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As Upstarts - Como Uber e Airbnb Estão Mudando o Mundo

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As Upstarts - Como Uber e Airbnb Estão Mudando o Mundo

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Autor: Brad Stone

Editora: Intrínseca

Assunto: Informática

Traduzido por: Berilo Vargas

Páginas: 381

Ano de edição: 2017

Peso: 550 g

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Excelente
Marcio Mafra
06/05/2018 às 20:25
Brasília - DF
As revolucionárias Uber e Airbnb, são duas startups surgidas na cidade de São Francisco, no Vale do Silício que mudaram completamente o conceito do serviço de transporte e hospedagem no mundo inteiro.
O ramo de atividade ou segmento empresarial de ambas pode ser resumido em: tecnologia compartilhada.
Qualquer pessoa de mediana informação sabe que estas empresas e seus proprietários são bilionários. Merecidamente, se é que ganhar dinheiro pode ser merecido.
O autor narra cada uma das brutais rotinas do mundo da tecnologia com simplicidade, de forma direta e divertida.
A leitura é muito fácil e boa.
O leitor ficará admirado – talvez pasmo – por saber de como a tecnologia vai inovar cada vez mais os hábitos de pessoas e empresas no mundo todo.
Da China aos Estados Unidos. Do Canadá à África. De Portugal à Austrália nada funcionará nem será como funciona ou é hoje.
No mundo as coisas funcionaram até hoje com o binômio: sexo ou dinheiro. Neste século será: tecnologia ou dinheiro.

Marcio Mafra
06/05/2018 às 00:00
Brasília - DF

“AS UPSTARTS” conta a historia do surgimento e crescimento de Airbnb e Uber.   Nathan Blecharczyk, Brian Chesky e Joe Gebbia  pela AIRBNB e  pela UBER Garret Kamp e Travis Kalanick. Todos “nasceram” empreendedores no vale do silício e o autor Brad Stone narra como eles enfrentaram a resistência de entidades regulamentadoras e superaram suas inimagináveis dificuldades.

Marcio Mafra
06/05/2018 às 00:00
Brasília - DF

Em julho de 2015, viajei com Chesky e uns cinco colegas seus para Nairóbi, no Quênia, para assistir a uma conferência chamada Cúpula Empresarial Global, realizada anualmente desde 2010 pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

O objetivo era celebrar a inovação e iniciativa privada, e Chesky, como embaixador presidencial para o empreendedorismo global (PAGE), se encontraria com o presidente Obama, participando de um painel e discursando para empresários africanos.

 
Bônus para o Airbnb: a cidade era um território neutro a milhares ( quilômetros de distância da briga regulatória mais próxima da empresa na Europa e nos Estados Unidos.

 

A viagem foi longa e a segurança em Nairóbi era rigorosa. O entorage do Airbnb não ficou com um dos 788 anfitriões da companhia na cidade, como era costume, mas no Hotel Fairmont, com a entrada, de carros cercada por portões de metal e postos de controle. A capital isolada para a primeira visita de Obama ao Quênia desde que se tornara  presidente. Soldados portando armas automáticas ladeavam as ruas desde o aeroporto até a cidade, enquanto moradores se amontoavam nos cruzamentos, esforçando-se para ver Obama ou outros dignitários. Em toda parte havia outdoors com a imagem do presidente e as palavras Bem -VINDO AO LAR, PRESIDENTE OBAMA!

 

Foi um momento histórico, mas também uma oportunidade de ver Chesky, o diplomata, longe das ameaças regulatórias e dos desafios operacionais que demandavam sua atenção nos Estados Unidos. Seu desernpenho foi impressionante.

 

Poucos executivos do Vale do Silício conseguem mudar de papel com tanta eficácia - mergulhar em complexidades operacionais agora, depois negociar com políticos e, logo mais, deixar tudo para trás e falar, de igual para igual, com estudantes, outros fundadores de startups e o público em geral.

 

Chesky fez tudo isso com facilidade, trazendo à lembrança as notáveis habilidades pessoais que catapultaram sua empresa a alturas tão espantosas.

 

Chesky e outros embaixadores PAGE se reuniram com Obama em caráter privado na manhã da conferência. Soube depois que o presidente lhe deu um abraço camarada e fez uma referência às notícias sobre uma nova rodada de financiamento do Airbnb (nova avaliação: 24 bilhões de dólares). "Parece que vocês estão se saindo muito bem", comentou ele, revelando que até o presidente dos Estados Unidos acompanhava de perto as upstarts.

