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Nós Somos a Mudança Que Buscamos

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Nós Somos a Mudança Que Buscamos

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Autor: E J Dionne Jr

Editora: Best Seller

Assunto: Discurso

Traduzido por: Clóvis Marques

Páginas: 318

Ano de edição: 2017

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Excelente
Marcio Mafra
23/01/2018 às 22:48
Brasília - DF
Este é um livro impressionante e comovedor.
“Nós Somos a Mudança que Buscamos” não é só um livro contendo os 27 melhores discursos do Presidente Barack Obama.
São discursos muito bem estruturados, que emocionam pela clareza, que traduzem a essência do pensamento de Obama.
Ele marcou seu tempo na Presidência, não somente por ser afro descendente, mas porque fez um governo que ao invés de perseguir opositores, perseguiu a busca por um país mais justo, mais democrático, mais feliz e mais igualitário.
Os mesmos ideais propagou pelo mundo todo fazendo acreditar que os EUA é respeitado como o país mais poderoso do planeta, não somente pela sua riqueza e força militar, mas, sobretudo, pelo seu sistema democrático, adotado pelos pais da pátria, há quase 250 anos.
Leitura muito agradável. Livro excelente.

Marcio Mafra
23/01/2018 às 00:00
Brasília - DF

São vinte e sete melhores discursos do Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, o primeiro afro descendente da historia daquele país a ocupar a Casa Branca. 

Marcio Mafra
23/01/2018 às 00:00
Brasília - DF

Mas as leis por si mesmas não bastam. É preciso mudar os corações. Não haverá uma mudança da noite para o dia. Muitas vezes as atitudes sociais levam gerações para mudar. Mas para que nossa democracia funcione em um país cada vez mais diversificado, cada um de nós precisa tentar ouvir o conselho de um grande personagem da ficção americana - Atticus Finch -, que disse: 
"a gente não entende realmente uma pessoa enquanto não encarar as coisas do seu ponto de vista [ ... ] enquanto não entrar na sua pele e andar por aí nela,"

Para os negros e outros grupos minoritários, isto significa vincular nossas lutas muito concretas pela justiça aos desafios enfrentados por muitas pessoas no país - não só os refugiados ou os imigrantes, os pobres do meio rural ou os americanos transgênero, mas também o sujeito branco de meia-idade que, em um primeiro olhar, pode parecer desfrutar de vantagens, mas viu seu mundo virar de ponta-cabeça com as mudanças econômicas e culturais e tecnológicas. Nós precisamos prestar atenção, ouvir.

Para os americanos brancos, significa reconhecer que os efeitos da escravidão e de Iim Crow não desapareceram de uma hora para outra na década de 1960 – reconhecer que quando grupos minoritários manifestam insatisfação não estão apenas praticando uma forma invertida de racismo ou sendo politicamente corretos. Quando promovem protestos pacíficos, não estão exigindo  tratamento especial, mas o tratamento igual prometido pelos Pais da Pátria.


Para os americanos nativos, significa lembrar a nós mesmos que os estereótipos de hoje sobre os imigrantes eram ditos, quase palavra por palavra,a respeito dos irlandeses, dos italianos, dos poloneses - que, segundo se dizia, destruiriam o caráter fundamental dos Estados Unidos. E na verdade os Estados Unidos não foi enfraquecida pela presença desses recém-chegados; eles abraçaram o credo da nossa nação, e nossa nação se viu fortalecida.

Assim, independentemente da posição que ocupamos, todos nós precisamos tentar com mais afinco. Precisamos todos partir do princípio de que cada um dos nossos concidadãos ama o país tanto quanto nós; de que eles dão valor ao empenho no trabalho e à família, assim como nós; de que seus filhos são tão curiosos e esperançosos e dignos de amor quanto os nossos.

