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O Estudante

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O Estudante

Livro Mediano - 3 opiniões

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Autor: Adelaide Carraro

Editora: Global

Assunto: Adolescente

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 126

Ano de edição: 2002

Peso: 155 g

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Muito bom
ROSALIA DE SOUSA LIMA COSTA
30/03/2017 às 07:47
Campos Lindos - TO
Muito bom. Conscientiza o adolescente sobre os riscos com as drogas. O que ela faz com vc e sua familia.


Muito bom
ROSALIA DE SOUSA LIMA COSTA
30/03/2017 às 07:46
Campos Lindos - TO
Esse livro é voltado aos adolescentes visando explicar a eles a realidade do que pode acontecer com sua vida quando nos envolvemos com drogas. Li. Minha filha adolescente leu. Meu filho pré adolescente está lendo.

Péssimo
Marcio Mafra
12/11/2016 às 22:25
Brasília - DF
Roberto é o personagem principal do primeiro ESTUDANTE de autoria de Adelaide Carraro. Ele era irmão de Renato, que mergulhou nas drogas e acabou assassinado pelo seu pai o Dr. Rubens Mascarenhas. Estudante I ou Estudante II são mais ou menos iguais. Leitura pobre – embora história de família milionária. Pobre, chata, abestada, fantasiosa e quase idiota. Qualquer adolescente de 10 anos de idade que eventualmente leia o ESTUDANTE vai achar a história bobinha, senão ridícula. Não me parece que esse tipo de livro contribua para o combate ao uso de drogas, nem ao uso de nada.

Marcio Mafra
12/11/2016 às 00:00
Brasília - DF

A história de Roberto, irmão de Renato, filhos do milionário Dr. Rubens Lopes Mascarenhas. Renato que era o herói da família se envolveu com as drogas e acabou sendo morto a tiros pelo seu próprio pai.

Marcio Mafra
12/11/2016 às 00:00
Brasília - DF

Esta noite sonhei que entrava em um grande estádio cheio de gente. Bem no meio do estádio uma grande mesa coberta de veludo vermelho e rodeada de cadeiras douradas, logo atrás das cadeiras os guardas em fardamento de gala e cheios de medalhas, do outro lado os bombeiros também vestidos em gala, depois mais oficiais do exército, o povo, e lá no alto das arquibancadas milhares de crianças vestidas de branco. Tudo lindo, tudo maravilhoso, mas eu não via nenhuma bandeira, nenhum retrato de nossa pátria. Aí me senti desesperado. Subi em um local alto e percorri os olhos várias vezes por tudo e, em um momento, meu coração quase parou de alegria quando vi num canto, sorrindo para os que estavam perto, S. Exa., o Presidente da República. Não quis acreditar, apertei bem os olhos e, quando me certifiquei que era mesmo o Presidente do Brasil que estava ali, enfiei-me no meio do povo e acotovelando daqui e dali cheguei até onde estava S. Exa. e, chorando, lhe disse:

- Senhor Presidente, não vejo flutuando contra o meu céu de anil e de sol dourado nenhuma bandeira de meu Brasil.

Olho nas fardas dos militares, na mão das crianças e nada, nada lembra a nossa bandeira. Se V. Exa. soubesse o que senti quando lá nos Estados Unidos vi por todos os lugares em que relanceasse os olhos dezenas e dezenas de bandeiras lembrando aos norte-americanos que acima de tudo está a pátria, a amada, a sagrada pátria.

- Minha mãe me disse uma vez que só quando eu fosse homem é que avaliaria o que devemos sentir por nossa pátria, mas eu senti no ano passado, quando estive na Europa, e na última semana quando voltava dos Estados Unidos, e quando lá em cima do avião vi a minha terra verdejante, o meu Brasil verde-amarelo, azul e branco. Vi a Floresta Amazônica, os rios, as montanhas, as cachoeiras, o mar, tudo que se une para formar a minha adorada Pátria. E, enquanto eu a olhava lá de cima, recordava que minha mãe, meu pai e meu irmão, meus avós, minhas tias e primas, meus professores, o padre Luís, que com tanta paciência me ensinou o catecismo, minha primeira mestra, V. Exa., enfim, todo o povo que eu amo é brasileiro, juro, Sr. Presidente, que uma onda de ternura invadiu o meu peito e eu chorei de alegria, alegria por ser brasileiro.

