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O Trem de Ouro

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O Trem de Ouro

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Miroslaw M Bujko

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Tomasz Barcinski

Páginas: 460

Ano de edição: 2007

Peso: 690 g

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Ótimo
Marcio Mafra
09/10/2008 às 11:56
Brasília - DF

Ivan é incorruptível. Tudo por Lenim que era o líder da Revolução. Os bolcheviques que haviam deposto Czar Nicolau II instalaram uma republica parlamentar. Nicolau foi fuzilado. São então formados os sovietes – assembléias de operários, camponeses e soldados, que darão origem ao Partido Comunista. O seu grande líder é Vladimir Ilitch Ulianov, também conhecido como Lênin, que estava exilado, retorna e lidera uma insurreição que leva ao poder um governo revolucionário encabeçado por ele mesmo.

Neste clima, Ivan comanda uma longuíssima viagem de trem para levar todo o ouro, calculado em 500 toneladas, que pertencia ao tesouro do Imperador Nicolau. Lenim precisava desse ouro para financiar seu governo. Wanda uma agente secreta viaja no trem e graças ao inteligente uso do sexo, ganha a confiança a confiança de Ivan. O final não é surpreendente mas não é óbvio. A narrativa prende o leitor. O autor criou uma história de amor, romance, erotismo, política, maldades, bobeadas e tragédias.

