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Homo Deus - Uma Breve História do Amanhã

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Homo Deus - Uma Breve História do Amanhã

Livro Excelente - 1 opinião

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Autor: Yuval Noah Harari

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Filosofia

Traduzido por: Paulo Geiger

Páginas: 443

Ano de edição: 2016

Peso: 510 g

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Excelente
Marcio Mafra
17/03/2018 às 23:12
Brasília - DF
Homo Deus, não é um prolongamento de Sapiens. Sapiens tratou do surgimento do homem desde há 13,5 milhões de anos, até o final do século XX.
Homo Deus – uma breve história do amanhã – começa agora mesmo, no início do Século XXI.
Para o festejado autor Yuval Noah Harari no século XXI o Sapiens vai virar Deus.
Concordo com o autor porque neste século se buscará a imortalidade, a felicidade e a divindade.
Ninguém pode predizer o futuro.
Todos os cenários esboçados no livro devem ser entendidos como possibilidades, não como profecias.
Antes de 2.100 terá havido a superação da velhice e, por consequência, da morte.
Quando chegarmos a eliminar doenças como cardiopatias, cânceres, AVCs, diabetes e substituir determinados órgãos doentes, poderemos então atingir a vida eterna.
Senão eterna ao menos perpétua.
Claro que seria inútil obter a imortalidade e viver infeliz por toda a eternidade.
Segundo o genial autor, "ao buscar a felicidade e a imortalidade, os humanos estão na verdade tentando promover-se à condição de deuses.
Não só porque esses atributos são divinos, mas igualmente porque, para superar a velhice e o sofrimento, terão de adquirir primeiro um controle de caráter divino sobre o próprio substrato biológico".
Difícil de entender? Não! Simples como água.
Todavia, não se iluda o leitor, pois não se trata de um livro fácil, de estudos científicos para leigos.
É fato que o talento do autor mantém a característica da leitura agradável e gostosa tanto de Sapiens como de Homo Deus.
Ele atribui muita importância ao “fim” do humanismo como ideologia e aponta o futuro num cenário em que esse humanismo se daria pela mediação tecnológica dos sistemas artificiais de inteligência, comandados por um tipo de internet intergaláctica.
Livro maravilhoso. Espetacular. Gostoso de ler. Excelente.

Marcio Mafra
17/03/2018 às 00:00
Brasília - DF

A morte é apenas um problema técnico.

As guerras se tornaram obsoletas.

A fome está desaparecendo e as doenças vão sendo controladas.

Para o historiador Yuval Noah Rarari, autor do mega sucesso Homo Sapiens, neste século resta atingir a imortalidade, a felicidade e a divindade.

Assim é narrada “uma breve história do amanhã”, onde surgiu a maravilhosa figura do Homo Deus.  Fantástico. Extraordinário.

Marcio Mafra
17/03/2018 às 00:00
Brasília - DF

Em setembro de 2013, dois pesquisadores de Oxford, Carl Benedikt Frey
e Michael A. Osborne, publicaram The Future of Employment, obra na qual
investigam a probabilidade de diferentes profissões serem assumidas por algo-
ritmos de computador nos próximos vinte anos. O algoritmo desenvolvido
por Frey e Osborne estimou que 47% dos empregos nos Estados Unidos cor-
rem alto risco. Por exemplo, há 99% de probabilidade de que, em 2033, opera-
dores de telemarketing e corretores de seguros perderão seus empregos para
algoritmos. Há 98% de probabilidade de que o mesmo acontecerá com árbi-
tros de modalidades esportivas, 97% de que isso acontecerá com caixas e 96%
com chefs. Garçons - 94%. Assistentes jurídicos - 94%. Guias de turismo
- 91%. Padeiros - 89%. Motoristas de ônibus - 89%. Operários nacons-
trução civil - 88%. Assistentes de veterinária - 86%. Seguranças - 84%.
Marinheiros - 83%. Bartenders - 77%. Arquivistas - 76%. Carpinteiros
- 72%. Salva-vidas - 67%. E assim por diante. Evidentemente, há alguns
empregos seguros. A probabilidade de que algo ritmos de computador desem-
preguem arqueólogos em 2033 é de apenas 0,7%, porque seu trabalho requer
o reconhecimento de padrões altamente sofisticados e não produz grandes lu-
cros. Daí é improvável que corpo rações ou governos façam o investimento
necessário para automatizar a arqueologia durante os próximos vinte anos."

Evidentemente, é provável que até 2033 surjam muitas profissões novas,
por exemplo, designers do mundo virtual, Mas essas profissões irão exigir
muito mais criatividade e flexibilidade do que o seu trabalho atual e rotineiro,
e não está claro se caixas ou corretores de seguro com quarenta anos serão ca-

 

pazes de se reinventar como designers do mundo virtual (tente imaginar um
mundo virtual criado por um corretor de seguros!). E, mesmo que o façam, o
ritmo do progresso se apresenta de tal maneira que dentro de mais uma déca-
da eles teriam de se reinventar novamente. Afinal, algoritmos podem suplantar
humanos também no projeto de mundos virtuais. O problema crucial não é
criar novos empregos. É criar novos empregos nos quais o desempenho dos
humanos seja melhor que o dos algoritmos."