E isso não é fácil. Para muitos de nós, tornou-se mais seguro o retiro em nossas bolhas, seja no bairro ou nos campus universitários ou nos locais de culto, ou especialmente nas mídias sociais, cercados de pessoas que se parecem conosco, têm os mesmos pontos de vista políticos e nunca contestam nossos pressupostos. A intensificação dos partidarismos, a crescente estratificação econômica e regional, a ramificação dos nossos meios de comunicação em canais para todos os gostos - tudo isto faz com que esse tipo de separação pareça natural e até inevitável. E cada vez mais ficamos tão seguros em nossas bolhas de começamos a aceitar apenas informações, sejam verdadeiras ou não, que estejam de acordo com nossas opiniões, em vez de basear nossas opiniões nos fatos que se apresentam.

E essa tendência representa uma terceira ameaça a nossa democracia.

Mas a política é uma batalha de ideias. Assim é que nossa democracia foi concebida. em um debate saudável, damos prioridade a metas diferentes, e aos diferentes meios de alcançá-Ias. Mas sem uma base comum de fatos, sem a disposição de aceitar novas informações e reconhecer que o adversário pode ter um ponto de vista justo, e que a ciência e a razão são importantes - o que vamos é ficar falando sem nos ouvir uns aos outros, tornando impossível encontrar um terreno comum e chegar a um acordo.

E em parte não é isto que tantas vezes torna a política tão desanimado a? Como é possível que representantes eleitos se enfureçam com déficíts quando propomos gastar dinheiro no pré-escolar, mas não quando cortamos impostos de grandes empresas? Como é que desculpamos lapsos éticos no nosso partido, mas reagimos de imediato quando o outro partido faz o mesmo? Não é apenas desonesto, ceder a esse tipo de triagem dos fatos; é contraproducente. Pois, como costumava dizer minha mãe, a realidade sempre dá um jeito de nos alcançar.

Vejamos por exemplo o desafio das mudanças climáticas. Em apenas  oito anos, reduzimos à metade nossa dependência do petróleo estrangeiro; duplicamos nossa energia renovável; conduzimos o mundo a um acordo que representa a promessa de salvar o planeta. Mas sem uma ação mais ousada nossos filhos não terão tempo de debater a existência das mudanças  climáticas. Estarão ocupados com seus efeitos: mais catástrofes ambientais, mais perturbações econômicas, ondas de refugiados buscando acolhida.

É possível, e mesmo desejável, discutir sobre a melhor abordagem para resolver o problema. Mas simplesmente negá-lo é uma traição não só das futuras gerações como do espírito essencial do nosso país: o espírito essencial de inovação e solução prática de problemas que orientava nossos fundadores.
Esse espírito, derivado do lluminismo, é que nos transformou em uma potência econômica - o espírito que alçou voos em Kitty Hawk" e cabo Canaveral; o espírito que cura doenças e põe um computador no bolso de cada um.


Foi esse espírito - a fé na razão, na iniciativa, na primazia do direito sobre a força - que nos permitiu resistir à tentação do fascismo e da tirania durante a Grande Depressão; que nos permitiu construir depois da
Segunda Guerra Mundial uma ordem mundial com outras democracias, uma ordem não só baseada na força militar ou nas filiações nacionais, mas construída sobre princípios: o império da lei, os direitos humanos, a liberdade de religião, de expressão e de reunião e uma imprensa independente.

Essa ordem está sendo desafiada hoje - primeiro por fanáticos violentos  que alegam falar pelo islã; mais recentemente, por autocratas que, em capitais estrangeiras, veem o livre mercado e as democracias abertas e a própria sociedade civil como uma ameaça ao seu poder. O perigo que cada um deles oferece a nossa democracia é de muito maior alcance que uma bomba ou um míssil. Ele representa o medo da mudança; o medo de pessoas que falam ou rezam diferente. ou têm uma aparência diferente; um desprezo pelo império da lei, que obriga os dirigentes a prestar contas; a intolerância da divergência e do livre pensar; a crença de que a espada ou o revólver ou a bomba ou a máquina de propaganda é o supremo árbitro do que está certo ou errado.


