carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Você está aqui Principal / Livros / Uma Torre Na Neblina - Colégio Santo Inácio - Salvador do Sul

Uma Torre Na Neblina - Colégio Santo Inácio - Salvador do Sul

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
Uma Torre Na Neblina - Colégio Santo Inácio - Salvador do Sul

Livro Excelente - 1 opinião

  • Leram
    1
  • Lendo
    0
  • Vão ler
    5
  • Relendo
    0
  • Recomendam
    1

Autor: Lauro Dick

Editora: Unisinos

Assunto: Memórias

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 287

Ano de edição: 1997

Peso: 545 g

comentar
  • lido
  • lendo
  • vou-ler
  • re-lendo
  • recomendar
tenho
trocar
empresto
doar
aceito-doação
favorido
comprar
quero-ganhar

 

Excelente
Marcio Mafra
29/01/2017 às 00:47
Brasília - DF
“Uma Torre Na Neblina” é um livro trabalhado em mais de 200 paginas, por dezenas de mãos, profissionalmente polivalentes e calejadas pela vida, que traçam as linhas gerais do que foi o início, o meio e o fim, agônico, do Colégio Santo Inácio, da antiga Estação São Salvador,na época Município de Montenegro, RS.

Também registra os nomes de todos os que ali trabalharam ou que tiveram a sua formação, com destaque das histórias que ficaram no coração de tantos, expressa ou
tacitamente.

Qualquer um dos milhares de ex-alunos do Colégio Santo Inácio de São Salvador do Sul ficarão emocionados com o reencontro da Torre.

Embora o autor (organizador) Lauro Dick seja Doutor tanto em Linguística como em Letras este seu livro é do gênero memorialista, sendo a sua leitura enfadonha para leitor que não tenha identidade com o tema - o que não é o meu caso - por isso tenho este livro no conceito de excelente.

Marcio Mafra
29/01/2017 às 00:00
Brasília - DF

“Uma Torre Na Neblina” conta a história de um encontro de ex-alunos do Colégio Santo Inácio, da cidade de Salvador do Sul, RS, por ocasião das comemorações dos 60 anos da instalação daquela escola.

Marcio Mafra
29/01/2017 às 00:00
Brasília - DF

QUE SORTE: ESTUDEI NO KAPPESBERG!

 

Ruy Armando Gessinger - Aluno em 1957

Não sei por quais desígnios insondáveis, Deus me propiciou a grande graça de estudar, por pouco mais de um par de anos, no Colégio Santo Inácio. Fui dar-me conta disso, do que representou aquele período, mais tarde, quando transpus diversas etapas, tanto da formação acadêmica como da profissão que abracei.

 

Cursei o primário no Colégio São Luís, dos irmãos maristas. Vivia a vida da cidade, com suas futilidades, na relativa tranqüilidade da então classe média.

 

Já, à época, notava, com certa preocupação, que, entre a maioria dos amigos, arte, reflexão, música erudita, leitura eram motivo de galhofa.

 

Aceitei a transferência para Salvador do Sul com bastante alegria.

 

De início, choquei -me com a heterogeneidade dos meus novos companheiros. Alguns, que vinham da zona rural mais distante, pareciam-me extremamente rudes. Calçavam sapatilhas, sem meias, com sola de pneu; as vestes denotavam suas origens humildes; atiravam-se com voracidade aos pratos de comida.

 

Foi só a primeira impressão. Logo, desvelavam-se almas gentis, parceiros sinceros e leais. Amigos solidários. Com alguns, até hoje convivo.

 

Em seguida, um mundo novo foi se descortinando.

 

Iniciei minhas aulas de violino, instrumento que me faz companhia até hoje, tão valioso nas inúmeras tertúlias de que participo.

 

E que dizer dos corais, em que o Colégio Santo Inácio era inexcedível?

 

Ah! As vésperas da Páscoa, com a Semana da Paixão tão pesarosa, para tudo explodir em música, da mais pura, no domingo de Aleluia!

 

Que excelente foi o ensino naquela época. Éramos guiados pelos meandros do Latim, do Francês, do Português e de tantas outras matérias.

 

Tínhamos disciplina, tanto no estudo sério, como no estudo livre.

 

Calou-me fundo o estudo livre! Viajava com Winetou pelas relvas americanas; daí a pouco já estava, também com Karl May, em Bagdá, saboreando laranjas e tâmaras.

 

Por vezes, brinco com meus filhos, dizendo-Ihes que, com 14 anos de idade, tinha lido mais que todos eles juntos aos 20.

 

Marcou-me a necessidade do altruísmo, da renúncia, de não fazer beicinho ante a primeira adversidade.

