carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Campanhas Jornalísticas

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
Campanhas Jornalísticas

Livro Bom - 1 comentário

  • Leram
    1
  • Vão ler
    0
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    0

Autor: Rui Barbosa

Editora: Iracema

Assunto: Discurso

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 157

Ano de edição: 1966

Peso: 330 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 

Bom
Marcio Mafra
01/10/2002 às 17:34
Brasília - DF

Em "Campanhas Jornalísticas", Rui Barbosa trata de grandes campanhas encetadas pelos órgãos de imprensa, com os temas mencionados no resumo. Como "discursos",o livro "campanhas jornalísticas" também é "obra-prima, de sabor clássico, da língua portuguêsa falada no Brasil e que contribui para que se aprimore a linguagem". Mesmo assim não se trata de uma leitura agradável. É de difícil compreensão, em vista de tratar de temas da política que vai do período de 1850 até 1910, época em que a mídia era muito fraquinha, e só se conhece um ou outro discurso pinçado no tempo.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

As grandes "campanhas" apoiadas e/ou realizadas por Rui Barbosa:

1) A emancipação progride.

2) Justiça aos vencidos.

3) Liberdade de Imprensa

3) O direito da vaia

4) O Divórcio

5) O fim dos audazes

6) Prece de Natal e

7) Projetos E Esperanças.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O Divórcio no Senado. 5 de agosto de 1900. Aprovou o senado, há quatro dias, em primeira discussão, o projeto do divórcio. Noticiando êsse fato lamentável, dissemos que êle não correspondia à opinião daquela câmara. O nosso Naquet mesmo confessou de plano a sua certeza dos maus fados, que ali aguardam o inocente, batizado pelo seu ilustre autor em nome da Convenção Francesa, nossa "mãe espiritual". Não é mistério para quem freqüenta aquela casa que os votos ali se definirão daqui a pouco em sentido inverso ao exprimido no escrutínio do 1.° do corrente. Êste primeiro resultado não passa de uma demonstração de complacência, que se explica pelos hábitos dêsse ramo do congresso, aliás no caso mal invocados. Na primeira discussão, que se reputa de mero expediente, é de praxe habitual o voto aprobativo, ainda nas matérias a que se sabe decididamente oposto o sentir daquela assembléia. Não se generalizou, porém, assim êsse uso, que, sistematizado por êste modo, inutiliza aquela fase do processo legislativo, e logicamente deveria levar a aboli-la por desnecessária, senão porque, em regra, nesse período inicial da elaboração dos projetos não há debate. A primeira discussão não discute: é uma formalidade silenciosa, terminada simbolicamente pelo sufrágio mudo. E então era de justiça que, esperando-se o parecer das comissões durante o intervalo da primeira discussão para a segunda, só nesta se pronunciasse, depois de ouvir as partes, a primeira sentença dos legisladores. Mas, na hipótese, não havia, para essa aparente homenagem a uma idéia, que o senado não adota, e a nação abomina, o motivo, que autoriza êsses estilos de tolerância e cortesia. Não o havia, porque na primeira discussão, desta vez, a tribuna derramara a sua luz. A novidade, que já o não era para o senado, onde por larga maioria fôra condenada uma vez, tinha tido o seu plenário, com audiência das duas opiniões opostas. O projetista da reforma falara em seu prol três vêzes, ouvindo-se, por outro lado, contra ela dois discursos. Estavam, portanto, satisfeitas, para com a idéia e o seu introdutor, as tradições de eqüidade e polidez, que o costume transformou em lei naquele recinto. O que se deu, pois, foi um rasgo de condescendência, ao qual não favorecia o apoio das razões, que no comum dos casos a legitima. E não nos parece que fôsse justo, nem prudente, render êsse preito de consideração, no Brasil, a uma tentativa, que, aferida pelos sentimentos do país, seu estado social, sua consciência moral e religiosa, não traduz mais que uma excentricidade bem caracterizada pelo próprio autor do projeto, quando, no senado, comparou a sua situação solitária à de Milton, advogando o divórcio, na Inglaterra, dois séculos antes que ela o viesse admitir. Por nossa parte não nos incomodaria o fato, que antes nos traz a vantagem