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Dor de Facão & Brevidades

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Dor de Facão & Brevidades

Livro Ótimo - 1 opinião

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Autor: roã

Editora: Edição da Autora

Assunto: Crônica

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 216

Ano de edição: 2016

Peso: 260 g

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Ótimo
Marcio Mafra
10/10/2016 às 22:56
Brasília - DF
Pelo dedo se conhece o gigante, pela letra se conhece o talento do escritor.
Dor de Facão & Brevidades é livro de breves contos e crônicas.
Haruki Murakami – escritor de enorme sucesso no Japão – diz que o conto é o poder da síntese e quem escreve um conto sintetiza história que pode ser desenvolvida num romance.
Assim é “Dor de Facão” e assim é o estilo da baiana roã.
Os contos e as crônicas são gostosas, divertidas, bem humoradas, doces, inteligentes, e delicadas. (Diferença entre uma coisa e outra: conto é ficção, crônica é história) Dos quase cinquenta contos é destaque o “el cocinero loko” que ensina o leitor fazer “brevidades”. Enquanto se delicia na leitura, “experimenta detalhes que despertam grandes prazeres”. Sensacional.

Marcio Mafra
10/10/2016 às 00:00
Brasília - DF

São quase cinquenta contos e crônicas de pura ficção, tragédias do dia-a-dia, lendas urbanas, delicadas bahianices, inocentes bahianadas, humor por vezes bastante simplório – tudo tão doce e gostoso como brevidades.

Marcio Mafra
10/10/2016 às 00:00
Brasília - DF

Era domingo, 29 de abril de 2012. Quando Rafael Donato marcou o gol da vitória aos 44 minutos do segundo tempo, todo o mundo teve a certeza de que Deus era tricolor. Inclusive Moema, que pulou da cadeira e saiu correndo e gritando pela sala feito uma desvairada.

Começou a subir e descer a escada que dava para o segundo andar, como sempre fazia ao assistir ao jogo em casa. Ninguém nem viu que tropeçou; somente quando os foguetes lá fora já silenciavam foi que Omar se deu conta da noiva estendida sobre os degraus mais baixos:

- Moemaaaaaaaa!!!!!

Todos correram para acudi-la.

- Ninguém mexe nela! Ninguém mexe! Chama o SAMU!

Cidinha pegou o celular enquanto os outros, à volta de Moema, não se mexiam nem nela, falavam tudo ao mesmo tempo e não sabiam o que fazer. Omar se aproximou e cuidadosamente sentiu o pulso da futura esposa: nenhum sinal de vida da mais alegre torcedora que o Esporte Clube Bahia jamais conhecera.

A turma do trabalho chegou em peso ao velório na manhã seguinte, cada um trazendo em si o mesmo espanto. Todos balançavam a cabeça estupidamente, num esforço impossível de entender como era que uma moça de 28 anos, feliz, bonita, saudável; que não bebia, não fumava nem jogava a dinheiro; gente boa, de casamento marcado pra novembro, podia estar ali coberta de flores, com umas moscas filas da puta já sobrevoando o caixão?

Balila, melhor amiga e ex-futura madrinha de casório, permanecia em silêncio ao lado do rosto de Moema sem conseguir controlar os pensamentos, enquanto impedia que os insetos pousassem sobre a sua morta.

Falta de respeito, isso sim, mas é um bando de mosca, a gente pode exigir respeito? E quando os vermes todos estiverem comendo a carne dela, vão saber que deveriam passar fome em razão da qualidade de pessoa que ela era? Que nada! vão devorar a pobrezinha do mesmo modo como devoram um bicho ou tanta gente que não presta. Que nem devem ter passado o dente na santa Irmã Dulce, pra eles é tudo igual. Essa carne da gente não vale é de nada. Não importa se você foi bom ou ruim, acaba do mesmo jeito. Pelo menos nos cabelos dela eles não vão conseguir dar nem um taco: tem formol pra caralho, por conta da escova progressiva. Boa! Vão se fuder, rebanho de sacana!

Só não dou uma gargalhada aqui porque a galera vai achar que eu tô maluca. Mas toma, bactérias, bem-feito! Se fodam!!! Hehehehe

O compasso Largo do velório tornou-se Andante com chegada de Omar, trocando as pernas de tanto sedativo, amparado por dois de seus irmãos. Trazia uma bandeira do Esquadrão de Aço, com a qual cobriu o caixão. Sabia que Moema ficaria feliz por se saber abraçada pelo time do coração e demais vísceras.

