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Helena

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Helena

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Autor: Machado de Assis

Editora: Sedegra

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 198

Ano de edição: 1962

Peso: 350 g

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Bom
Marcio Mafra
23/08/2002 às 12:15
Brasília - DF

Em 1876 o fundador da Academia Brasileira de Letras publicou seu terceiro ou quarto romance, Helena. O livro foi adaptado para novelas do rádio, chamando-se Helena do Vale. O imortal Machado, tinha então 37 anos de idade.

Helena é um romance menor quando comparado com o gigantismo literário do autor. Tema açucarado da época, em que o personagem amava um amor impossível. Este livro marca os primeiros passos em direção ao aparecimento do magistral Memórias Póstumas de Bras Cubas. O Mestre Machado de Assis é mais que excepcional, mais que espetacular. Mesmo assim, Helena, é ruim - ou quando muito, chatinho e sem graça.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Helena que amava seu próprio irmão e depois, ambos descobrem que não são filhos dos mesmos pais.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Dona Ursula tinha já confiado ao velho capelão a proposta de Camargo. Consultado por Estácio, respondeu o padre: - Consulte as suas forças e a responsabilidade do cargo e escolha. - Já escolhi, disse Estácio; pedia-lhe conselho para apoiar melhor a minha própria decisão. Não é êsse o destino de todos os conselhos? Decidi que não aceito a candidatura. A vida política é turbulenta demais para o meu espírito. Estou pronto para a ação, mas não há de ser exterior. Dado o meu temperamento. que iria eu buscar na Câmara, além de algumas prerrogativas e um papel acessório? Eu só me meteria na política se pudesse oficiar; mas ser apenas sacristão. . . - Entre o oficiante e o sacristão, observou Melchior, está o pregador, que é cargo nobre e influente. - Mas o tema do sermão. padre-mestre? retorquiu Estácio rindo; falta-me o tema. D. Úrsula, a quem seduziam exclusivamente a posição e o rumor público em favor do sobrinho. viu naquelas razões um pretexto ou uma puerilidade. Defendeu como pôde, a causa de Camargo; instou com o sobrinho para que refletisse maduramente, antes de qualquer resposta definitiva. Estácio prometeu como prometera ao médico, por simples condescendência; mas sobretudo para pôr têrmo ao assunto e ir saber a causa do sorriso quase imperceptível que viu roçar os lábios de Helena. A moça erguera-se e dirigira-se para uma das janelas; Estácio foi até ali. - Adivinhei, pelo seu sorriso. disse êle. lhe parece pueril e que eu faço bem em não se me oferece que tudo isto aceitar, o que Helena olhou um pouco espantada para êle, mas respondeu com tranqüilidade: - Pelo contrário, penso que deve aceitar. Além de haver consentimento de minha tia, parece ser um grande desejo do pai de Eugênia. Era a primeira vez que Helena aludia ao amor de Estácio e fazia-o por modo encoberto e oblíquo. Estácio escapou dessa vez à regra de todos os corações amantes; resvalou pela alusão e discutiu gravemente o assunto da candidatura. Era pesado demais para cabeça feminina; Helena intercalou uma observação sôbre dois passarinhos que bailavam no ar, e Estácio aceitou a diversão. deixando em paz só eleitores. Durante dois dias não saiu êle de casa. Tendo recebido alguns livros novos gastou parte do tempo em os folhear, ler alguma página. colocá-los nas estantes. alterando -a ordem e a disposição dos anteriores. com a prolixidade e o amor do bibliófilo. Helena ajudava-o nesse trabalho, - um pouco parecido com o de Penélope - porque a ordem estabelecida ao meio-dia era às vêzes alterada às duas horas, e restaurada na seguinte manhã. Estácio, entretanto, não ficava todo entregue aos livros; admirava a solicitude da irmã a ordem e o cuidado com que ela o auxiliava. Helena parecia não andar; o vulto resvalava silenciosamente, de um lado para outro obedecendo às indagações do irmão, ou pondo em experiência uma idéia sua. Estácio parava às vêzes fatigado; ela continuava imperturbàvelmente o serviço. Se êle lhe fazia algum reparo, a moça respondia erguendo os ombros ou sorrindo, e prosseguia. Então Estácio segurava-lhe nos pulsos e exclamava rindo: - Sossega, borboleta! Helena parava mas eram só poucos minutos; volvia logo ao trabalho com a mesma serena agitação. Era assim que as horas se passavam na intimidade mais doce. e que a recíproca afeição ia excluindo toda a preocupação alheia; era assim que a influência de Helena assumia as proporções de voto preponderante. No terceiro dia, D. Tomásia e Eugênia foram jantar a Andaraí. Eugênia estava nesse dia mais sisuda e dócil que nunca; dissera-se que trazia a alma tão nova como o vestido, e menos enfeitada que êle. Estácio sentia-se satisfeito; o ideal reconciliava-se com o real. Puderam falar sozinhos, mais de uma vez; tôdas as pessoas da casa pareciam conspiradas para lhes deixar a solidão. Foi ela quem recordou a proposta política do pai, da qual soubera casualmente, ouvindo a narração que êste fizera a D. Tomásia. O desejo de Eugênia era pela afirmativa; e Estácio, receoso de despertar os caprichos adormecidos da moça, frouxamente resistiu, e consentiu ainda mais frouxamente em reconsiderar o assunto. - Deputado! exclamava Eugênia com os olhos no céu. Estácio acompanhou Eugênia e D. Tomásia na carruagem que as levou ao Rio Comprido. O dia fôra mais ou menos alegre; a viagem foi divertida e palreira como um regresso de romaria. Os cavalos mostravam-se tão lépidos como as pessoas que iam no carro, e encurtaram alguns minutos o caminho, com desgôsto de Eugênia. Voltando a Andaraí, Estácio trazia a alma pura de tôdas as más impressões que lhe deixavam usualmente as visitas à casa de Camargo. Nenhum dissentimento houvera naquele dia. Eugênia parecia modificada. Em casa esperava-o, porém, uma desagradável notícia: a tia sentira-se incomodada pouco depois que êle saíra e recolhera-se ao quarto. O caso afligiu-o, mas não tardou a aparecer Helena, que o tranqüilizou, dizendo-lhe que D. Úrsula tinha apenas uma forte dor de cabeça, já diminuída com o emprêgo de um remédio caseiro.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Adquiri, de um vendedor porta-à-porta, a coleção de livros Machado de Assis, em janeiro de 1962, quando já recebia salário do meu primeiro emprego, no Banco Inco - Banco Industria e Comercio de Santa Catarina, agência da W-3 Sul, quadra 7, bloco B, loja 3, anos depois se chamou quadra 507. A coleção, comprada e paga em prestações mensais se compunha de 11 volumes. Foi editada pela Sodegra Sociedade Editora e Grafica Ltda.: A Mão e a Luva, Quincas Borba, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Helena, Contos 1º e 2º Volume, Esaú e Jacó, Iaiá Garcia, Ressurreição e Memorial de Aires.


 

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