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Sapiens - Uma Breve História da Humanidade

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Sapiens - Uma Breve História da Humanidade

Livro Excelente - 3 opiniões

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Autor: Yuval Noah Harari

Editora: L&pm

Assunto: Filosofia

Traduzido por: Janaína Marcoantonio

Páginas: 464

Ano de edição: 2017

Peso: 580 g

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Excelente
Elias Marinho
18/04/2018 às 16:41
Santa Maria - DF
Este livro deveria ter uma classificação da Anvisa quanto ao seu conteúdo, devido aos fortes efeitos colaterais que provoca. Poucas obras que li tiveram um impacto como esta, não à toa é tão bem recomendada em diversos lugares devido a sua dimensão e grandiosidade.
Em diversos momentos da leitura, tive que fechar suas páginas e refletir por alguns instantes após as análises geniais que o autor faz de fatos tão pretensamente conhecidos por nós, de uma forma tão simples e inteligente como quase ninguém é capaz de explicar, cito como exemplo as poucas diferenças entre as religiões monoteístas e politeístas.
Recomendo a leitura para leitores ousados que não se importam em ter suas convicções alfinetadas, ameaçadas ou mesmo rechaçadas, certamente você terá uma boa noção dos vários percalços que nossos ancestrais passaram para que você se transformasse neste belo exemplar da espécie homo sapiens (caso você não se considere, encontrará explicação para isso também), após ler este genial autor.


Excelente
Alessandro Bueno Ribeiro
28/03/2018 às 21:20
Júlio de Castilhos - RS
Um livro muito bom, adorei ler esse livro. Recomendo para todos.

Excelente
Marcio Mafra
11/03/2018 às 20:59
Brasília - DF
Harari em Sapiens desce o sarrafo na nossa capacidade imaginativa.
Somos a única espécie que acredita em coisas que não existem na natureza, como Estados, dinheiro, direitos humanos.
O autor consegue subverter os mitos, bobagens e certezas que nós temos a respeito da humanidade.
Com elegância, argumentos históricos e muita competência Harari arrasa com os mais bizarros conceitos da humanidade atual: deus, civilização, capitalismo, religiões, direitos humanos, psicologia e tecnologia entre muitas outras coisas.
O livro é espetacular. A leitura é fácil, bem humorada e espirituosa até porque o autor, além de historiador é um respeitado filósofo e observador científico que utiliza argumentos, teses, estudos e pesquisas de muitas áreas técnicas, humanas e políticas.
Sapiens – Uma breve história da humanidade é o melhor livro que li neste início do ano de 2018.
Todo político, padre, pastor, professor, psicólogo, empresário, servidor público, juiz, empresário, publicitário, analista e programador de informática, administrador, advogado, médico, engenheiro, artista, cientista, contador, geólogo, musico, dentista, químicos, teólogos, escritores, arqueólogos e quantos outros profissionais deveriam ser obrigados a ler SAPIENS, para serem mais felizes.

Marcio Mafra
11/03/2018 às 00:00
Brasília - DF

Sapiens conta como foi o surgimento da humanidade. Como surgiu o homem. Uma história – não tão breve - que começa 13,5 bilhões de anos atrás, passando pela formação do planeta terra, do surgimento de organismos, dos chipanzés, dos africanos, dos eurasianos, a descoberta do fogo, o uso da linguagem, e por aí vai, até o momento em que os humanos transcendem os limites do planeta.

Como evoluímos de primatas insignificantes a donos do mundo.

Uma maravilhosa historia da evolução do homem e da humanidade.

O autor é Doutor em história pela Universidade de Oxford e professor da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Doutor Yuval Harari não relaciona apenas os fatos históricos, mas faz comparações com os tempos de hoje, nossos comportamentos, nossos mitos, nossas posturas e como será o nosso comportamento no decorrer deste século.

Marcio Mafra
11/03/2018 às 00:00
Brasília - DF

Os muros da prisão

Como você faz as pessoas acreditarem em uma ordem imaginada como
o cristianismo, a democracia ou o capitalismo? Primeiro, você nunca ad-
mite que a ordem é imaginada. Você sempre insiste que a ordem que sus-
tenta a sociedade é uma realidade objetiva criada pelos grandes deuses ou
pelas leis da natureza. As pessoas são diferentes não porque Hamurabi dis-
se isso, mas porque Enlil e Marduk decretaram isso. As pessoas são iguais
não porque Thomas Jefferson disse isso, mas porque Deus as criou dessa
maneira. Os livres mercados são o melhor sistema econômico não porque
Adam Smith disse isso, mas porque essas são as leis imutáveis da natureza.