 

Não havia como ser preguiçoso, deixando tudo para a mamãe fazer, como alguns adolescentes de 50 anos que conheço. (Se não é a mamãe, é a esposa; se não ela, o Governo.)

 

E os retiros!

 

Creio que nós todos, hedonistas, ocidentais consurmistas, temos medo de ficarmos a sós conosco mesmos.

 

E os passeios grandes!

 

Acordávamos ao som festivo de Hândel prenunciando a alegre Wanderung, com todos os folguedos.

 

De tempos em tempos, a cada três, quatro anos, nas últimas duas décadas, tenho visitado, silencioso, o Colégio.

 

Geralmente concedo-me uma folga em dia de semana e lá me vou. Aperta-me o coração ao ver as quadras de basquete abandonadas, as janelas fechadas.

Onde estão as bicicletas, com as quais voávamos livres? Onde as paliçadas de taquaras nos extremos do campo de futebol? Onde os nevoeiros de junho e julho?

 

Em silêncio, ouço o soluço do aluninho da I Divisão, na cama, à noite, de saudade dos irmãos

distantes. Fecho os olhos e escuto o farfalhar do terço que o colega, na cama ao lado, reza.

 

Abro os olhos e vejo o então Fráter Wetzel, sorridente, a nos ensinar as lindas canções que até hoje entoamos, saudosos, em São Leopoldo.

 

Aguço a vista e vejo, nos corredores, os demais padres, conversando naquele sistema que nunca vi e outro lugar: três de frente para outros três; uns avaçando e outros recuando até o fim do corredor, quando processo se invertia.

 

Ei! Aquele não é o Padre, o Padre ... ? Deixa pra lá. Fica a citação do Wetzel como homenagem a todos e retomo a meu carro.

 

Pergunto ao vento: O que foi feito de cada um de vocês, queridos companheiros de 1958 e 1959? 


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
29/01/2017 às 00:00
Brasília - DF

Em 1956 fui aluno do Colégio Santo Inácio, na localidade da Estação São Salvador, Montenegro, Rio Grande do Sul.  Hoje o lugar se chama Salvador do Sul, município situado no Vale do Rio Caí, encosta inferior da Serra do Nordeste, emancipado de Montenegro em  1963, através da Lei Estadual nº 4.577.

Possui uma população de, aproximadamente, 7.000 habitantes. As etnias predominantes de Salvador do Sul são a alemã, italiana, lusa, sírio-libanesa e africana. O clima oscila entre 14ºC e 28ºC, excepcionalmente, com temperaturas negativas no inverno. Fica a 486m acima do nível do mar, sendo 630m em seu ponto mais alto e dista 95km de Porto Alegre, 65km de Caxias do Sul, 70km de Novo Hamburgo e 33km de Montenegro.

Em fevereiro ou março de 1956, quando eu tinha a idade de 11 anos fui estudar, em regime de internato, no Colégio Santo Inácio. Quase dois anos depois, em outubro de 1957 fui expulso, por alegada falta de vocação, renitente indisciplina e comportamento nocivo ao ambiente do colégio.

Mesmo assim, daqueles quase dois anos, tenho registrado na memória lembranças e referências muito felizes, típicas da pré-adolescência.  

Ainda guardo na retina dos meus olhos e na memória das coisas boas da vida, o dia 31 de julho, que era um dia de festa, comemorado no Colégio Santo Inácio, como se fora o dia nacional de um país.

A data marca o dia da morte de Inácio de Loyola, santo da Igreja Católica.

Inácio de Loyola nasceu na Espanha, na cidade basca de Azpeitia em 1491 e morreu em Roma, em 31 de julho de 1556. Foi o fundador da Companhia de Jesus, ordem religiosa dos conhecidos padres  jesuítas.

 

As boas lembranças do Colégio Santo Inácio alimentaram-me o desejo de voltar lá, para rever coisas vividas em 1956 e 1957.

 

Fiz esta viagem em 2010, aos 66 anos de idade e passei o dia 31 de julho no Santo Inácio.

Fui recebido e recepcionado majestosamente pelo Reitor, Padre Sebaldo Schuci (que disse ter sido meu contemporâneo) e Padre Norberto Link, que era o vice responsável pela turma de meninos à qual eu pertencia.

Na ocasião fui presenteado com dois livros: “Sonhos Que a Torre Inspirou” e “Uma Torre na Neblina.”

Neste último, entre as páginas 39 e 44, consta a relação de todos os alunos do Colégio Santo Inácio desde 1937 a 1997, com o registro de meu nome, data nascimento, série cursada, ano de entrada e ano de saída. 

 


 

Para baixar ou visualizar o E-BOOK é necessário logar no site.
Clique aqui! para efetutar seu login.

 

Não tem uma conta?
Clique aqui e crie a sua agora!