Vale a leitura.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Um trem carregado com mais de 500 toneladas de puro ouro que pertencia ao governo do deposto czar Nicolau II, atravessa a ferrovia Transiberiana logo após a revolução russa de 1917. Ele atrai a atenção de japoneses, americanos, britânicos e tchecos e de Wanda.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Ivan sentiu-se desorientado. O comportamento de Wanda era tão imprevisível que ele não conseguia distinguir nas suas palavras o que era uma gozação e o que se referia a algo em razão do qual não cabia ofender-se. Diante disso, resolveu responder, com toda a franqueza: - Não sei quando a senhora está se divertindo à minha custa e se, às vezes, não deveria ficar ofendido. - Mas o fato de o senhor não saber não é tão desagradável assim, não é verdade? Não é maravilhoso não saber de nada e tudo ser possível? Ou será que o senhor gostaria de saber de tudo a meu respeito? Se soubesse, não é bem provável que o senhor não demonstraria nenhum interesse por mim? Ivan, sem saber o que responder àquelas indagações, fingiu que precisava examinar as cercanias e, tirando a mão de Wanda do seu bolso, pegou o seu binóculo. Ao longe, um pouco à esquerda, o "trem de ouro" parecia um modelo na escala 1: 72. O acúmulo de neve no caminho no qual se encontravam indicava com clareza que ele não fora usado recentemente e não lhes restava outra alternativa a não ser seguir em frente. Ivan guardou o binóculo no seu estojo e fez um sinal ao mais graduado dos soldados. - Dividam-se em dois grupos de três - ordenou. - O primeiro, com as armas engatilhadas, deverá seguir na frente, enquanto o outro, atrás de nós, para nos dar cobertura. O letoniano obedeceu à ordem, pensando consigo mesmo que Kazedub tinha uma forma original de táticas militares. Quanto a Ivan, sua intenção era apenas a de afastar os soldados para que não ouvissem o que ele e Wanda conversavam. Assim que se puseram em marcha, com o coração batendo, pegou na mão da jovem e voltou a colocá-la no seu bolso. Não observou nenhum tipo de resistência e sentiu-se melhor. Como Wanda continuava calada, sentiu-se na obrigação de retomar a conversa: - Nunca encontrei alguém como senhora - e, como ela não respondeu, continuou: - A senhora é sincera, aliás até sincera demais, e tenho a impressão de que a senhora diz sempre o que acredita ser apropriado. - Nisso, o senhor está certo. Efetivamente, sempre digo aquilo que acredito que deva ser dito, o que não quer dizer que estou sendo sincera. - O que a senhora quis dizer com isso? - espantou-se Ivan. - Essas duas qualidades não são sempre complementares? - É claro que não - riu Wanda alegremente. - O senhor não acha que há ocasiões em que é preciso mentir? - É verdade - admitiu Ivan. - Não me dei conta disso, mas é que todas as jovens que conheci jamais conseguiram ser sinceras. O que a senhora acha? Wanda respondeu de imediato, com o que voltou a espantar Ivan: - Garanto ao senhor que elas conseguiriam, mas ou não quiseram ou o senhor... - Eu o quê? - interrompeu-a, não querendo ou não conseguindo ser paciente. - Ou o senhor não soube motivá-las a serem sinceras. Na qualidade de mulher, posso garantir ao senhor que sabemos ser sinceras, e sinceras a tal ponto que o senhor nem pode imaginar. Ivan tentou imaginar, mas não conseguiu. Diante disso, fingiu entender, e disse: - Pelo que pude compreender, a sua afirmação quanto à minha beleza foi sincera, é isso? "Ele é mais esperto do que eu imaginava", pensou Wanda, decidindo responder à pergunta com uma outra: - E o senhor teria preferido que não fosse? - e, sem esperar pela sua resposta, concluiu: - Pois saiba que fui; eis um exemplo da minha sinceridade. Em seguida, olhou em volta e, constatando que não podiam ser vistos pelos membros da escolta, sapecou-lhe um beijo na bochecha. Ivan enrubesceu e ela, olhando diretamente nos seus olhos, disse uma coisa que o deixou totalmente desorientado: - Adoro beijar coisas lindas. - Quer dizer que, para a senhora, eu sou uma coisa linda? ...." ..."Ivan apertou o cinto do seu uniforme, ajeitou o coldre e começou a dar ordens rápidas, que mais pareciam latidos. Wanda vestiu o casaco e ficou parada timidamente num canto, segurando nos braços o extraordinário presente. Kovaks mostrou aos soldados onde estavam os mantimentos e, em questão de minutos, os letonianos encheram os seus sacos. Depois, achou um latão de querosene e quis entregá-lo a Kazedub. Este abaixou os olhos e disse: - Entregue-o aos soldados. Em seguida, virou-se para o comandante da escolta e ordenou secamente: - Queimem tudo isto. O letoniano não demonstrou surpresa. Abriu o latão, cheirou o seu conteúdo para se certificar e começou a derramar metodicamente o líquido sobre móveis e cortinas. Wanda saiu correndo do seu canto: - Ivan Camarada comandante. Ivan agarrou-a pela gola do casaco e empurrou-a violentamente contra a parede. - Não se meta nisso - berrou e, virando-se com cortesia para o empalidecido Kovaks, indagou. - O senhor vai sair ou ficar? O dono da mansão, sobrepujando o medo, sorriu com grande dignidade. - É óbvio que vou ficar. Nestes tempos, é sempre melhor ficar em casa. Virou-se lentamente e encaminhou-se para o interior do seu tão duradouro sonho...." ...." lembrar-se dele. Imediatamente, eles virão com argumentos revolucionários, invocarão "necessidades superiores" e você terá sorte se não acabar em Lubianka 3° ou encostado num muro. - O que é Lubianka? - interessou-se Hemmings. Wanda sorriu misteriosamente e respondeu: - Pergunte a Kazedub. O major olhou para ela de soslaio, mas, como a piadinha de Wanda não parecia fazer sentido, retomou o fio da meada: - Como você mesmo disse, há uma grande distância entre o códice e a realidade. Mas, além de tudo que já foi dito, há ainda uma questão muito importante: lá havia muito dinheiro... - Lá onde? - perguntou Wanda, puxando os joelhos para baixo do queixo, já que estava cansada da posição anterior. - No Templo, que era um só e ficava no centro de Jerusalém. E esse dinheiro, aparentemente em grande quantidade... - Um momento, meu querido. De onde surgiu aquele dinheiro no Templo? Hemmings não se lembrava exatamente daquele detalhe, mas, sendo um homem muito inteligente, respondeu de acordo com a sua inteligência - e não se enganou: - Como, de onde? Não se esqueça de que cada membro pio do povo escolhido faz peregrinações ao Templo. Ele traz oferendas e a riqueza cresce, porque o Templo começa a fazer seus próprios negócios. Ah, sim - lembrou-se da passagem que tratava daquele assunto. - Havia lá, no pátio e diante do Templo, suas próprias lojas. Além disso, prestavam serviços bancários, um factoring primitivo, compravam e vendiam ouro etc. Podiam até emitir cheques de viagem para os mais diversos bancos do mundo mediterrâneo, já que viajar com dinheiro vivo, tanto por terra quanto por mar, era muito perigoso. - Então era a eles que Ele quis expulsar do Templo... os santos banqueiros... E eu, que sempre pensei que Ele açoitara aqueles vendedores de bugigangas, santinhos, rosquinhas e algodão-doce, como nas quermesses de hoje... - disse a jovem, imaginando-se lá, absorvendo pelas narinas o cheiro de uma tarde quente, incenso, poeira, comidas de festa e suor de animais... - Aqueles, Ele na certa não açoitara... - Hemmings confirmou as deduções de Wanda. - De qualquer modo, deveria haver muitas pessoas interessadas naquele dinheiro. Na própria Roma não faltavam espertalhões que bem que gostariam de pôr as mãos naquele tesouro, mas eles precisavam de um excelente pretexto. E um excelente pretexto seriam distúrbios provocados por um líder popular. Um Messias bondoso e fácil de agarrar, de preferência um que pudesse realizar milagres, como ressuscitar um morto ou transformar água em vinho seria alguém ideal para eles, você não acha? - Certamente. Para você, ele seria mais convincente se transformasse a água num uísque de 16 anos... Lógico que seria, só que apenas como uma ferramenta e por pouco tempo. Estou certa? Hemmings, que adorava mulheres inteligentes desde que não fossem feias, elogiou-a sinceramente: - Como se você lá estivesse. Na verdade, todos sabiam que Ele era completamente inocente, mas todos tinham um interesse concreto em livrar-se Dele. Até uma boa parte do povo escolhido, ansiosa para ver como morreria um milagreiro e um grande mestre. Não se esqueça de que, naqueles dias, não havia nem teatro nem cinema. Eis aqui uma parábola que mostra a forma pela qual um homem que acredita em ideais dignos e nobres pode tornar-se um instrumento nas mãos de patifes ansiosos por poder ou dinheiro. E saiba que a ânsia por poder e dinheiro é tal que se costuma saciá-la a qualquer preço. Mesmo se for para ter essas duas coisas apenas por um momento. E, agora, tire este cobertor e me beije. Wanda empurrou Hemmings de tal forma, que as suas mãos, já estendidas na direção daquilo que desejava fazia alguns minutos, voltaram a desabar sobre o beliche. - Calma. O interrogatório ainda não terminou. Tudo o que você me contou foi muito interessante, mas eu lhe fiz perguntas concretas. Não estamos em Jerusalém, mas a caminho de lrkutsk. Portanto, quero saber o que eles vão fazer com o almirante.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Mais ou menos em setembro de 2007 li sobre o lançamento do livro aqui no Brasil, com a presença do autor. Anotei para comprar. Saiu em fevereiro de 2008. Viva o sebo.


 

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