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Livro Bom - 4 opiniões

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Autor: José de Alencar

Editora: Ediouro

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 270

Ano de edição:

Peso: 245 g

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Ótimo
Jean Robson Baptista
27/01/2016 às 08:23
Campinas - SP
Romance muto bom, vale a pena ler pelo autor, muito citado e pela história.


Bom
Daniel Henrique Rodrigues
26/04/2015 às 19:48
São José do Rio Preto - SP
É um livro bom, porém não tem aquela iniciativa.
O autor fica mastigando a mesma história.
Eu adoro José de Alencar, porém neste livre ele deixou muito a desejar. Me decepcionou.

Excelente
Valéria
22/11/2012 às 20:08
São Paulo - SP
Uma boa maneira de apreciar a literatura brasileira. Uma das melhores obras de José de Alencar.

Bom
Marcio Mafra
29/09/2002 às 22:22
Brasília - DF

Senhora é um dramalhão escrito por volta de 1870, tendo como pano de fundo a elite da sociedade do Rio de Janeiro. Aurélia nomorou e se apaixonou perdidamente por Fernando. Ele faz a troca por Aurélia que era rica. Tempos depois Aurélia ganha uma herança e resolve comprar o Fernando, por algo como cem mil reais. Depois a historia se alterna com atos de vingança, de nobreza e de amor. O casamento de conveniência é a crítica de fundo da história, que também demonstra os perigos da educação artificial da época, desenvolvida em função das atividades da vida social, e do ambiente falso e mesquinho dos nobres salões da época.No sentido contrário da crítica social, tece loas à superioridade da vida e do ambiente do campo. Sobra beleza e requinte nas famílias, nas casas, nas festas. É um romance bem construído. O autor é muito bom. O final é previsível, mas não é concludente.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Aurélia e Fernando.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Lúcia saltou como a gazela prestes a desferir a corrida, quando as baforadas do vento lhe trazem o faro de tigre remoto; estendendo o braço mostrou-me a sala da ceia, donde escapava luz e rumor. - Mais longe!... Fomos através das árvores até um berço de relva coberto por espesso dossel de jasmineiros em flor. - Sim! Esqueça tudo, e nem se lembre que já me visse! Seja agora a primeira vez!... Os beijos que lhe guardei, ninguém os teve nunca! Esses, acredite, são pums! Lúcia tinha razão. Aqueles beijos, não é possível que os gere duas vezes o mesmo lábio, porque onde nascem queimam, como certas plantas vorazes que passam deixando a terra maninha e estéril. Quando ela colou a sua boca na minha pareceu-me que todo o meu ser se difundia na ardente inspiração; senti fugir-me a vida, como o líquido de um vaso haurido em ávido e longo sorvo. Havia na fúria amorosa dessa mulher um quer que seja na rapacidade da fera. Sedenta de gozo, era preciso que o bebesse por todos os poros, de um só trago, num único e imenso beijo, sem pausa, sem intermitência e sem repouso. Era serpente que enlaçava a presa nas suas mil voltas, triturando-lhe o corpo; era vertigem que vos arrebatava à consciência da própria existência, alheava um homem de si e o fazia viver mais anos em uma hora do que em toda a sua vida. A aspereza e feroz irritabilidade da véspera se dissipara. O seu amor tinha agora sensações doces e aveludadas, que penetravam os seios d'alma, como se a alma tivera tato para senti-las. Não fui eu que possuí essa mulher; e sim ela que me possuiu todo, e tanto, que não me resta daquela noite mais do que uma longa sensação de imenso deleite, na qual me sentia afogar num mar de volúpia. Quando o primeiro raio da manhã tremulando entre as folhas rendadas veio esclarecer-nos, Lúcia, reclinada a face na mão, me olhava com o ressumbro de doce melancolia, que era a flor de seu semblante em repouso. Embebendo o olhar no meu, procurou o pensamento no fundo de minha alma. Sorri; ela corou; mas desta vez entravam também no rubor os toques vivaces do júbilo que iluminou-lhe a fronte. Incompreensível mulher! A noite a vira bacante infrene, calcando aos pés lascivos o pudor e a dignidade, ostentar o vício na maior torpeza do cinismo, com toda a hediondez de sua beleza. A manhã a encontrava tímida menina, amante casta e ingênua, bebendo num olhar a felicidade que dera, e suplicando o perdão da felicidade que recebera. Se naquela ocasião me viesse a idéia de estudar, como hoje faço à luz das minhas recordações, o caráter de Lúcia, desanimaria por certo à primeira tentativa. Felizmente era ator neste drama e guardei, como a urna de cristal guarda por muito tempo, o perfume de essência já evaporada, as impressões que então sentia. É com ela que recomponho este fragmento de minha vida. Lúcia disse-me adeus; não consentiu que a acompanhasse, porque isso me podia comprometer. Insisti debalde; e recolhi-me de meu lado quebrado da fadiga e sono. Em casa de Sá já se dormia quando partimos


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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