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Me Chame Pelo Seu Nome

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Me Chame Pelo Seu Nome

Livro Ótimo - 2 opiniões

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Autor: André Aciman

Editora: Intrínseca

Assunto: LGBT

Traduzido por: Alessandra Esteche

Páginas: 287

Ano de edição: 2018

Peso: 380 g

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Excelente
Vitor Marciel Ferreira Paiva
20/03/2018 às 21:40
Nova Veneza - GO
Ameiiii belo livro muito bem escrito e conta a historia de uma maneira muito explícita ao leitor.

Bom
Marcio Mafra
29/01/2018 às 22:24
Brasília - DF
“Me Chame Pelo Seu Nome” do romancista norte americano André Aciman foi lançado nos EUA há um ou dois anos. Agora virou filme.
Com certeza será um sucesso de livraria e bilheteria, até porque concorre em diversas categorias do Oscar.
O enredo gira em torno da paixão alucinada de Elio, adolescente italiano de 17 ou 18 anos, pelo também jovem assistente de professor, o americano Oliver.
Oliver tinha sido convidado para passar as férias de verão na casa de praia, da família de Elio.
Sua família era altamente intelectualizada, e seu pai, à cada verão convidava um de seus assistentes para completar – durante as férias - seus trabalhos literários.
A história se passa entre literatura, música, poesia, filosofia e, claro, muito sexo. De temática forte e impactante, mesmo assim o autor domina a narrativa com um bom ritmo. Livro bom.

Marcio Mafra
29/01/2018 às 00:00
Brasília - DF

A história de Elio, jovem estudante, durante as férias escolares, na casa de praia de sua família, na Itália e Oliver, americano, assistente acadêmico do pai de Elio.

Num ambiente bem intelectualizado, eles vivem o verão entre música, poesia, filosofia, literatura e sexo.

Marcio Mafra
29/01/2018 às 00:00
Brasília - DF

Aquilo me fez rir e, de repente, eu estava totalmente nu sentindo o peso do lençol no meu pau, e não havia mais nenhum segredo no mundo, porque o desejo de estar na cama com ele era meu único segredo, e agora estava compartilhando a cama com ele.

Como era maravilhoso sentir suas mãos por todo o meu corpo embaixo dos lençóis, parecia que parte de nós, como um grupo adiantado de exploradores, já tinha chegado à intimidade, enquanto o restante, exposto do lado de fora dos lençóis, ainda estivesse lidando com minúcias, como os retardatários batendo os pés no frio enquanto todos já estão se aquecendo do lado de dentro da boate latada. Ele ainda estava vestido, e eu, não mais. Amei ficar nu diante dele.

Então ele me beijou, e me beijou de novo, mais profundamente na segunda vez, como se também estivesse por fim se libertando. Em algum momento percebi que ele já estava nu havia um tempo, embora não tenha percebido quando tirou a roupa, mas ali estava ele, nenhuma parte do seu corpo não me tocava. Onde eu havia estado? Tinha pensado em fazer a pergunta delicada, mas ela também já parecia ter sido respondida havia um tempo, porque quando finalmente tive coragem de perguntar, ele respondeu:
- Eu já disse, estou bem.
~ Eu disse que também estava bem?
-Sim.
Ele sorriu. Desviei o olhar, porque ele estava me encarando, e eu sabia que estava vermelho, e sabia que faria uma careta, embora quisesse que ele continuasse me encarando mesmo que aquilo me deixasse envergonhado, e queria continuar a encará-lo quando assumimos a posição que simulava uma luta livre, seus ombros roçando meus joelhos. Como tínhamos avançado desde aquela tarde em que tirei minha
cueca e coloquei seu calção de banho e pensei que aquilo seria o mais perto que seu corpo chegaria do meu. Agora isso. Eu estava na cúspide de algo, mas também queria que durasse para sempre, porque sabia que a partir dali não havia mais volta.

Quando aconteceu, aconteceu não como eu sonhei, mas com um grau de desconforto que me obrigou a revelar mais de mim do que eu gostaria. Tive um impulso de interrompê-lo e, quando ele percebeu, perguntou, mas eu não respondi, ou não sabia o que responder, e uma eternidade pareceu passar entre minha relutância em relação a tomar aquela decisão e o impulso dele de decidir por mim.

 

Deste momento em diante, pensei, deste momento em diante ... tive, como nunca antes, a nítida sensação de ter chegado a um lugar muito estimado, de querer aquilo para sempre, de ser eu, eu, eu, eu e mais ninguém, só eu, de encontrar em cada arrepio que percorria meus braços algo completamente novo, mas nada estranho, como se aquilo fizesse parte de mim a vida inteira, algo que eu tivesse perdido e ele tivesse me ajudado a encontrar. O sonho estava certo ... era como voltar para casa, como perguntar Onde eu estive todo esse  tempo? Que era outro jeito de perguntar Onde você estava durante minha infância, Oliver?

