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Pré-História da Terra Brasilis

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Pré-História da Terra Brasilis

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Autor: Maria Cristina Tenório de Oliveira

Editora: UFRJ

Assunto: Arqueologia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 375

Ano de edição: 1999

Peso: 715 g

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Ótimo
Marcio Mafra
13/09/2002 às 13:45
Brasília - DF

Maria Cristina Tenório, faz uma longa introdução ao livro: "Esta publicação é dedicada a todos que quiseram ser arqueólogos um dia, mas que, ou não tiveram coragem, ou pensaram que essa profissão não existia no Brasil. Para a organização de seu conteúdo procurei imaginar uma viagem em uma máquina do tempo, tendo arqueólogos como guias."

Ora, uma douta arqueóloga, que pensa e age desta forma, além de muito inteligente, só poderia produzir um grande livro - mesmo sendo de arqueologia.

O livro traça, quase didaticamente, um panorama do povoamento pré-histórico das terras brasileiras, no tempo que vai de 20 mil anos antes, até a invasão dos portugueses no ano de 1.500.

Leitura boa e agradável.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história do Brasil, sob o ponto de vista arqueológico, dividido em quatro temas:

(1) Definição e histórico da Arqueologia,

(2) A entrada do homem na América,

(3) A Pré-História brasileira,

(4) O patrimônio arqueológico brasileiro.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O padrão de sepultamento. Como os vivos trataram seus mortos. Um dos elementos que logo se estabelece como um padrão, ou seja, como algo que se repete ao se olhar para os dados referentes ao litoral de São Paulo, tanto para sambaquis como para acampamentos, é o sepultamento indiferenciado de pessoas de ambos os sexos e de todas as faixas etárias. Até o momento não se verificou em nenhum sítio sepultamento diferencial para estes parâmetros, ou seja, não houve exclusão do sepultamento, na área do sítio, de pessoas de determinado sexo ou idade. Não parece ter havido, também, áreas preferenciais dentro do sítio para enterramento desta ou daquela faixa etária ou de homens ou mulheres. Quando se toma o conjunto dos sepultamentos, no entanto, verifica-se, em muitos sítios, uma certa concentração deles, como um todo, na área central, tendo sido a periferia evitada. Isto é observado, por exemplo, no Sambaqui de Piaçagüera, onde a maioria dos indivíduos foi enterrada na porção central do sítio (Uchôa, 1969, 1973). Em alguns sambaquis e acampamentos, porém, aparecem indivíduos sepultados nas margens da área do sítio; a causa deste comportamento desviado, no entanto, ainda não é clara, não se sabe se corresponde apenas a um momento de ampliação da zona de habitação, ou se estes indivíduos, por algum motivo, foram propositadamente enterrados na periferia do assentamento devido a um fator distintivo qualquer, como por exemplo posição social, doença, ou origem extragrupo. Em alguns sítios de outros estados, tanto ao norte (Boa Vista, no Rio de Janeiro. Barbosa, M. Gaspar, M. D. & Barbosa, D., 1994) como ao sul (Morro do Ouro, em Santa Catarina) de São Paulo, há evidências claras de uso do espaço de cabanas de habitação para o sepultamento; no entanto, para o litoral de São Paulo não há quaisquer informações disponíveis sobre o mesmo tipo de prática. Um fato bastante interessante é a ocorrência, em um mesmo sítio e em um mesmo período de tempo, tanto de sepultamentos simples, isto é, de um só corpo, como de sepultamentos múltiplos (envolvendo dois ou mais corpos na mesma cova). Para o Sambaqui Piaçagüera, Uchôa (op. cit.) e Garcia & Uchôa (1980) mencionam a ocorrência de vários sepultamentos múltiplos onde foram enterrados em várias combinações crianças e adultos, embora se verifique a predominância de sepulturas simples: Na verdade, não é claro até o momento se ocorria alguma associação preferencial. O que se observa é o sepultamento conjunto de duas ou mais crianças, de dois ou mais adultos, de uma ou várias crianças com um ou vários adultos de apenas um ou de ambos os sexos, sem que se tenha estabelecido até agora um padrão definido de associação. Além dos já expostos, outros fatores para os quais os arqueólogos costumam atentar no momento de construir um padrão de sepultamento são: a posição do corpo, as orientações do corpo e da face em relação aos pontos cardeais, se o sepultamento é primário ou secundário, e ainda a existência ou não de cova. Tanto a posição do corpo, quanto a orientação deste e da face apresentam uma enorme variação entre os sambaquis e acampamentos do litoral de São Paulo, variação esta que se verifica tanto no interior de um mesmo sítio como entre sítios. Embora o decúbito lateral pareça predominar levemente, podem ocorrer sepultamentos em decúbito ventral, decúbito dorsal ou ainda sentados, como os observados no Sítio Buracão, localizado na Baixada Saruista (Uchôa, 1978). Mesmo em relação ao decúbito lateral, ele pode ser tanto direito quanto esquerdo, sem que tenha sido descrita até o momento a predominância de um ou de outro no contexto regional do litoral de São Paulo. Além disso, os corpos podem ter os membros fletidos, semifletidos ou estendidos, ou ainda duas destas posições combinadas, isto é, membros superiores em uma posição e membros inferiores em outra. Quanto à orientação do corpo e da face, é possível se verificar em um mesmo sítio todas as orientações cardeais possíveis, sem que haja predominância significativa de uma em relação às outras. Desse modo, não parece existir, ou não foi percebido até agora, um padrão claro quanto à posição e orientação dos corpos que pudesse ser compreendido como uma tendência regional para o litoral paulista. O padrão parece ser a ausência de padrão. Em relação à categorização dos sepultamentos em primários ou secundários, o que tem sido relatado é uma grande predominância dos enterramentos primários, isto é, aqueles em que o morto foi sepultado sem receber qualquer tratamento prévio de descame ou cremação e também não foi exumado e reenterrado algum tempo depois da morte. Existem, no entanto, algumas referências não muito claras de sepultamentos secundários no Sambaqui de Maratuá (Prous, 1991). Já para a presença de cova, as referências são menos categóricas tanto no sentido de sua existência como no de sua ausência. Em alguns sítios elas podem ser claramente percebidas, em outros parecem não existir, e os corpos teriam de ter sido depositados sobre o solo e cobertos com sedimento formando uma elevação. No entanto, esta ausência de evidência de covas, em alguns sítios, pode estar muito mais relacionada ao tipo de sedimento que dificulta ou impede a visualização da cova, no momento da escavação, do que propriamente à sua ausência como traço cultural.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprei este livro por pura curtição.


 

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