Você também educa as pessoas o tempo todo. Do momento em
que nascem, você as lembra constantemente dos princípios da ordem
imaginada, que estão presentes em tudo. Estão presentes nos contos de
fada, nos dramas, nas pinturas, nas canções, na etiqueta, na propagan-
da política, na arquitetura, nas receitas e na moda. Por exemplo, hoje
as pessoas acreditam em igualdade, então é moda as crianças ricas usa-
rem jeans, que originalmente eram vestimenta da classe trabalhadora.
Na Idade Média as pessoas acreditavam em divisões de classe, então ne-
nhum jovem da nobreza usaria um traje de camponês. Na época, ser
chamado de "senhor" ou "senhora" era um privilégio raro reservado
para a nobreza e muitas vezes adquirido com sangue. Hoje, todas as cor-
respondências formais, independente do destinatário, começam com
"Prezadota) senhor(a)".

As humanidades e as ciências sociais dedicam a maior parte de suas
energias a explicar exatamente como a ordem imaginada é tecida na trama
da vida. No espaço limitado à nossa disposição, só podemos arranhar a
superfície. Três fatores principais impedem as pessoas de perceberem que
a ordem que organiza nossa vida só existe em nossa imaginação:

a. A ordem imaginada está incrustada no mundo material. Embora
só exista em nossa mente, a ordem imaginada pode se entremear na

 

 

realidade à nossa volta, e até mesmo ser gravada em pedra. Atualmente,
a maioria dos ocidentais acredita no individualismo. Eles acreditam que
todo ser humano é um indivíduo, cujo valor não depende do que outras
pessoas pensam a seu respeito. Cada um de nós tem dentro de si um raio
de luz brilhante que dá valor e significado à vida. Nas escolas ocidentais
de hoje, os professores e os pais dizem às crianças que, se os colegas zom-
barem delas, elas devem ignorar. Somente elas mesmas, e não os outros,
conhecem seu verdadeiro valor.

Na arquitetura moderna, esse mito sai da imaginação e toma for-
ma em tijolo e argamassa. A casa moderna ideal é dividida em muitos
aposentos pequenos para que cada criança possa ter um espaço priva-
do, ocultado da vista, proporcionando o máximo de autonomia. Esse
espaço privado quase sempre tem uma porta, e em muitos lares é uma
prática aceita que a criança feche ou inclusive tranque a porta. Mesmo
os pais são proibidos de entrar sem bater e pedir permissão. O quarto é
decorado como o filho quiser, com pôsteres de astros do rock na parede
e meias sujas no chão. Alguém crescendo em tal espaço não pode deixar
de se imaginar como "um indivíduo", seu verdadeiro valor emanando
de dentro, e não de fora.

Os homens nobres na Europa medieval não acreditavam no indi-
vidualismo. O valor de uma pessoa era determinado por seu lugar na hie-
rarquia social e por aquilo que outras pessoas diziam a seu respeito. Ser
alvo de zombarias era uma indignidade terrível. Os nobres ensinavam
seus filhos a protegerem seu nome a qualquer preço. Como o individua-
lismo moderno, o sistema de valores medieval deixou a imaginação e se
manifestou na pedra dos castelos medievais. O castelo raramente tinha
aposentos privativos para as crianças (ou, aliás, para qualquer pessoa).
O filho adolescente de um barão medieval não tinha um quarto só seu
no segundo andar do castelo, com pôsteres de Ricardo Coração de Leão
e do rei Artur nas paredes e uma porta trancada que seus pais não ti-
nham permissão para abrir. Ele dormia ao lado de muitos outros jovens
em um grande salão. Estava sempre à vista e sempre tinha que levar em
consideração o que os outros viam e diziam. Alguém crescendo em tais
condições naturalmente concluía que o verdadeiro valor de um homem
era determinado por seu lugar na hierarquia social e por aquilo que ou-
tras pessoas diziam a seu respeito."

 

b. A ordem imaginada define nossos desejos. A maioria das pessoas não
quer aceitar que a ordem que governa sua vida é imaginária, mas na ver-
dade cada pessoa nasce em uma ordem imaginada preexistente, e seus
desejos são moldados desde o nascimento pelos mitos dominantes. Nos-
sos desejos pessoais, portanto, se tornam as defesas mais importantes da
ordem imaginada.

