carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

O Delicado Abismo da Loucura

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
O Delicado Abismo da Loucura

Livro Ótimo - 1 opinião

  • Leram
    3
  • Vão ler
    10
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    3

Autor: Raimundo Carrero

Editora: Iluminuras

Assunto: Romance

Traduzido por: Sem Tradutor

Páginas:

Ano de edição:

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar
tenho
trocar
empresto
favorido
comprar
quero-ganhar

 

Ótimo
Daiane da Silva Barros
29/04/2017 às 19:15
Teresina - PI
Os personagens dos contos O Delicado Abismo da Loucura se preocupam com os seus destinos. Leitura ótima. Sotaque nordestino.

Daiane da Silva Barros
29/04/2017 às 18:04
Teresina - PI
'O Delicado Abismo da Loucura' têm em comum a mesma geografia: Santo Antônio do Salgueiro. Essa marca de origem se constitui em uma referência fundamental para entender o Nordeste de Raimundo Carrero. Não há regionalismo na sua literatura. Há geografia (como para Saer, Onetti, Faulkner, entre tantos outros). Mas é a única marca, sua cor local. Suas construções são míticas, imagens básicas, elementares, que nos conduzem, pela sofisticação da composição, à totalidade. Seu mundo é o universo da tragédia, e seus antecedentes literários estão presentes todo o tempo nestes textos. Nada que não possa conter a literatura de 1930, ou seus sucedâneos, que se integram como paisagem afetiva, como detalhe, nunca como centro. Esse equívoco de interpretação deve ser desmanchado, pois a narrativa de Carrero busca, em sua particularidade sertaneja, um sentido universal. O que talvez confunda seus leitores é que o início literário de Carrero não é a cidade letrada, nem o letrado provincianismo de alguns textos de Juan José Saer, por exemplo. Em Carrero, as palavras cultas são suplantadas por efeitos religiosos e bíblicos, o que faz que a narrativa se torne rarefeita, primária como suas personagens, recurso que permite que o sentimento trágico irrompa como uma avalanche metafísica.
Daiane da Silva Barros
29/04/2017 às 19:02
Teresina - PI
O delicado abismo da loucura – Raimundo Carrero autor: Henrique Rodrigues - http://www.henriquerodrigues.net/resenhas Na comemoração dos 30 anos de atividade literária do premiado Raimundo Carrero, foram produzidos o documentário O caçador de assombrações, e uma fotobiografia, com entrevista, ensaio e fortuna crítica, a ser lançada neste ano. Dentro deste projeto, a Iluminuras está relançando, num único volume, os três primeiros livros autor de “Somos pedras que se consomem”. A reunião é composta por “A história de Bernarda Soledade”, “As sementes do sol” e “As duas faces do baralho”. A primeira novela trata da luta de Bernarda Soledade para administrar a fazenda da família, ao lado da mãe e a irmã caçula. Escrita aos 23 anos, foi definida por Ariano Suassuna como segunda representação literária do Movimento Armorial – tendo a primeira sido o seu clássico “Romance d’A Pedra do Reino”, reeditado recentemente pela José Olympio -, devido ao caráter intimamente ligado às origens do romanceiro popular nordestino, em que uma pulsão medieval e de rústica nobreza se ergue perante um ambiente marcado por diferentes níveis de conflito. No caso da protagonista, a luta para manter as terras de Puchinãnã é cercada pela necessidade de proteção diante da ameaça masculina, marcada pela inexpressiva atuação de seu pai e pela presença insidiosa e ao mesmo tempo sedutora do tio Anrique – forma ancestral de “Henrique”, num cuidado da aplicação de nomenclatura em prol do ambiente medieval. Essa ameaça, por vezes, vacila perante o desejo, e torna a sublinhar um emblema da força das personagens. Tais características do Movimento Armorial, explicitadas em cenas de impacto imagético, como as batalhas pelo domínio das terras e as referências de uma heráldica nordestina, permitem que a narrativa seja carregada de descrições. Logo no início, o ambiente conflituoso é apresentado: “Os cavalos brabos, indomáveis, coiceiam o vendo dentro do curral. Amontoam-se, relincham num tropel medonho. (…) Tão valente e brabo, igual aos animais, é o vento que sopra agora açoitando a mata, assustando os fantasmas”. Fosse em outro tipo de narrativa, o excesso de descrições ao longo da história soaria anacrônico, porém aqui é parte de uma necessidade visual intrínseca à narrativa proposta, fazendo da novela um dos principais textos dentro da obra de Carrero. Já “As sementes do sol” conduz o leitor para a reordenação – ou desordenação, pois que trata, como a novela anterior, da angústia inevitável – da família de Davino após a morte de sua mulher. De forma análoga à posição antagônica de Anrique na primeira história, aqui é irmão do protagonista que exerce a função de provocador na trama, exercendo influência sarcástica, quase mefistofélica junto aos sobrinhos. O recurso de alternar avanços e flashbacks na história já indica maior esmero de construção do texto, engrandecendo as relações entre os personagens. A última novela, “A dupla face do baralho” é a única das três narrada em primeira pessoa, o que contribui para o caráter verossímil das confissões do velho policial Félix Gurgel. As lembranças da vida cercada por tipos marginais, como bêbados prostitutas e ladrões, leva o personagem a uma espera amargurada do próprio fim: “Ultimamente, em todos os fins de tarde, (…) sento-me na cadeira de balanço aqui da calçada da minha casa, esperando a morte. Desde criança imaginei-me morrendo num fim de tarde”. Embora as três novelas ainda não apresentem os avanços formais conquistados na maturidade, como em “Ao redor do escorpião… Uma tarântula?”, já se percebem as linhas temáticas preferenciais da narrativa de Raimundo Carrero: a angústia das relações humanas, a solidão e um sentido agônico que permeia tudo e todos. Uma vez que se passam no agreste, soma-se ainda uma ambientação mítica que resvala, em alguns momentos, no realismo mágico. Nota-se também o apuro no desenho equilibrado de cada personagem, o qual é, conforme Carrero apontou no seu guia “Os segredos da ficção”, o elemento principal de toda narrativa. Desse modo, “O delicado abismo da loucura” apresenta novelas que asseguram a qualidade do autor pernambucano, conforme assinala o crítico José Castello, ao afirmar que “não é comum que um escritor inicie seu percurso literário remexendo com tanto desassombro, em universos arcaicos e dúvidas primordiais

Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Daiane da Silva Barros
29/04/2017 às 18:47
Teresina - PI
Nada consta

 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2018
Todos os direitos reservados.