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Voando Para o Perigo

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Voando Para o Perigo

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Arthur Hailey

Editora: Nova Fronteira

Assunto: Romance

Traduzido por: Arnaldo Viriato de Medeiros

Páginas: 196

Ano de edição: 1960

Peso: 385 g

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Ótimo
Marcio Mafra
21/09/2002 às 17:43
Brasília - DF

Voando para o perigo é a história de um vôo de rotina que se transforma numa viagem de suspense e tensão, porque o piloto e co piloto.... Vale a leitura.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História do vôo entre Winnipeg e Vancouver, com algumas poucas horas de vôo, entre a alegre ansiedade e conversas sem compromisso. Depois do jantar que foi servido com o requinte e a classe da companhia, as foram luzes diminuídas e alguns passageiros reclinaram as poltronas para uma tranqüila noite de sono. De repente...

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Spencer ficou tenso, lançando um olhar involuntário à môça na cadeira a seu lado. Os olhos dela, à luminosidade esverdeada do painel de instrumentos, estavam colados em seu rosto. Desviou os olhos de nôvo, ouvindo com atenção. Treleaven estava dizendo: "Por exemplo, quantas horas de vôo você teve? A mensagem aqui diz que você pilotou caças monomotores. Tem qualquer experiência em aviões multimotores? Diga lá,George: A bôca de Spencer estava tão sêca quando respondeu que a princípio mal pôde falar. Consertou a garganta. "Alô, Vancouver. Aqui 714. Prazer em tê-lo conosco, comandante. Mas não nos enganemos mutuamente, por favor. Acho que ambos compreendemos a situação. Minha experiência até agora tem sido inteiramente em aviões monomotores, Spitfires e Mustangs, diria cêrca de mil horas ao todo. Mas isto foi há treze anos. Desde então nunca mais toquei num avião. Compreende isso? Câmbio." "Não se preocupe com isso, George. É como andar de bicicleta . Você nunca mais se esquece. Espere um pouco, sim?" No Contrôle de Vancouver, Treleaven apertou o botão de desligar no braço do microfone em sua mão e olhou para uma tira de papel que o controlador segurava para êle ler. "Tente pô-lo neste curso," disse o controlador. "A Fôrça Aérea acaba de enviar uma verificação de radar." Fêz uma pausa. "Pela maneira de êle falar parece bastante abafado, não é?" "É mesmo, quem não estaria em seu lugar?" Treleaven fêz uma careta pensativamente. "Temos de infundir confiança nêle," disse. "Sem isso não há qualquer esperança. O que quer que haja, êle não se deve afobar. Mande êle falar baixo, sim?" Disse apontando o assistente do controlador que falava no telefone. "Se aquêle sujeito não me ouvir direito arranjará logo uma encrenca e não haverá nada que possamos fazer, então." Depois, para o despachante: "Muito bem. Faça o diabo mas não perca o contato." Soltou o botão. "714. Aqui Treleaven. O pilôto automático ainda está ligado, não é?" "Sim, está, comandante," veio a resposta. "Muito bem, George. Num minuto você pode desligar o pilôto automático e ter a sensação dos contrôles. Quando tiver um pouco de prática nêles você vai mudar seu curso um pouco. Ouça com muito cuidado, portanto, antes de tocar nêles. Quando você começar a guiar o avião os contrôles vão parecer muito pesados e vagarosos em comparação com um caça. Não permita que isso o preocupe. É bastante normal. Você tem um avião e tanto aí em cima, portanto trate-o bem e com firmeza. Vigie a velocidade do ar o tempo todo que estiver voando e não a deixe descer a menos de 220 quilômetros enquanto estiver com as rodas e flaps para cima, senão você estola. Vou repetir isso. Esteja absolutamente certo, o tempo todo, de que a velocidade do ar não caia abaixo de 220 quilômetros. Agora, outra coisa. Você tem alguém aí que possa falar no rádio e deixá-lo livre para voar?" " Sim, Vancouver . Tenho a comissária aqui comigo e ela cuidará do rádio agora. Ê todo seu, Janet." " Alô, Vancouver. Aqui é a comissária, Janet Benson. Câmbio." "O que, é você, Janet?" Disse Treleaven. "Eu reconheceria essa voz em qualquer lugar. Você vai falar com George para mim, não vai? Ótimo. Agora, Janet, quero