A bonança tecnológica provavelmente fará com que seja factível alimen-
tar e sustentar essas massas inúteis mesmo sem nenhum esforço por parte de-
las. Mas o que vai mantê-Ias ocupadas e satisfeitas? Humanos têm de fazer al-
guma coisa, senão enlouquecem. O que vão fazer o dia inteiro? Uma solução
poderia vir das drogas e de jogos de computador. Pessoas que não são necessá-
rias poderiam passar cada vez mais tempo em mundos de realidade virtual em
3-D, que lhes proporcionariam muito mais excitação e envolvimento emocio-
nal do que a opaca realidade exterior. Contudo, um desenvolvimento como
esse desferiria um golpe mortal na crença liberal da sacralidade da vida huma-
na e das experiências humanas. O que há de tão sagrado em vagabundos inú-
teis que passam seus dias devorando experiências artificiais em La La Land?

Alguns especialistas e pensadores, como Nick Bostrom, advertem que é
pouco provável que o gênero humano sofra essa degradação porque, assim que
a inteligência artificial suplantar a inteligência humana, ela se tornará capaz de
exterminar o gênero humano. A inteligência artificial provavelmente faria isso
ou por temer que o gênero humano se voltasse contra ela e tentasse desligar a
tomada, ou por estar em busca de um objetivo insondável propriamente seu.
Seria extremamente difícil para os humanos controlar um sistema mais esper-
to que eles mesmos.

Ações como programar o sistema com objetivos aparentemente benéficos
poderia apresentar resultados horríveis e sair pela culatra. Há um cenário mui-
to popular no qual se imagina uma corporação projetando a primeira superin-
teligência artificial e a submetendo a um teste inocente, como calcular o valor
de pio ~es que alguém se dê conta do que está acontecendo, a inteligência
artificial a~era-se do planeta, elimina a raça humana, desencadeia uma
campanha de conquista que atinge os pontos mais extremos da galáxia e trans-
forma todo o Universo conhecido num gigantesco supercomputador que du-
rante bilhões e bilhões de anos fica calculando um valor mais preciso para o pio
Afinal, essa foi a missão divina de que seu Criador a incumbira."

 

UMA PROBABILIDADE DE 87%

No início deste capítulo, identificamos várias ameaças práticas ao libera-
lismo. A primeira é a de que humanos podem se tornar militar e economica-
mente inúteis. Trata-se, obviamente, de uma possibilidade, e não de uma pro-
fecia. Dificuldades técnicas ou objeções políticas podem desacelerar a invasão
algo rítmica do mercado de trabalho. Alternativamente, como grande parte da
mente humana permanece como um território não mapeado, não sabemos na
realidade o que talentos humanos ainda poderão descobrir e que empregos
poderão criar para substituir os que forem perdidos. Isso, contudo, pode não
ser suficiente para salvar o liberalismo. Pois o liberalismo acredita não apenas
no valor dos seres humanos - acredita também no individualismo. A segunda
ameaça com que se defronta o liberalismo é que no futuro, embora o sistema
ainda possa precisar de humanos, não vai precisar de indivíduos. Humanos
continuarão a compor música, a ensinar física e a investir dinheiro, porém o
sistema vai compreendê-los melhor do que eles compreendem a si mesmos e
tomará a maioria das decisões em seu nome. Portanto, o sistema vai destituir
indivíduos de sua autoridade e de sua liberdade.

A crença liberal no individualismo fundamenta-se em três importantes
premissas que já comentamos antes neste livro:

  1. Eu sou um in-divíduo. Possuo uma essência una que não pode ser divi-
    dida em partes ou subsistemas. Esse cerne central está envolvido por
    muitas camadas externas. Mas, se eu me esforçar por descascar essas
    crostas externas, vou encontrar bem fundo dentro de mim uma voz
    interior clara e única, que é o meu eu autêntico.
  2. Meu eu autêntico é completamente livre.
  3. Decorre das primeiras duas premissas que posso saber coisas de mim
    mesmo que ninguém mai\ é capaz de descobrir. Somente eu posso
    acessar meu espaço interior de liberdade, e somente eu posso ouvir os
    sussurros do meu eu autêntico. É por essa razão que o liberalismo con-
    fere ao indivíduo tanta autoridade. Não posso confiar em mais nin-
    guém que faça escolhas por mim, porque ninguém mais pode saber
    quem realmente sou, como me sinto e o que quero. É por isso que o

 

eleitor sabe o que é melhor, que o cliente sempre tem razão e que a be-
leza está nos olhos de quem vê.

No entanto, as ciências biológicas desafiam as três premissas. De acordo
com as ciências biológicas:

  1. Organismos são algo ritmos e humanos não são indivíduos - são "di-
    víduos". Isto é, humanos são uma montagem de muitos algoritmos di-
    ferentes que não têm uma voz interior única ou um eu único.
  2. Os algoritmos que constituem um humano não são livres. São configu-
    rados por genes e pressões ambientais e tomam decisões determinística
    ou aleatoriamente - mas não livremente.
  3. Segue-se daí que um algoritmo externo é teoricamente capaz de me
    conhecer muito melhor do que eu jamais poderia fazê-lo. Um algorit-
    mo que monitorasse cada um dos sistemas que compõem meu corpo e
    meu cérebro poderia saber exatamente quem eu sou, como me sinto e
    o que quero. Uma vez desenvolvido, esse algo ritmo poderia substituir o
    eleitor, o cliente ou o observador de arte. Então, esse algoritmo vai ter
    mais conhecimento, sempre terá razão e a beleza estará nos cálculos por
    ele realizados.

 


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Marcio Mafra
17/03/2018 às 00:00
Brasília - DF

Homo Deus foi outro best seller incensado por 10 entre 10 jornalistas brasileiros e estrangeiros, além de artistas, autoridades, políticos, empresários e celebridades. Menos pelos religiosos: padres, bispos, pastores, judeus, católicos ou muçulmanos. Comprei, claro.


 

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