Que era ainda outro jeito de perguntar O que é a vida sem isso? Motivo pelo qual, no fim das contas, fui eu, e não ele, que deixou escapar, não uma, mas muitas, muitas vezes Você vai me matar se parar, você vai me matar se parar, porque também era meu jeito de unir o sonho e a fantasia, eu e ele, as palavras tão esperadas de sua boca para a minha boca e de volta para a dele, trocando palavras de boca em boca, que foi quando devo ter começado a proferir obscenidades que ele repetia depois de mim, baixinho no início, até que disse:

- Me chame pelo seu nome e eu vou chamar você pelo meu.

Era algo que eu nunca tinha feito na vida e, assim que disse meu próprio nome como se fosse dele, fui levado a  um domínio que nunca tinha compartilhado com ninguém, e que não compartilhei desde então.

 

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  • O AMOR QUE OUSA DIZER O NOME

    Autor: Vivien Lando

    Veículo: Caderno Eu & Fim de Semana - Jornal Valor Econômico, edição sexta feira, 2/2/2018

    Fonte: Jornal Folha de São Paulo, edição 2 fevereiro 2018

    Existem livros feitos para serem filmados. Não necessariamente na intenção do autor, mas na incompletude que apresentam. Ou seja, quando a primeira arte, naquela antiga acepção grega, não faz jus à classificação, a sétima arte, muito posterior, sente-se à vontade para se apropriar do núcleo central e descartar os fiapos. O oposto também é verdadeiro. As grandes obras literárias, de "Guerra e paz" a "Os Maias", passando por uns tantos Machado de Assis e Proust, não costumam chegar incólumes às telas. Elas se bastam no canal de expressão em que nasceram e dispensam versões novidadeiras. Claro, com as honrosas exceções de "Morte em Veneza" (do original de Thomas Mann) e"O Poderoso Chefão (Mario Puzzo ). "Me Chame pelo Seu Nome", escrito em 2007pelo americano nascido em Alexandria hâ 67 anos André Aciman, como que suplica para ser arrebatado por algum roteirista talentoso. Deu sorte: James Ivory mergulha as mãos num texto quase anódino à primeira vista e extrai dele a base para um longa-metragem senão genial, ao menos Oscarizável, indicado para melhor filme, roteiro adaptado, ator e canção. Não é pouco. Da mesma forma, o garoto Elio, entorpecido pelo sol do verão italiano e pelo desejo florescente aos 17 anos, procura desesperadamente a anuência e reciprocidade de Oliver - o visitante bonitão de 24 anos que vem se hospedar na casa de seus pais para a temporada. Enquanto a sedução corre por meio de partituras musicais e teses literárias, de corridas matinais, nadadas e pescarias, o jovem apaixonado vai analisando a personalidade do amado, detectando suaves traços de psicopatia no homem que dá e tira seu afeto e seu sorriso de acordo com a necessidade de manipulação. Citações e excitações. "Nada do que fazia ou dizia era por acaso. Ele sabia interpretar qualquer pessoa, exatamente porque a primeira coisa que procurava nos outros era aquilo que tinha visto em si mesmo e não queria que os outros vissem." Enquanto evolui em semelhantes digressões psicológicas, o narrador vai se enjaulando numa primeira pessoa egoísta, que vai muito pouco além de suas medíocres conclusões. E já que a meta é levar o loiro lindo para a cama, nada disso faz muita diferença. Após o objetivo alcançado, "Me Chame Pelo se Nome" aparenta ter também atingido algum tipo de orgasmo e se libertado da espera. É dali para frente que tanto a paixão dos dois rapazes quanto a escrita que os inventa abandona o estereótipo e faz algumas manobras arriscadas em direção à boa criação. Um novo livro escapa da proposta inicial. Simplesmente porque o novo protagonista é ninguém menos que o Tempo, o grande deus Chronos, guardião da sabedoria provinda da experiência. Enfim, o melhor parceiro que o homem encontrou para transcender. É quando os garotos,já homens, abandonam o jogo de espelhos e egos e enfrentam a autonomia que os anos lhes trouxeram, que a relação se toma interessante, o romance, atraente e o filme, justificável. A modorra solar do beira-mar transforma-se em objetividade e vida adulta. E a memória de ambos, que se lembram de absolutamente tudo o que passaram juntos, permite finalmente a cumplicidade e envolvimento do leitor. Em tempo: chamar o outro pelo próprio nome é código milenar dos felizes detentores do amor avassalador. Eu sou você. Você é eu. Não foram eles que inventaram.
  • Delicado e Direto

