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Quincas Borba

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Quincas Borba

Livro Ótimo - 1 opinião

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Autor: Machado de Assis

Editora: Sedegra

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 254

Ano de edição: 1962

Peso: 425 g

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Ótimo
Marcio Mafra
19/08/2002 às 14:33
Brasília - DF

Quincas Borba vive solitário, após receber a herança deixada por um parente. Arranja um amigo e professor, Rubião, à quem Quincas confia sua vida e seu cachorro. Depois da morte de Quincas, Rubião torna-se seu herdeiro. Nesta condição, muda-se para o Rio de Janeiro, devidamente acompanhado do cão. Só a genialidade Machadiana, conseguiria tratar o assunto com humor, eis que os personagens passam a viver noutra sociedade, onde são descritas a hipocrisia e o egoísmo, ainda que travestidos de boas intenções, embora suas vidas sejam movidas pela paixão ao dinheiro, pelo medo da opinião alheia, pela dissimulação e pela vaidade.

Coisa de mestre. Extraordinariamente excelente.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Quincas Borba é um mineiro de Barbacena. Homem rico.Dono de um cachorro também chamado Quincas. Como todo homem rico, o mineiro de Barbacena, tinha também um princípio filosófico "O Humanitismo", segundo o qual a violência é o meio de seleção dos mais fortes. Daí surgiu o mais conhecido conceito filosofal desde a publicação do romance em 1901: ao vencedor as batatas.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O rumor das vozes e dos veículos acordou um mendigo que dormia nos degraus da igreja. O pobre diabo sentou-se, viu o que era, depois tornou a deitar-se, mas acordado, de barriga para o ar, com os olhos fitos no céu. O céu fitava-o. também, impassível como êle, mas sem as rugas do mendigo. nem os sapatos rotos, nem os andrajos, um céu claro, estrelado, sossegado, olímpico, tal qual presidiu às bodas de Jacóe ao suicídio de Lucrécia. Olhavam-se numa espécie de jôgo do siso, com certo ar de majestades rivais e tranqüilas, sem arrogância, nem baixeza, como se o mendigo dissesse ao céu: ..- Afinal. não me hás de cair em cima. E o céu: ..- Nem tu me hás de escalar. Rubião não era filósofo; a comparação que ali fêz entre os seus cuidados e os do maltrapilho apenas lhe trouxe à alma uma sombra de inveja. Aquêle malandro não pensa em nada. disse êle consigo; daqui a pouco está dormindo. enquanto eu... - Meu amo. entre, que o animal é bom. Vamos lá em quinze minutos. Os outros dois cocheiros diziam-lhe a mesma coisa. quase por iguais palavras: - Meu amo. venha aqui e verá.. . - Olhe o meu cavalinho... - Faça favor; são treze minutos de viagem. Em treze minutos está em casa. Rubião. depois de hesitar ainda. deu consigo dentro do tílburi que lhe ficava à mão. mandou tocar para Botafogo. Então lembrou-se de um velho episódio esquecido. ou foi o episódio que lhe deu inconscientemente a solução. Uma ou outra coisa, Rubião guiou o pensamentos, com o fim de escapar às sensações daquela noite. Lá iam longos anos. ele era então muito rapaz, e pobre. Um dia. às oito horas da manhã. saiu de casa. que era na rua do Cano (Sete de Setembro). entrou no Largo de S. Francisco de Paula; dali desceu pela rua do Ouvidor. Ia com alguns cuidados; morava em casa de um amigo. que começava a tratá-lo como hóspede de três dias. e êle já o era de quatro semanas. Dizem que os três dias cheiram mal; muito antes disso cheiram malas defuntos. ao menos. nestes climas quentes... Certo é que o nosso Rubião. singelo como um bom mineiro. mas desconfiado como um paulista. ia cheio de cuidados. pensando em retirar-se quanto antes. Pode crer-se que desde que saiu de casa. entrou no Largo de São Francisco. e desceu a rua do Ouvidor até a dos Ourives. não viu nem ouviu coisa nenhuma. Na esquina da rua dos Ourives deteve-o um ajuntamento de pessoas. e um préstito singular. Um homem. judicialmente trajado. lia em voz alta um papel a sentença. Havia mais o juiz. um padre. soldados. curiosos. Mas. as principais figuras eram dois pretos. Um dêles. mediano. magro. tinha as mãos atadas. os olhos baixos. a côr fula, e levava uma corda enlaçada no pescoço; as pontas do baraço iam nas mãos do outro prêto. Este outro olhava para a frente e tinha a côr fixa e retinta. Sustentava com galhardia a curiosidade pública. Lido o papel. o préstito seguiu pela rua dos Ourives adiante; vinha do aljube e ia para o Largo do Moura. Rubião naturalmente ficou impressionado. Durante alguns segundos estêve como agora à escolha de um tílburi. Fôrças íntimas ofereciam-lhe o seu cavalo: umas que voltasse para trás ou descesse para ir aos seus negócios. - outras que fôsse ver enforcar o prêto. Era tão raro ver um enforcado! Senhor, vamos tratar de outros negócios! E o nosso homem fechou os olhos, e deixou-se ir ao acaso. O acaso. em vez de levá-lo pela rua do Ouvidor abaixo até à da Quitanda. torceu-lhe o caminho pela dos Ourives. atrás do préstito. Não iria ver a execução. pensou êle; era só ver a marcha do réu. a cara do carrasco. as cerimônias... Não queria ver a execução. De quando em quando. parava tudo. chegava gente às portas e janelas. e o oficial de justiça relia a sentença. Depois. o préstito continuava a andar com a mesma solenidade. Os curiosos iam narrando o crime. - um assassinato em Mata-Porcos. O assassino era dado como homem frio e feroz. A notícia dessas qualidades fêz bem a Rubião; deu-lhe fôrça para encarar o réu. sem delíquios de piedade. Não era já a cara do crime; o terror dissimulava a perversidade. Sem reparar. deu consigo no largo da execução. Já ali havia bastante gente. Com a que vinha formou-se multidão compacta. - Voltemos. disse êle consigo. Verdade é que o réu ainda não subira à fôrca: não o matariam de relance; sempre era tempo de fugir. E, dado que ficasse. por que não fecharia os olhos. como fêz certo Alípio diante do espetáculo das feras? Note-se bem que Rubião nada sabia dêsse rapaz antigo: ignorava. não só que fechara os olhos. mas também que os abrira logo depois. Devagarinho e curioso.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Adquiri, de um vendedor porta-à-porta, a coleção de livros Machado de Assis, em janeiro de 1962, quando já recebia salário do meu primeiro emprego, no Banco Inco - Banco Industria e Comercio de Santa Catarina, agência da W-3 Sul, quadra 7, bloco B, loja 3, anos depois se chamou quadra 507. A coleção, comprada e paga em prestações mensais se compunha de 11 volumes. Foi editada pela Sodegra Sociedade Editora e Grafica Ltda.: A Mão e a Luva, Quincas Borba, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Helena, Contos 1º e 2º Volume, Esaú e Jacó, Iaiá Garcia, Ressurreição e Memorial de Aires.


 

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