Não precisa ser homem para saber que devemos amar a mãe pátria, menino mesmo sinto o meu coração gritar de felicidade. Se algum dia um estrangeiro se atrever a manchar a minha bandeira (mesmo que esta mancha seja do tamanho de um grão de areia), serei menino na idade e homem no coração, o primeiro a levantar o fuzil para defender a minha bandeira, para defender o meu Brasil. Darei por meu país a minha vida com um sorriso nos lábios. Mas estou triste, Sr. Presidente, triste porque não vejo, a não ser em dias de festa, o retrato de minha pátria por todos os lados e não posso conter um soluço de dor e amargura.

- Espere aqui, meu pequeno, não se vá embora. - Disse­ me o Presidente pondo as mãos levemente em meus ombros.

Mas, antes, diga-me como é o seu nome?

- Renato Lopes Mascarenhas.

O Presidente se foi pela ala que o povo lhe abria, e quando chegou na mesa coberta de veludo vermelho e de flores, disse bem alto:

- Senhores, hoje veio junto a mim uma criança que me pediu ... me pediu ... - o Presidente estava emocionado - pediu que a bandeira brasileira, que é o retrato de nossa pátria, esteja em todos os lugares onde exista um brasileiro. E por isso vou decretar que, de hoje em diante, em todos os lugares e todos os dias se veja flutuando a bandeira brasileira.

 

Um viva altíssimo, ensurdecedor, cobriu a voz do Presidente. A banda começou a tocar o Hino Nacional, e uma grande bandeira se levantava aos poucos num longo mastro, bem no centro da mesa de veludo vermelho . Todos jogavam pétalas de rosas, violetas e mil flores, que antes de tocarem o chão se transformavam em bandeiras do Brasil que iam pousar nas mãos do Presidente, dos militares, dos homens, mulheres e crianças e depois voavam pelos ares e entravam nas lojas e em todos os lugares onde se vendia qualquer coisa. E no dia seguinte saí para comprar uma bandeira e achei-a na primeira loja que entrei."

 

E assim Renato ganhou outra medalha, desta vez no primeiro mês de aula. Foi presenteado com uma linda bandeira brasileira.

 

O diretor, quando colocou a medalha de prata no peito de Renato, disse:

 

- Renato, receba esta medalha, pela sua inteligência, boa vontade, bom coração e bom caráter. Seus pais, irmãos e colegas devem orgulhar-se de você. Desejo que cresça assim, temente a Deus, amando sua Pátria, seus pais e seu povo. Deus o abençoe, meu filho.

 

Renato beijou a bandeira e, assim que chegamos em casa, gritou:

- Rober, por favor vá até o porão e traga-me pregos e o martelo. Leve-os a meu quarto.

E ficamos até a hora do jantar estudando a melhor maneira, o melhor lugar para a bandeira. Ela foi pregada perto do pôster de Jesus entre os carneirinhos.

 

Renato fez questão de que todos da casa vissem a bandeira. Trouxe até os cachorros e a gatinha Sisi. Papai estava estufado de orgulho: lia e relia a composição de Renato e dizia:

- Maravilhosa, linda, linda!

Na hora do jantar, papai disse a Renato que ele poderia escolher um presente. O que Renato quisesse, para não pensar em preço e em nada e eu cochichei:

 

A moto, Renato.

- Uma moto, papai.

- Moto não, querido. - A voz de mamãe trêmula. - É muito perigoso.

 

- Que nada, mamãe, eu ando divinamente. Não se esqueça que eu sempre uso a moto de tio Carlos, lá na fazenda.

Papai tinha três fazendas de plantação de soja e criação de gado.

- Mas você só tem 13 anos, não poderia usá-Ia. Por favor, filhinho, escolha outra coisa.

 

- Está bem, mamãe, não quero vê-Ia preocupada. Escolho uma lancha, está bem assim?

 

- Oh! Filhinho, você é um anjo.

 

E, lá no Guarujá, todos os fins de semana ficávamos passeando de lancha. Papai nos ensinou a esquiar. Era fabuloso!

