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Ainda Estou Aqui

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Ainda Estou Aqui

Livro Bom - 1 opinião

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Autor: Marcelo Rubens Paiva

Editora: Alfaguara

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 295

Ano de edição: 2015

Peso: 395 g

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Bom
Marcio Mafra
26/11/2017 às 00:53
Brasília - DF
Quase trinta anos depois do lançamento de seu livro de maior sucesso “Feliz Ano Velho”, no qual o autor, Marcelo Rubens Paiva contava o acidente que o deixou numa cadeira de rodas pelo resto da vida, ele volta agora com “Ainda Estou Aqui”.
O ponto de partida deste novo livro é a sua própria infância, quando ficou traumatizado pelo desaparecimento do pai.
No entanto este novo livro não conta a história do pai, e sim de sua mãe, Eunice Paiva.
Ela sim, foi a grande heroína da vida de Marcelo e seus outros quatro irmãos.. . O pai foi vitima da ditadura, enquanto a mãe lutou para derrubar a ditadura.
De certa forma conseguiu. O termino da história é melancólica. Mediano.

Marcio Mafra
26/11/2017 às 00:00
Brasília - DF

A história de Eunice Paiva, mulher de Rubens Paiva, Deputado Federal, que foi cassado, exilado e assassinado pelos militares do famigerado Golpe de 1964.

Rubens Paiva foi visto pela ultima vez, em 21 ou 22 de janeiro de 1971, nas dependências do DOI - CODI, Rio de Janeiro, de onde desapareceu.

Seu corpo nunca foi encontrado.

Eunice Paiva é mãe do autor e de outros quatro filhos.

Depois que o marido desapareceu ela voltou a estudar, formou-se em direito e foi uma defensora dos direitos humanos.

Sua ultima luta foi contra o Alzheimer. Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e de seu filho. 

Marcio Mafra
26/11/2017 às 00:00
Brasília - DF

Éramos considerados os "secundaristas", o apoio ou  massa de manobra, termo pejorativo. A liderança estudantil pedia calma e que não revidássemos as provocações da repressão. Mas o que fazer contra os cavalos que avançavam sobre velhinhas religiosas da ala católica que apoiava a luta, organizada pelo bispo comunista dom Paulo Evaristo Arns, do Movimento Contra a Carestia,
que eu nem sabia o que significava, e que eram as que mais gritavam "mais feijão, menos canhão!"? Minha ira foi detonada no dia em que vi uma bomba de efeito moral ser atirada contra elas. Num gesto instintivo, chutei a bomba de volta, que estourou entre os pés de um grupo de policiais com escudos, capacetes e cassetetes, que rosnavam e se preparavam para sair batendo. Foi minha
grande contribuição para combater a ditadura.

Certa vez, eu estava acuado com meus amigos existencialistas numa rua estreita da praça da Sé. Meganhas jogaram em nossa direção bombas de fumaça colorida. Que devolvemos antes de estourar. Eram bombas incríveis, com fumaças fosforescentes, lindas, que coloriam o cinza e a pátina do centro velho de São Paulo.

Gostava quando atiravam aquelas bombas. Elas não nos intoxicavam, serviam para nos marcar. Bombas inúteis, porque corríamos para o metrô e a polícia não nos achava, independentemente de estarmos manchados de roxo, laranja, verde-limão. Não as usam mais.
Então, nos especializamos. Em todas as passeatas - pela Anistia, liberdades democráticas, contra a carestia, contra a censura, em apoio às greves dos metalúrgicos - ficávamos pelos cantos, observando a movimentação da tropa, de olho naqueles que portavam bombas nos cintos. Quando eles começavam a jogar, chutávamos de volta. As coloridas podíamos pegar pelo corpo da lata,
com calma, evitando o jato de fumaça, e devolver pelo ar, caprichosamente, ou com ternura, para riscar o céu de cor, como uma pincelada sobre uma tela urbana.

Chegou a hora do vestibular, eu tinha que escolher a carreira no formulário da Fuvest, um X nas várias opções, um X para o resto da vida, o pequeno X que seria determinante para o meu futuro. Que importância um mísero rabisco ... Você é o único homem da casa. Não é um moleque como os outros. Você tem responsabilidades. Tem que cuidar delas.

Como sempre fui bom em física e matemática, frequentei aulas de exatas no colegial. Mas minhas opções eram conflitantes:
I. Engenharia, seguindo uma tradição e pressão pessoal (o único homem da casa, não um moleque), uma pressão da minha mãe (responsabilidades, cuidar delas, cuidar delas, responsabilidades).
2. Filosofia, uma carreira platônica, reprimida.
Bem, os primeiros filósofos eram matemáticos, e os primeiros físicos eram filósofos. Não era tão estranho ser bom em matemática e física e querer filosofar. Matemática e filosofia nasceram juntas. Os pré-socráticos Tales de Mileto e Pitágoras eram matemáticos. O segundo chegou a definir o mundo como uma sequência numérica; para ele, os números explicavam tudo.
Uma amiga filósofa me disse que os filósofos estão na sua maioria sempre se arrastando existencialmente, sofrem de depressão ontológica e estresse metafísico. Me
identifiquei. Sempre vivi em estresse metafísico. Nasci com estresse metafísico. Minha insônia era causada por estresse metafísico. 


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Marcio Mafra
26/11/2017 às 00:00
Brasília - DF

Desde 2015 que Ainda Estou Aqui é muito falado na imprensa especializada para o lançamento de livros.

Marcelo Rubens Paiva é autor do Feliz Ano Novo. Impossivel não comprar seu novo livro. Espero que seja tão bom como aquele.


 

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