que você fique de ôlho no indicador de velocidade do ar. Lembre-se de que um avião se mantém no ar devido à sua velocidade para a frente. Se você deixar a velocidade baixar demais, êle estola, e cai do ar que o sustenta. Sempre que o IVA tiver o ponteiro perto de 220, avise George instantâneamente. Está claro, Janet?" "Sim, comandante. Compreendo." "Agora, você, George. Ouça isto devagar e calmamente. Quero que desligue o pilôto automático, está marcado claramente na coluna de contrôle, e dirija o avião você mesmo, mantendo-o em linha reta e nivelado. George, vigie o horizonte artificial e mantenha a velocidade do ar constante. Os indicadores de subida e descida devem ficar no zero. Muito bem. comece agora: Spencer pôs o indicador direito sôbre o botão de desligar do pilôto automático na coluna de contrôle. Sua fisionomia estava rígida. Pés sôbre a barra do leme e ambos os braços prontos, retesados, preparou-se para o que desse e viesse. "Diga-lhe que estou desligando, agora." disse a Janet . Ela repetiu a mensagem. A mão dêle hesitou por um instante no botão. Depois, apertou-o com fôrça. O avião balançou um pouco para bom-bordo. mas êle corrigiu a tendência suavemente e o avião obedeceu bem aos seus pés na barra do leme. A vibração dos contrôles parecia fluir através do seu corpo como uma corrente elétrica. "Diga-lhe que foi tudo bem" ofegou, os nervos tensos como cabos. "Aqui 714. Estamos voando em linha reta e nivelados." Soou a voz de Janet miraculosamente doce e calma para êle. . "Muito bem, George. Logo que você se tenha habituado à sensação dos comandos. experimente algumas curvas muito suaves, nada além de dois ou três graus. Já achou o indicador de curvas? Está quase diretamente em frente aos seus olhos. um pou-quinho para a direita, bem ao lado do quebra-luz do painel. Câmbio." Os olhos de Treleaven estavam fechados com o esfôrço de visualizar a disposição da cabina de comando. Abriu-os e disse ao despachante. "Ouça. Tenho uma porção de coisas a fazer com êste homem lá em cima, mas precisamos começar a planejar a aproximação e aterragem enquanto há tempo. Chame aqui o operador-chefe do radar. E deixe que eu fale com êle." Spencer esticou a perna esquerda com um cuidado extremo e soltou um pouco a coluna de contrôle. Desta vez pareceu-lhe ter passado um tempão até que o avião obedecesse ao seu toque e visse o indicador de horizonte inclinar-se. Satisfeito, tentou para o outro lado; mas agora o movimento foi alarmante. Olhou para o IVA e ficou espantado ao ver que havia caído para 330 km. Teria de tratar os contrôles com o maior respeito até que compreendesse realmente a demora dos efeitos; isso era evidente. Tentou outra vez uma curva nivelada e fêz pressão contra o pêso do leme para mantê-lo firme. Aos poucos sentiu o avião obedecer. Depois endireitou, de forma a manter aproximadamente o curso anterior. Janet havia levantado os olhos por um momento do painel de instrumentos para perguntar em voz baixa: "Como vai indo?" Spencer tentou sorrir, sem muito sucesso. Passou-lhe pela mente a idéia de que aquilo se parecia mais com o seu tempo de treinador Link outra vez, só que naquele tempo não havia quase sessenta vidas pendendo da balança, e o instrutor não estava a mais que alguns metros na mesma sala. "Diga-lhe que estou no manual e fazendo curvas ligeiras, voltando ao curso de cada vez," disse. Janet deu a mensagem. "Devia ter perguntado isso a você antes," veio a voz de Treleaven. "Que tipo de tempo está fazendo aí em cima?" "Onde estamos agora está claro," respondeu Janet. "Exceto abaixo de nós, é claro.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Arthur Hailey, o maior best-seler entre os estrangeiros no Brasil, no ano de 1960. O sucesso começou com o lançamento de Voando para o perigo e Hotel, seguidos de Hospital. Daí em diante não parou mais, qualquer livro do autor era um guia de leitura rápida, despretensiosa, moderna e que agradava a qualquer um. As editoras escolhiam as datas de tradicional comemoração, como natal, dias das mães, dia dos namorados para o lançamento dos livros de Arthur Hailey: vendiam que nem pão quente.


 

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