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Sermões Tomo 6

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Sermões Tomo 6

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Autor: Padre Antônio Vieira

Editora: Lello & Irmão

Assunto: Discurso

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 450

Ano de edição: 1959

Peso: 515 g

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Bom
Marcio Mafra
31/08/2002 às 22:15
Brasília - DF

A obra "Sermões", em quinze volumes, foi publicada em 1908, na cidade do Porto e é considerado um monumento da literatura barroca e política.

Dessa monumentalidade toda, basta ao leitor conhecer uns sete ou oito volumes de todos os Sermões, para entender a obra, a filosofia e os costumes do autor.

Claro, em 1908 ainda não se praticava uma boa comunicação - no sentido midiático - daí porque os títulos e os capítulos dos 15 volumes são repetitivos. Mas isso acontece apenas nos títulos, vez que o conteúdo é novo ou inédito a cada sermão.

Mesmo assim, o monumento – embora, riquíssimo, como literatura ou como estilo - é uma leitura bastante pesada. É verdade, porém, que nem tudo que é leve, ou ligth, seja bom. Aliás, ligth quer significar leveza ou quase "sem gosto".

Em todos os Sermões, as idéias do Padre Vieira, estão contidas em períodos muito longos, entremeadas por uma linguagem casta, erudita e canônica. Por vezes é difícil de entender o objetivo.

Natural que assim fosse, porquanto era através da pregação, através dos sermões dominicais que se podia fazer sentir aos governantes e membros da realeza, o andamento e a linha política da crítica ou do apoio, aos negócios governamentais.

Os discursos e sermões feitos nas poucas solenidades civis e nas muitas solenidades religiosas davam o tom da satisfação que a elite - e também o povo - tinham das leis e ordenações dos governos. Nos sermões se reivindicavam, se impunham se demarcavam territórios e se expressavam interesses.

Evidentemente que o sermão tinha a uma linguagem própria, sempre atrelada ao rito e forma da liturgia canônica.

Igual tom era utilizado para expressar a insatisfação, o protesto e o não apoio aos interesses contrariados pela realeza, pelos militares e pelos negociantes da época.

Assim como os sermões da época serviam para repercutir, reivindicar e discutir os interesses sócios econômicos e culturais dos governos e dos líderes de então, algumas igrejas faziam o papel das estações de TV, Rádio e Jornal de hoje. Em outras palavras, elas eram “as mídias” de hoje. Muito bom.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os escritos do Padre Antônio Vieira são considerados verdadeiros monumentos da literatura barroca e da ciência política. No livro 6 tem o Sermão do Santíssimo Sacramento, de S.Gançalo, de S.Sebastião, De Pedro Nolasco e de S. José.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Trecho: Sermão da Decima Nona Depois de Pentecostes Tomo 6, pagina 189 ...."É semelhante o reino do céu a um homem rei. — Vou repetindo e construindo o texto do Evangelho, palavra por palavra. Tende advertência e fazei memória de todas, porque têm mistério, e todas nos hão de servir. — É semelhante o reino do céu — diz Cristo, Redentor nosso — a um homem rei, o qual fez as bodas a seu filho. Chegado o dia, mandou a seus criados que fossem chamar os convidados para o banquete, e eles não quiseram vir. Tornou, contudo, a mandar outros criados com outro recado nesta forma: — Dizei-lhes que venham, porque o banquete está aparelhado e o gasto feito, as reses e as aves mortas, e tudo preparado. — Os convidados, porém, não fizeram caso desta segunda instância: uns se foram para a sua lavoura, outros para a sua negociação, e alguns houve tão descomedidos, que prenderam os mesmos criados, e, depois de muitas afrontas, os mataram. Irou-se o rei, como era justo, mandou os seus exércitos a que fossem castigar aqueles rebeldes, com ordem que não só matassem os homicidas, mas pusessem fogo a toda a cidade, e a queimassem. Executado assim, voltou-se o rei para os criados e disse: — O banquete está aparelhado; e pois os convidados não foram dignos, ide às saídas das ruas, e trazei quantos achardes. — Foram, e ajuntando quantos encontraram, maus e bons, todos trouxeram e introduziram, com que os lugares do convite ficaram cheios. Então o rei entrou em pessoa na sala para os ver à mesa, e como notasse que entre eles estava um sem vestidura de bodas, estranhou-lhe a descortesia, dizendo: Amigo, como entraste aqui tão indecentemente vestido? — O homem emudeceu, e o rei mandou a seus ministros que, atado de pés e mãos, o lançassem fora e o levassem a um cárcere subterrâneo e escuro, chamado trevas exteriores. Ali não haverá — conclui Cristo — senão choro e ranger de dentes, porque os chamados são muitos, e os escolhidos poucos. Esta é, letra por letra, a história ou parábola do Evangelho, para cuja inteligência convém saber quem é o rei, quem o filho, quais as bodas, qual o banquete, quem os convidados que vieram, quem os que não quiseram vir, e quem os criados que os foram chamar. O rei é o Eterno Padre; o filho é o Verbo, segunda Pessoa da Santíssima Trindade; as bodas são a Encarnação do mesmo Filho de Deus, que se desposou com a natureza humana; o banquete é a glória e bem-aventurança do céu, que por meio deste mistério se nos franqueou; os convidados que vieram são os que se salvam; os que não quiseram vir, os que se condenam; e os criados, finalmente que os chamaram são os pregadores. Suposto pois que este é o ofício e esta a obrigação do pregador, esta será também hoje a matéria do sermão. Misit servos suos vocare ad nuptias (Mt. 22,3). Manda-me Deus, senhores, que vos chame para o banquete da glória, e assim o farei. Mas quando vejo nesta mesma parábola que, chamados uma e outra vez os convidados, não quiseram vir, que razões vos posso eu alegar, ou de que meios me posso valer para vos persuadir o que tantos pregadores e escolhidos por Deus não persuadiram? Toda a minha confiança trago posta na virtude e eficácia do Evangelho; e assim vos não direi outra coisa, senão o que ele diz, e já ouvistes. Ponderarei somente as suas palavras, e ponderá-las-ei todas, sem deixar nenhuma, e para quanto disser e provar não alegarei outra escritura, nem do Velho nem do Novo Testamento, mais que o mesmo Evangelho. Se vos parece assunto novo e dificultoso, por isso mesmo me deveis ajudar a pedir mais graça hoje, que noutras ocasiões. Ave Maria.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Adquiri os Sermões, no segundo semestre de 1961, quando já tinha salário do meu primeiro emprego, o Banco Inco. Não me recordo das razões da escolha do autor, provavelmente foi a habilidade do vendedor que me levou ao Pe. Antonio Vieira.


 

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