 

Mais tarde, depois do comovente discurso de Obama sobre sua história familiar no Quênia e as oportunidades de incentivar o desenvolvimento econômico na África, o presidente aconselhou a um fundador queniano local que se juntara a ele no palco: "Temos aqui conosco o fundador do Airbnb. Vocês podem conversar, ele está se saindo muito bem." A plateia lotada caiu no riso.

 

Em um painel horas depois, com CEOs de outras cinco empresas de tecnologia, Chesky se destacou como o orador mais carismático. Ele se baseou em um confiável manual de estratégias, garimpando o início do Airbnb para oferecer lições de negócios e inspiração: "Não faz muitos anos desde que eu era um aspirante a empresário desempregado, dividindo apartamento com meu colega Joe. Não conseguíamos descobrir um jeito de pagar o aluguel, e um dia uma conferência de design foi programada para São Francisco. Todos os hotéis estavam lotados. Tivemos a seguinte ideia: E se a gente transformasse esta casa num bed-and-breakfast durante a conferência? Demos a isso o nome de AirBed and Breakfast."

 

Todas as histórias de startup tendem a virar lenda. A do Airbnb começou como história oral e evoluiu até chegar a ser recitada em discursos de abertura, na apresentação de novos funcionários e provavelmente em volta da fogueira nos retiros da empresa. "Quando comecei o Airbnb com Joe e Nate, eu olhava para os empresários de sucesso e não me via neles", disse Chesky. "Achava que eles estavam em um pedestal. Pareciam mais espertos do que eu. Mais bem-sucedidos."

 

No dia seguinte, fomos de carro até uma incubadora de startups chamada iHub, trinta quilômetros a oeste do centro da cidade. Mesmo na África subtropical, fundadores de startups buscavam lugares para se agrupar, trabalhar e traçar estratégias para surfar a grande onda. Mais de duzentas pessoas se amontoaram em uma sala comum no quarto andar, onde o ar que de início era úmido, logo evoluiu para abafado e em seguida progrediu para sufocante. Chesky, de camiseta cinza apertada, com o logo do Airbnb, não parecia incomodado e falou por noventa minutos sem parar.

 

"Durante a crise financeira, as pessoas começaram a usar o Airbnb para ficar em casas. Para nós, foi um momento decisivo. Cortando para hoje, seis anos depois, temos 1,5 milhão de casas no mundo inteiro. É a soma de todos os quartos do Hilton e do Marriot juntos. Neste verão, em uma noite de pico, teremos quase um milhão de pessoas em casas em uma única noite." A multidão, deliciada por estar na presença de um membro da realeza do Vale do Silício, aplaudiu entusiasmada.

 

As perguntas foram muitas. Um queniano de paletó amarelo se levantou para perguntar sobre questões regulatórias. Aparentemente, Nairóbi não estava assim tão longe das batalhas jurídicas da empresa.

 

A resposta de Chesky foi reveladora e otimista - talvez de modo exagerado. "É ótimo quando um negócio legal aparece na internet", disse. "Mas quando a internet se muda para o seu bairro, para o seu prédio, e não se sabe nada a respeito, de repente as pessoas imaginam as piores coisas e morrem de medo."

 

"Então há duas coisas que você precisa fazer. A primeira é crescer muito, muito depressa. Você vai querer ficar abaixo do raio de ação do radar ou ser grande o bastante para virar uma instituição. O pior é ficar no meio do caminho. Toda a oposição sabe a seu respeito, mas você ainda não é uma comunidade grande o suficiente para que as pessoas ouçam o que você tem a dizer.

 

"Você precisa alcançar o que eu acho que chamaria de velocidade de escape. Quando um foguete decola, há solavancos antes de entrar em órbita, e então há um pouco mais de estabilidade.

 

"A segunda coisa é estar disposto a fazer parcerias com as cidades e contar a sua história. Achamos que o mais importante a fazer é dialogar com as autoridades municipais. Quando as pessoas não simpatizam com você ou odeiam você, em geral o normal é ignorá-las, evitá-las ou odiá-las também. A única solução real é se reunir com as pessoas que odeiam você.
 

Há um velho ditado que diz que é difícil odiar de perto. Descobri isso. De fato, é muito difícil odiar alguém que esteja em pé na nossa frente."


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Marcio Mafra
06/05/2018 às 00:00
Brasília - DF

Livro que não sai da midia é compra obrigatoria e imediata porque corre o risco de cair de moda.


 

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