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Auto do Frade

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Auto do Frade

Livro Excelente - 1 comentário

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Autor: João Cabral de Melo Neto

Editora: Nova Fronteira

Assunto: Poesia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 107

Ano de edição: 1984

Peso: 170 g

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Excelente
Marcio Mafra
28/09/2008 às 14:20
Brasília - DF


A poesia de João Cabral é discutida nas áreas mais acadêmicas, onde se diz - coisa bem lugarzinho comum - que ele foi divisor de águas, com a sua obra Morte e Vida de Severina, porque despiu os poemas dos traços supérfluos e os criou com cadências poéticas simples, inteligíveis ao leitor e homem comuns. A isso chamou-se, também de poesia concreta, porque é mais visual do que auditiva. O Auto do Frade, é isso, ainda que os críticos possam não concordar com a afirmativa. O poema, fala dos cenários reais e da agonia do Frei Caneca, despojado de academicismos que permitiu a compreensão da história e do gesto de Joaquim do Amor Divino Rabelo.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Poemas de João Cabral de Melo Neto, escritos no ultimo dia de vida de Joaquim do Amor Divino Rabelo, o Frei Caneca, fuzilado em Recife em janeiro de 1825, com os seguintes títulos:

Na Cela,

Na Porta da Cadeia,

Da Cadeia à Igreja do Terço,

No Adro do Terço,

Da Igreja do Terço ao Forte,

Na Praça do Forte,

No Pátio do Carmo.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A Gente Nas Calçadas.

- Não se parece a este o cortejo

de alguém a caminho da forca.

- Parece mais bem procissão,

Governador que vem de fora.

- Que gente que veio na frente,

bandeira, padres, gente de opa?

- São os irmãos da Santa Casa,

que se diz da Misericórdia.

- Quem são os que passam depois

de roupas sinistras mas várias?

- São os escrivães, mais os meirinhos:

não abrem mão de suas toucas.

- Outros conheço de uniforme,

são da milícia e são da tropa.

- Para que trazer tanta força

contra um frade doente e sem forças?



-Que ninguem de aproxime dele,

Ele é um réu condenado à morte.

Foi contra Sua Majestade,

contra a ordem tudo que é nobre.

Republicano, ele não quis

obedecer ordens da Corte.

Separadista, pretendeu

dar o Norte à gente do Norte.

Padre existe é para rezar

pela alma, mas não contra a fome.

Mesmo vestido como está,

com essa batina de monge,

para receber seu castigo

é preciso que ele se assome.

Que todo o cortejo avance!

Temos que chegar ainda longe.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Até Deus sabe que não existiria vida inteligente - nem poética - se não existisse João Cabral de Melo Neto.


 

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