Em virtude da extraordinária coragem dos nossos homens e mulheres uniformizados. em virtude dos nossos funcionários de inteligência, do policiamento e dos diplomatas que apoiam nossas tropas, nenhuma organização terrorista estrangeira conseguiu planejar e executar um atentado em nossas terras nos últimos oito anos. E embora Boston, Orlando, San Bernardino e Fort Hood nos lembrem como a radicalização pode ser perigosa. nossos organismos de manutenção da ordem pública estão mais eficazes e vigilantes que nunca. Eliminamos dezenas de milhares de terroristas - entre eles bin Laden. A coalizão global que estamos liderando contra o Estado Islâmico eliminou seus líderes, privando-o de cerca de metade do seu território. O Estado Islâmico será destruí do. e ninguém que ameace os Estados Unidos jamais estará em segurança.


E a todos que serviram ou estão servindo, quero dizer que tem sido a honra da minha vida ser o seu comandante-em-chefe. E todos nós temos com vocês um profundo débito de gratidão.
Mas a proteção do nosso modo de vida não é função apenas das nossas forças armadas. A democracia pode perder terreno quando cedemos ao medo. Assim, assim como devemos. como cidadãos, manter-nos vigilantes contra a agressão externa, precisamos também nos prevenir contra um enfraquecimento dos valores que nos constituem.

É por isso que, nos oito últimos anos, trabalhei no sentido de estabelecer a luta contra o terrorismo sobre bases jurídicas mais sólidas. Foi por isso que acabamos com a tortura, trabalhamos para fechar a base naval
da baía de Guantânamo, revimos nossas leis de vigilância para proteger a privacidade e as liberdades civis. Por isto rejeito a discriminação contra os americanos muçulmanos. que são tão patriotas quanto nós.
E é por isso que não podemos nos retirar dos grandes combates globais - expandir a democracia e os direitos humanos e os direitos das mulheres e os direitos LGBT. Por imperfeitos sejam nossos esforços, por conveniente possa parecer ignorar esses valores. isto faz parte da defesa dos Estados Unidos. Pois o combate ao extremismo. à intolerância, ao sectarismo e ao chauvinismo são parte integrante da luta contra o autoritarismo e a agressão nacionalista. Se o alcance da liberdade e o respeito ao império da lei recuarem no mundo, a probabilidade de guerra nas nações e entre elas aumentará, e em algum momento nossa própria liberdade será ameaçada. 

Sejamos, portanto, vigilantes, mas sem medo. O Estado Islâmico tentará matar pessoas inocentes. Mas não é capaz de derrotar os Estados Unidos, a menos que traiamos nossa Constituição e nossos princípios nesse combate. 


Rivais como a Rússia ou a China não têm como competir com nossa influência no mundo - a menos que venhamos a abrir mão daquilo que defendemos, transformando-nos em mais um grande país que oprime vizinhos menores.
O que me leva à questão final: nossa democracia é ameaçada sempre que a temos como adquirida e certa. Todos nós, independentemente de partidos, devemos abraçar sem hesitação a tarefa de reconstruir nossas instituições democráticas. Quando os índices de comparecimento eleitoral nos Estados Unidos estão entre os mais baixos nas democracias avançadas, devemos tornar mais fácil, e não mais difícil, o ato de votar. Quando a confiança em nossas instituições cai, devemos reduzir a influência corrosiva do dinheiro na nossa política, insistindo nos princípios da transparência e da ética no serviço público. Quando o Congresso não funciona a contento, devemos levar nossos distritos eleitorais a estimular os políticos a recorrer ao senso comum, e não a extremos de rigidez.

Mas é preciso lembrar que nada disso acontece de forma espontânea. 

Tudo isso depende da nossa participação; de que cada um de nós aceite a responsabilidade da cidadania, independentemente da direção tomada pelo pêndulo do poder.
Nossa Constituição é um presente único e maravilhoso. Mas, na realidade, é apenas um pergaminho. Não tem poder próprio. Nós, o povo, somos quem lhe conferimos poder. Nós, o povo, lhe conferimos significado. Com nossa participação e as escolhas que fazemos, as alianças que forjamos. Posicíonar-nos ou não pelas liberdades. Respeitar e fazer valer ou não o império da lei. Depende de nós. Os Estados Unidos não são algo frágil. Mas as conquistas da nossa longa jornada em direção à liberdade não estão garantidas.

