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Problemas da Paz e do Socialismo

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Problemas da Paz e do Socialismo

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Autor: Rui Facó

Editora: Não Consta Editora

Assunto: Ciencia Politica

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 132

Ano de edição: 1960

Peso: 375 g

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Marcio Mafra
21/09/2002 às 19:00
Brasília - DF

Problemas da Paz e do Socialismo é uma coletânea de artigos que era "livro de cabeceira" de qualquer comunista da época. Por outro lado, era combustível de qualquer fogueira literária, promovida pelo militares que tinham feito o golpe de estado de 1964.

Possuir tal livro em sua casa seria considerado - no mínimo - comprometedor, com grave suspeição de ser taxado de colaborador dos comunistas, portanto, anti-revolucionário de 64.

Como todo obra dogmática ou doutrinária, sua leitura é bastante prolixa e muito cansativa, embora seja muito interessante conhecer o ponto de vista dos comunistas da época, sendo os principais:

(1) Vergonhosa farsa judicial na Argélia,

(2) Processos anticomunistas em Atenas,

(3) Ensinamentos de uma greve em São José da Costa Rica,

(4) Êxito da reforma agrária em Havana,

(5) A universidade da amizade dos povos de Moscou, entre outros.

Vale a leitura pelo conteúdo histórico, embora salte de todas as paginas do livro um exacerbado antiamericanismo,uma raiva incontrolada que também serve como evidência de que os comunistas são mais xiitas que qualquer militante político do Iraque, Irã ou do Afeganistão.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Revista teórica e de informação internacional, que forma este livro, era uma publicação semi-clandestina, editada no Rio de Janeiro, pelo então ilegal Partido Comunista. Começa com a transcrição de documentos de Lenin e profundos artigos dos camaradas: T. Jivkov, J. Koplenig e F. Havlicek, todos comunistas da Tchecos. E mais, artigos e reportagens dogmáticos e doutrinários sobre o comunismo:

1) Os imperialistas Norte Americanos e seus Testas-de-Ferro sofrem uma derrota.

 2) Os partidos comunistas e operários - assuntos sobre Chile e Republica Dominicana,