Coração, pulmões, vesícula, a porra toda! - Balila pensava. - Acho que até o apêndice inflamável e dispensável dela era Baêa. Sabia tudo. Sabia que o autor do hino era Adroaldo Ribeiro Costa e que seu tabagismo convicto era a causa dos dedos amarelos. Estava a par de todos os detalhes, até de que dizem que Marcelo Guimarães Filho usa Kolene no cabelo. Não sei como as bactérias reagiriam a Kolene, mas as madeixas de Moema sei que vão se manter lindas e bem tratadas por toda a eternidade.

Hora de fechar o caixão, quando todos deitam os olhos pela última vez sobre o pálido clone de quem se despede, que por merecimento próprio ou o de queridos próximos conta agora com sua presença e homenagem.

No caminho para a sepultura, Balila fez questão de segurar uma das alças.

Deus devia estar distraído, comemorando o gol do Baêa, pra deixar que Moema caísse da escada e quebrasse o pescoço assim.

Porque Deus sempre protege a gente, é o dever dele como Pai. É fato.

Quando baixaram a amiga ao túmulo no caixão coberto pela bandeira azulvermelhobranco, Balila alarmou-se e berrou para todos os ouvidos:

- Ou será que Deus torce pra time de fora?!?!?!?

Como Moema, tinha uma raiva danada de baiano que não fosse Bahia, Vitória, Galícia, Ypiranga, Bahia de Feira, Colo-Colo ou algum outro da terra, tudo uma cambada de traidor. 


  • Estreia Literária

    Autor:

    Veículo:

    Fonte: Tribuna da Bahia

     

     

     

     
  • Estreia Literária - Blog Borim Bora

    Autor:

    Veículo: Blog Borim Bora

    Fonte: http://borimbora.blog.br/2016/08/15/livro-de-contos-e-cronicas-marca-estreia-literaria-de-autora

    DOR DE FACÃO & brevidades é o instigante título do livro da estreante roã (assim mesmo, em minúsculas), que terá tarde/noite de autógrafos no dia 20 de agosto, das 17h às 20h, na Biblioteca do ICBA – Goethe-Institut, no Corredor da Vitória. Com 216 páginas, o livro – uma publicação independente da própria autora –, traz 45 contos e crônicas que mesclam ficção e realidade, humor e tragédia, fazendo um retrato da vida urbana brasileira. O preço sugerido para compra em livrarias é de R$ 60,00, mas existe a opção da versão eletrônica (e-book), comercializada por R$ 30,00, que poderá ser solicitada através do e-mail dropaute@compos.com.br. Quem está por trás do pseudônimo é a jornalista baiana, professora, intérprete e tradutora de inglês e alemão e, agora, escritora, Rosana Milliman. “Escrevo sobre o que vejo em Salvador, o que vivo e vivi, e também sobre o que não vi nem vivi mas faz parte de mim”, declara roã, uma apaixonada pela cidade onde nasceu e vive. Para viabilizar seu primeiro livro, roã lançou mão do moderno recurso do crowdfunding, que em bom português significa financiamento coletivo. E foi contando com o apoio dos amigos que o projeto saiu do papel. A ilustração da capa foi criada e presenteada pelo artista plástico/gráfico Joãozito; o fotógrafo Roberto de Souza foi quem fez a foto de uma mariposa sobre um fundo laranja, que a autora se identificou e tratou de assumir como “seu retrato”; o Professor Dr. Décio Tôrres Cruz assinou o prefácio; a jornalista Carla Bittencourt foi a responsável pelo texto de apresentação. O amigo do mundo virtual, Rafael Mafra, além de escrever a orelha, ajudou com a campanha decrowdfunding e, juntamente com Alan Freitas, se dispôs a criar o e-book de cortesia.
  • LANÇAMENTO DO LIVRO DOR DE FACÃO & BREVIDADES

    Autor:

    Veículo: SITE BAHIA NOTÍCIAS

    Fonte: http://www.bahianoticias.com.br/cultura/coluna/4704-sociale-debut-nas-letras.html