No seu discurso de despedida, George Washington escreveu que o autogoverno é o alicerce da nossa segurança, da nossa prosperidade e da nossa liberdade, mas que, "por diferentes causas e partindo de diferentes direções, muitas dores serão experimentadas [ ... ] para debilitar nas vossas mentes a convicção dessa verdade': Devemos portanto preservar essa verdade com "zelosa ansiedade"; devemos rejeitar "o primeiro alvorecer de qualquer ten tativa de alienar qualquer parte do nosso país do resto ou de debilitar os vínculos sagrados" que nos fazem um só. 

Estados Unidos, nós enfraquecemos esses vínculos quando permitimos que nosso diálogo político se torne tão desgastante que pessoas de boa índole sequer se dispõem a entrar para o serviço público; tão áspero
e carregado de rancor que os americanos dos quais discordamos não são considerados equivocados, mas mal-intencionados. Debilitamos esses laços quando consideramos que alguns de nós são mais americanos que outros; quando descartamos todo o sistema como algo inevitavelmente corrupto e quando cruzamos os braços e pomos a culpa nos líderes que elegemos, sem examinar o papel que nós mesmos representamos ao elegê-los, Cabe a cada um de nós ser esse guardião ansioso e zeloso da nossa democracia; abraçar a alegre tarefa que recebemos de tentar permanentemente melhorar esta nossa grande nação. Pois apesar de todas as nossas divergências exteriores, na verdade compartilhamos o mesmo título orgulhoso, o cargo mais importante de uma democracia: cidadão.

Cidadão.

Como veem, portanto, é o que nossa democracia exige. Ela precisa de vocês. Não apenas quando há uma eleição, não só quando seus interesses pessoais estão em jogo, mas ao longo de toda uma vida. Se você está cansado de discutir com estranhos na internet, experimente falar com um deles na vida real. Se algo precisa ser consertado, arregace as mangas e organize um movimento. Se os políticos que elegeu o decepcionaram, pegue uma prancheta, consiga algumas assinaturas e concorra você mesmo a um cargo público. Mostre a cara. Entre na dança. Fique nela.

Algumas vezes você vai vencer. Outras, perderá. Partir do princípio de que existe um reservatório de boa vontade nas outras pessoas pode ser arriscado, e haverá vezes em que o processo todo o deixará decepcionado. Mas para  aqueles de nós que tivemos a sorte de fazer parte desse trabalho, e de vê-lo de perto, devo dizer que é algo capaz de estimular e inspirar. E a maior parte das vezes, sua fé nos Estados Unidos - e nos americanos - será corroborada.

A minha sem dúvida foi. Ao longo desses oito anos, eu vi as expressões esperançosas de jovens formandos e dos nossos novos oficiais militares.

Pranteei com famílias enlutadas em busca de respostas, e encontrei a graça em uma igreja de Charleston. Vi nossos cientistas ajudarem um homem paralisado a recobrar o tato. Vi soldados feridos que a certa altura eram dados como mortos voltarem a andar. Vi nossos médicos e voluntários reconstruírem depois de terremotos e impedirem a disseminação de pandemias após as catástrofes. Vi as menores crianças nos lembrarem com seus atos e sua generosidade de nossa obrigação de cuidar dos refugiados, ou de trabalhar pela paz e, acima de tudo, de cuidar uns dos outros. De modo que essa fé que depositei tantos anos atrás, não longe daqui, na capacidade dos americanos comuns de promover a mudança - essa fé foi recompensada de formas que eu jamais poderia ter imaginado. E espero  que a fé de vocês também. Alguns de vocês aqui presentes esta noite ou assistindo em casa estavam lá conosco em 2004, em 2008, em 2012 - talvez ainda não consigam acreditar que alcançamos tudo isso. Pois quero dizer- lhes: vocês não são os únicos.

 

 

 


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Marcio Mafra
23/01/2018 às 00:00
Brasília - DF

Em novembro de 2017, José Carlos Magalhães Pinto, empresário e Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do DF, me presenteou “Nós Somos a Mudança Que Buscamos”


 

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