Por exemplo, os desejos mais valorizados dos ocidentais de hoje
são definidos por mitos românticos, nacionalistas, capitalistas e huma-
nistas que estão aí há séculos. Amigos dando conselhos muitas vezes di-
zem uns aos outros: "Siga seu coração". Mas o coração é um agente duplo
que geralmente recebe instruções dos mitos dominantes do momento,
e a própria recomendação de "seguir seu coração" era implantada em
nossa mente por uma combinação de mitos românticos do século XIX e
mitos consumistas do século xx. A Coca-Cola Company, por exemplo,
promoveu a Diet Coke pelo mundo sob o slogan "Diet Coke. Do what
feels good" ["Coca-Cola Diet. Faça o que lhe faz bem"].

Mesmo aqueles que as pessoas imaginam serem seus desejos
mais pessoais geralmente são programados pela ordem imaginada.
Consideremos, por exemplo, o desejo popular de passar férias no ex-
terior. Não há nada de natural ou óbvio nisso. Um chimpanzé macho
alfa jamais pensaria em usar seu poder para passar férias no território
de um bando de chimpanzés vizinho. A elite do Egito antigo gastou
sua fortuna construindo pirâmides e mumificando seus cadáveres,
mas quase ninguém pensou em ir fazer compras na Babilônia ou ir
esquiar na Fenícia. As pessoas hoje gastam grandes somas de dinheiro
com férias no exterior porque realmente acreditam nos mitos do con-
sumismo romântico.

O romantismo nos diz que para aproveitar ao máximo nosso po-
tencial humano devemos ter tantas experiências diferentes quanto pos-
sível. Devemos nos abrir a um amplo leque de emoções; experimentar
vários tipos de relacionamento; provar culinárias diferentes; aprender
a apreciar diferentes estilos de música. Uma das melhores maneiras de
fazer tudo isso é escapar da nossa rotina diária, deixar para trás nosso
cenário familiar e viajar para terras distantes, onde podemos "vivenciar"
a cultura, os aromas, os sabores e as normas de outros povos. Ouvimos
repetidas vezes os mitos românticos sobre "como uma nova experiência
abriu meus olhos e mudou minha vida".

 

~apiens

o consumismo nos diz que para sermos felizes precisamos con-
sumir tantos produtos e serviços quanto possível. Se sentimos que algo
está faltando ou fora de lugar, provavelmente precisamos comprar um
produto (um carro, roupas novas, comida orgânica) ou um serviço
(limpeza doméstica, terapia de casais, aulas de yoga). Todo comercial de
televisão é mais uma pequena lenda sobre como consumir algum produ-
to ou serviço tornará a vida melhor.

O romantismo, que encoraja a variedade, casa perfeitamente com
o consumismo. Esse casamento deu à luz o infinito "mercado de expe-
riências" sobre o qual se ergueu a indústria de turismo moderna. A in-
dústria de turismo não vende passagens aéreas e quartos de hotel; vende
experiências. Paris não é uma cidade, nem a Índia é um país - são ambos
experiências cuja realização supostamente expande nossos horizontes,
satisfaz nosso potencial humano e nos torna mais felizes. Consequente-
mente, quando a relação entre um milionário e sua esposa está passando
por um período difícil, ele a leva para uma viagem cara a Paris. A viagem
não é um reflexo de algum desejo independente, mas antes uma crença
fervorosa nos mitos do consumismo romântico. Um homem rico no
Egito antigo jamais teria sonhado em resolver uma crise de relaciona-
mento levando a esposa para uma viagem à Babilônia. Em vez disso, ele
talvez construísse para ela a tumba suntuosa que ela sempre quis.

Como a elite do Egito antigo, a maioria das pessoas na maioria das
culturas dedica a vida a construir pirâmides. Só os nomes, as formas e os
tamanhos dessas pirâmides mudam de uma cultura para outra. Elas po-
dem assumir a forma, por exemplo, de uma casa de campo com piscina
e grama sempre verde, ou uma bela cobertura com uma vista invejável.
Poucas questionam os mitos que nos levam a desejar a pirâmide.

c. A ordem imaginada é intersubjetiva. Mesmo que, por um esforço
sobre-humano, eu consiga livrar meus desejos pessoais das garras da or-
dem imaginada, sou só uma pessoa. Para mudar a ordem imaginada,
preciso convencer milhões de estranhos a cooperarem comigo, pois a
ordem imaginada não é uma ordem subjetiva que só existe na minha
imaginação - é, antes, uma ordem intersubjetiva, que existe na imagina-
ção partilhada de milhares e milhões de pessoas.

