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Paul McCartney

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Paul McCartney

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Autor: Barry Miles

Editora: Dorea

Assunto: Biografia

Traduzido por: Mario Vilela

Páginas: 778

Ano de edição: 2000

Peso: 1.365 g

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Excelente
Marcio Mafra
17/10/2002 às 11:38
Brasília - DF


Extraordinário. Espetacular. Maravilhoso. Fantástico. Excelente. Magnífico. Excepcional, desde a pagina 1 até a 744. "Sinto como se os anos 60 ainda estivessem para acontecer. Eles me parecem um período mais no futuro que no passado." Paul McCartney, 1994.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A biografia autorizada de Paul McCartney

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A arte transformada em pop: a capa de Sgt. Pepper. À medida que progredia a gravação de Sgt. Pepper, avançava também o trabalho na capa do álbum. Primeiro houve aquela idéia de Paul de que os Beatles deveriam ficar em pé diante de uma parede cheia de fotos emolduradas dos ídolos do conjunto. Um dos desenhos que Paul fez a bico-de-pena mostra rodos os quatro Beades de bigode, usando longas túnicas de banda militar com dragonas e segurando instrumentos de fanfarra: Paul tem um E-flat bass, o mesmo instrumento que seu avô tocava; John segura uma clarineta; George, um pistom; e Ringo, um timbale. John estava de faixa, e Ringo tinha uma condecoração. Os quatro estão em pé numa sala de estar eduardina, e atrás deles há uma parede repleta de foros emolduradas, mais alguns troféus e escudos. À direita daquelas fotos, vê-se um poster de Brigitte Bardot, ajoelhada com as mãos atrás da cabeça, numa de suas famosas poses do final dos anos 50. Por algum descuido, Brigitte não foi incluída na capa definitiva do disco. Em seguida, Paul fez a bico-de-pena uma série de desenhos em que os Beades são apresentados a alguns dignitários em frente a um relógio floral. Paul: "Fiz um monte de desenhos em que éramos apresentados ao prefeito, com muitos dignitários e muitos amigos nossos em volta, e isso seria em frente a um baita relógio floral nortista, e deveríamos parecer uma banda de metais. A idéia se desenvolveu até se tornar a capa feita por Peter Blake". Muitos amigos de Paul tinham sugestões para a capa, em especial John Dunbar, que achava que uma figura totalmente abstrata, sem texto e sem explicação, seria ótima idéia: "Cara, as pessoas vão saber o que é! Elas vão saber o que é!" Mas Paul não se convenceu e achou a idéia demasiado radical. Explicou a Dunbar que os Beades tinham fãs com idade entre nove e noventa anos e que, embora o pessoal na faixa dos 25 anos fosse entender, os mais velhos não compreenderiam. Paul: "Provavelmente foi melhor assim, porque a capa definitiva já confundia bastante... Mas acho que ela se firmou por mérito próprio, e se tornou uma capa muito famosa.... Paul mostrou seus desenhos a Robert Fraser, o qual sugeriu de imediato que os Beades deviam arranjar um artista "de verdade" para fazer a capa; Fraser propôs Peter Blake. Paul concordou que o projeto era perfeito para Blake, de modo que ele e Fraser foram à casa do pintor, na zona oeste de Londres, para conversar sobre isso. A arte pop de Peter Blake tem o caráter nostálgico da cultura popular inglesa: artistas de circo, cartazes de luta-livre, strippers, brinquedos vitorianos, molhes de estações de veraneio à beira-mar, postais picantes e cinetoscópios que mostram filminhos de sacanagem. Esse caráter se evidencia mesmo quando Blake pinta Elvis, Bo Diddley, os Beatles, os Lettermen ou LaVem Baker. Sua obra é pictural, sempre brilhantemente realizada, mas baseada no estilo folk das placas de estalagem, barcas de rio pintadas e brinquedos de parque de diversões. Nela, sente-se o acúmulo de séculos de memorabilia, lembranças de álbuns de recorte familiares e publicidade vitoriana. Blake pintou sua primeira tira de quadrinhos em 1957 e foi um dos fundadores do movimento pop na arte. A capa de Sgt. Pepper, da maneira que foi concebida por Paul, com suas imagens da cultura popular inglesa, sua colagem de ídolos e seu ar de nostalgia, poderia ter sido imaginada especificamente para que Peter Blake a fizesse. PAUL: Peguei os desenhinhos do relógio floral, do prefeito e de