerado como "inoportuno e prejudicial aos nossos interesses", levando Oswaldo Aranha a justificar, junto à imprensa americana, o posicionamento do Brasil que não deveria ser considerado como "uma contradita ao Presidente Roosevelt". Assim, Oswaldo Aranha, em vários momentos, pressionou Getúlio Vargas cobrando-lhe atitudes que expressassem a nossa simpatia pelo governo dos EUA, além de posicionar-se contrário à maçonaria, ao comunismo e ao judaísmo. A estas idéias e conselhos emitidos por Oswaldo Aranha, e que voltaremos a analisar oportunamente, somam-se as sugestões de Cyro de Freitas Valle, enviado à Alemanha para substituir Muniz de Aragão e evitar que qualquer motivo viesse, direta ou indiretamente, perturbar a cordialidade existente entre Alemanha e Brasil. Freitas Valle apresenta-se como executor de uma missão política confiada por Vargas: a de manter esta" atitude de implacável neutralidade que lá era muito apreciada e mesmo oferecida como modelo". Referindo-se aos discursos proferidos por Getúlio, em 11 e 29 de junho e 31 de dezembro de 1940, o diplomata brasileiro comentou a respeito da grande divulgação dada pela imprensa alemã e o eco satisfatório que aqueles tiveram junto à opinião pública. Somente neste contexto de jogo de equilíbrio de forças e de um certo receio de Getúlio Vargas em romper definitivamente com os alemães é que poderemos explicar a persistência de um grande número de circulares secretas contrárias à entrada de judeus no Brasil. Vargas foi conivente com a prática de um anti-semitismo político e xenófobo, endossando camufladamente atitudes fascistas, conforme rigoroso figurino da época. Combinando interesses políticos e econômicos da classe média e burguesia industrial, impediu que um grande número de judeus ingressassem em território nacional, aprovando iniciativas anti-semitas mascaradas por um pretenso nacionalismo. Apesar do Estado Novo expressar, em toda a sua medida, b exercício do poder pessoal de Vargas, este nunca foi colocado a serviço da causa judaica. Ao contrário, deu condições para que um indivíduo do caráter de Filinto Müller atuasse livremente em nome do anticomunismo, e que Olga Benario fosse entregue à GESTAPO como bode expiatório do caso político que dominava o Brasil nos anos 30.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF
Comprei o livro por ouvir falar do assunto na imprensa. Este já criava polêmica, antes de sua publicação.

 

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