Na terceira série aconteceram coisas interessantes, mas o que mais deixou meu irmão comovido foi o dia em que o diretor o chamou e disse:

- Renato, temos o pedido de um preso que cumpre pena na penitenciária do Estado. Ele quer conhecê-Io. Diz ter ganho o jornalzinho do colégio e que o leu todinho, adorando o seu trabalho sobre a bandeira.

Renato ficou maravilhado. Telefonou ao pai pedindo permissão para ir à penitenciária.

Fomos, Renato e eu, em companhia do nosso professor de português.

O preso tinha o rosto macilento, o olhar triste, deveria ter uns 40 anos. Estava com roupa azul, os cabelos cortados e as unhas limpas.

Contou que matara um homem em uma briga em defesa de um velho. Foi assim: ele estava em uma venda, em Osasco, bebendo cerveja. O velho encostou a cadeira na parede de um tal jeito que só os dois pés traseiros ficavam no chão, os outros dois a uns vinte centímetros do chão. E foi aí que entrou um homem jovem, alto e forte, e disse:

 

- Segurando a parede, hem, vovô? Aposto que se pegar assim nos pés da cadeira o vovô cai de costas no chão.

E sem dar tempo ao pobre velho para se levantar, ele segurou os pés da cadeira e os puxou, largando rápido e o velho ficou estatelado no chão. Foi aí que o preso se voltou para o recém-chegado:

 

- Não faça mais isso. Respeite os velhos, pois esse homem aí poderia ser nosso pai.

 

E assim começou a briga. Os dois armados com facas lutaram e o preso venceu e sobreviveu, apesar de ficar bastante ferido. Ia ficar preso seis anos. Já tinha passado dois. Ele aprendera a ler e a escrever na prisão. Também aprendera a amar e a venerar a Pátria. Ele também fizera um trabalho sobre a bandeira, e tirou do bolso um papel dobradinho e o entregou a meu irmão.

- Diga-me se gosta.

Renato leu alto. A composição era muito bonita. Renato o abraçou e o preso beijou-lhe as duas mãos com lágrimas nos olhos a escorrer-lhe pela face. Depois disse com a voz embargada:

- Eu tenho um filho de sua idade que me despreza porque matei. Nunca mais senti seus braços em meu pescoço. Isso é muito triste.

O preso chorava. Esperamos ele se acalmar e ficamos atentos ao que ele falava:

- Eu quis conhecê-Io para lhe pedir um favor, senhor Renato. Soube que o senhor é o primeiro aluno da classe e que tem um bom coração, ajudando as pessoas que precisam do senhor.

 

Renato olhou para o nosso professor, ficando vermelho.

Renato ficava encabulado quando o tratavam cerimoniosamente. O preso continuou:

 

- Meu maior desejo é ver o meu filho. Traga-o para mim.

Sei que o senhor será capaz disso. Aqui está o endereço ...

A noite, quando papai chegou, Renato pediu-lhe que o levasse à casa do preso lá em Guarulhos.

Chovia muito nesta noite, e o carro de papai não conseguiu descer a rua indicada pelo preso. Era uma rua de terra com grandes buracos e corri casas paupérrimas. Também não havia luz elétrica, nem na rua, nem nas casas. Fiquei olhando a rua com o coração batendo de medo. Papai fez questão de nos acompanhar e nunca mais aquela noite me saiu da cabeça. Ainda ouço a risada de Renato, quando escorregou alguns metros e foi parar em uma poça de lama. E depois de uma hora, quando nos encontrávamos molhadinhos e sujos de lama, sem termos conseguido encontrar a casa do preso, olhamos um para o outro e batendo as mãos nas roupas para nos limparmos começamos a rir sem parar. Papai permitiu que Renato e eu voltássemos no dia seguinte.

 

Acordei com Renato abrindo a cortina da janela de meu quarto, gritando:

- Acorde, dorminhoco, olhe que dia lindo e cheio de sol, o céu está azul. Esqueceu que tem que ir à casa do preso?

Com o sol e o dia claro, a rua melhorou um pouco, e encontramos a casa. Era uma casa toda em ruínas, paupérrima e suja. Entramos, e encontramos a mulher e o filho do preso.

O menino era magro, feio, mal vestido e petulante.

- Não conheço nenhum homem que esteja preso. Meu pai morreu quando eu era criança.

