carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Papá Uma biografia Pessoal

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
Papá Uma biografia Pessoal

Livro Bom - 1 opinião

  • Leram
    1
  • Vão ler
    0
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    0

Autor: Gregory H Hemingway

Editora: Record

Assunto: Biografia

Traduzido por: A B Pinheiro de Lemos

Páginas: 159

Ano de edição: 1979

Peso: 265 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 

Bom
Marcio Mafra
19/08/2002 às 16:15
Brasília - DF

Gregory  escreveu este livro quando já era bem grandinho. Era médico e escreveu sobre as relações que tivera com seu pai, por volta dos 11, 12 anos de idade. Interessante é que se descobre que o Hemingway existiu mesmo. Era um pai - incomum pelo seu talento de escritor - mas comum como gente: as vezes bom, as vezes mau, sensacional, xarope, bebum,amante, galanteador, infiel, legal, enfim, pai. Nada mais comum neste mundo que um pai.

Mas, a história do pai Heminguay é mesmo fascinante, repleta de episódios divertidos, indiscretos, sinceros ou bobinhos. Bom mesmo é saber de alguns dos seus muitos romances, inclusive do seu platônico amor por uma ragazza italiana, que inspirou a sua obra prima:o velho e o mar. No fim o livro é triste: conta sobre a loucura e a morte do gênio.

Gregory H Hemingway, teve um fim igualmente triste, encontrado morto em uma cela do presídio feminino de Miami.

A família Hemingway é marcada por tragédias: Trágicos desfechos perseguem a família de um dos maiores escritores da literatura mundial. Famoso pela vida aventureira, fascinado pelo perigo e vida selvagem, boxeador, caçador, bebedor, pescador, Ernest Hemingway era o modelo de virilidade. Em 1961, se matou com um tiro de espingarda, na seqüência de crises de depressão. Também o seu pai, o médico Dr. Clarence E. Hemingway, acometido de forte depressão se matou com um tiro em 1928. Sua irmã Ursula, após sofrer três cirurgias tomou uma overdose de barbitúricos em 1966. O tio Leicester, após ter as duas pernas amputadas por causa da diabete, também usou uma arma para se suicidar. A neta Margaux Hemingway, glamourosa atriz e modelo, segundo sua autópsia engoliu uma enorme quantidade de barbitúricos, em 1996.

Papá Uma Biografia, é um livro mediano.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Gregory Hemingway, médico, filho do Ernest Heminguay, conta como era a vida de seu pai, quando ele, autor tinha então 11 anos de idade.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Mas nem tudo era divertimento e brincadeira em Havana naquele verão de 42. Houve uma epidemia de poliomielite na cidade, e eu caí de cama com dor de garganta, febre, dores nas pernas e uma sensação esquisita. Papai me fez ficar de cama e chamou, pelo telefone, dois especialistas de Havana, os quais chegaram dentro de uma hora: um deles era neurologista e o outro um famoso clínico. Mandou colocar outra cama no meu quarto para passar a noite comigo. Os médicos vinham de Havana duas vezes por dia, batiam-me nos joelhos com um martelo de borracha macia, e olhavam minhas pernas saltarem. Depois, iam para um canto do quarto e começavam a conferenciar em cochichos. Isto continuou durante três dias, e me apavorava um bocado o jeito de eles sorrirem sempre tão bondosamente, serem tão solícitos e continuarem a bater nos meus joelhos com aquele martelo. Eu sabia da epidemia de pólio em Havana, e não ignorava que eu tinha os sintomas da doença, febre alta e dor nos músculos da perna. Meu Deus, por que aqueles homens tão amáveis e obviamente competentes não diziam alguma coisa sobre o meu prognóstico, por exemplo, que eu ia ficar bom e que não ia ficar paralítico para o resto da vida. Mas eu sabia que devia haver alguma razão para o silêncio deles, e que não seria oportuno fazer perguntas. A mesinha de cabeceira estava cheia de remédios, inúteis s'em dúvida, mas prova da preocupação que sentiam. Papai não permitia que, além dele e dos médicos, pessoa alguma entrasse no meu quarto; tomava minha temperatura de quatro em quatro horas e me levava pessoalmente a comida. Deitava-se à noite na outra cama ao lado da minha, e ficava contando histórias maravilhosas sobre a sua infância em Michigan: como havia pescado sua primeira truta e como eram lindas as florestas virgens antes da chegada dos lenhadores. Falava-me das vezes em que tivera medo, em criança, de como costumava sonhar com um monstro peludo que ia crescendo, crescendo todas as noites, e por fim, no momento em que ia devorá-lo, saltava uma cerca e desaparecia. Disse-me que o medo ,era coisa perfeitamente natural e que ninguém se devia envergonhar disso. O jeito de dominar o medo era controlar a imaginação mas ele bem sabia o quanto isto era difícil para um garoto. Dizia que adorava ler a Bíblia quando tinha sete ou oito anos, porque nela havia muitas batalhas. Mas a princípio eu não era muito bom em matéria de leitura, exatamente como você, Gig. Passaram-se anos até eu compreender que "Gladly, the cross I'd bear" (Feliz eu seria de carregar a cruz) embora se pronunciasse de maneira idêntica não significava "Gladly, the cross-eyed bear"(Gladly, o urso vesgo). Era-me fácil imaginar um urso vesgo, e Gladly me parecia um bonito nome para o animal. Mas Papai gostava mesmo era de me contar histórias - de caçadas e pescarias nas florestas do norte de Michigan, e de como ele gostaria de ter parado para sempre na idade que eu tinha então, sem nunca envelhecer - até que eu adormecia. Por fim, a crise passou, eu fiquei bom e Papai disse, batendo na madeira: - Graças a Deus, essa nós vencemos, Gig. Na verdade, porém, ninguém vencia a poliomielite antes da vacina Salk, a não ser quando o destino assim o determinava. Mesmo assim, creio que os cuidados cheios de carinho de meu pai, sua confiança e suas orações não me fizeram mal. Houve um momento, entretanto, em que ele realmente pode ter salvo a minha vida, naquele verão.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF
Na Folha de S.Paulo e no Globo, toda semana se falava nesse livro, destacando-se que o autor era o filho do Hemingway.

 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2018
Todos os direitos reservados.