Para entender isso, precisamos compreender a diferença entre
"objetivo", "subjetivo" e "intersubjetivo".

 

Um fenômeno objetivo existe independentemente da consciência
humana e das crenças humanas. A radioatividade, por exemplo, não é
um mito. Emissões radioativas ocorriam muito antes de serem desco-
bertas e são perigosas ainda que as pessoas não acreditem nelas. Marie
Curie, uma das pessoas que descobriram a radioatividade, não sabia,
durante seus longos anos estudando materiais radioativos, que eles pu-
dessem causar danos a seu corpo. Embora não acreditasse que a radioa-
tividade pudesse matá-Ia, ainda assim morreu de anemia aplástica, uma
doença causada pela exposição excessiva a materiais radioativos.

Subjetivo é algo que existe dependendo da consciência e das cren-
ças de um único indivíduo. Desaparece ou muda se aquele indivíduo
em particular mudar suas crenças. Muitos, quando crianças, acreditam
na existência de um amigo imaginário que é invisível e inaudível para o
resto do mundo. O amigo imaginário existe unicamente na consciência
subjetiva da criança e, quando a criança cresce e deixa de acreditar nele,
ele desaparece.

Intersubjetivo é algo que existe na rede de comunicação ligan-
do a consciência subjetiva de muitos indivíduos. Se um único indiví-
duo mudar suas crenças, ou mesmo morrer, será de pouca importância.
No entanto, se a maioria dos indivíduos na rede morrer ou mudar suas
crenças, o fenômeno intersubjetivo se transformará ou desaparecerá. Fe-
nômenos intersubjetivos não são fraudes malévolas nem charadas insig-
nificantes. Eles existem de uma maneira diferente de fenômenos físicos
como a radioatividade, mas seu impacto no mundo ainda pode ser gi-
gantesco. Muitas das forças mais importantes da história são intersubje-
tivas: leis, dinheiro, deuses, nações.

A Peugeot, por exemplo, não é o amigo imaginário do CEO da
Peugeot. A empresa existe na imaginação partilhada de milhões de pes-
soas. O CEO acredita na existência da empresa porque os diretores tam-
bém acreditam nisso, bem como os advogados da empresa, as secretárias
no escritório ao lado, os caixas no banco, os corretores na bolsa de va-
lores e os revendedores de automóveis da França à Austrália. Se o CEO
sozinho de repente deixasse de acreditar na existência da Peugeot, ele se-
ria levado imediatamente ao hospital psiquiátrico mais próximo e outra
pessoa ocuparia seu cargo.

De maneira similar, o dólar os direitos humanos e os Estados
Unidos da América existem na imaginação partilhada de bilhões de

 

 

pessoas, e um indivíduo sozinho não pode ameaçar sua existência. Se
eu, sozinho, deixasse de acreditar no dólar, nos direitos humanos ou nos
Estados Unidos, não faria muita diferença. Essas ordens imaginadas são
intersubjetivas, de modo que para mudá-Ias precisamos mudar simul-
taneamente a consciência de bilhões de pessoas, o que não é fácil. Uma
mudança de tal magnitude só pode ser alcançada com a ajuda de uma
organização complexa, como um partido político, um movimento ideo-
lógico ou um culto religioso. No entanto, para construir tais organiza-
ções complexas, é necessário convencer muitos estranhos a cooperarem
uns com os outros. E isso só acontecerá se esses estranhos acreditarem
em alguns mitos partilhados. Daí decorre que para mudar uma ordem
imaginada existente precisamos primeiro acreditar em uma ordem ima-
ginada alternativa.

Para desmantelar a Peugeot, por exemplo, precisamos imaginar
algo mais poderoso, como o sistema jurídico francês. Para desmantelar
o sistema jurídico francês, precisamos imaginar algo ainda mais podero-
so, como o Estado francês. E, se desejarmos desmantelar isso também,
teremos de imaginar algo ainda mais poderoso.

Não há como escapar à ordem imaginada. Quando derrubamos
os muros da nossa prisão e corremos para a liberdade, estamos, na ver-
dade, correndo para o pátio mais espaçoso de uma prisão maior.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
11/03/2018 às 00:00
Brasília - DF

Um best seller incensado por 10 entre 10 jornalistas brasileiros e estrangeiros. Por isso  comprei  Sapiens em janeiro de 2018.


 

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