    Autor: Nahima Maciel

    Veículo: Correio Braziliense, edição 21 janeiro de 2018 - Diversões e Arte, pagina 6

    Fonte: Correio Braziliense

    André Aciman começou a escrever Me chame pelo seu nome como um escape. Trabalhava em um romance complicado, que não avançava, e resolveu se distrair com outra coisa. Além disso, as férias anuais com os filhos e a mulher em uma casa alugada na Toscana não deram certo e foi preciso passar o verão em Nova York mesmo. Aciman começou, então, a imaginar uma história passada em uma casa semelhante à pintada por Claude Monet em série dedicada à paisagem da Toscana. A história de amor entre o adolescente Elio e o professor universitário americano Oliver foi escrita em quatro meses e gerou uma reação que Aciman, 67 anos, não esperava. "O livro se vendeu da noite para o dia e teve um sucesso notável nos Estados Unidos e na Itália", conta. "Uma coisa que eu nunca entendi é por que as pessoas ficaram tão emocionadas com esse romance. Elas choravam." Aciman compreendia a emoção pessoal enquanto escrevia porque o livro é baseado em sua própria história. Elio tem muito do próprio autor e algumas de suas experiências no romance também foram vividas por Aciman. "Era uma história que eu conhecia bem, que eu meio que vivi, mas não sabia que havia comunicado essa emoção ao leitor. Não tinha noção, conta, agora na expectativa com o lançamento do filme. Dirigido pelo italiano Luca Guadagnino, o longa estrelado por Armie Hammer e Timothée Chalamet foi indicado a três Globos de Ouro, chamou a atenção em Sundance e é cotado para concorrer a melhor filme no Oscar de 2018. Aciman não chegou a participar da adaptação do roteiro, assinado por James Ivory, mas ajudou com algumas pequenas correções. O resultado final, ele garante, guarda o essencial do livro. "Houve mudanças porque um filme não pode ter tudo, mas eles fizeram um excelente trabalho e não tive do que reclamar. O filme conseguiu captar a história, as emoções, e o espírito do livro está totalmente lá", diz, em entrevista pelo telefone, de Nova York, onde mora. Publicado em 2010, Me chame pelo seu nome é considerado uma pérola bem guardada da literatura LGBT. A linguagem direta e, mesmo assim, carregada de delicadeza, captura o leitor do início ao fim. Aciman não gosta de descrições nem de realismos, por isso raramente escreve os nomes dos personagens ou descreve paisagens. E se esquiva de nomear a cidade no norte da Itália na qual se passa a narrativa. Fala apenas em B., mas admite, em entrevista, se tratar da região de Bordighera, cidadezinha encrustada na região da Ligúria, à beira mar, quase um clichê da languidez que se pode experimentar na riviera italiana. Ali, Elio passa as férias de verão da família e , para quebrar o tédio, os pais do rapaz costumam alugar um quarto da casa para algum escritor, intelectual ou artista trabalhar sossegado. Nessa situação se encontra Oliver, professor universitário americano, por quem Elio se apaixona. A narrativa transita entre os desejos e fantasias do rapaz e a ex pectativa de realização do encontro. Elio é extremamente culto e instruído, toca piano e é dono de uma personalidade irônica e cínica. Narrado em primeira pessoa, o romance mergulha nos sentimentos do rapaz e na incompreensão de seu objeto de desejo. Nem ele, e consequentemente, nem o leitor, entendem muito bem quem é Oliver. É dessa tensão que a narrativa se alimenta. O filme não acompanha o final do livro: acaba antes, mas foi revelador para Aciman "O final do filme, quando Elio olha a chaminé, é muito emotivo e me fez compreender o fim do livro: Eu sentia a tristeza e, ao mesmo tempo, a esperança que temos quando somos jovens", revela o autor. Como Elio, André Aciman vem de uma família ancorada em várias culturas. Nascido em Alexandria (Egito), de origem francesa e família judia, precisou deixar o país por causa do antissemitismo. Estudou em Harvard, deu aulas em Princeton e hoje é professor do The Graduate Center, em Nova York. Aos 17 anos, já tinha lido todos os clássicos da literatura e, desde sempre, queria morar nessa casa toscana pintada por Monet no século 19.
Marcio Mafra
29/01/2018 às 00:00
Brasília - DF

A história de Elio e Oliver virou filme, lançado no Brasil em janeiro de 2018. Concorre em não sei quantas categorias do Oscar deste ano.

Então, jornais, revistas, sites, facebook e qualquer outra rede social fala muito do filme.

Virou moda.

Comprei o livro.


 

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