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Dois a Dois

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Dois a Dois

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Autor: Nicholas Sparks

Editora: Arqueiro

Assunto: Romance

Traduzido por: Fernanda Abreu

Páginas: 512

Ano de edição: 2017

Peso: 570 g

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Bom
Marcio Mafra
12/11/2017 às 22:05
Brasília - DF
Dois a Dois é um romance escrito pelo Nicholas Sparks, campeão de bilheteria.
Uma história do tipo "o amor vence sempre" - comprida e longa - que dá para refletir, rir e se comover.
Por vezes é monótona e repetitiva. Por vezes óbvia demais.
Russ é o personagem central, que fazia tudo certinho na vida familiar, profissional e amorosa.
Certinho demais.
Politicamente correto com sua filhinha, com a mulher que o trocou pelo chefe dele sem dar-lhe a menor satisfação,
com seus pais, sua irmã e até com sua ex-namorada.
O livro é bem escrito – bem traduzido – mas se o leitor se descuidar pode ficar com sua roupa toda salpicada, porque das páginas de Dois a Dois escorre açúcar.

Marcio Mafra
12/11/2017 às 00:00
Brasília - DF

A história de Russel Green, publicitário, que leva um chute de sua mulher, quando estava sem emprego e começando uma nova atividade profissional.

Ele se dedica a educação de sua filhinha de 6 anos e vai vivendo até que....

Marcio Mafra
12/11/2017 às 00:00
Brasília - DF

Ser o único provedor da família não era fácil. Muitas vezes eu terminava a semana exausto, mas uma sexta-feira à noite em especial foi pior do que as outras. No dia seguinte, London faria um ano, e eu havia passado o dia mergulhado numa série de vídeos que fazia parte de uma importante campanha publicitária da Empreendimentos Spannerman, a maior construtora da região sudeste.

 

 

A agência estava ganhando uma pequena fortuna com a conta, e os executivos da Spannerman eram particularmente exigentes. Cada estágio do projeto tinha um prazo, e o próprio Spannerman, dono de uma fortuna de 2 bilhões de dólares, tornava os prazos ainda mais difíceis de cumprir. Ele precisava aprovar cada decisão, e eu tinha a impressão de que ele desejava tornar minha vida o pior possível. Não havia dúvida de que ele não simpatizava comigo. Era o tipo de cara que adora se cercar de mulheres lindas.
 

 

Como os executivos, na maioria, eram mulheres, e bonitas, nem preciso dizer que Spannerman e Jesse Peters se davam muito bem. Eu, por minha parte, desprezava tanto o homem quanto sua empresa. Spannerman tinha fama de não respeitar os regulamentos e pagar propina  a políticos, principalmente para burlar a legislação ambiental, e os jornais estavam cheios de artigos que acabavam com ele e com a empresa.

 

E esse era um dos motivos que o levaram a contratar a nossa agência: a imagem da
construtora precisava de uma reformulação pesada.

Eu tinha passado a maior parte do ano trabalhando feito um condenado na conta da Spannerman, e foi de longe o pior ano da minha vida. Detestava ir para o trabalho, mas, como Peters e Spannerman eram amigos, eu guardava meus sentimentos para mim. Só pude respirar aliviado quando a conta acabou sendo passada para outra pessoa na agência. O cliente queria uma executiva mulher, o que não foi surpresa para ninguém. Se eu tivesse sido forçado a continuar com a conta, provavelmente teria acabado me demitindo.

 

 

Jesse Peters acreditava nos bônus como um jeito de manter a equipe motivada e, apesar do estresse sem fim de lidar com a conta da Spannerman, eu consegui todos os bônus possíveis. Fui obrigado a fazer isso. Nunca me sentia satisfeito a menos que conseguisse pôr dinheiro na poupança e na nossa carteira de investimentos, mas os bônus também ajudavam a pagar em dia as faturas do cartão de crédito. Em vez de diminuírem, nossas despesas mensais tinham aumentado no último ano, apesar das promessas de Vivian de cortar as "coisas para resolver", que era como ela havia começado a se referir às compras. Vivian parecia incapaz de entrar na Target ou no Walmart sem gastar pelo menos 200 dólares, mesmo que tivesse ido só comprar sabão em pó. Eu não conseguia entender esse comportamento. Imaginava que comprar devia preencher uma espécie de vazio dentro dela. Nos dias em que estava particularmente exausto, me sentia magoado e usado. Mas, sempre que eu tentava conversar sobre o assunto, nós discutíamos. Mesmo quando não nos exaltávamos, contudo, pouca coisa parecia mudar. Ela garantia que só comprava o que precisávamos ou que eu tinha sorte porque ela havia aproveitado uma promoção.

 

 

Nessa sexta-feira, entretanto, essas preocupações pareciam distantes. Ao
entrar na sala, vi London no cercadinho, e ela me presenteou com o tipo de
sorriso que nunca deixava de me emocionar. Vivian, mais linda do que nunca, folheava uma revista de casa e jardim no sofá. Beijei minha filha e depois minha mulher, envolto no cheiro de talco infantil e perfume.

 

 

Durante o jantar, conversamos sobre o que cada um de nós tinha feito naquele dia, e então começou o processo de preparar London para dormir.
 

Vivian foi na frente, deu-lhe banho e a vestiu com o pijama; eu li uma história para ela e a acomodei na cama, sabendo que ela pegaria no sono em poucos minutos.

 

Tornei a descer, me servi de vinho, e notei que a garrafa estava quase vazia, o que significava que Vivian devia estar na segunda taça. A primeira era um talvez no quesito sexo; já a segunda tornava a coisa provável e, por mais que eu estivesse cansado, me animei.

 

 

Vivian continuava folheando a revista quando me sentei ao lado dela.

Dali a algum tempo, inclinou a revista na minha direção.  

 

- o que acha desta cozinha? - perguntou.

 

A cozinha da foto tinha armários creme com bancadas de granito marrom, e os detalhes do acabamento seguiam a mesma paleta de cores. No meio, uma ilha cercada por utensílios profissionais reluzentes. Uma verdadeira fantasia burguesa.

- É linda - admiti.

- Não é? Tem tanta classe ... E adorei a iluminação. Esse lustre é um arraso.

Eu, que não prestara atenção nas luminárias, observei mais de perto.
- Nossa. Demais.

- A reportagem diz que reformar a cozinha quase sempre valoriza um imóvel. Se algum dia a gente decidir vender a casa.
- Por que a gente faria isso? Eu adoro esta casa.

- Não estou dizendo que vamos vender agora. Mas não vamos morar aqui para sempre.

Estranhamente, nunca tinha me passado pela cabeça que não moraríamos ali para sempre. Afinal de contas, meus pais ainda viviam na mesma casa em que eu fora criado. Mas não era sobre isso que Vivian queria falar.

 


- Você provavelmente está certa quanto à valorização - continuei. - Só não sei se a gente pode se dar ao luxo de reformar a cozinha agora.
- Temos dinheiro guardado, não temos?

- Sim, mas é nosso fundo de reserva. Em caso de emergência.

- Tudo bem - disse ela, e ouvi a decepção na sua voz. - Foi só uma ideia.

Observei-a dobrar cuidadosamente o canto da página para poder encontrar a foto depois e me senti um fracasso. Detestava decepcioná-Ia. 


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Marcio Mafra
12/11/2017 às 00:00
Brasília - DF

Comprei este livro porque seu autor, Nicholas Spark já vendeu 100 milhões de exemplares. Então, certamente, o livro fará sucesso na Livronautas

 


 

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