todos os nossos ídolos, que se pareciam bastante com a versão final, e fomos ver Peter. Ele morava numa casinha de subúrbio comum; era muito acolhedora, com montes de coisas por toda a parte, como numa loja de antiguidades. Todas as paredes estavam cobertas de pinturas; o corredor para o cômodo seguinte e para o quarto lá em cima estava cheio de pinturas de mulher tatuada - ele tinha uma porção. Havia cartazes publicitários de Hilda Beck e de "Tarzan", o lutador. Obras de outros artistas, inclusive colunas de Joe Tilson e uma pintura de Richard Smith, enchiam a casa. PAUL: Todas as coisas da fase inicial de Peter estavam lá: os lutadores, as pinups, suas grandes obras, trabalhos de outros artistas pop. O quadro que pintou dos Beatles também estava lá, de modo que dissemos: "Ah, oi!..." É difícil dizer alguma coisa, porque, quando se trata dos Beatles, não é um retrato da gente, mas sim da lenda. Não é fácil comentar, e acho que só fizemos umas gracinhas. Eu lhe disse que achava a pintura muito boa. Ele me retratou como eu era na época, de um jeito bem bacana, e por isso pude congratulá-lo, mas na verdade eu estava só olhando as coisas que me interessavam. Conversamos sobre Elvis, Gene Vincent e coisas assim, que, no fundo, eram o verdadeiro denominador comum entre nós. Na época, Peter Blake estava casado com a artista americana Jann Haworth, que também expôs na galeria de Robert Fraser. Ela fazia bonecos em tamanho natural de pessoas pouco convencionais. Dois de seus bonecos de cera estavam sentados no divã. Numa exposição memorável do trabalho de Jann, incluía-se uma série de enormes ursos de pelúcia, todos com o rosto de John Betjeman e alguns dispostos num "piquenique". John Betjeman era o Poeta Laureado,* sendo mais famoso pelos versos sobre igrejas campestres e pelas odes à vida suburbana inglesa. Enquanto Paul explorava a casa, deparou com alguns dos ursinhos de Jann numa sala repleta de plantas envasadas: "Jann tinha ali um de seus manequins, um baita surfista californiano, mas o Betjeman era o mais memorável. Também adoro Betjeman, era um poeta tão terno. Eu gostaria de ter conversado com ele, mas nunca o conheci". Peter Blake parecia um arquétipo de pintor, usando bigode e cavanhaque e trajando jaqueta e calças Levi's, que na época eram praticamente impossíveis de obter na Grã-Bretanha, onde a moda do jeans ainda não pegara e as Levi's só estavam disponíveis em duas importadoras. Blake tinha no olhar o que Paul denominou "um brilho preciso e erudito de cavalheiro inglês". Os dois se deram bem. PAUL: Lembro-me de ter pedido a ele umas dicas de pintura. Eu lhe pedi algumas lições, mas a coisa ficou por aí. Faz pouco tempo, ele disse: ''Ah, foi assim? Bom, eu teria dado as aulas com prazer". Mas a verdade é que eu só queria dicas - por exemplo, como tirar um cabelo que ficou empastado na tela. . . Eu lhe mostrei meus desenhos e disse: "Veja, estamos num morrinho assim, e há um relógio floral. O que dá para fazer com isso? Por enquanto minha idéia é essa, você pode fazer o que quiser com ela, ainda não há nada definido. Eu adoraria uma opinião sua". E daí a coisa foi se desenvolvendo. Agora que Peter estava envolvido, Robert tinha uma função de verdade, e isso acabou fazendo que ele se tornasse o diretor de arte do projeto. A idéia realmente sofreu uma pequena metamorfose quando trouxemos Peter; ele a mudou de um jeito bom. O relógio floral foi substituído pelo canteiro de flores com o nome Beatles. Nossos ídolos nas fotos ao redor se tornaram a multidão de dignitários, e eram eles que estavam nos homenageando, só que ninguém estava recebendo honraria nenhuma. Assim, a idéia se cristalizou um pouquinho, o que foi bom. Exigiu muito trabalho, mas é uma das melhores capas de todos os tempos, acho eu, de modo que foi mesmo ótimo.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Rafael me presenteou este livro, com a seguinte dedicatória: " Márcio, Se esta epígrafe do Paul estiver certa, você ainda vai completar 18 anos no futuro. O que faz de você um pai muito precoce. Feliz Dias dos Pais, Rafael I, 11/08/02". A epígrafe, que se encontra na página 3 é: "Sinto como se os anos 60 ainda estivessem para acontecer. Eles me parecem um período mais no futuro que no passado." Paul McCartney, 1994.


 

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