de podermos ventilar, nestas colunas, a questão a todos os aspectos, evidenciando a extravagância, a maleficência, o exotismo da imitação, que, há três anos, bate com insistência pertinaz à porta das duas câmaras republicanas. Sentimo-nos felizes em ter, graças a esta circunstância, ensejo de contribuir com alguns elementos persuasivos, para fortalecer no espírito dos nossos conterrâneos a repugnância a uma instituição, que entre nós com pouco mais conta de admiradores que um estreitíssimo grupo de interessados na inovação e alguns homens de letras, cuja cultura abstrata confunde o Brasil com a França, a Alemanha e os Estados Unidos. Mas os propagandistas da mercadoria refugada pela cristandade brasileira não perderão a oportunidade, que lhes ministra o efêmero triunfo, de registrar no fato um sintoma animador para as suas aspirações, um incentivo à reprodução ânua destas acometidas" à maior, à mais antiga, à mais universal de tôdas as instituições sociais", na frase de Gladstone, a grande instituição do casamento. Dir-se-á, quando tivermos rechaçado o assalto, que foram precisas duas batalhas sucessivas, para o repelir. Colhêr-se-á daí que não é tamanha, como se presumiria, e se inculca, a hostilidade, entre os mandatários do povo, à revolução planejada nesse tentâmen. Tanto mais vantajosamente se jogará com a inferência, quanto vem do senado o argumento mento, e com êle raciocina. E destarte se dirá menos impenetrável do que se suporia a uma temeridade tamanha como a do divórcio entre nós o ramo mais conservador, mais prudente, mais reflexivo da legislatura. Continuando a discorrer, enfim, sôbre estas premissas, se concluirá que os divorcistas estão menos longe da vitória do que os seus antagonistas pretendem, e que alguns anos mais de persistência nesta reivindicação subversiva da felicidade dos nossos lares bastarão, para nos inscrever, macaqueadores satisfeitos do protestantismo germânico e da impiedade francesa, no rol dos povos civilizados pela poligamia ocidental. Aqui está por que deploramos que o senado brasileiro transigisse, neste assunto, com uma pragmática, de cuja aplicação o eximia a especialidade do caso, em vez de assumir imediatamente a responsabilidade de sua opinião, e deixar manifesta logo no primeiro encontro a fraqueza da minoria, a cujo êrro concedeu honras imerecidas. Ou muito rios enganamos, ou na indulgência dos senadores adversos ao divórcio, que o obsequiaram com a momentânea maioria daquela sessão, transparece claramente uma dessas debilidades, que têm sido, especialmente entre os Ia tinos, a desgraça das opiniões moderadas e a fortuna das radicais. Gabba, a propósito da atitude recolhida e modesta dos antidivorcistas na Itália, notava precisamente a incongruência e os perigos dessa timidez. "Quantos personagens estimabilíssimos, entre deputados e senadores", escrevia êle, "inimigos do divórcio, e por mim solicitados a fazerem para logo profissão pública da sua fé, não têm andado a se evadir, mendigando pretextos, e reservando-se, ora para o debate na câmara baixa, quando terão contra si tôda a coorte ministerial, ora para o da câmara alta, já prejudicada a questão de modo bem dificilmente reparável por uma deliberação da outra!" Neste receio de parecermos atrasados pela fidelidade às coisas antigas, acaba a gente por se envergonhar da língua, da religião, da história, da nacionalidade e do siso comum. Nem tanto obedecer ao cativeiro da moda, que nos seduz a esdruxularia dos incroyables do Diretório, renascente nos arremedos gálicos da teoria do amor fácil, e nos sintamos jarrêtas, por vestir, em matéria de moral doméstica, ao gôsto dos espíritos mais livres, desde Reine a Bentham e Regel, desde Augusto Comte a Proudhon e a Gladstone. Pelo que nos toca, muito à nossa vontade nos sentimos nesta roda, para erguer a cabeça com o desembaraço do bom-senso, dizendo como Lutero, que não cheirava a sacristia: « Ego quidem detestor divortiun>


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Rui Barbosa sempre foi citado como exímio advogado, jornalista, escritor, político e orador, razão porque adquiri uma pequena coleção de 7 volumes de obras do autor lá pela segunda metade dos anos 60.


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2019
Todos os direitos reservados.