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Igreja Popular

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Igreja Popular

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Dom Boaventura Kloppenburg

Editora: Agir

Assunto: Teologia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 236

Ano de edição: 1983

Peso: 295 g

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Ruim
Marcio Mafra
19/12/2002 às 16:12
Brasília - DF

No final dos anos 70, importou-se a Teologia da Libertação, tema que se discutia no mundo ocidental e cristão, notadamente na América Latina. "Igreja Popular" contempla a discussão e análise da sociedade, sob o ponto de vista da política de evangelização, com seus métodos de releitura do Evangelho, de reinterpretação da fé, da apropriação popular de liturgia e do desbloqueio das consciência cristãs. Pela leitura deste livro, o assunto todo parece engodo. Engodo que não passou de uma fantasiosa esquerdização da Igreja Católica latino-americana. A leitura é muito mais dogmática que analítica. O livro também parece enganação e inconformação do movimento de libertação dos grilhões teológicos à que estava amarrada toda a igreja.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

a) Como surgiu a Igreja Popular. b) Como se afirmou a Igreja Popular. c) Reflexões sobre os temas da Igreja Popular d) A Igreja Popular em Puebla e seu contexto. e) Opção Preferencial pelos pobres.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Libertação da Teologia. Uma das atribuições do povo-pobre-oprimido-conscientizado seria: ser o sujeito da própria Teologia. Já vimos os textos que insistem neste ponto. Por este motivo encontramos entre os fautores da nova Igreja Popular uma generalizada atitude de desdém pelos teólogos, que, segundo eles, não estão comprometidos nem muito .menos identificados com aquilo que eles chamam "povo". O desprezo dos teólogos leva à desestima da Teologia elaborada pelos desdenhados teólogos. Resultado: já não têm nem desejam ter uma boa, sã, longamente reflexionada e madura Teologia. Nem mesmo têm Teologia que ainda mereça este nome. Certamente é também este o motivo por que alguns teólogos da libertação fazem alarde de sua vida com o povo-pobre-oprimido-conscientizado-lutador. É, a seus olhos, um título que vale muito mais que qualquer título acadêmico, que, além do mais, quase sempre lhes falta. Mas um deles, dono de bons títulos acadêmicos, José Comblin, declara: "Eu fui professor até 1958. Desde então deixei de sê-lo, e se o sou, é unicamente para ganhar a vida. Eu não sou teólogo acadêmico porque já não sou capaz de ensinar realmente como se faz numa Universidade européia". O jesuíta Fernando Cardenal, que atualmente dirige a juventude sandinista na Nicarágua, falando de seus quatro anos de estudo de Teologia, faz esta desconcertante declaração: "Destes quatro anos não há uma só tese, uma só página, uma só alínea que sirva, nenhuma, nenhuma. E manifesto-o aqui e diante de quem quer que seja, que toda a Tealagia que estes grandes professores jesuítas me ensinaram não me serviu para nada. No ano seguinte tive que esquecê-la. Não digo agora, já no ano seguinte não servia" É a libertação da Teologia. Já não querem ser professores nem ensinar com a seriedade, metodologia, competência e preparação exigidas nas severas Universidades do velho mundo. Seria um método bancário. Tudo vem do povo e de seus privilégios epistemalógicos, proféticos e missionários. O povo pensa, entende a Palavra, não se engana, não peca. Sobretudo tem a autêntica práxis, a única que vale. O povo é transformado em mito. Quem fez uma opção de classe, em favor de uma e contra a outra, tem as portas abertas para a verdade. Já não precisa de estudos. É o verdadeiro teólogo. Os que estudaram Teologia antiga, ideologizada, tratam de esquecê-la, para aprender com o povo, que é o novo magistério. "Fazer um curso para ser diácono é um método opressor" O que ilumina é a práxis libertadora e revolucionária. A partir da práxis, com a práxis, na práxis e pela práxis são capazes de propor em duas páginas uma "nova" Teologia. Como podem rejeitar em cinco linhas toda uma Teologia de séculos declarando simplesmente que se trata de uma teologia "européia". Talvez seja este o motivo porque temos agora uma verdadeira invasão de teologias na América Latina; mas ao mesmo tempo teologias tão superficiais, com afirmações tão pouco sérias e científicas, que a gente chega a perder até a capacidade de admiração ao ler e ouvir tantas necedades e tolices. É por este motivo que Juan Luis Segundo, S.J. faz uma forte critica à Teologia da Libertação. Considera-a como uma Teologia que "nasceu de uma pastoral", de uma necessidade concreta, "a de dar respaldo teológico, cristão, aos cristãos que se comprometiam". Por isso foi uma espécie de "Teologia urgente", feita com pressa pastoral. Parecia urgente optar e agir, sem tempo. Para reflexões teológicas ou ideológicas prévias e que fossem a longo prazo. Baseado no esquema ver-julgar-agir. "Recordo, em mil encontros, que a parte forte era 'ver' e 'agir', enquanto a parte 'julgar' era lamentavelmente pobre" "Deste condicionamento surge um conhecimento sumamente parcial da Bíblia, nesta primeira 'teologia urgente' da libertação, onde praticamente a Bíblia é reduzida não já ao Evangelho mas a certas passagens do Antigo Testamento mais ligadas a questões da política do povo de Israel". Lamenta que esta "urgente" Teologia da Libertação desconhecia a autonomia relativa da Teologia, "isto é, que não se pode fazer Teologia sem respeitar suas regras próprias, que se deve tomar a Teologia mais a sério como ciência, que não podemos fazê-la servir, com esta pressa, com esta urgência, às necessidades, mas que se deve tomar a sério seus próprios mecanismos, porque tem uma autonomia relativa e não se pode passar por cima destes mecanismos". Por isso "É necessário dar-lhe seu tempo e sua energia para que (o pensar, a fé e a Teologia) se tornem - criadores; caso contrário, vale muito mais a pena não passar por Teologia


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF
Lá pelo ano de 1976 foi realizada em Puebla, Mexico, a importante Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, para discutir o papel social da Igreja Católica que optara formalmente pelos pobres. Passados cinco ou seis anos, ainda não se entendia Puebla. Comecei a tentativa de entender por este livro.

 

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