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A Cama Redonda de Maria Beatriz

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A Cama Redonda de Maria Beatriz

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Autor: Maria Beatriz Soares

Editora: Planeta

Assunto: Erotismo

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 188

Ano de edição: 2005

Peso: 350 g

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Bom
Marcio Mafra
25/08/2002 às 16:29
Brasília - DF

Marcio Mafra - Data: 25/08/2002 - Conceito : Mediano



Os contos da Maria Beatriz são curtos, divertidos, inteligentemente eróticos e não deslizam para a pornografia literária. Têm estilo, mas fica a sensação de que falta talento. Talvez se houvesse o talento do escritor, o livro seria um tesão de leitura, que se abre e só se fecha ao terminá-lo.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Contos eróticos em três divisões:

  • Eu & Eles
  • Para Eles & Elas
  • Elas & Eles
Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Receita de bolo (e as delícias do sexo sem receitas...), O elevador já está cheio e mesmo assim não pára de entrar gente. Gente jovem, gente bonita, gente bem vestida. Parece que vamos todos para a festa na cobertura. Eu me espremo no fundo do elevador e me encosto em Virgílio para abrir algum espaço, centímetros preciosos imediatamente ocupados por mais gente jovem, bonita, bem vestida e com pressa de se divertir. A bordo da luxuosa lata de sardinhas vamos subindo numa lentidão constrangedora. Virgílio aproveita a oportunidade para tirar uma casquinha, aperta a virilha nas minhas costas, passa a única mão livre pela lateral do vestido colado ao corpo, explora, passa de novo, tenta outro ângulo, e ao fim de sua meticulosa investigação conclui que estou sem calcinha. Chegamos. Virgílio procura se recompor, corrige a postura, abotoa o paletó. Pela sua cara, diria que ele está pensando num lance perigoso do jogo de xadrez ou talvez buscando na memória a fórmula da equação da integral tripla exponencial trigonométrica do Teorema de Te Hoor-Te Kaas. Ele sempre faz algo desse tipo quando quer ganhar tempo e controlar o tesão. Virgílio, um dos meus amantes favoritos, é professor de matemática avançada e mestre das preliminares. Um ás do sexo oral. Língua e dedos precisos, capazes de elevar ao cubo meus dois catetos e deixar a hipotenusa vendo estrelinhas. Naquela noite ele não tirou os olhos de mim. Dançamos, bebemos, rimos bastante. Eu já estava cansada de tanta gente, queria ir embora, queria transar com Virgílio. No que dependesse de mim, bem poderia ser no elevador ou na garagem, mas sei que meu querido matemático prefere o cenário tradicional. Agüentei firme toda a volta para casa. Dez semáforos, um túnel, duas avenidas, um viaduto, três portas, dois molhos de chave, outra porta, uma escada e, voilà, enfim sós. Fiz desaparecer o vestido diante dos olhos de Virgílio. Ele nunca entendeu como eu consigo este truque. É simples: basta desviar a atenção da platéia do objeto em questão, o que, convenhamos, não é muito difícil no caso. E esperei. Esperei exatos três segundos, tempo mais do que suficiente para que a mente analítica do meu amante entendesse que eu não estava para brincadeiras. Nada de massagens, óleos, creminhos. Nada de beijos nos pés nem cafunés preguiçosos. Ação, querido! Ação e reação, causa e efeito, tchaca-tchaca na butchaca, sacou? Adoro preliminares, aprecio de verdade a sua habilidade de me fazer gozar n vezes usando só a língua e n2 quando a combina com seus muitos dedos de prestidigitador. Mas sou mulher. Logo, um ser volúvel. Um dos meus caprichos é justamente esse: querer uma coisa num dia e desprezá-la no dia seguinte, e então exigi-Ia durante um mês inteiro apenas para depois esquecê-la por um ano. E quando você acabar por se convencer de que não gosto de beijo na orelha de tanto que virei a cabeça evitando, ar eu vou querer que você passe a noite me beijando até o ouvido... Já decorou? São 335,40 segundos. Este é o tempo mínimo necessário para que eu atinja o ponto de ebulição, ou seja, o período de aquecimento, em condições normais de temperatura e pressão. Logo agora - lição aprendida -, eu o surpreendo com esse olhar impaciente, reclamando providências imediatas. Você dirá que isso não vale, que assim não é possível. Afinal, vivem lhe dizendo que um bom amante deve se dedicar de corpo e alma às preliminares, que a maioria das mulheres prefere a estimulação do clitóris à penetração, que o homem não deve ir com muita sede ao pote e que é de bom-tom perguntar o que ela quer, como quer, quando quer, esperar manifestações de aprovação, tais como gemidinhos, gritinhos, movimentos dos quadris. E eu lhe digo, querido, duas coisas. Primeiro, que você não deve acreditar em tudo que lhe dizem. Segundo, já disse, sou volúvel. Se hoje quero, não significa que amanhã será igual. Aí é que está a graça, não acha? Você pode transar todo dia com a mesma mulher, só que ela é uma mulher diferente a cada dia. O.k., admito que existem mulheres - e homens - para quem o sexo parece uma receita de bolo, e os ingredientes devem ser acrescentados rigorosamente na exata seqüência e quantidade. Modo de preparo, também. Sempre igual. De acordo, de gente chata o mundo está cheio. Mas você certamente não pertence a essa categoria. É um homem inteligente, tem senso de humor e imaginação. Você entende que "a maioria das mulheres" não é mulher nenhuma. Que "mulher" é essa, essa aí, de carne e osso, a mulher que está bem na sua frente: a sua mulher. E é sobre ela que você precisa aprender. Concentre-se nela e não dê bola pra papo de divã. Ei, cara, ela está acariciando a sua perna, já deu três longos suspiros, dois beijos, um gemido, outro beijinho no seu ombro. Acho que ela está querendo lhe dizer alguma coisa.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Mais um livro que comprei em 2008, por influência da mídia.


 

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