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Devoradores de Sombras

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Devoradores de Sombras

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Autor: Richard Lloyd Parry

Editora: Três Estrelas

Assunto: Criminalidade

Traduzido por: Rogerio Bettoni

Páginas: 493

Ano de edição: 2015

Peso: 595 g

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Ótimo
Marcio Mafra
15/06/2017 às 22:56
Brasília - DF
O autor, jornalista britânico Richard Lloyd com seu livro Devoradores de Sombras reconstitui um crime bárbaro mostrando “a loucura e das pessoas que comem a escuridão”, se é que isso é possível.
Ele conta tudo que aconteceu com Lucie Blackman: a agitação da mídia em Londres e em Tóquio, toda a longa e complicada investigação da polícia japonesa, os crimes sexuais que acabaram desvendados, incluindo os crimes do principal suspeito da morte de Lucie, um milionário excêntrico de nome Obara. A tristeza e desavenças da família da vítima, suas tragédias, suas vidas pregressas e ainda, as disputas e o dinheiro movimentado pelo submundo da noite.
É um livro denso, uma história complicada que, mesmo em se tratando de um caso real, faz o leitor duvidar que possa ter ocorrido nos dias quase atuais, num país onde impera a cortesia, o respeito de e para os cidadãos, a disciplina e tradição de amabilidades.
É inacreditável que o drama tenha acontecido em Tóquio, cidade onde a criminalidade praticamente inexiste.
A leitura – por vezes – é cansativa. Mas é boa

Marcio Mafra
15/06/2017 às 00:00
Brasília - DF

A história (fatos reais) de Lucie Blackman, jovem inglesa, 21 anos, que desapareceu nas ruas de Tóquio, em setembro do ano 2.000. Ela se meteu na vida noturna de Tóquio como hostess, num clube noturno da cidade. Hostess no Japão eram mulheres estrangeiras contratadas para conversar com homens em busca de companhia e distração.

Marcio Mafra
15/06/2017 às 00:00
Brasília - DF

Logo depois de Lucie, Louise sai de casa para sua missão: trocar um par de sapatos em Shibuya, o maior distrito comercial no sudoeste de Tóquio. Ela pega o metrô até a estação Shibuya - onde nove linhas diferentes deixam 2,5 milhões de passageiros todos os dias­ e rapidamente se perde. Ela anda, confusa, entre a multidão do sábado, passando por lojas e restaurantes que, apesar da diversidade estonteante, de alguma maneira conseguem ser indistinguíveis.

Depois de muito tempo perdida, encontra a loja que procura. Então volta, exausta, para a estação.

 

Pouco depois das cinco horas, seu celular toca. A tela exibe as palavras NÚMERO DESCONHECIDO. Mas a voz é de Lucie, que logo deveria estar de volta a fim de se arrumar para a noite. Nesse instante, porém, ela está dentro de um carro em movimento. Segue na direção "da praia", conta, onde vai almoçar com ele (embora já esteja um pouco tarde para falar de almoço). Mas não é preciso mudar os planos, diz ela para Louise, pois estará em casa a tempo e vai ligar de novo dali a uma ou duas horas para dizer exatamente quando chega. Lucie parece feliz e animada, mas contida, daquele jeito que ficamos quando nossa conversa está sendo ouvida. Como o celular é dele, diz para Louise, não pode falar muito.

 

Mais tarde, Louise contaria que se surpreendeu com tudo aquilo e que não combinava com a personalidade de Lucie entrar no carro de um homem e sair de Tóquio com ele. Mas era típico dela telefonar. Lucie e Louise se conheciam desde meninas, e assim era a amizade das duas. Elas ligavam uma para a outra apenas por ligar, para dizer que estavam por perto e reafirmar a confiança mútua, mesmo quando havia pouca coisa a dizer.

 

É uma tarde sufocante de verão. Louise entra na Laforet, sua loja de departamentos favorita e também a preferida de Lucie, e compra adesivos brilhantes e purpurina para maquiar o rosto quando saírem à noite para dançar. O sol vai se afundando no céu; a escuridão chega, encobrindo o aspecto lamentável e sombrio das casas enquanto os neons iluminam a fachada de restaurantes, bares e clubes -lugares de promessas e prazeres.

 

Passam-se duas horas.

O telefone de Louise toca de novo às 19h06, quando ela chega em casa. É Lucie, bem humorada e empolgada. Ele é muito legal, diz ela. Como prometido, ele a presenteou com um celular novo ­ e com uma garrafa de champanhe Dom Perignon, que as duas podem tomar mais tarde. Não fica claro onde ela está, e Louise não pensa em perguntar. Mas Lucie estará de volta em uma hora.

 

Às 19h17, Lucie liga para o celular do namorado, Scott Fraser, mas cai direto na caixa postal. Ela deixa uma mensagem curta, porém alegre, e promete encontrá-lo no dia seguinte.

 

Depois disso, Lucie desaparece.

A noite de sábado acaba de começar em Tóquio, mas não haverá a balada das garotas nem o encontro com Scott. Na verdade, não haverá mais nada. Registrado nos arquivos digitais da empresa de telefonia, de onde será apagado automaticamente dali a alguns dias, o recado na caixa postal de Scott é o último sinal de vida de Lucie. 


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
15/06/2017 às 00:00
Brasília - DF

Comprei este livro na Livraria da Folha, em Paraty, durante a FLIP 2016. 


 

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