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Cartas de Inglaterra - Tomo II

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Cartas de Inglaterra - Tomo II

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Autor: Rui Barbosa

Editora: Iracema

Assunto: Crônica

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 175

Ano de edição: 1966

Peso: 350 g

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Bom
Marcio Mafra
01/10/2002 às 17:29
Brasília - DF

Neste tomo II, de Cartas de Inglaterra, continuam os artigos publicados no Jornal do Comércio, nos primeiros anos do início do século 20. Como os "discursos", também é "obra-prima, de sabor clássico, da língua portuguesa falada no Brasil e que contribuirá para que se aprimore a linguagem". Mesmo assim, não se trata de uma leitura amigável. Alguns são longos e o leitor do ano 2000, que mal ouviu falar de Rui Barbosa, não tem, provavelmente, a menor noção do que seja o Processo Dreyfus e outros vibrantes assuntos do início do século. Entre os anos de 1890 e 1895, sob a influência da revolução Federalista no Rio Grande do Sul, e da Revolução Bahiana, Rui Barbosa, foi personagem combativo, com seus discursos políticos. Por isso em setembro de 1893, sentindo-se em perigo de morte, por motivos políticos da Revolução Bahiana, pediu asilo na Embaixada Chilena, depois se exilou em Buenos Aires e daí foi para a Inglaterra em 1895, de onde escrevia "cartas" que eram publicadas no Jornal do Comércio. Toda a reverência ao Mestre Rui Barbosa.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O segundo tomo de Cartas de Inglaterra, também são artigos publicados no Jornal do Comércio, nos primeiros anos do século 20.

1) Duas Glórias da Humanidade.

2) O Congresso e a Justiça no Regimen Federal.

3) As minhas Conversões.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Por sentença definitiva de ontem, comunicada para aqui telegràficamente e anunciada nas fôlhas inglêsas desta manhã, o Supremo Tribunal Federal, em Washington, declarou inconstitucional em sua totalidade e, como tal, nula em tôdas as suas partes a lei do Congresso americano, que estabelecia o impôsto sôbre a renda. Esta lição, que reveste caracteres especiais de solenidade, vem a talho de foice, para dar o último golpe no êrro, indígena à nossa terra, dos que supõem à legislatura, sob o regímen americano, adotado e acentuada, neste ponto, pela constituição de 24 de fevereiro, autoridade de legitimar, e subtrair assim à ação da justiça, aprovando-os, os atos inconstitucionais do poder executivo. Nos Estados Unidos, até os meninos de escola (desde as primeiras letras se ensinam ali êstes rudimentos) não ignoram o asilo supremo reservado nos tribunais pela constituição a si mesma e aos direitos que ela protege contra as invasões quer do executivo, quer do Congresso. Entre nós, porém, a azáfama, com que se propôs, e quis fazer-se transitar, o ano. passado, por ambas as Câmaras, a absolvição das inconstitucionalidades perpetradas pela ditadura, mostra a ingênua idéia, em que se acham os nossos constitucionalistas, de que as maiorias parlamentares podem, com o seu voto, impor veto à competência judiciária neste assunto. O mais destemperado politician, o mais ordinário dos wire-pullers de partido não se atreveria, na União Americana, a desconhecer assim aquela soberana prerrogativa da justiça, onde reside a chave mestra da organização republicana, a garantia das garantias contra o arbítrio das ditaduras e a cegueira das facções. Nós, porém, em matéria de idéias políticas, somos franceses, não americanos. Cada um dos nossos oráculos é uma miniatura de convencional, enfatuado no republicanismo fóssil de 1792, na presunção eminentemente revolucionária da supremacia absoluta do corpo legislativo entre os podêres republicanos. As sentenças proferidas pelo juízo seccional do Rio de Janeiro nas ações civis instauradas por mim a favor das vítimas dos decretos de abril de 1892, demonstram que a magistratura brasileira conta espíritos não contagiados ainda por essa ignorância da sua missão, cuja teoria jurídica me coube a honra de firmar no meu livro sôbre (( Os Atos I inconstitucionais do Congresso e do Executivo)). Mas a idéia espúria lavrou em tal extensão, que, não há muito, um periódico brasileiro de grande préstimo, publicado em Paris, atribuía à nossa magistratura o propósito de aguardar, como orientação para o seu procedimento, as deliberações legislativas esperadas a respeito da ditadura transita. Muito a ponto vem, pois, o aresto americano de 20 do corrente. N a sua história, cheia de preciosos ensinamentos, se não para a ciência dos nossos jurisconsultos e a incidência dos nossos estadistas, ao menos para o comum dos cidadãos brasileiros, interessados em prover à defesa judicial dos seus direitos, palpita a questão de mais atualidade e alcance prático em nossa terra.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Rui Barbosa sempre foi citado como exímio advogado, jornalista, escritor, político e orador, razão porque adquiri uma pequena coleção de 7 volumes de obras do autor lá pela segunda metade dos anos 60.


 

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