    Estreando no mundo das letras, a jornalista baiana, Rosana Almeida, lança o seu primeiro livro, sob o pseudônimo ‘roã’. Intitulado "Dor de Facão & brevidades, o livro terá tarde/noite de autógrafos na Biblioteca do ICBA – Goethe-Institut, no sábado, 20, das 17h às 20h, com coquetel tipicamente baiano. Com 216 páginas, Dor de Facão & brevidades traz 45 textos, entre crônicas e contos, que mesclam ficção e realidade, humor e tragédia, fazendo um retrato da vida urbana brasileira
  • Escritora baiana lança livro de contos e crônicas

    Autor: Carolina Ferrari

    Veículo: A Tarde

    Fonte: http://atarde.uol.com.br/noticias/imprimir/1795249

    Salvador, ficção, realidade, humor e tragédia estão em Dor de Facão&brevidades, primeiro livro de contos e crônicas de roã, pseudônimo da escritora baiana Rosana Milliman. A obra terá sessão de autógrafos neste sábado, 20, a partir das 17 horas, no Goethe Institut (Icba), no Corredor da Vitória. A intenção da autora não é somente relatar suas experiências, mas também declarar o amor pela cidade onde nasceu. "Além do desejo de que o livro venha a contribuir para que os que implicam com Salvador passem a deitar um olhar mais carinhoso sobre ela, espero compartilhar sentimentos, fazê-lo rir e quem sabe se identificar em alguns momentos", explica. A publicação, que tem 216 páginas e mescla diferentes gêneros literários, surgiu após uma campanha de financiamento coletivo na internet e entre amigos, com textos coletados entre 222 publicados anteriormente em seu blog (www.rosanamilliman.wordpress.com) e em outro livro, que não foi editado. Segundo Rosana, o título reflete bem o tom que ela quis dar a obra. "A vida tem, sim, dor de facão, mas tem também as delícias representadas pelos bolinhos chamados 'brevidades'", comenta. Carreira A autora, que sempre esteve ligada ao mundo da escrita de forma indireta, gostava de escrever sua rotina em diários. Jornalista, professora, intérprete e tradutora, Rosana passou pelo cinema e também fundou com amigos uma produtora de vídeo, realizou alguns trabalhos premiados em festivais nacionais e internacionais. Porém, a vontade de escrever nunca deixou de estar presente. "Escrever sempre foi natural pra mim. Comecei quando peguei catapora, aos 9 anos, e fiquei de molho, sem poder ir à escola. Tenho meu dia a dia registrado em diários até meus 20 e poucos anos. Quando criança, também escrevia peças, que encenava na escola ou obrigava os parentes a assistir quando havia reuniões familiares. Depois debandei para cinema e principalmente vídeo, até me convencer de que sou melhor escritora". Convicta do poder do acaso e sem fazer planos para o futuro na carreira literária, Rosana espera, mesmo, tocar os leitores. "O que me faria mais feliz, no entanto, é que minhas palavras encontrassem um lugar no coração e no braço das pessoas, pois é fruto direto desses meus dois órgãos".
Marcio Mafra
10/10/2016 às 00:00
Brasília - DF

Rafael por volta de agosto ou setembro de 2015 solicitou publicação no site Livronautas de um banner alusivo ao “crowdfunding” (campanha de financiamento) para juntar grana e assim contribuir com parte custos de edição e publicação do livro “Dor de Facão & Brevidades”.

O banner ficou “no ar” até dezembro. Nem sei se deu algum resultado. Acho que não. Qual não foi minha surpresa, agora no início de setembro 2016 recebo – com frete pago e tudo – um exemplar do livro, autografado pela autora, com a nota: “Para Márcio, com carinho e gratidão pela força. Roã, 07.09.2016”. Logo em seguida viajei ao Marrocos. Um dos pontos altos dessa viagem foi ler Dor de Facão em Marrakesh. Vou sugerir a autora fazer “crowdfunding” para custear hospedagem de leitores em Marrakesh. Tenho plena convicção que seu livro será imediato sucesso internacional.

Além de haver recebido o livro sem nenhum custo, a autora autorizou Livronautas publicar integralmente Dor de Facão & Brevidades no sistema “e-book”. Sorte de nossos leitores.


 

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