E eu de boca aberta ouvia Renato conversar com o menino, que nem parecia ter 13 anos, era baixo e desnutrido.

- Como é o seu nome?

- Meu nome não interessa, quero que me deixe em paz.

Não vou a lugar nenhum, moro neste lugar horrível que você está vendo, mas prefiro pisar a lama a pisar o cimento de uma cadeia, eu ...

- Mas pense, por favor, na dor que sente aquele pobre homem que é o seu pai. Aquele homem que só matou para defender um velho. Ele sofre porque o filho o renega. Pensa que ele é seu melhor amigo. Contou-me que quando castigava você sofria muito, talvez mais do que você, e que nunca o fez chorar senão para o seu próprio bem. Hoje sozinho, encarcerado, ele sente amargamente por lhe haver castigado algum dia. Vá, meu amigo, vá onde está o seu pai, ponha a cabeça em seu peito e peça-lhe para abençoá-Io.

 

E assim eu ouvia o meu querido irmão enfiar na cabeça daquele menino raivoso ternura e amor, e quando o menino cobriu o rosto com os dois braços e começou a soluçar vi que lágrimas corriam pelo rosto de Renato. Ele virou-se e perguntou:

 

- Rober, você tem algum dinheiro aí?

Enfiei a mão no bolso e dei-lhe o dinheiro com que ia comprar o presente da mamãe em homenagem ao dia das mães.

Renato ajudou com o dele e disse ao menino:

- Aqui está algum dinheiro para você comprar algo que desejar para o seu pai. Penso vir buscá-Io no domingo para irmos à cadeia, juntos.

O menino estendeu a mão, pegou o dinheiro e balançou a cabeça em sinal afirmativo.

 

Nesta noite, Renato convidou-me para dormir com ele e quando estávamos deitados, como de costume, disse:

- Rober, aqueles presos não me saem da cabeça. Ficam lá sem fazer nada. Você já pensou se eles tivessem alguma atividade, se executassem algum trabalho e o vendessem para ajudar no sustento da família? Ah! Rober, se eu pudesse fazer alguma coisa por eles.

 

E assim Renato pegou no sono, pensando naqueles que por uma infelicidade, ou por serem malvados, estão encarcerados.

Renato foi levar o filho do preso como prometera. Eu não o acompanhei porque no clube houve disputa de natação e eu era um dos participantes, mas depois Renato me contou que o pai e o filho ficaram abraçados uma porção de tempo, chorando sem parar. O filho disse que nunca mais faltaria nas visitas de domingo.

- Escute aqui, Rober: quantas roupas você tem? - Eu ri.

- Sei lá. Meu guarda-roupa está tão cheio que nem consigo fechar as portas.

Então esvazie-o, pois as roupas cabem direitinho no José.

José? Quem é José?

José é o nome do filho do preso. As minhas roupas são muito grandes. 


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Marcio Mafra
12/11/2016 às 00:00
Brasília - DF

Em janeiro de 2007 peguei o livro Estudante II da minha prateleira. Não tinha nenhuma referência pessoal sobre este livro. Então, antes de registrá-lo fiz a sua leitura.  Era (e ainda é) um livro do gênero (ou de assunto) para adolescentes, com uma historinha muito fraca e inverossímil. A autora Adelaide Carraro escreveu sobre a gravidade e o perigo do “uso de drogas” pela juventude, mas, em minha opinião ela fantasiou uma barbaridade, escrevendo quase um conto do chapeuzinho vermelho. Sou leitor comum e conceituei o livro como péssimo. Coisa curiosa aconteceu na época do registro: provavelmente por um erro de digitação, cataloguei o livro como do gênero “Erotismo”. Nesta data, corrigi o gênero para “adolescente”. Mesmo assim, para minha surpresa e incompreensão o livro “Estudante II” é campeão de acessos no site Livronautas. E ocupa esta posição por mais de 9 anos consecutivos. Agora, em outubro de 2016, ao receber montanhas de livros para eventuais doações da Livronautas, entre eles, encontrei o exemplar do primeiro livro “ESTUDANTE”.

Fiz a leitura imediatamente. Não consegui mudar minha opinião sobre o ESTUDANTE II, nem sobre o primeiro ESTUDANTE que acabei de ler. 


 

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