carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Você está aqui Principal / Livros / A História dos Meus Dentes

A História dos Meus Dentes

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
A História dos Meus Dentes

Livro Ruim - 1 opinião

  • Leram
    1
  • Lendo
    0
  • Vão ler
    2
  • Relendo
    0
  • Recomendam
    1

Autor: Valeria Luisetti

Editora: Alfaguara

Assunto: Romance

Traduzido por: Ari Roitman e Paulina Wacht

Páginas: 163

Ano de edição: 2016

Peso: 305 g

comentar
  • lido
  • lendo
  • vou-ler
  • re-lendo
  • recomendar
tenho
trocar
empresto
doar
aceito-doação
favorido
comprar
quero-ganhar

 

Ruim
Marcio Mafra
12/02/2017 às 22:22
Brasília - DF
Gustavo Sanchez, ou “o estrada”, leiloeiro profissional, devido aos compromissos de trabalho viaja muito e por isso acumula conhecimentos.
Como leiloeiro tem muito sucesso com a venda de carros, joias, quadros ou qualquer coisa que caísse em suas mãos.
Mas ele também comprava. Num leilão especial compra os dentes de Marilyn Monroe e os troca pelos seus.
Depois ele vai vendendo todos os seus antigos dentes. Quando os dentes acabam ele leiloa a si mesmo.
Surpreendentemente o comprador de Gustavo foi o seu próprio filho que, tinha sido abandonado na infância.
Parece o samba do crioulo doido. Talvez seja o livro da autora doida.
Embora a autora seja festejada em prosa e verso, e se diga que o estilo segue a tradição de Borges e Garcia Marquez, eu acho que está longe de que isto signifique talento.
Talento tem o escritor que conta suas histórias e encanta o leitor.
Eu não me encantei com "A História dos Meus Dentes"

Marcio Mafra
12/02/2017 às 00:00
Brasília - DF

A história de Gustavo Sanchéz Sanchéz, “o Estrada”, nascido na cidade de Pachuca, México. Homem de muita sorte e carisma que se considerava o melhor leiloeiro do mundo. Tanto vendia, como comprava. Ele participa de um leilão onde compra dentes de Marilyn Monroe e os troca pelos seus. E assim vai vivendo até que seus dentes se acabam.

Marcio Mafra
12/02/2017 às 00:00
Brasília - DF

Lote alegórico nº 2: Janela feita de luz

Artista: Olafur Sánchez Eliasson

Listagem: 5M

 

A costureira aposentada Margo Glantz só acordou seu filho quando o jantar acabou. Na última semana, Margo Glantz, que padecia de insônia, se irritava com a presença do filho, David Miklos, que por sua vez padecia de narcolepsia. David Miklos perdera seu trabalho de caixa na Farmácia da Economia, pois havia dormido mais de uma vez e nas circunstâncias mais imprevisíveis. Agora, já fazia uma semana que ele passava o dia inteiro tirando sonecas repentinas em qualquer canto da casa. Margo Glantz o considerava indolente, ocioso e frouxo, pois não sabia do seu transtorno.

 

Secretamente, talvez, cobiçava essa capacidade de dormir em qualquer hora do dia.

 

Numa segunda-feira à tarde, enquanto David Miklos tirava outro cochilo inoportuno na poltrona, Margo Glantz colou na testa dele uma fileira de selos, lambendo cada um com a ponta da língua, e o levou nos braços para a agência de correios. Depositou-o suavemente sobre o balcão e pediu à moça que o enviasse para Suriname. A moça olhou-a com ar de superioridade e disse que aquele pedido era impossível de ser realizado porque faltavam quatro selos - eram necessários nove selos para a África e aquele pacote só tinha cinco.

 

Mas Suriname fica na América do Sul, sua idiota, objetou Margo Glantz.

 

Então são doze selos, corrigiu a moça.

 

Além do mais, disse, a agência de correios já estava fechando, de modo que ela teria que voltar no dia seguinte.

 

Margo Glantz voltou no dia seguinte e também no seguinte, com David Miklos dormindo pacificamente em seus braços. Mas sempre faltava alguma coisa - um selo, uma carta registrada em cartório para encomendas de dimensões não convencionais, mais dinheiro, uma identificação oficial, o código postal completo do endereço que informou em Paramaribo. A moça - que talvez não fosse a mesma sempre, mas parecia - a olhava com desprezo e pedia que voltasse no dia seguinte.

 

Na manhã do sétimo dia, domingo, Margo Glantz decidiu deixar Oavid Mildos dormir. Acordou cedo, tomou um banho morno e foi a uma pet shop. Como não havia cães à venda, ela se contentou com um coelho de segunda mão. Chamou-o de Cockerspaniel. O coelho era muito velho, talvez ancião, e quando tentou colocar-lhe uma correia para sair da loja, ele resistiu.

Levou-o no colo para casa e o deixou no piso da sala, ao pé da poltrona em que David Miklos continuava dormindo.

 

Margo Glantz levou para a sala uma cadeira da cozinha, procurando fazê-lo ruidosa e lentamente. Pôs para tocar um disco da cantora Taylor Mac, sentou-se, cruzou as pernas e, cantando em altos brados, olhou intensamente para Cockerspaniel, que, por sua vez, olhou para ela com extrema displicência, até que fechou os olhos e adormeceu profundamente. Margo Glantz viu que o coelho tinha escolhido uma lajota ensolarada no piso para fazer a sesta e sentiu uma inveja enorme daquele animal. Pensou em levá­lo imediatamente à agência de correios e enviá-Io para Suriname - ou para onde fosse. Mas logo descartou a ideia, pois lembrou que a nojenta, ridícula e ineficiente agência postal nem abria aos domingos. Depois tentou acordá-lo, mas o coelho entreabriu uma pálpebra e voltou a dormir.

 

Margo Glantz passou a tarde toda olhando o seu filho dormir, e também Cockerspaniel, que quase imperceptivelmente foi deslizando seu corpo pequeno e peludo pela sala, à medida que o sol caía e o paralelogramo de luz que entrava pela janela e se projetava no piso ia se movendo em direção à parede, indicando à sua maneira o passar das horas.

 

Quando o sol finalmente se pôs e o remendo de luz desapareceu por completo, Cockerspaniel abriu os olhos. Margo Glantz estava ao seu lado, em pé, segurando uma frigideira pelo cabo. Com a base, bateu cinco vezes na cabeça dele. Uma vez morto, esfolou-o cuidadosamente e depois cozinhou com alecrim, louro e vinho branco. Quando acabou de jantar, acordou carinhosamente David Miklos e abriu de par em par a janela da sala para deixar entrar o vento fresco, úmido da noite. 


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
12/02/2017 às 00:00
Brasília - DF

Comprei “A história dos meus dentes” logo após assistir um verdadeiro show dos escritores J.P.Cuenca e Valéria Luisetti, no dia 1 de agosto de 2016, na FLIP em Parati.


 

Para baixar ou visualizar o E-BOOK é necessário logar no site.
Clique aqui! para efetutar seu login.

 

Não tem uma conta?
Clique aqui e crie a sua agora!