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O Mendigo Que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam

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O Mendigo Que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam

Livro Ruim - 1 opinião

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Autor: Evandro Affonso Ferreira

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 127

Ano de edição: 2012

Peso: 195 g

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Ruim
Marcio Mafra
29/11/2016 às 22:02
Brasília - DF
Embora eu nunca tenha lido nenhum outro livro ou conto de Evandro Affonso Ferreira, penso que se trata de um autor importante, bom e valioso. É autor de muitos livros.

Ninguém é contemplado com o prêmio Jabuti impunemente.

Mas confesso não gostei nadinha do “O Mendigo que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo Rotterdam”.

Para mim – leitor comum e despretensioso - o livro é um ensaio e não um romance propriamente dito.

Histórias de loucura, depressão, amor, melancolia profunda, paixão não correspondida e outras fragilidades psico-emocionais da vida requerem mesmo um ensaio.

Porque diabos o homem apaixonado fica besta feito o mendigo do livro?

A despeito disso é um saco ler um livro de 127 páginas, de um só capítulo, sem um só parágrafo.

Parece livro escrito por José Saramago que também tinha esta mania (ou sofisticação) de não usar ponto, parágrafo nem capítulos.

Será que estas idiossincrasias dão prêmio?

O personagem e narrador se porta como um mendigo culto, sempre com um livro debaixo do braço, a mendigar não apenas a subsistência, mas a própria vida.

Pois bem.

Parabéns ao autor pelo Jabuti. Mas eu achei seu livro uma invejável chatice.

Marcio Mafra
29/11/2016 às 00:00
Brasília - DF

Um romance, parecido com ensaio literário, onde um mendigo trata da loucura, da paixão, amor, razão e outras maluquices que fazem os personagens, principalmente, nas relações pessoais e amorosas.

É uma história do nada (ou nihilista) porque trata da degradação do homem, do sentido insignificante e nulo da existência.

 

 

Marcio Mafra
29/11/2016 às 00:00
Brasília - DF

Pensando em nossas longas intermináveis conversas peripatéticas entre ele, amigo, e eu, posso, mais de dez anos depois, concluir que ele teve, durante quase quatro décadas, debaixo do mesmo teto o seu Erasmo de Rotterdam: sábio, erudito, sempre procurando inquietar a consciência dos poderosos. Depois da morte, neto falava do avô com voz de quem está sob os escombros da Biblioteca de Alexandria.


Sim: líquido escorre saindo debaixo da saia da mulher-molusco - agora de cócoras. Maltrapilhos, fedentinosos, não somos mais acolhidos por nada-ninguém. Apenas as praças são nossos banheiros e salas e quartos e quintais - todos igualmente a céu aberto. Continua de cócoras. Chora. Tristeza infinita. Mãe dela aquela que levantou âncora disse certa vez para a própria filha: Você não tem o direito de ficar triste. Amada sempre dizia que vida toda caminhou de mãos dadas com a inquietude existencial. Enamorou-se da melancolia. Disse-me também, depois de muitos anos de convivência:


Você não me conhece. Desculpei-me: Se eu a conhecesse, enlouqueceria. Impossível entrar na alma de quem já abanou moscas sobre rostos e mãos e braços e pernas de cancerosos envergonhados da própria podridão; impossível entrar na alma de quem já entrou na morte de uma criança.
Foi há muitos anos. Menino nos últimos arquejos. Baixa imunidade. Determinada manhã, amada imortal atendeu seu último pedido: caminhar no corredor do andar do hospital em que estava internado. Pai foi junto segurando filho - enquanto ela carregava lentamente tripé de apoio do soro. De repente, paciente infante, extasiado, apontou para parque de diversão que só ele conseguia vislumbrar. Estava noutra dimensão.


Amada olha para o pai, dizendo-lhe, telepática: Está na hora de deixá-lo partir; chega de tanto sofrimento. Antes, vamos entrar no parque com ele. Menino descreve-o em detalhes dizendo, inclusive, que as outras crianças não estavam tão pálidas. Pai, sempre emudecido, disfarça o pranto. Doutora murmura: Amar é saber perder.


Menino desliza-se lento sobre o tripé. Morre. Pai abraça filho, são abraçados pela médica oncologista - minha amada imortal. Se eu a conhecesse, profundamente, enlouqueceria.
Se ela não voltar - também. Veja: mulher-molusco levanta-se deixando para trás poça de urina. Miseráveis. Somos todos igualmente miseráveis. Ea tela texitur - É este tecido que estamos tecendo. Sim: entrou na caixa outra vez. Plangência agora chega sufocada. Dor desamparada na clausura.


Veja: maltrapilho alcoólatra de rosto intumescido dorme no mesmo espaço de chão no qual caiu. Cachorro esquálido acomoda-se ao seu lado. Possivelmente entra nos sonhos do amigo. Cão da tribo dos kazares. Gostaria de interferir nos pesadelos dela mulher-molusco para aquietar seus sonhos tormentosos. Durante as horas de vigília sei que é impossível: arredia demais. Menino-borboleta consegue aproximar-se apenas até o pórtico de sua alma. Sim: andarilho; é andarilho também. Dia todo caminhando pelas ruas do centro desta metrópole apressurada. Possivelmente para fugir do
passado; eu, para reencontrar-me com o tempo pretérito.


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Marcio Mafra
29/11/2016 às 00:00
Brasília - DF

 Comprei este livro, em agosto de 2016, numa promoção aa Amazon, porque o autor havia ganho o Premio Jabuti em 2013.


 

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