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Olhai os Lírios do Campo

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Olhai os Lírios do Campo

Livro Péssimo - 1 opinião

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Autor: Érico Veríssimo

Editora: Círculo do Livro

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 282

Ano de edição: 1966

Peso: 370 g

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Péssimo
Marcio Mafra
01/09/2002 às 12:07
Brasília - DF

Este livro foi publicado pela primeira vez em 1938. Traduzido para 8 ou 10 idiomas é um romance muito bom para a época. Mas a sua narrativa é uma lenga-lenga muito chata, embora fácil de ser lido, não prende o leitor. Nos anos 60, toda escola obrigava seus alunos a ler Erico Veríssimo, Jorge Amado e Fernando Sabino. Com exceção das criancinhas que freqüentam a escola fundamental, os demais alunos, desde o ensino médio até a graduação numa faculdade são todos terrivelmente irônicos, críticos e cínicos. Em decorrência Érico Veríssimo ganhou - nos anos 60 - o apelido de Érico Chatíssimo. Um codinome perfeito ao festejado Veríssimo. Não se sabe de onde partiu esse apelido, mas...colou. Provavelmente o tipo de literatura - romanesca ao extremo - tenha contribuído para a antipatia ao autor, notadamente pela claque dos jovens alunos. Já o Luiz Fernando Veríssimo - filho do chatíssimo - faz o gênero humorístico, possuindo tanto ou mais fama que seu pai.  O próprio autor de Olhai os Lírios do Campo disse, em 1966, que também não gostava do livro. Achava-o falso e exageradamente sentimental. Porém, o livro obteve muito sucesso e esgotava a edição, mal chegava às livrarias, comprovando que a história de Olívia e Eugênio agradava a muita gente. O final é tão óbvio quando ululante. O Érico era chatíssimo, mas inteligentíssimo, cultíssimo, e grandíssimo contador de histórias, porque foi a partir do Olhai os Lírios que ele pode fazer da literatura a sua profissão. Viveu dela.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Eugênio, médico, apaixonado por Olívia, com quem tem uma filha, mas casa-se com a rica e fútil Eunice, filha de Vicente Cintra, para se destacar na sociedade....

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os jornais daquele dia noticiavam a viagem de Eunice e do pai à Europa. Seguiam para o Rio, de onde embarcariam no Neptunia. A notícia esclarecia que o conhecido industrialista ia numa viagem de recreio e de negócios. Eugênio dobrou o jornal e ficou a pensar em Eunice com uma ponta de melancolia. No fim de contas ele de certo modo só trouxera aborrecimentos e dificuldades para a vida dela. Mesmo que ela viesse a amar outro, estaria sempre presa a ele. Era lamentável que as coisas tivessem chegado àquele ponto. A caminho do consultório naquela tarde, Eugênio ainda pensava em Eunice. Ela era frívola, esnobe, irônica. .. mas que se podia esperar duma moça que se criara sem mãe, aos cuidados dum pai que apenas queria vê-Ia instruída e admirada? No fundo, ela não tinha culpa. Ninguém tinha culpa no mundo. Todos andavam às tontas. Pensou em Dora e Simão, lembrou-se de que na véspera vira Isabel de longe, dentro dum automóvel... Tornou a pensar em Eunice. Apesar de tudo tinha dela algumas recordações agradáveis. A lua-de-mel fora estranhamente deliciosa, cheia de pequenas revelações. Com que facilidade a gente se ilude! Passou pelo Megatério. Eram quase duas horas da tarde. Os operários trabalhavam freneticamente. Eugênio deteve-se um instante para olhar a obra. Um carro parou junto da calçada e Filipe Lobo saltou de dentro dele. - Mas homem de Deus! - exclamou. - Por onde tens andado? Apertaram-se as mãos. A última vez que Eugênio vira Filipe fora poucos dias após o seu rompimento com Eunice. Filipe o procurara para tentar uma reconciliação. - Aonde vais? - Ia indo para o consultório. Filipe tomou-lhe o braço. - Os doentes que esperem. Se fosse em Esparta eles seriam jogados desfiladeiro abaixo. Vem comigo, vamos subir ao último andar do Megatério. Já estiveste lá? Não? Pois vais ver um espetáculo formidável. Eugênio deixou-se levar. Atravessaram a rua, entraram no Megatério. Filipe empurrou Eugênio para dentro do elevador de carga. - Vamos agora ao ponto culminante da cidade! Enquanto o elevador subia, examinando Eugênio da cabeça aos pés, Filipe perguntou: - Mas que é que tens feito? Eugênio fez um gesto vago. - Trabalhado um bocado. Filipe acendeu um charuto, tirou uma baforada e segurando o outro pela aba do paletó lhe disse com fingida seriedade: - Um homem como tu merecia ser jogado lá do último andar para se esborrachar na calçada! Acho que me compreendes, não? Eugênio sacudiu a cabeça, sorrindo. Agora já não prestava mais atenção ao que Filipe lhe dizia, pois, à medida que subiam, começava a sentir vertigens. A praça lá embaixo parecia pertencer a uma cidade de brinquedo. Os bondes eram vermes rastejando. Chegaram ao último andar. Ventava forte. Eugênio segurou o chapéu pela aba. - Vem por aqui. Filipe estendeu a mão a Eugênio para que ele passasse por uma tábua estendida entre duas vigas de cimento. Com uma sensação de vertigem, Eugênio olhou em torno. Dali de cima se avistava toda a cidade, o rio, as ilhas, as montanhas. - Não é um colosso? - perguntou Filipe. Operários passavam com carrinhos de mão cheios de argamassa, despejavam-nos sobre uma rede de finas vigas de ferro, que pareciam os nervos simétricos daquele monstro. - Quanto tempo falta para terminar o colosso? perguntou Eugênio. - Em dez meses, no máximo, estamos tomando champanha na sotéia do Megatério! - bradou ele, como se quisesse que o vento levasse a notícia para o mundo inteiro. Eugênio contemplava a cidade, mudo. Via-a lá embaixo muito chata e silenciosa, coalhada de telhados claros e escuros, cortada de ruas, manchada de arvoredos, com zonas de solo e sombra, pontilhada de coruscações - absurda, indecifrável, comovente.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Até o ano de 1960, qualquer brasileiro que soubesse ler, obrigatória e necessariamente teria que possuir pelo menos um livro de autoria do Érico Veríssimo, como também do Jorge Amado. Este exemplar, marcado com o nº 556, é da Editora Globo, e deve ter sido editado em 1978. Inexplicavelmente temos 2 exemplares do mesmo livro. Por esta razão, os comentários e sinopse idênticos. Curiosamente, consta da capa desta edição: "Série paradidática". Porque diabos a Editora Globo assim procedeu? Será um indício de negócio "escuso-oficial" do tipo, "faça a edição que nós do Governo, ou do Mec, obrigaremos os alunos a adquirirem o livro ?" Até porque, paradidático é aquele livro que, sem ser propriamente didático é utilizado para tal.


 

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