3) A função econômica do estado no socialismo, com muitos assuntos sobrea transformação da agricultura, a aplicação das leis socilistas, a agricultura na Hungria.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os imperialistas norte-americanos e seus testas de ferro sofrem uma derrota. O provo japonês assesta um forte golpe na política ianque. A luta do povo japonês contra o novo tratado militar nipo-ianque tomou proporções inusitadas nos últimos meses, transtornando a chamada "política global" do imperialismo norte-americano. Como se sabe, para a realização de sua politica "de fôrça", os círculos imperialistas agressivos dos Estados Unidos baseiam suas esperanças sobretudo no ressu.rgimento das fôrças militaristas da Alemanha Ocidental e do Japão. Tratam de converter êstes paises nos principais focos de uma nova guerra. Por conseguinte, o golpe infligido pelo povo japonês em uma zona tão importante para os imperialistas representa uma séria derrota da política norte-àmericana de após-guerra. A propaganda burguesa dos E. U. A. esforçou-se por apresentar o movimento do povo japonês contra o tratado militar nipo-ianque como uma expressão unicamente do descontentamento de grupos insignificantes da população, instigados pelos comunistas. Inclusive quando o enérgico protesto do povo japonês obrigou o presidente dos E. U. A. a renunciar a sua visita ao Japãa, o secretário de imprensa da Casa Branca. Hagerty, declarava a 16 de junho em Manilha: "O Presidente lamenta que um grupo minúsculo, incitado e organizado por agitadores comunistas profissionais... tenha impedido pela violência sua visita de boa vontade." A tentativa dos círculos dirigentes norte-americanos de diminuir a amplitude, a energia e o alcance da luta do povo japonês contra o tratado militar nipo-ianque - na realidade, contra toda a politica norte-americana no Japão não resiste ao fogo da critica. A maioria do povo japonês pronunciou-se contra a visita de Eisenhower. A luta atual do povo japonês não é uma surpresa, algo como a erupção inesperada de um vulcão. Está estreitamente ligada ao movimento pela paz, a neutralidade, a independência e a democracia do após-guerra. O movimento em defesa da paz teve seu impulso inicial na luta pela proibição das armas atômicas e nucleares e desenvolveu-se como um verdadeiro movimento popular de massas. O povo japonês, que já serviu de alvo para as bombas atômicas norte-americanas e que sofreu as conseqüências das experiências nucleares ianques, não quer que torne a cair sôbre êle uma carga ainda mais mortifera. Está plenamente decidido a lutar pela proscrição das armas nucleares e de suas provas experimentais. No entanto, seria um equivoco acreditar-se que a exigência de que se proibam as bombas atômicas e de hidrogênio se transformou subitamente em um protesto contra o novo tratado militar. Na elevação da consciência do povo japonês, que luta pela independência nacional, influiu muitissimo o movimento contra as bases militares ianques e as zonas marítimas proibidas, que são utilizadas pelo exército e a frota estadunidenses para seus exercicios. Além da classe operária, incorporaram-se à essa luta consideráveis setores de camponeses e pescadores japonêses. Tiveram também grande importância para a elevação da consciência do povo japonês o movimento em prol do restabelecimento das relações diplomáticas entre o Japão e a URSS e o movimento contra a política hostil do Govêmo Kishi com respeíto à República Popular da China, pela normalização das relações nipo-chinesas e pelo desenvolvimento do comércio entre os dois países. Não se pode esquecer, além disso, que durante os últimos dez anos o povo japonês tem se levantado reiteradamente em defesa da democracia. Essa defesa tomou a forma de greves e manifestações politicas de grande importância. Será suficiente recordar que quatro milhões e meio de operários declararam uma greve política contra as tentativas feitas em 1958 pelo Gabinete Kishi para restaurar a política militarista, levantando-se em seguida outras camadas do povo. O resultado foi a suspensão dos debates parlamentares em tôrno do reacionário projeto de lei. Dito em poucas palavras, as atuais e grandiosas ações do povo japonês não são uma explosão inesperada. surgida sob o influxo de circunstâncias passageiras. A amplitude da luta do povo japonês, sua grande unidade e decisâo foram amadurecendo durante todo o período de após-guerra. A luta intensificou-se em particular durante o último decênio. No outono de 1951, o Govêrno dos E. U. A. estabeleceu com o Govêmo japonês não apenas o tratado de paz, como também o "tratado de segurança". Como é natural, êstes tratados não deram ao Japão nem paz nem segurança. O exército norte-americano continua ocupando o país e a soberania do Japão ainda não foi restabelecida. No pais são mantidas numerosas bases militares norte-americanas. Ressurge o exército japonês, denominado "corpo de auto-defesa" e colocado sob o comando norte-americano. Arrancaram do Japão pedaços de seu território nacional. as ilhas de Okinawa e Ogasawara, que foram colocadas sob o poder total dos E. U . A. Ao concluir êsses tratados. os circulos imperialistas agressivos dos E. U . A. e as fôrças reacionárias do Japão perseguiam objetivos bem concretos. Por meio da semiocupação, os imperialistas norte-americanos pensavam continuar seu dominio sôbre o Japão, saquear o pais e convertê-lo em foco de uma nova guerra na Ásia. Em sua traição o capital monopolista do Japão, selando êsses tratados com os E. U . A., propunha-se utilizar a dependência em relação ao imperialismo norte-americano para colaborar com êle com o objetivo de restaurar o Japão imperialista e militarista e ver realizados os seus sonhos da "grande esfera asiática de coprosperidade". Nos dez anos transcorridos desde a assinatura de ambos os tratados. o ressurgimento e o fortalecimento do capital monopolista japonês operaram-se em ritmo extraordinàriamente rápido. Mas êsse ressurgimento do capital monopolista e do militarismo não significaria para o povo japonês senão uma exploração maior e um maior saque, o aumento do desemprêgo e a perda paulatina dos direitos democráticos. Em conseqüência. o povo japonês via sua dignidade nacional humilhada ao continuar o pais semiocupado pelo exército norte-americano. Os tratados assinados impediam o restabelecimento das relações de amizade com os paises socialistas vizinhos. A confabulaçãb dos governos de Eisenhower e Kishi, seus planos de revisão do "tratado de segurança" nipo-ianque e de conclusão de novo "tratado de cooperação mútua e de garantia da segurança" não tinham outra finalidade a não ser intensificar os preparativos de novas aventuras bélicas e reforçar as cadeias da escravidão que oprimem o povo japonês. O novo tratado implica a completa inclusão do Japão no sistema norte-americano da estratégia atômica, a transformação de nosso pais em base de guerra atômica e no centro da aliança militar no Nordeste da Ásia. Este tratado tem como objetivo a preparação de uma guerra contra os paises socialistas e contra o movimento de libertação nacional na Ásia.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Não posso fazer nenhum registro histórico, sobre um livro cuja edição, em 1960, era ilegal.Ninguém sabia como surgia, nem como chegava a suas mãos.Chegava e pronto. Por questão de segurança e bom senso era melhor deixá-lo discretamente na prateleira.


 

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